O dia em que o “gol-gol-gol” virou tema da aula de direito

 

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Milton F. Jung, o segundo da esquerda para a direita, ao lado de um dos filhos, o Christian, na homenagem do TJ-RS

 

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lançou campanha de comunicação com o objetivo de dar publicidade aos serviços prestados ao cidadão. Nos spots que serão distribuídos para as emissoras de rádio, a locução ficou a cargo de juízas do próprio TJ que seriam a representação de Themis, a Deusa da Justiça. Bendito ao fruto entre as mulheres está Milton Ferretti Jung, que não requer mais apresentações neste blog: ele foi convidado para gravar os textos de abertura e encerramos dos spots.

 

Em agradecimento ao trabalho que realizou no rádio gaúcho, Milton foi homenageado pelo TJ, durante a cerimônia que marcou o lançamento da campanha. Abaixo, reproduzo parte do texto divulgado pela assessoria de comunicação do Tribunal, no qual se refere ao homenageado. Destaco a interessante história do dia em que, narrando futebol, Milton criou o grito que se transformou em sua marca, o gol-gol-gol:

 

A voz do rádio

 

Nascido em Caxias do Sul, Milton Ferreti Jung trabalhou na Rádio Guaíba, de 1958 a 2014, após uma passagem de 4 anos pela Rádio Canoas, onde começou como locutor de radioteatro da emissora. Em 1964, assumiu o comando do noticiário “Correspondente Renner”. Participou das Copas do Mundo de 1974, 1978 e 1986.

 

Pela precisão da pronúncia, Milton é conhecido como a grande voz do Rio Grande do Sul. “Todos nós, aqui no Judiciário, somos apaixonados pelo rádio. Aliás, aquela frase que diz que brasileiro não vive sem rádio, acredito que é verdadeira. Temos aqui no RS alguns profissionais que marcaram, de maneira muito importante, a nossa radiodifusão e o Milton Jung foi uma dessas pessoas. Agora está aí conosco, com saúde, gozando de merecida aposentadoria, e a nossa ideia de homenageá-lo, fazendo a vinheta, e festejá-lo um pouco, me parece, é mais do que merecido”, agradeceu o Desembargador Túlio Martins.

 

Para o Presidente do TJ, Milton é “a voz de uma geração, marcando a credibilidade da radiodifusão gaúcha”. Em momento de descontração, o magistrado fez questão de relembrar a narração de Milton em um jogo do Grêmio, no início da década de 1970: “Com um gol de Loivo Coração de Leão, numa histórica virada do Grêmio contra o Flamengo, o assunto superou a aula do Professor Enio Kaufmann, no Colégio Aplicação, com a narração do Gol,Gol,Gol, que virou a marca registrada de Milton”, brincou o magistrado.

 

Ao final, o Presidente Difini e o Desembagador Túlio fizeram a entrega de uma placa ao jornalista, agradecendo pela colaboração dele para a campanha Justiça Gaúcha Informa.

Aposentadoria sem futuro: as novas gerações que se preparem

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Protecionismo, mecanismo que o Governo propõe, quando objetiva preservar mercados ou classes trabalhistas é um sistema que requer uma administração equilibrada. Para evitar que uma intensidade exagerada na medida não o leve a reduzir o tamanho destes mercados. Entretanto, raramente o equilíbrio é conseguido.

 

No Congresso, esses processos recebem os impactos de correntes ideológicas conflitantes, além de estarem nas mãos de alguns políticos carreiristas. Por isso, direitos ao trabalhador acima do padrão estão gerando custos elevados e as empresas perdendo poder de competição. Assim como as condições de aposentadoria estabelecidos em cenário diferente e mantidas até hoje leva ao Governo uma carga insuportável.

 

Se os poderes Executivo e Legislativo não agem ou atuam em dose exagerada como tem ocorrido, o mercado responde. O crescimento do número de PJ – Pessoas Jurídicas em contrapartida a CLT para salários mais altos e das Diaristas para sobrepor ao registro de Doméstica, é evidente. E, dentro desta mesma linha, no post do dia 26 deste blog, Mílton Jung relata que lendo reportagem de O Globo encontrou a pesquisa da Manpowergroup e da Reputations Leaders, a qual ressalta que a geração “millenials” espera trabalhar até a morte. É o mercado reagindo.

 

Mílton explica que os “millenials” são jovens nascidos na metade da década de 80. No mundo pesquisado 12% pensam desta forma, e no Brasil 10%, que se destaca pelo futuro, onde 60 a 69% estão otimistas.

