A moda muda as pessoas…

 

Por Dora Estevam

… ou as pessoas mudam a moda. Isso é normal, durante as fases da vida vamos lapidando o nosso jeito de ser e, consequentemente, o de vestir. Como não estamos sendo fotografados todos os dias nem nos vemos em revistas com frequencia não percebemos esta diferença com facilidade. As vezes nos damos conta quando encontramos um amigo e este comenta a aparência diferente. Pode ser um cabelo que cresceu ou que caiu, uma aumentada na silhueta, um estilo de roupa que antes não usava.

Veja o exemplo da artista Kelly Osbourne. Quando ela apareceu na mídia ,cerca de 10 anos, era uma garotinha punk que cativou o público da MTV com sua atitude atrevida e rebelde. Hoje, o radar continua ligado na garota, mas o motivo é totalmente diferente: o estilo pessoal. A moça trocou o negrito do punk por coleções mais elegantes, incluindo terninhos e vestidos, e uma coleção de sapatos exclusivos. Com tudo isso, ficou reconhecida no mundo da moda, também.

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Outra atriz que se transforma da tela para a vida pessoal é Jéssica Alba. Impossível não se encantar com o jeito meigo de Alba. A moça é cativante, todos os papéis dela na tela são adoráveis. Embaixadora da Revlon (produtos de beleza) por cinco anos, a atriz de primeira linha é aficcionada por produtos de beleza. Sem contar que o guarda-roupa da moça é considerado bem avaliado.

Com uma carreira ininterrupta Alba tem a possibilidade de variar bem as personalidades. Segundo os editores, a moça leva a sério esta questão de moda.

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Vejam como são as coisas, enquanto os vestidos de lantejoulas brilham nas araras, neste fim de ano, como pacotão de férias, o modelo mais cobiçado durante anos está sendo preparado para a proxima estação: o velho e elegante terninho.

Ele reaparece num estilo mais feminino, com aberturas especiais, cortes diferenciados. De qualquer forma, é impossivel separar o terno do criador, Yves Saint Laurent, criador e pioneiro na década de 1966, do ícone Le Smoking.

Não importa o estilo ou o corte ou os detalhes do terno, o interessante é que a brincadeira de androginia voltou: use e abuse das novas silhuetas. E não tem como negar que o terno é uma altrnativa perfeita para os cocktails e eventos sazonais.

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Dora Estevam é jornalista e escreve aos sábados no Blog do Mílton Jung

Jogada rara no futebol

Dignidade e ética são palavras que costumam não combinar com futebol. Mas fazem parte da estratégia do técnico Franco Navarro, vice campeão peruano pelo Leon de Huanuco, provável adversário do Grêmio na Libertadores 2011 – pelo que se constata ao ler reportagem publicada na primeira página do uruguaio El Pais.

Navarro abriu mão do título do campeonato nacional do Peru ao deixar fora da equipe seu melhor jogador, o volante argentino Gustavo Rodas, que havia sido expulso na partida anterior por ter se envolvido em uma briga generalizada. A Comissão de Justiça da Associação Profissional de Futebol, porėm, deu ao jogador efeito suspensivo sob a alegação de que ele não havia agredido ninguém – mesmo que as evidências mostrassem o contrário.

“Todos concordam, inclusive Rodas, que não se deve tirar vantagem de algo errado. Há muita hipocrisia no futebol, porém, este clube tem dignidade”, disse o treinador em atitude pouco comum ao esporte. Com a derrota por 2 a 1 para o San Martín, Navarro perdeu pela quarta vez a disputa do título nacional, mas parecia bem mais preocupado em defender seu caráter a uma taça.

Com este gesto, Navarro mexe com nosso mais básico instinto de torcedor e põe em xeque comportamentos com os quais nos acostumamos na busca pela vitória.

Antes de aplaudir a atitude dele, no entanto, pense o que você diria ao técnico do seu time caso ele tomasse a mesma decisão.

Considerações sobre a eleição na Câmara de Vereadores

 

Vi de longe a reta final da disputa pelo comando da Câmara Municipal de São Paulo, um distanciamento provocado pelas férias neste mês de dezembro que também me afastou do blog. Faço a ressalva assim que começo a escrever este post, pois isto me impediu de assistir às cenas dos últimos capítulos da novela que se transformou a briga pela presidência da Casa e posso ter perdido alguns momentos significativos.

