A alma das marcas: Gallery, São Paulo, 1982

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

A Cidade de São Paulo, das décadas de 60 a 80, seguindo uma tendência das grandes metrópoles do mundo, possuiu locais de entretenimento bastante sofisticados e exclusivos, onde a elite paulistana pode desfilar e desfrutar de boa música, shows refinados e gastronomia requintada.

 

Neste concorrido mercado, o Gallery se destacou. Predominou nos anos 1980 de forma absoluta com seus salões que serviram para namoros, casamentos e para o marketing de produtos e eventos de luxo. Foi neste contexto que, dirigindo a marca de moda infantil Caramelo, e tendo filhos ainda pequenos, percebi que também as crianças não estavam alheias ao prestígio do Gallery. Afinal era o lugar que os pais eram sócios, mas elas não podiam ir. Oportunidade e tanta para divulgar a marca dentro do segmento desejado.

 

Convidamos então os filhos dos sócios através do Jornal do Gallery, com uma chamada feita pela Angélica. Naquela época a sensação das passarelas infantis e Top Model da marca Caramelo:

 

 

Bem, o evento ficou como marco da marca Caramelo. Além de provar que as marcas realmente têm alma, pois Caramelo e Gallery já não tem mais corpo, mas a alma permanece. Se duvidar, pergunte a quem as conheceu.

 

Visite o álbum de fotos e veja se você reconhece algumas das personalidades que eram e são destaque da sociedade paulista. Vale a pena ampliar as imagens, clicando no canto inferior à direita, para aproveitar a festa:

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Foto-ouvinte: a cara de São Paulo aos 459 anos

 

O sol nasce na Mooca

 

Um céu colorido pelo dia que começa na Mooca, dos mais tradicionais bairros da capital paulista, foi escolhido pela ouvinte-internauta Ana Lucia Vieira Santos para representar a “Cara de São Paulo aos 459 anos”. Esta vista, ela tem do terraço do prédio onde mora.

 

Veja o álbum completo com fotos enviadas pelos ouvintes-internautas e nossos colegas da CBN com a “Cara de São Paulo aos 459 anos”.

Conte Sua História de SP: cheguei dia 25 para ficar

 

Por George Nogueira de Lima
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

 

Ouça o texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

Vinte e cinco de janeiro de 1999. Foi exatamente esta data que saí de Fortaleza, no Ceará, para tentar a vida em São Paulo. Viajei por aproximadamente 50 horas em busca de fazer a vida na “cidade grande”. Tinha apenas 19 anos. Se quer tinha concluído o ensino médio. Tão logo cheguei na cidade comecei a trabalhar de office boy em uma pequena assessoria de cobrança, que fechou as portas em menos de seis meses de atividade. Foi aí que comecei a fazer o supletivo para concluir o ensino médio e melhorar as expectativas de vida. Concomitantemente, fui trabalhar na região do Brás, fazendo estoque em uma loja de cama, mesa e banho.

 

Findo o ano de 1999, conclui o ensino médio e emendei o vestibular em uma faculdade de Direito. A partir daí, as coisas melhoraram, e com pouco mais de seis meses de faculdade consegui um estágio, minimizando um pouco o sofrimento de pegar caixas pesadas e percorrer as ruas Orientes, Maria Marcolina e adjacências. Concluí o curso de Direito no fim de 2004 e fui aprovado no primeiro exame da Ordem dos Advogados.

 

São Paulo me propiciou a fazer uma graduação. Também formei família. Hoje, tenho uma vida estável com casa própria, carro novo, faço viagens com a família … Tenho uma vida privilegiada, mas que me custou muito suor, noites em claro, frio, calor, saudades. Não foi fácil, mas não vim em busca de facilidades. Quem quer trabalhar, venha para São Paulo. Aqui tem. Tem trabalho e oportunidades. Hoje, sem renunciar a minha terra natal, me sinto cidadão paulistano. Sempre retorno à Fortaleza para gozar parte das minhas férias, mas sinto que meu lugar é São Paulo.

 

George Nogueira de Lima é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br e comemore os 459 anos de São Paulo.