 

Quanto a incerteza indagada por Mílton Jung de como o mercado reagirá a tanta gente trabalhando, acredito que o próprio mercado responderá.

 

As novas gerações que se preparem.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Só 11% das câmaras municipais de SP atendem a Lei de Acesso à Informação

 

Por Marcia Gabriela Cabral
Advogada, especialista em Direito Constitucional e Político,
Conselheira Participativa Municipal
Integrante do Adote um Vereador

 

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Prédio da Câmara Municipal de São Paulo – Flickr/Milton Jung

 

A Lei de Acesso à Informação (12.527/2011), conhecida como LAI, completa 4 anos de existência. Ela regulamenta o direito constitucional que assegura a todos o acesso à informação, por parte dos órgãos públicos, que ficam obrigados a informar o que lhe for solicitado, salvo informações consideradas sigilosas.

 

Deve ainda, disponibilizar de forma ativa, isto é, de maneira espontânea, as informações dos órgãos, para que todos tenham conhecimento.

 

A LAI regula o acesso às informações dos órgãos públicos integrantes da Administração Direta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo os Tribunais de Contas e o Ministério Público, bem como a Administração Indireta, que compreende as Autarquias, as Sociedades de Economia Mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

 

Ainda, aplica-se a LAI às entidades privadas sem fins lucrativos que recebem, para realização de ações de interesse público, recursos públicos.

 

Adiante, verificaremos o grau de efetividade da LAI, ou seja, se esta tornou-se uma lei que “pegou”, portanto, está sendo cumprida, ou, se não saiu da teoria.

 

No Estado de São Paulo, segundo um estudo realizado pela Rede pela Transparência e Participação Social (RETPS) e apresentado nesta semana, 66% das Prefeituras paulistas (Executivo) ainda não possui norma específica regulamentadora da LAI.

 

Este número é pior em relação ao Legislativo municipal, pois somente 11% possuem normas regulamentadoras da LAI.

 

Destacamos, que em relação ao Executivo municipal, embora o número de regulamentação seja pequeno, 92% das prefeituras tem algum tipo de site/portal da transparência. Bem como quanto as Câmaras, 75% delas também possuem algum tipo de site/portal da transparência. Porém, estes instrumentos estão muito limitados, com poucas informações, não satisfazendo as diretrizes do amplo acesso à informação e a transparência.

 

Quanto aos Tribunais de Justiça, a Ong Artigo 19, constatou que “nenhum dos Tribunais avaliados cumpriu todos os requisitos do levantamento”.

 

Diante dos dados, concluímos, que a Lei de Acesso à Informação ainda está em fase de implementação.Contudo, para que realmente se torne efetiva, se faz necessário que os órgãos e entidades que acompanham a efetividade da mesma, pressionem os órgãos públicos a tomarem medidas para ampliarem o acesso às informações públicas.

 

Além disso, cabe aos cidadãos requerer tais informações (se utilizando da LAI) e fiscalizar a atuação dos diversos órgãos públicos, exercendo assim, o controle social, que é de suma importância para “frear” os abusos que costumam ocorrer nestas instituições.

Avalanche Tricolor: líderes, invictos e felizes!

 

Grêmio 2×0 Coritiba
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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A felicidade de Everton, na foto de LUCAS UEBEL/GREMIOFBPA

 

Quatro campeões brasileiros nas quatro primeiras rodadas. Três vitórias e um empate. Seis gols marcados, nenhum tomado.

 

Ser líder do Campeonato Brasileiro não é obra do acaso. É obra de Roger e sua equipe. Uma gente que decidiu responder as críticas ouvidas após as desclassificações do início da temporada trabalhando duro a cada treino, acertando o que estava desacertado e levando para campo o futebol qualificado que começou ser desenhado no ano passado.

 

O passe, na partida de hoje, demorou para entrar. Mas quando entrou, não havia retranca capaz de segurar nosso ataque. Everton tentou uma primeira vez pegando a bola sem deixar cair no chão. E foi muito feliz na segunda, quando se antecipou ao zagueiro e marcou o gol que abriria nossa vitória.

 

Foi feliz, Everton, sim. E somente o foi graças ao trabalho de equipe, pois nas duas jogadas foi a troca de passe precisa e o deslocamento dos jogadores pelo lado esquerdo que colocaram nosso ataque em condições de gol.

