O São Paulo FC foi multado, nesta quarta-feira, em R$ 25 mil por desrespeitar a Lei Cidade Limpa, conforme denunciamos no Blog há dois dias. O outdoor instalado ao lado do portão 16, na avenida Giovanni Gronchi, traz a marca da administradora de cartão de crédito Visa sob pretexto de ser uma prestação de serviço. De acordo com a Subprefeitura do Butantã, a administração do SPFC tem 15 dias para retirar a placa sob pena de ter que pagar mais uma multa.
GERAL
Canto da Cátia: Tempo ruim
Das diversas árvores que caíram durante o temporal na madrugada uma atingiu a casa de família simples do bairro de Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Apesar do atendimento recebido no local do acidente, uma mulher morreu. Outra que vivia com ela ficou ferida e teve de ser hospitalizada. A Cátia Toffoletto estele por lá e soube que duas crianças também viviam no barraco, mas teriam sido levadas para a casa do pai na noite anterior.
Twittada do dia: Lina fala de Dilma
Ruy Rebello, é jornalista e editor, trabalhei na TV Cultura com ele por anos, e sempre que eu chegava com a declaração de alguma autoridade, costumava questionar: ele falou ou foi perguntado? Isto pode fazer uma bruta diferença, no mínimo em relação a intenção do entrevistado.
Lembrei desta lição duas vezes nesta terça-feira. A primeira quando ouvia Lina Vieira, a ex-Leoa da Receita Federal, explicar a declaração que fez ao jornal Folha de SP sobre a suposta reunião com a ministra Dilma Roussef. No caso, foi perguntada. Muda alguma coisa ? Pode mudar, sim. Mas não é definitivo, mesmo porque no jogo político, as informações muitas vezes são vazadas pela própria fonte, através de terceiros, para que a fonte seja procurada e confirme a notícia.
Lembrei, também, da lição Rebelo quando no fim do dia senti falta pelo menos entre aqueles que acompanho no Twitter de comentários sobre o depoimento de Lina Vieira no Senado. Como não haviam “falado” decidi colocados na posição de “perguntado” e chegou uma enxurrada de opiniões.
Faço aqui, na Twittada do Dia, um resumo do que foi dito:
wviveiro O depoimento de Lina foi convincente. Lamentável foi a postura da tropa de choque que tentou desestabilizá-la no grito.
DrikaFranco Milton, ouvi uma parte do depoimento. Na minha opinião o encontro com a ministra aconteceu sem dúvida.
mbserel A sensação de tranqüilidade X vontade de achar pelo em ovo.Uns pra afogar Dilma, outros para salva-la demais. Nosso Senado!
heliopazconcordo @msoares @miltonjung -ela entrou de gaiata em briga de cachorro grande.
dkamioka @miltonjung Eu escutei o depoimento da Lina, e achei que ela tá com medo de alguma coisa agora… só não sei direito do que.
msoares@miltonjung achei que ela ficou meio acuada, mas sincera, no meio da cobralhada. Achei que ela entrou de gaiata em briga de cachorro grande.
monstrorio@miltonjung De musas de escândalos, ainda prefiro, de longe, a Tereza Collor. E de musa das CPIs, Camilla Amaral ganha com folga.
CRenatoOnofre @miltonjung Eu ouvi. Ela foi segura, porém não apresentou evidências…. a Dilma não está tão segura assim e tb não apresentou evidências…
monstrorio@miltonjung Autêntica socialite, vestido vermelho, óculos fashion, maquiagem pesada. Fez uma baita propaganda pessoal. E depois decepcionou.
Taipas @miltonjung Mas afinal de contas o que é mais importante para a oposição.O suposto influenciamento ou o encontro delas(apenas para tricotar)
ricardopsilva@miltonjung Eu ouvi o depoimento dela equanto dirigia para o trabalho. Pela entonação da voz acredito que ela está dizendo a verdade.
RickMartins72@miltonjung depoimento coerente e claro mas com direito a palhaçada dos senadores da bancada do governo. Patético e deprimente e esperado.
welsonmario@miltonjung: Eu achei a Lina política, não desagradou ninguém,
YaraGrottera@miltonjung Em nenhum momento exagerou, titubeou. Deixou claro o pouco que a ministra disse, mas também achou estranho que o tivesse feito.
denisgavazzi@miltonjung Eu ouvi na CBN enquanto vinha para a ESPN. Fiquei sem reação de ver o quanto nossa politica é nojenta. Só importa o jogo.