A vitória de José Police Neto (PSDB) não surpreende, pois foi resultado de projeto construído pelo vereador nos últimos quatro anos. Pode-se dizer até mesmo que a carreira política dele o levou até o posto. Neste segundo semestre, a postura incisiva do prefeito Gilberto Kassab (DEM), porém, foi fundamental – uma ação que não se resumiu às conversas em conjunto com Police e Milton Leite, seu adversário, como o vereador deu a entender em entrevista.

A interferência de Kassab impõe ao novo presidente da Câmara seu primeiro desafio. Provar de que não será um mero despachante de projetos do Executivo. Tem capacidade para isso, mas precisará se impor aos interesses políticos do prefeito que desde antes mesmo da eleição presidencial já se movimenta com astúcia no sentido de preparar seu futuro político visando a disputa para o Governo do Estado de São Paulo.

Police Neto conhece como poucos os bastidores da Câmara Municipal e por isso não deve ter dificuldades para conversar com o PT e o que resta do Centrão na montagem de uma pauta que interesse ao cidadão, apesar da promessa da oposição de jogar pesado no próximo ano, afinal tem seus próprios interesses eleitorais, em 2012.

Outro desafio, será o de oferecer à população um espaço para debate há muito reclamado pelas entidades organizadas que acompanham o trabalho legislativo. Precisa tornar realidade a esperança depositada nele por alguns desses grupos que acreditam na possibilidade de que os atos na Câmara sejam transparentes e os critérios que definem sua pauta, claros. Muitos desses desejos expostos em série de entrevista feita pelo CBNSP disponível neste blog.

Uma mudança pouco comentada – levando em consideração meu acesso restrito às informaçōes nestes últimos dias – mas que pode ter importância na grandeza que se deseja ao legislativo municipal: a corregedoria da Câmara, após cinco anos, sai das mãos de Wadih Mutran (PP) e passa para as de Marco Aurélio Cunha (DEM). O primeiro exerceu em seu mandato aquilo que seus pares desejavam, engavetou toda e qualquer possibilidade de investigação. Que Marco Aurélio faça aquilo que o cidadão e a cidade necessitam, apuração e punição de toda e qualquer irregularidade.

Café no Brasil, maior produtor mundial, pior bebedor nacional

 

Por Carlos Magno Gibrail

jack johnson:supposed to be

Há tempos somos os maiores do mundo na produção do café, e estima-se, a partir deste ano também no consumo.

E, não é pouco, pois o produto café emprega 8% da população mundial, sendo o segundo maior gerador de riquezas, atrás apenas do petróleo.

As perspectivas globais são fantásticas, pois o crescimento de consumo é da ordem de 1,9% ao ano e da produção de 0,6%. As estimativas nacionais são explosivas, pois per capita chegamos a aproximadamente 6 kg, equivalente da Alemanha, superior a França e Itália, mas metade dos países nórdicos como Finlândia, Noruega e Dinamarca, além de tomarmos café de baixa qualidade e de extrema equivalência, de acordo com os especialistas.

Nelson Barrizzelli, professor, economista, consultor de consumo, e acima de tudo um dos 320 000 cafeicultores brasileiros nos deu o seguinte depoimento, num dos raros restaurantes que servem na capital paulista um café compatível com a excelente qualidade do cardápio:

“Infelizmente ainda precisamos trabalhar muito a qualidade do café para oferecer ao consumidor uma bebida diferente daquela com a qual ele está acostumado há dezenas de anos. Na prática o consumidor brasileiro precisa reaprender a tomar café”.

“Por razões econômicas a qualidade do café comumente vendido, com raras exceções, deixa muito a desejar. Grãos de qualidade inferior e até grãos rejeitados por não por possuírem características mínimas para oferecer aroma e sabor adequados, são torrados quase até a queima e moídos com granulação muita fina para esconder as imperfeições da matéria prima utilizada. A torra excessiva aliada à moagem, deram ao consumidor a percepção de que o café brasileiro é um café forte. Na verdade ele é amargo e queimado”.