No fim do JCBN: a balada do Obama

 

 

A simpatia do casal Obama segue conquistando o público americano como se percebeu nas homenagens pelo início do segundo mandato, nos Estados Unidos. Mais de 600 mil pessoas lotaram os jardins diante da sede do Congresso, onde Barack discursou para fortalecer o que pretende que sejam suas marcas nos próximos quatro anos: defesa das igualdades, com ênfase aos direitos dos homossexuais e das mulheres, respeito aos imigrantes e investimentos em energia renovável e na ideia da sustentabilidade. No baile inaugural, o primeiro casal voltou a esbanjar elegância e talento ao dançarem coladinhos “Let’s Stay Together”. A cerimônia se estendeu pela noite em diversas festas muito concorridas, como já é tradição em Washington. Os DJ’s do Jornal da CBN fizeram uma pesquisa no playlist do presidente e descobriram algumas das suas músicas preferidas:

 

Ouça a charge que encerrou a edição desta terça-feira, no Jornal da CBN, produzida pelo Clésio, Thiago, Felipe e Paschoal Júnior

Minha visita à Coimbra portuguesa

 

Por Julio Tannus

 

Coimbra, Portugal

 

Em tempos longínquos o local foi ocupado pelos Celtas, mas foi a romanização que transformou esta região culturalmente. A sua presença permanece nos vários vestígios arqueológicos guardados no Museu Nacional Machado de Castro, construído sobre o criptopórtico da Civita Aeminium, o fórum da cidade romana. Depois vieram os visigodos entre 586 e 640, alterando o nome da localidade para Emínio. Em 711, passa a ser uma cidade mourisca e moçarabe. Em 1064 é conquistada pelo cristão Fernando Magno e governada pelo moçarabe Sesnando. 

A cidade mais importante ao Sul do Rio Douro foi durante algum tempo residência do Conde D. Henrique e D. Teresa, pais do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que ali nasceu. Por sua mão é integrada em território português em 1131. Datam desse tempo, em que Coimbra foi capital do reino, alguns dos monumentos mais importantes da cidade: a Sé Velha e as igrejas de São Tiago, São Salvador e Santa Cruz, em representação da autoridade religiosa e das várias ordens que aqui se estabeleceram.

 

Foi em Coimbra que aconteceu o amor proibido de D. Pedro I (1357-67) e da dama de corte D. Inês, executada por ordem do rei D. Afonso IV, que viu nesse romance o perigo de uma subjugação a Castela. Inspirando poetas e escritores, a sua história continua a fazer parte do património da cidade. 

Durante o Renascimento, Coimbra transformou-se num lugar de conhecimento, quando D. João III (1521-57) decidiu mudar definitivamente a Universidade para a cidade, ao mesmo tempo que se criavam inúmeros colégios em alternativa ao ensino oficial. 

No séc. XVII os jesuítas chegaram à cidade, marcando a sua presença com a construção da Sé Nova. No século seguinte, a obra régia de D. João V (1706-50) enriquecerá alguns dos monumentos de Coimbra e sobretudo a Universidade e o reinado de D. José I (1750-77) fará algumas transformações pela mão do Marquês de Pombal, sobretudo no ensino. No início do séc. XIX, as Invasões Francesas e as guerras liberais portuguesas iniciaram um período conturbado, sem grandes desenvolvimentos para a cidade. Desde então foram os estudantes que a recuperaram e a transformaram na cidade universitária por excelência em Portugal.

 

História da Universidade

 

Coimbra, Portugal

 

Ao assinar o “Scientiae thesaurus mirabilis”, D. Dinis criou a Universidade mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. Datado de 1290, o documento dá origem ao Estudo Geral, que é reconhecido no mesmo ano pelo papa Nicolau IV. Um século depois do nascimento da nação, germinava a Universidade de Coimbra. Começa a funcionar em Lisboa e em 1308 é transferida para Coimbra, alternando entre as duas cidades até 1537, quando se instala definitivamente na cidade do Mondego.

 

Inicialmente confinada ao Palácio Real, a Universidade espraiou-se por Coimbra, modificando-lhe a paisagem, tornando-a na cidade universitária, alargada com a criação do Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e de um terceiro Pólo, devotado às ciências da vida. Estudar na Universidade de Coimbra é dar continuidade à história da matriz intelectual do país, que formou as mais destacadas personalidades da cultura, da ciência e da política nacional.

 

Com mais de sete séculos, a Universidade de Coimbra conta com um património material e imaterial único, peça fundamental na história da cultura científica europeia e mundial.

 

Coimbra
Amália Rodrigues

 

Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade
O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade
Coimbra do choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal, ainda
Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda
Coimbra das canções
Coimbra que nos põe
Os nossos corações, à luz…
Coimbra dos doutores
Pra nós os teus cantores
A fonte dos amores és tu.