AntonioBicarato@miltonjung achei que no final ficou uma sensação de que ela perdeu uma chance de ficar calada na entrevista à folha
Senhoras da Penha falam do bairro
“A história oral é o testemunho vivo da memória de um povo”, diz Douglas Nascimento do blog São Paulo Restaurada para justificar trabalho realizado no bairro da Penha de França, zona leste, com um grupo de senhoras que se reúnem na paróquia da região. Elas participam do grupo Raio de Sol e as histórias contadas para o blog servirão para projeto a ser desenvolvido em universidades com o objetivo de mostrar aos jovens o que pode ser apreendido com o pessoal da terceira idade. Para ouvir parte dessas histórias acesse o post Unidas pela memória de um bairro
Do banco dos tribunais aos do ônibus
Por Adamo Bazani
Advogado larga carreira, estabilidade e se torna pequeno empresário do setor de transportes e garante que é mais feliz com as mãos sujas de graxa
Em épocas de crise econômica, desemprego, indicadores não muito favoráveis, que são constantes e vai e vem no mundo, você largaria uma carreira, os anos de estudos e o dinheiro dedicados a uma faculdade, além da estabilidade, para realizar um sonho?
O único motivo para isso é a paixão encarada como loucura para muitas pessoas. Mas tem gente que fez isso e garante que é feliz e valeu a pena investir no sonho. É o caso do advogado Aroldo de Souza Neto, de 32 anos, dono de uma pequena empresa de ônibus na cidade de Mauá, no ABC Paulista.
E ele afirmou logo no início da entrevista: “Quando eu era advogado, dormia mal, acordava 7 ou 8 horas da manhã sem disposição nenhuma para trabalhar. Agora, com as mãos sujas de graxa, acordo às 4 da manhã, com uma disposição de menino que sai de manhãzinha para brincar”
E foi de menino, que começou essa paixão do advogado.
Aroldo conta que quando tinha 5 anos adorava ver os ônibus passando coloridos nas ruas. Bela época em que não havia padronizações de pinturas. Os dias mais alegres para ele eram quando ia para a casa do avô e pegava os Vermelhinhos, como eram chamados os da Viação Utinga de Santo André, entre os bairros de Santa Terezinha e Utinga, na cidade do ABC Paulista.
“Lembro-me de viver perguntando para minha mãe, se ela sabia dirigir ônibus, pois queria ter um. Umas das empresas que eu mais gostava do ABC era Viação Garcia Turismo, de fretamento, que nem mais existe”.
Com cores típicas, os Marcopolo III, da Viação Garcia, faziam o coração do pequeno Aroldo disparar.
Em 1983, Aroldo ganhou uma máquina fotográfica simples do pai. As primeiras fotos: ônibus. Sem saber no que poderiam resultar as fotos, hoje, elas viraram precioso acervo para quem pretende resgatar a história dos transportes. Mas para o menino, na época, era apenas o registro de uma paixão.
Foi com 12 anos que Aroldo disse não ter dúvidas que seu gosto mesmo era por ônibus. Perto de sua casa, um rapaz tinha um ônibus rodoviário que realizava excursões. Mais tarde, este ônibus deu origem a empresa Selerete, que ainda atua no ABC e na Capital.
Ele foi até o Paraguai numa excursão e a amizade se estreitou com o dono do ônibus.
Com 14 anos, foi passear com o dono do ônibus para Mogi das Cruzes. O pneu furou e ele teve de ajudar a trocar. A paixão, virou amor. O que para muita gente é um martírio, trocar pneus, fez com que ele se sentisse o garoto mais importante da época: “Afinal, não era qualquer pneu, era pneu de ônibus”
Na oportunidade, Aroldo deu partida no veículo e a emoção foi maior ainda. E, realmente, quem gosta desse tipo de veículo, o momento da partida é um dos mais marcantes. Todo amante de ônibus lembra de sua primeira vez……a primeira vez que acionou a ignição do veículo.
Em 1988, quando estudava no Sesi (Serviço Social da Indústria), no Jardim Zaíra, em Mauá, tinha na contra-capa do caderno, os horários, prefixos, modelos e nomes das empresas que passavam na hora da aula e que ele observava pela janela. “Acho que minhas anotações eram mais precisas que a dos fiscais de linha”.
Os amigos de infância sabiam e achavam estranho. Quando passeava com os colegas de escola, repentinamente, interrompia a conversar pra ficar olhando o ônibus passar.