 

E a felicidade foi ainda maior quando o mesmo Everton misturou velocidade e técnica para dar duas meias-luas em seus marcadores e provocar o pênalti, no segundo tempo. Pênalti cobrado com muita tranquilidade pelo goleador Luan.

 

E se nosso ataque foi feliz, foi porque nossa defesa soube segurar as tentativas do adversário. Aquela mesma defesa da qual muitos de nós reclamamos – e muitas vezes com justiça – acertou a passada, a despeito de ter de buscar sua formação no banco de reserva nos últimos jogos.

 

E se o ataque e a defesa foram felizes, nós estamos felizes, é lógico.

 

Felizes e conscientes de que a maratona do Brasileiro cobra preço alto das equipes de ponta e esta corrida está apenas se iniciando. Outros campeões cruzarão nosso caminho, e azarões também estarão dispostos a nos surpreender.

 

Agora, independentemente do que possa acontecer daqui pra frente, e quero crer que este Grêmio tem muita coisa boa para fazer ainda, hoje é momento de aproveitar e curtir as alegrias que Roger e sua equipe nos oferecem.

 

Sejamos felizes!

Quintanares: A ciranda rodava no meio do mundo

 

 

Poesia de Mário Quintana
Publicado em A Rua dos Cataventos – 1940
Interpretação de Milton Ferretti Jung

XXIV [A CIRANDA RODAVA NO MEIO DO MUNDO]

 

A ciranda rodava no meio do mundo,
No meio do mundo a ciranda rodava.
E quando a ciranda parava um segundo,
Um grilo, sozinho no mundo, cantava…

 

Dali a três quadras o mundo acabava.
Dali a três quadras, num valo profundo…
Bem junto com a rua o mundo acabava.
Rodava a ciranda no meio do mundo…

 

E Nosso Senhor era ali que morava,
Por trás das estrelas, cuidando o seu mundo…
E quando a ciranda por fim terminava

 

E o silêncio, em tudo, era mais profundo,
Nosso Senhor esperava… esperava…
Cofiando as suas barbas de Pedro Segundo.

 

Quintanares foi apresentado originalmente na rádio Guaíba de Porto Alegre.

Conte Sua História de SP:encontrei minha namorada platônica

 

Por José Geraldo Barbosa Duarte Junior

 

 

Eu morava em Moema e estudava em Santo Amaro, na escola estadual Alberto Conte. Onde hoje está a Avenida Ibirapuera e a Vereador José Diniz havia uma linha de bonde. Era de bonde que seguia para a escola.

 

Tinha uns 14 anos e estava apaixonado pela colega de ginásio, mas não tinha coragem de revelar isso a ela. Era muito tímido. Ela virou minha namorada platônica. Morava no Brooklin e preferia o ônibus para ir a escola. Apenas algumas vezes, pegava o bonde.

 

Amigas em comum, que sabiam da minha paixão pela menina, resolveram agir como cupido. Quando a minha namorada platônica entrou no bonde, que naquele dia estava vazio, todas elas se afastaram de nós, deixando-nos sozinhos para conversar. Fiquei atônito.Não consegui nem cumprimentá-la. Sumiram todas as palavras da minha boca.

 

Talvez por não entender o que acontecia, a menina ficou na dela. Eu fiquei mudo até Santo Amaro. e minhas amigas ficaram desapontadas comigo.

 

O fato é que naqueles tempos nunca tive coragem de me aproximar dela e revelar minha paixão.

 

Os tempos passaram e essa coisa mal resolvida estava guardada em minha lembrança.

 

Hoje estou casado, com filhos e netos.

 

Não para viver um momento que nunca tive, mas como curiosidade, sei lá, queria encontrar aquela minha namorada platônica e saber como foi a vida dela.  Queria contar a ela a minha paixão.

 

E foi graças ao advento do Facebook que a encontrei.

 

Ela não se lembrava da minha existência, mas aquiesceu a amizade.

 

Foi quando, então, pude revelar aquela paixão juvenil. Mas não fique pensando outra coisa, não: hoje, somos apenas amigos e eu me senti liberto da paixão que me remoía.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, no CBN SP, logo após às 10h30. O quadro é sonorizado por Claudio Antonio e tem narração de Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Wilson Risolia, da Falconi Educação, ensina a fazer gestão na escola

 

 

“Condição sine qua non para você gerir bem qualquer coisa é diagnóstico, conheça o problema, atue sobre ele, controla para ver se aquilo que você programou tá dando resultado, mede – que depois você roda este ciclo de novo”. A sugestão é do consultor Wilson Risolia, líder da Falconi Educação, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo da CBN.