“Foi preciso que empresas estrangeiras entrassem no mercado brasileiro, com café importado do nosso país e em seguida torrado e moído na Europa, para nos ensinar de que existem bebidas aromáticas e sem amargor. Isto ocorre porque, nestes casos, são usados unicamente grãos selecionados, de origem conhecida e manufaturados em equipamentos de última geração”.

“Como não podia deixar de ser, esse produto é muito mais caro do que a maioria dos cafés vendidos nos supermercados, mas o prazer de tomar uma bebida com a certeza de que se trata do melhor produto que o mercado pode oferecer, compensa o custo”.

Outro especialista, Marcelo Pierossi, engenheiro agrícola e editor do Blog do Agronegócio transmite a seguinte advertência da SINCAL Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite:

“Senhores cafeicultores e consumidores estamos bebendo tão somente 35% do café que dá a palatabilidade, aroma e outras propriedades organolépticas que caracterizam o café de qualidade”.
É a porcentagem de café arábica de qualidade, misturada a 65% de robusta e outros grãos inferiores.

“A SINCAL, como legitima representante dos cafeicultores, toma a liberdade de aconselhar a ABIC Associação Brasileira da Indústria do Café a segmentar e diferenciar, enfaticamente como se faz o bom marketing em praticamente todos os segmentos da economia desde as bebidas, indústria alimentícia, até as indústrias mais pesadas como de carros e aviões”.

“O café como o vinho oferece nuances muito particulares que proporciona uma segmentação com agregação de valor numa escala extraordinária”.

“Vamos esquecer o drawback. Precisamos vender e não comprar. O Brasil possui a maior gama de tipos e qualidade de café do mundo. Produzimos cafés nos mais diferentes tipos de solo, altitude, latitude, longitude numa extensão territorial quase que continental dando a maior diversidade do mundo e não justifica importar café”.

“Vendemos sempre muito barato detonando com os preços do mercado mundial. Chega de Commodity, vamos segmentar, diferenciar, agregar e valorizar o nosso precioso CAFÉ como é feito pelos mercados desenvolvidos”.

Na cerveja, na carne, o Brasil já demonstrou competência suficiente. Esperamos que Barrizzelli, Pierossi, SINCAL e outros que pensem e ajam da mesma maneira possam sensibilizar o mercado.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve no Blog do Mílton Jung

CBN SP no Parque da Aclimação

 

Foi jardim, teve zoológico, esteve ocupado, mas, atualmente, é reconhecido com um dos bons parques da cidade de São Paulo. Refiro-me ao Aclimação, na região central, que está sob o controle da prefeitura desde 1939, e apenas não foi “tomado” de maneira ilegal porque um grupo de cidadãos se mobilizou para que o local fosse tombado pelo patrimônio histórico.

O Parque da Aclimação receberá a visita da Cátia Toffoletto, nesta terça-feira, se não chover, na série de reportagens, ao vivo, que vem sendo realizada há três semanas. O local foi sugerido por ouvintes-internautas convidados a apontar parques e praças da cidade de São Paulo que podem se transformar em opções de passeio durante as férias.

A Cátia Toffoletto em parceria com ouvintes-internautas também prepara um álbum de fotos dos parques que visitou e as reportagens estão reunidas em página especial no site da CBN. Mande seu material para milton@cbn.com.br ou converse sobre o tema pelo Twitter da Fabíola Cidral

Conte Sua História de São Paulo: No Cine Nacional

 

Roberto Cetra nasceu em São Paulo em 1948. Mas um dia se redescobriu um turista em sua própria cidade. Um turista do tempo, e não do espaço, como ele contou neste texto em homenagem ao Cine Nacional, escrito em fevereiro de 1992 e  enviado ao Museu da Pessoa:


Ouça o texto de Roberto Cetra sonorizado por Claudio Antonio

Entrei e fiquei olhando para cima e para as paredes, tal e qual um turista visitando a Capela Sistina, que admira por horas seguidas os detalhes contidos naquelas seculares obras de arte. Porém o prédio onde eu me encontrava não tinha um valor histórico de 500 anos, tinha no máximo 50. No lugar das maravilhosas pinturas de Michelângelo, tinha apenas um forro de Eucatex pintado de preto fosco. No lugar do riquíssimo altar, um palco, também preto, com cortinas de tecido brilhante e finalmente, em vez do silêncio sagrado de uma igreja, eu fui atropelado por centenas e centenas de decibéis vomitados por imensas e agressivas caixas acústicas instaladas nos dois lados do palco.