Outdoor de volta à cidade, no estádio do Morumbi
São Paulo FC e a administradora de cartões de crédito Visa sob a justificativa de ‘prestação de serviço instalaram outdoor na avenida Giovanni Gronchi, ao lado do portão 16 do estádio do Morumbi. A placa extrapola as medidas autorizadas pela lei Cidade Limpa, em vigor há pouco mais de dois anos na capital paulista. De acordo com legislação municipal para anúncios indicativos as placas não podem ultrapassar a 10m².
Veja o que diz a lei para os imóveis de grande porte, segundo site da prefeitura de São Paulo:
“É aquele estabelecimento que possui testada de tamanho igual ou superior a 100 metros lineares. Segundo a Lei Cidade Limpa, esse tipo de imóvel poderá receber dois anúncios indicativos em sua fachada. Mas, atenção: a área total de cada um deles não poderá ultrapassar 10 m2. Além disso, os anúncios deverão também estar separados por uma distância mínima de 40 metros.”
Leia sobre decisão da subprefeitura do Butantã publicada dia 19.08.09
Buracos na Cidade: Curta-metragem
Não contente em fotografar, o ouvinte-internauta Allan dos Reis decidiu filmar a avenida Diogo Gomes Carneiro, que liga São Paulo ao Taboão da Serra, na zona sul da capital paulista. Mesmo porque a condição da via é vergonhosa e o problema ali não se resume a um ou dois buracos. Veja as imagens clicando neste link
Foto-ouvinte: Crepúsculo paulistano
“Uma lua no imenso céu tendo somente uma estrela ao seu lado, durante o nascer do sol” – cena que ela própria descreve – inspirou a ouvinte-internauta Sílvia Maria Vasconcelos a encarar os quilômetros de congestionamento e o tempo seco que marcaram o início da semana na capital paulista. Ao fotografar o horizonte ela se questionou se “o paulistanos param por alguns minutos para observar as coisas que a natureza oferece em meio a tantos prédios”.
Canto da Cátia: Gripe suína vai a escola
Lavar as mãos foi a primeira lição na volta as aulas no fim das férias prolongadas devido a gripe suína. Nesta segunda-feira, o que deveria fazer parte dos nossos hábitos diários se transformou em atração com os equipamentos com sabão e álcool-gel distribuídos nas escolas. Nesta manhã, a Cátia Toffoletto esteve na Escola Municipal de Educação Infantil João de Deus Cardoso de Mello, na Capela do Socorro, na zona sul de São Paulo e, além da curiosidade das crianças, encontrou cartazes espalhados nas salas e áreas comuns para lembrá-las da necessidade de manter hábitos de higiene.
Buracos na cidade: “É uma vergonha”
Na extensão da rua Michigan e na Ribeiro do Vale, no Brooklin, os buracos permanecem apesar dos muitos pedidos à subprefeitura. O ouvinte-internauta Marcos Cabral avisa que um deles na esquina das duas ruas está lá desde maio e já deixou muitos motoristas no prejuízo.
O Angelo Raposo faz um roteiro para o passeio matinal do subprefeito: Cerro Cora, Tonelero, Ricardo Medina Filho e segue pelas ruas do abandonado bairro da Vila Ipoujuca. Sugere que o descaso seja na praça da rua Dinieper (“é de chorar”).
A Suzana Izumi tem um buraco de estimação, o qual acompanha dia a dia e com orgulho o vê crescer. É na esquina da Judith Zumkeller com a Avenida Zumkeller, no Mandaqui, bem no caminho do berçário do filhinho dela. Ele também está crescendo.
Para o Ricardo Brandão, o problema é que no fim da av. Diogo Gomes Carneiro, próximo do quilômetro 15 da Raposo Tavares, tem um trecho de 500 metros de terra, cercado de árvores, que se transformou em local de depósito de entulho.
Tem, também, o buraco persistente: é na rua Jonatas Serrano, 316. O buraco abre, a Sabesp fecha e cinco dias depois, está de volta, explica Dailton Gomes.
José Silva Rocha da Silva pergunta se quem presta este serviço está sendo cobrado pelo que faz. Ele passou pelas avenidas Sapoemba e Juliani, no Jardim Elba, e Mateu Ben, em São Mateus e ficou chocado com as “costelas de vaca” pelas quais teve de passar: “é de dar vergonha”.