 

Risolia, ex-secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, fala de como um programa de gestão qualificado e competente pode melhorar o desempenho das escolas, dos professores e dos alunos. Na entrevista, ele também trata de mudanças no currículo escolar e outros desafios do setor.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Alessandra Dias, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Avalanche Tricolor: uma noite de gala e com direito a traquinagem

 

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Brasileiro – Independência BH/MG

 

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torcida do Grêmio em BH, foto: reprodução da SporTV

 

Darei-me a liberdade de cometer uma traquinagem daquelas, algo que jamais tive coragem de fazer nestes anos todos de Avalanche.

 

Justifico-me: apesar de hoje ser feriado, amanhã não o é (perdão pelo excesso de ênclise, temo estar contaminado pelas falas do presidente em exercício).

 

Hoje, como sempre, o jogo terminará tarde. E amanhã acordo cedo, ainda de madrugada.

 

Apesar da sexta servir de “ponte” para muita gente, a minha está com a agenda lotada, da manhã à noite. Ou seja nem o recurso de escrever mais tarde e no dia seguinte, teria à disposição.

 

Poderia simplesmente não cumprir a tarefa de falar do desempenho gremista sempre após nossa participação em campo – obrigação a qual me impus desde 2008, se não me falha a memória. Mas nunca deixei de fazê-la mesmo nos piores momentos. Imagine em uma noite como essa. Noite de gala (sem trocadilho, por favor).

 

Claro que você já deve imaginar sobre qual traquinagem me refiro: escrever esta Avalanche antes de a partida se encerrar. Mais do que isso: escrevê-la no intervalo do jogo. Sim, logo que o Grêmio marcou o seu terceiro gol, após um futebol arrasador de toque de bola veloz, movimentação inteligente de seus jogadores e precisão nos chutes.

 

Por mais que o adversário tenha boa fama de virador e guerreiro – valores que respeitamos muito nesta Avalanche e lá pelos lados de Humaitá, também – a impressão que tinha é que nada poderia dar errado nesta noite. Como não deu.

 

Desde o início deste campeonato, viu-se que a bola voltou a rolar a nosso favor. A defesa acertou a passada. Os passes começaram a dar certo, novamente. E, hoje à noite, até os gols, que vinham fazendo falta saíram com uma tranquilidade impressionante.

 

Nem mesmo as ausências antes da partida e as três substituições que tiveram de ser feitas ainda no primeiro tempo devido a lesões pareciam fazer diferença para o Grêmio.

 

Prometo que não repetirei esta “brincadeira” em outras oportunidades, pois sabemos que se o Grêmio passou invicto as três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, mesmo tendo três clássicos no seu caminho,e sem tomar gol, o fez graças a humildade de enxergar seus defeitos, treinar duro para corrigi-lo e jogar de forma séria.

 

Mas, hoje, por favor, não me cobre tanta seriedade: hoje é feriado, amanhã cedo tem trabalho duro e o meu Grêmio deu um show em campo.

Jovens não acreditam em aposentadoria e desafiam mercado de trabalho

 

 

Em arquivos pessoais, guardados em um dos muitos discos rígidos que mantenho em casa, encontro gafe cometida em entrevista à TV Câmara pelo então presidente da Casa, deputado Severino Cavalcanti. Diante da acusação de irregularidades cometidas por ele, acabara de se reunir com líderes dos partidos e sacado da maleta um pacote de medidas para o País, aquilo que os políticos costumam chamar de agenda positiva. Das medidas que Cavalcanti listou durante a entrevista, antes de sofrer um “apagão”e interromper a conversa ao vivo com o jornalista da emissora, estava a necessidade de o Brasil fazer a reforma da Previdência.

 

A gravação é de 2005 e pouco tempo depois Cavalcanti renunciou ao cargo para escapar da cassação por cobrar propina de R$ 10 mil por mês do dono de um dos restaurantes da Câmara dos Deputados. Pouco mais de 10 anos depois do ocorrido, o ex-deputado está com 84 anos e afastado da política. E a reforma da previdência segue sendo uma promessa não cumprida.

 

Com o governo em exercício de Michel Temer, o tema voltou à pauta. E sofre os mesmos ataques: mudanças nas regras não podem prejudicar quem já está dentro do sistema; aumento da idade mínima não resolverá as contas da previdência; o combate a fraudes e desvios seria suficiente para equilibrar o caixa; e mais uma série de afirmações que são usadas para que tudo fique como está.