Mesas colocadas em forma de ferradura abraçavam, com certo aconchego, a pista de dança. O restante delas, arrumadas no mezanino. Tudo levava a crer que se tratava de uma casa de espetáculo e dança bem grande, moderna, porém comum, isto é, sem detalhes artísticos importantes pelas paredes, teto e estrutura arquitetônica que pudessem deixar alguém parado a contemplar. Mas por incrível que possa parecer, eu estava emocionado e até mesmo trêmulo por estar novamente sob o mesmo teto e paredes em que passei grande parte da minha infância e adolescência.

Quando saí de casa, eu já tinha um pensamento fixo: apesar de totalmente reformado, o prédio ainda é o mesmo e naturalmente haverá de ter sobrado algum vestígio do passado.
Passei pela portaria com a ansiedade de um homem que retorna a sua terra depois de muitos anos ausente.
Entrei no salão, olhei para o chão, tudo diferente, mas quando olhei para cima, lá estavam as arandelas em formato de janelas de palácios árabes, perfeitamente acesas e conservadas como quando ali funcionava o velho cinema, essas luzes somente eram desligadas depois de uns cinco minutos de filme.
Continuando o meu garimpo, reconheci o forro (sim, aquele forro comum, de Eucatex furadinho) denunciado à minha memória pelo recorte das placas que formavam grandes círculos em torno das enormes saídas do ar condicionado central.

Parece-me que restaram muitos vestígios, e o que restou era familiar demais para mim. Foi gratificante constatar que boa parte da memória havia sido resgatada, não sei se por consciência do arquiteto ou do dono da obra, mas o importante é que estava lá.

Quando o cinema parou de funcionar, o prédio ficou muitos anos fechado, depois abriu como depósito de sementes e implementos agrícolas, passou alguns anos assim e novamente ficou anos fechado, até que passasse pela grande reforma que o transformaria na casa de espetáculos Olympia.

Eu precisava partilhar com alguém a minha alegria, mesmo sabendo que eu conseguiria passar somente meras informações e não a emoção, pois aquilo tudo só teria significado para quem conviveu comigo naquela época. Não me contive, peguei esposa e filha pelos braços e saí mostrando.

– Estão vendo aquela escada com corrimão estilo art déco? Ela dá acesso ao mezanino, ao banheiro masculino e à sala de projeção. Tudo ainda está lá, nos mesmos lugares!

– Logo abaixo da escada – continuei – ficava a bombonière. Nas matinês de domingo, tão logo entrávamos, íamos direto a ela, a custo de empurrões e cotoveladas, cada um de nós queria ser atendido em primeiro lugar. Os que tinham mais dinheiro comparavam Mentex; os outros, sem melhores alternativas, optavam por bala de goma ou amendoim doce, aquele que tem cor de ferrugem.

O importante não era o doce e sim o celofane, para fazer de assobio. Mentex tinha uma vantagem, o proprietário adquiria o poder de assobiar mais depressa, bastando para isso desencapar a caixinha. Já o amendoim somente poderia ser usado como assobio quando terminava o seu conteúdo. Até então poderia já ter terminado o Primo Carbonari e deixar de vaiar esse filminho de notícias desatualizadas que eles insistiam em passar seria realmente muito frustrante. Esse documentário semanal tinha uma gasta e riscada vinheta de abertura na qual aparecia um chafariz numa praça, tão apagada que ninguém conseguia afirmar se fora filmado de dia ou de noite, acompanhado de um fundo musical, tão tremido e desafinado que mais parecia um disco rodando ao contrário. Era, então, perfeitamente normal surpreender garotos numa atitude desesperada, despejando o saquinho de amendoim inteiro na boca, enchendo as duas bochechas de tal forma que mal podiam mastigar para poder assobiar no papel. As técnicas de arrotos em altos volumes eram altamente desenvolvidas por essa trupe de educados meninos para soltar nas horas tristes ou românticas dos filmes.

