Os vendedores devem ser os impulsionadores do desenvolvimento

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Ao ouvir Max Gehringer,na quinta feira, falar que os vendedores são os profissionais que continuam sendo procurados em tempo de crise, me motivou escolher o vendedor como tema de hoje. Tanto pela importância da profissão quanto pela avaliação errônea que muito se faz a seu respeito.

 

Se você olhar, caro leitor, onde quer que esteja, tudo que o cerca chegou até aí através da venda. Móveis, utensílios,equipamentos, roupas, alimentos, etc. estão a seu alcance através do trabalho de um vendedor.E, todos estes produtos e serviços que você está vendo e utilizando neste momento fazem parte de uma longa cadeia produtiva, cujo último elo é o vendedor. Fatos que colocam a profissão de vendas dentre as mais importantes nos negócios.

 

Entretanto, esse destaque não é percebido por todos. E, esta é a grande oportunidade para aqueles que acreditarem na força de vendas formal como impulsionador do desenvolvimento. Ou seja, o romantismo do “balconista” de outrora, terá que dar lugar ao vendedor técnico. A teoria contemporânea de vendas não se atrela mais apenas à inspiração nata, quando existem métodos e conhecimentos a serem apreendidos.

 

Produtos, pessoas, planos têm que ser estudados antes de habilitar um vendedor como tal. Por exemplo, não podemos mais admitir comprar um carro e o vendedor saber menos do que está escrito no site da marca. Sem sondagem, sem apresentação do produto, somente com aquela simpatia de quem “nasceu para vender”. E, apenas nesse quesito, a teoria do varejo determina no mínimo sete passos para que um vendedor possa fazer uma venda profissional. E proíbe a frase que ainda se ouve por aí:

 

“Posso ajudar?”.

 

Porque é de amador. A resposta será sempre:

 

“Não obrigado, estou só olhando”.

 

As perguntas profissionais serão ensinadas nos inúmeros cursos existentes. Por exemplo, Técnicas de Vendas pode ser feito na ESPM ou na FGV, Gestão em Vendas no MBA da UNIPE.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Escuto o vento fazendo das árvores bailarinas doidas

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Estou escrevendo o texto para o blog do Mílton bem cedo e me atrevo a falar do tempo. É noite. As previsões não pareciam ser melhores do que nos últimos dias.Assim,porém, como os leigos se enganam quando tratam de temperatura e quejandos,os formados neste assunto também, apesar de todas as traquitanas que usam para não perderem a credibilidade. Eles estão prevendo para amanhã,terça-feira,mais chuva. Ouço, aqui da sala do computador,vento forte como um lutador de boxe em plena forma,soprar com o seu característico ruído. Olho para a rua e vejo as árvores se sacudindo feito bailarinas doidas. Há muitos dias,muitos mesmo,a única coisa que se escutava,ultrapassando com o seu som portas e janelas bem fechadas. Chuva no verão,às vezes, quando não vira temporal,é bem-vinda. Somos,no inverno,principalmente no Rio Grande do Sul,castigados pelo frio. Somente as lojas não se queixam. Vendem roupas quentes,as mais caras. Quem detesta calor,diz que prefere as baixas temperaturas. Seja o gosto que o meu leitor – se é que possuo algum – tem,seja o calor ou o frio,duvido que não tema as chuvas invernais (e infernais) do inverno gaúcho.

 

As cidades próximas de Porto Alegre são as que mais sofrem quando rios e córregos,esses pacatos no verão,rompem as suas margens. Alvorada é uma das mais atingidas pelo mau tempo. O tempo ruim mantinha 1,6 mil pessoas fora de suas casas. O Rio Guaíba,que alguns insistem em chamar de lago (jamais aceitarei este neologismo),contribuiu negativamente com a sua água ao sair do seu leito,embora sem exagero. Exagero foi o que ocorreu em lugares mais distantes do Guaíba,tanto que 25,8mil pessoas ficaram flageladas nos últimos dias. Os jornais noticiavam que várias cidades interioranas,tais como Santa Cruz do Sul,Passo Fundo,Erechim,Caxias do Sul e Porto Alegre estavam até esta segunda-feira ameaçadas de serem castigadas por enchentes.Os rios Gravataí,Sinos e Uruguai,costumam subir quando chove em demasia. A Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil solicitam ação imediata para ajudar desabrigados pelas cheias. A sugestão da Regional Sul 3 é que as 18 dioceses do Estado coletem roupas,alimentos e material de higiene,visando a aliviar o sofrimento dos que necessitaram abandonar as suas casas.