 


Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve, às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: a cara de São Paulo aos 459 anos

Ponte Estaiada do alto

 

A Ponte Estaida, a despeito das polêmicas em torno de sua construção e funcionalidade, é o mais novo cartão postal da cidade. Inaugurada em 2008, batizada Octávio Frias de Oliveira e construída sobre o rio Pinheiros, é das imagens que mais chamam atenção em São Paulo. Na novela, na televisão, nas fotos feitas por ouvintes-internautas e, não poderia ser diferente, no foco da nossa colega Isabel Campos, que além de boa voz e repórter de rádio, tem olho clínico para captar as imagens da cidade, a ponte é a “Cara de São Paulo aos 459 anos”. Esta foto foi feita em um sobrevoo com o helicóptero da CBN.

 


Veja o álbum completo com as imagens enviadas pelos ouvintes-internautas para a série “A Cara de São Paulo aos 459 anos”.

Conte Sua História de SP: o caminhãzinho do meu pai

 


Por Elza Conte
Ouvinte-internauta

 

Ouça este texto sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Uma história de São Paulo dos anos 1950. Éramos quatro irmãos. Domingo à tarde era dia de passear no caminhãozinho de meu pai. Todos apertadinhos, cabíamos na sua cabine, mais minha mãe, que sempre levava um de nós no colo. Conforme fomos crescendo, e a cabine já não agüentava seis pessoas, o irmão mais velho e, às vezes, o mais novo, iam em cima do caminhão com orgulho da coragem de enfrentar uma viagem com todos seus perigos.

 

Quando chegávamos ao destino era sempre uma grande festa. Todos se divertiam muito com os passageiros que o veículo conseguia transportar. Cinto de segurança? O que é isto? Nem sabíamos da sua existência. Quando íamos à casa da Tia Angelina, irmã de meu pai, na volta o nosso primo Orlando, irmão postiço e sempre presente em nossa casa e vida, voltava junto no caminhãozinho, aumentando para sete o número de passageiros. Amado e inesquecível caminhãozinho.

 

Há muitas histórias sobre ele para contar-lhes.

 

Neste aniversário de São Paulo, hoje muito diferente das tardes de domingo passeando com nossos pais, sintam a diferença da segurança em que vivíamos e vivemos.

 

O nosso grande medo, nestes passados mais de 50 anos, era o Homem do Saco, um pobre infeliz que carregava um saco de estopa, estilo Papai Noel, cujo mal odor sentia-se de longe. Eu, sempre questionadora, argumentava porque Papai Noel não era mal cheiroso como o Homem do Saco. Seria porque no saco do Papai Noel havia presentes, e vindos do céu? Destaque-se que eu acreditei no bom velhinho até os nove anos de idade.

 

Lindas lembranças perceptivas que as conservo como recursos mentais para utilizar sempre que memórias menos agradáveis invadem minhas lembranças. Hoje, minha vivência de Coaching e Programação Neurolinguística tem explicações sistêmicas sobre essas fantásticas percepções, fundamentais e importantes para nossa saúde mental.

 

Quando a noite caía, na Rua Conselheiro Lafayette daqueles anos, um senhor de alcunha Mimi, que tivera morado nas proximidades, e sem teto, como hoje o chamaríamos, vinha dormir no caminhãozinho, devidamente autorizado por meu pai. Em um dos compartimentos do caminhão ficava guardado um velho cobertor, que era usado pelo Mimi e que, respeitosamente, no silêncio da noite, pegava o protetor de seu corpo maltratado pela bebida e pelo desgosto da solidão e se acomodava nas poltronas da cabine do veículo. As portas do caminhão não tinham fechadura. Podiam ser abertas a qualquer momento e por qualquer pessoa. Todavia, apenas o Mimi o fazia.

 

Às quatro horas da manhã, quando as luzes da casa já estavam acesas (meu pai era feirante e saia muito cedo para o trabalho), Mimi já se preparava e esperava sentado meu pai chegar, para tomar um cafezinho que ele lhe oferecia, religiosamente, todas as madrugadas. Às vezes, e por não ter destino a seguir, enquanto Mimi tomava seu café, meu pai o tinha como companhia para trocar algumas palavras dentro da madrugada de São Paulo, onde se conseguia ter um automóvel parado à frente de casa com as portas sem fechadura.

 

Para ocupar o tempo, Mimi voltava andando do local onde meu pai o havia deixado. Sentava-se à beira da recém-inaugurada Radial Leste, esperando que lhe fossem oferecidas algumas moedas. Sempre lembro dessa criatura que, espero, tenha tirado alguma aprendizagem dessa vivência e siga em paz onde estiver (minhas vibrações e pensamentos mais positivos a você Mimi).

 

Na volta do trabalho, meu pai trazia a xícara do Mimi, que era lavada para ser ocupada no dia seguinte. Esta história se repetiu até o dia que Mimi morreu tragicamente. Ainda me lembro da xícara em um cantinho de nossa pia, como que fazendo uma homenagem ao fiel guardador noturno do caminhãozinho de meu pai.
Histórias de uma São Paulo cheia de calor humano e com a segurança que nunca mais iremos encontrar.