– Estão vendo aquela porta ao lado do banheiro feminino? Lá era a gerência. O gerente era um senhor com idade superior a 60 anos, ele tinha um defeito na perna e usava uma grossa bengala de madeira, era calvo e apesar da paciência que tinha conosco, nós o respeitávamos muito, não sei se pela sua aparência de vovô, se pelo seu modo de pouco falar ou se por analogia com o diretor de escola. Em compensação, os “lanterninhas” que agiam com muito rigor tornavam-se verdadeiras vítimas em nossas mãos.

– Naquela parede, à esquerda de quem entra, ficava todo o nosso orgulho. Apesar de termos sido expulsos daqui inúmeras vezes por indisciplina, nós amávamos este cinema e era ali que estava instalada uma placa de bronze com os dizeres: LOTAÇÃO DESTE CINEMA 2.250 PESSOAS.


Participe do Conte Sua História de São Paulo, envie seu texto ou agende uma entrevista em áudio e vídeo pelo site do Museu da Pessoa

De Mente

 

Por Maria Lucia Solla



Ouça “De Mente” na voz e sonorizado pela autora

Ah! quanta coisa a gente não aprende na escola; e nem em casa. E quanta falta isso faz.

Os reencarnacionistas dizem que, no momento do nascimento, um dispositivo zera a memória que trazemos de outras vidas. Talvez por isso choramos. Aí aprendemos que chorando, gritando e esperneando chamamos atenção; e abrimos o berreiro por tudo e por nada, para testar o exercício e a reação da turma em volta. Isso quer dizer que nossa mente concreta, a que conhecemos mal e mal, chega com sistema operacional instalado e é só. Dalí para frente é um instalar arquivos e aplicativos que não tem mais fim; o nó é quando se quer desinstalar alguma coisa. Dá uma trabalheira danada, e continuamos chorando, segundo o estilo de cada um. Os arquivos instalados viram crenças, que passam a agir, independentes do que chamamos de vontade, a memória do ruim vira trauma, do bom vira vício e se bobear, a vida vira um suplício.

O bombástico é que, por volta dos 7 anos, nossa personalidade se cristaliza, a responsabilidade dos que nos acolhem é fatal. Mas, nem tudo está perdido ou ganho. Há sempre luz no fundo do túnel, seja você gênio ou tacanho.

Lembra da Lei da Atração que andou na moda? Como tudo na vida, no ritmo da onda do mar, teve seu momento de glória e caiu no esquecimento. Quem é que fala hoje do filme O Segredo? O Segredo veio nos lembrar de que juntamos um pensamento daqui e outro dali e criamos ideias, e são essas ideias que assumem o comando e acabam regendo a nossa vida. Ligamos o piloto automático, por preguiça, desinteresse ou ignorância e entregamos a direção dela a elas, sem nos darmos ao trabalho de separar o joio do trigo. A vida me fez assim e pronto.

Onde está então a tal da luz no fim do túnel? Dentro de você e dentro de mim, meu caro, e se o problema está na mente, a solução está nela coincidentemente.

Esquece o passado. O que passou, passou. Você pensou estes anos todos, sem se dar conta de que pensamentos são unidades de uma construção que resultou no que você é hoje. Ora, sei bem que a gente é mais do que isso; somos o que comemos, o que vemos, o que pensamos e o que dizemos, mas você há de convir que, de toda essa atividade, toda essa presepada, a de pensar ganha de goleada. A gente pensa muito mais e mais rápido do que fala, não consegue reportar em palavras tudo o que vê, mas consegue pensar o que vê e registrar tudo na mente, num zás-trás.

Então, vale a pena, além de arrumar e limpar o guarda-roupa, de arrumar e limpar a casa nos preparativos para o ano que vem chegando, dar-se uma oportunidade e encontrar um tempo para arrumar e limpar a mente das ideias e crenças que já não servem mais. Vale a pena, além de diminuir a gordura e a fritura, diminuir e eliminar o pensamento inútil e o nocivo que tornam nossa vida tão dura.