 

Gente de primeira linha já mostrou por A + B que a previdência não resiste por muito tempo se não houver mudança no cálculo da aposentadoria e países – mundo afora – já deram mostras da encrenca que se aproxima aqui no Brasil. Prefiro, porém, deixar para quem entende profundamente do tema que use os argumentos mais apropriados para que a reforma avance.

 

Estou aqui lembrando do assunto pois leio, em O Globo, que 12% dos jovens entre 20 e 34 anos esperam trabalhar até morrer, segundo pesquisa feita pelo Manpower Group e pela Reputation Leaders, com 19 mil millennials (a geração que nasceu a partir de meados da década de 1980).

 

O Japão é o país com a maior porcentagem de entrevistados que não esperam se aposentar. São 37%, pouco mais de duas vezes o índice do segundo colocado, a China (18%). A Grécia, que deixou-se quebrar para depois fazer mudanças radicais nas regras da previdência, aparece em terceiro lugar, com 15% – informa a reportagem que você pode ler aqui.

 

O Brasil, diz a pesquisa, ocupa a 12a colocação: 10% dos jovens acreditam que vão trabalhar a vida toda, sem conseguir se aposentar. Um dado interessante é que de 60% a 69% dos millennials brasileiros estão confiantes ou otimistas com as perspectivas de suas carreiras.

 

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Vale a pena ler a pesquisa completa pois há outras informações importantes sobre o comportamento dos millennials em relação ao mercado de trabalho

 

O resultado deste estudo, em relação a perspectiva de aposentadoria, nos aponta para algumas verdades.

 

A primeira, e mais óbvia, é que há descrença quanto as regras da previdência pública, pois poucos acreditam que poderão contar com o dinheiro da aposentadoria para se manter.

 

A segunda é que precisaremos urgentemente pensar como o mercado de trabalho será capaz de acolher essa mão de obra. Se os jovens acreditam que terão de trabalhar até ficarem velhos (na melhor das hipóteses, muito velhos), onde estarão os empregos para os mais jovens que continuarão chegando a esse mercado?

 

Definitivamente, a discussão do Trabalho e da Previdência não tem mais espaço para gafes, esquecimentos e manobras nem pode ficar refém de políticos sem compromisso com o futuro.

O que se espera é que o Ministério da Cultura seja realmente de todos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A reação dos artistas à incorporação do Ministério da Cultura ao da Educação teve  repercussão não prevista por Michel Temer e  equipe.

 

Além da primeira vitória ao conseguir o retorno como Ministério, os artistas obtiveram  posse diferenciada, pela extensa cobertura e concorrida solenidade do ato.

 

Marcelo Carelo ao assumir, ontem, o Ministério conseguiu holofotes de ponta à pasta da Cultura. E no ritmo de arte e festa, iniciado com citação à Aquarela do Brasil de Ary Barroso, prestou contas àqueles artistas que reagiram contra a medida inicial do novo governo, ao mesmo tempo que respondeu aos que os criticaram como aproveitadores:

 

“os artistas são trabalhadores que tecem os fios que desenvolvem a economia do País”.

 

É exatamente por esse caminho que gostaria de aproveitar e lembrar que como “trabalhadores” deveriam ser tanto eles, artistas, quanto as organizações, entidades e companhias que os empregam. E, consequentemente, seguir as regras de mercado.

 

No competitivo mundo das artes cênicas, plásticas, musicais, literárias etc é preciso ter competência técnica na essência do produto, mas também na operação. É preciso ter talento, mas também a qualificação organizacional, necessária quando se oferta serviços e produtos. É o que popularmente se diz: não basta inspiração; a transpiração é fundamental.

 

Não vejo por que um tratamento de espécime dependente. No passado, sem nenhum apoio governamental, tivemos gênios musicais, literários, teatrais etc … Não concordo com Caetano Veloso, que protestou veementemente contra a medida atual, pois ele teve seus grandes momentos artísticos quando havia repressão. Naquela época apoio e financiamento nem pensar.

 

Apenas acredito na razão de Caetano quando diz :

 

“O MinC é nosso. É uma conquista do estado brasileiro, não é de nenhum governo”

 

Não é de nenhum governo nem de nenhum grupo de artistas privilegiados.

 

É o que esperamos!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.