 

Elza Conte é personagem do Conte Sua História de São Paulo. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br e vamos comemorar os 459 anos de São Paulo.

A charge do JCBN: o carro do Batman

 

 

O Batmóvel original da série de TV dos anos 60 foi vendido nesse fim de semana em um leilão, nos Estados Unidos. Rick Champagne, do Arizona, pagou U$ 4,2 milhões para realizar um sonho de criança. O carro do Homem Morcego foi tema de encerramento do Jornal da CBN, nesta segunda-feira, dia 21 de janeiro de 2013, que reproduzo em post para atender pedidos de ouvintes-internautas.

 

Ouça a história do carro do Batman na charge eletrônica do Jornal da CBN, produzida pelo Paschoal, Thiago, Clésio e Felipe.

Foto-ouvinte: a cara de São Paulo aos 459 anos

 

Prédio do Banespa
 

Batizado Altino Arantes, todos os chamam de prédio do Banespa. Os mais íntimos, Banespão. Mesmo que o dono atual seja o Santander. O edifício é um dos mais emblemáticos da capital paulista, o terceiro mais alto da cidade e o quinto, do Brasil. Tem a cara de São Paulo, como diz o autor da foto Ricardo Biserra.
 

Veja aqui o álbum com as imagens escolhidas pelos ouvintes-internautas da CBN para comemorar os 459 anos de São Paulo.

Conte Sua História de SP: nas ladeiras e bailes do Sumaré

 

Por Tarcísio Barbosa
Ouvinte-internauta da CBN

 

Ouça esta história sonorizada pelo Cláudio Antonio

 

Nasci em 15 de fevereiro de 1963, era um sábado de carnaval. Minha paixão por São Paulo pode ser descrita pela minha infância. Nasci e cresci no bairro do Sumaré num momento interessante de transição da cidade, dos anos 70 a 80.

 

Morávamos muito próximo da extinta Rede Tupi, que era a Globo da época, com liderança absoluta de audiência em todos os horários, sete dias por semana. Foi interessante conviver com o murmúrio dos fãs e atores que circulavam pelas redondezas. As novelas eram filmadas no terreno da “caixa d’água” como chamavam o reservatório de água da região, que ficava em frente ao prédio da Tupi, hoje MTV. Agora, ali é uma praça pública.

 

O bairro do Sumaré, por sua topografia, foi o berço do skate paulista. A pracinha do skate, na verdade, era um circuito de ruas muito calmas que estão entre a Dr. Arnaldo e a Heitor Penteado, com ladeiras perfeitas para o esporte. Nos fins de semana, se reuniam mais de 500 pessoas e até o tráfego de veículos era comprometido.

 

A década de 1970 foi recheada de skate, bailes domingueiros na Sociedade Esportiva Palmeiras e os bailinhos que aconteciam sextas e sábados nas garagens ou nas próprias casas. Nestas festas eram comuns brigas de turmas pois a rivalidade existia entre os moradores de diferentes locais do bairro.

 

No Sumaré também soltávamos muito pipas, diversão típica nas férias escolares.

 

Um fato interessante foi o convívio com os irmãos Vilas Boas. A sede da FUNAI funcionou durante anos em frente ao prédio que minha família morava na Rua Capital Federal. Assim convivíamos com os índios que eram trazidos do Xingu para tratamento ou outras necessidades.

 

Já na década de 1980, o bairro se tornou muito mais populoso e com concentração enorme de prédios. Não era mais possível andar de skate devido ao trânsito. A Tupi foi extinta, e virou Rede Manchete com suas operações concentradas no Rio, tirando todas as atividades da antiga sede. A Funai saiu do bairro. E a Sociedade Esportiva Palmeiras deixou de promover os famosos bailes domingueiros.

 

Não quero parecer nostálgico. A proposta não é essa. Quero, sim, dizer que amo minha cidade. São Paulo me proporcionou ser quem sou, e ter tido uma infância rica em brincadeiras na rua, em contato com as pessoas, sem medo de violência e desfrutando do convívio de muita gente interessante.

 

Vou completar 50 anos e, atualmente, moro no Cambuci com minha mulher minha filha e meu filho. Faço questão de passar pelas ruas do Sumaré sempre que possível, é uma forma de relembrar como foi boa minha infância e adolescência.

 

Tarcisio Barbosa é o personagem do Conte Sua História de São Paulo. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br e vamos comemorar juntos os 459 anos de São Paulo.