Então coragem! Fique esperto, não deixe que a mente te engane e que ela seja de você, o inimigo mais perto. Quando estiver pensando, participe do evento não deixe que seu pensamento seja movido pelo vento. Não permita que pensamento aleatório faça parte do teu repertório.

Escolha a dedo o pensamento que vai tua mente ocupar e me diga, depois, se diminuiu o teu sofrer e o teu chorar.

Faxina na mente, já! Afinal, quem é que manda nela?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

música: coming back to life – Pink Floyd
foto: A Persistência da Memória, de Salvador Dalì

Muito além do paletó e gravata

 

Por Dora Estevam

A questão não é só o nó da gravata.

Têm homens que amam gravatas, de todas as cores e padrões. Quando viajam compram centenas delas de várias marcas ou sem-marca, o importante é gostar e achar que aquela vai fazer a diferença.
 
Bom, com verão ou sem verão quem usa gravata obrigatoriamente e não pode evitá-las, acaba sempre encontrando um jeitinho de produzir o visual de maneira que a gravata não pese e, sim, que ela fique charmosa e irresistível aos olhares femininos.
 
Separei alguns modelos para vocês se inspirarem:

  
 
Mas também tem a turma dos sem-gravata. Eles não suportam as compridinhas, quando tem um casamento que pede o uso delas ficam numa frescura só, usam, mas logo fazem aquele charme de tirar na festa. Enfim, tem gosto pra tudo e para todos.
 
Como toda produção, sem gravata também é possível ficar charmoso e elegante com muita classe. Até que passa um ar de conquistador e despojado. Também separei alguns modelos para você ter ideia do que estão usando pelo mundo.

Ah, não pense que são modelos para revistas, são pessoas clicadas na rua. São os fotógrafos de streetstyle que adoram saber o que as pessoas normais usam no dia-a-dia.


  
Ah tá ! Ai você me diz, mas eu não gosto de gravata muito menos de paletó. O seu estilo é muito mais esportivo e descontraído. Sem problema. Também vale e muito, ainda mais no Brasil onde temos clima favorável para exibir corpos saudáveis e roupas coloridas.
 
Inspire-se:


 
Então, gostaram? Use a química do seu bom gosto com bom senso e a sua simpatia e arrase nestas festas.
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

Painel pelos Direitos Humanos, no metrô da Luz

Com cerca de 22 metros quadrados, este painel instalado na estação de metrô da Luz, centro de São Paulo, leva a assinatura da franco-belga Françoise Schein. Com a parceria de jovens, ela chama atenção para os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos dando seguimento a projeto que desenvolve há mais de dez anos. Lisboa, Paria e Bruxelas são outras cidades que abriram espaço em suas estações de metrô para trabalhos de Françoise Schein. Nesta sexta-feira, comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Cátia visita o maior parque de São Paulo

 

Parque do CarmoA Cátia Toffoletto segue seu passeio pelos parques de São Paulo e nesta sexta-feira estará no Parque do Carmo, zona leste da capital. Com 1,5 milhão de metros quadrados,  está é uma rara área na região marcada por enorme aglomerado urbano e pouco verde. O Carmo, inaugurado em setembro de 1976, é o maior parque da cidade e mantém algumas peculiaridades como o bosque de cerejeiras mantido pela comunidade japonesa.

Em texto enviado ao blog, a Cátia lembra:

A área do Parque, pertencia à fazenda de propriedade de Oscar Americano de Caldas Filho,  um engenheiro de construção civil que loteou e vendeu parte da propriedade, na metade do século passado. No local, passava os finais de semana.  Oscar Americano faleceu em 1974 e anos depois, sem muitos interesses por esta fazenda, seus herdeiros resolveram vendê-la. Uma parte ficou com a Prefeitura e outra (a maior) ficou com a COHAB.

Você participa desta série sugerindo o nome de locais que a Cátia pode visitar na cidade de São Paulo nos próximos dias. Mande sua opinião para fabiola.cidral@cbn.com.br e não deixe de acrescentar informações e personagens que podem colaborar com a reportagem, ao vivo, na CBN. Se você tiver fotografias envie para nós para fazer parte do álbum digital do CBN SP no Flickr.