 

Olhando-se ou se pensarmos em todas as pessoas sacrificadas,neste ano mais do que em outros tempos,não perderam apenas suas moradias,mas os objetos domésticos que haviam comprado com enormes dificuldades. Faço um exame de consciência e me sinto mal porque reclamo disso e daquilo,queixo-me quando algo não dá certo,se não posso comprar um automóvel zero quilômetro e assim por diante. Temos de agradecer a Deus e a todos os nossos Santos por não estar sofrendo com enchentes ou obrigados a morar em locais fisicamente perigosos.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Participe do lançamento do livro “Comunicar para liderar”

 

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Você está convidado a participar do lançamento do livro Comunicar para liderar,publicado pela Editora Contexto,que se realizará nessa sexta-feira, dia 24 de julho, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo. Às seis da noite,a fonoaudióloga Leny Kyrillos e eu estaremos no palco do Teatro Eva Herz conversando sobre o tema que nos motivou a escrever este livro: a comunicação como habilidade essencial para você liderar uma empresa, uma equipe ou a sua própria carreira. Será um prazer recebê-lo no programa e na sessão de autógrafos que se iniciará em seguida. Aqui no blog, antecipo para você um trecho da introdução do livro:

 

“É tal a sua pressa de comunicação
que eles se esquecem de
aprender primeiro a expressar-se”

 

Genial este Mário Quintana! Sempre à frente de seu
tempo e capaz de traduzir pensamentos de forma
tão simples quanto precisa. Ainda era 1973 quando
publicou o verso acima no Caderno H, coletânea de
textos reproduzidos no jornal Correio do Povo, do Rio Grande do Sul. Em um
tempo em que a velocidade das coisas não parecia ainda ser um problema no
cotidiano, a sensibilidade de Quintana o fez perceber a importância de uma
das características essenciais para que as pessoas se comunicassem de forma
qualificada: a expressividade. O poema “A ilegível mensagem” é de uma atualidade
incrível e nos inspira a trazer, neste livro, nossas crenças e convicções de
que a comunicação é primordial para você que pretende liderar pessoas ou a si
mesmo, na vida pessoal e profissional.

 

A partir da experiência que cada um de nós desenvolveu em suas carreiras,
na fonoaudiologia e no jornalismo, no espaço reflexivo da academia
e impactado pelas emoções que encontramos nas ruas, nosso conhecimento
foi sendo forjado. No contato com pacientes e fontes de informação, dúvidas
surgiam de nossa parte e por parte daqueles com quem conversávamos. Em
atendimentos no consultório, em entrevistas e em palestras, encontramos
executivos motivados, interessados em aperfeiçoar sua comunicação, assim
como muita gente que precisava ser incentivada a melhorar sua maneira
de falar.

 

Havia, também, pessoas com muito conteúdo a oferecer, mas com uma
tremenda dificuldade de organizar suas mensagens, de convencer seus líderes
e liderados ou, simplesmente, de passar seu recado à frente. As perguntas se
sucediam e éramos desafiados a entender ainda mais e melhor este mundo
fascinante da comunicação. A cada situação com que nos deparávamos, discutíamos
as inúmeras possibilidades de que dispúnhamos para oferecer a melhor
resposta. Para fazermos a diferença na vida deles!

 

Foi a obsessão por fazer da comunicação um instrumento de transformação
das pessoas que nos uniu há 15 anos, quando participamos de
um mesmo projeto que resultou em livro no qual o foco era a expressividade.
No decorrer desse período, estudamos muito, refletimos, debatemos,
trocamos experiências, nos abrimos para outras formas de praticar o que
sabíamos e, sobretudo, nos convencemos de que a comunicação estava diretamente
atrelada ao conceito de liderança.

 

Entendemos que líderes só são capazes de exercer essa função quando
se comunicam bem! E nós poderíamos ajudar você a desenvolver essas habilidades
com base em nossos questionamentos, nossas diferentes formações
e nossas reflexões em conjunto. Foi dessa grande vontade de oferecer
algo melhor que surgiu Comunicar para liderar, que, até então, era apenas
um conceito na nossa cabeça.

 

Escrever este livro nos ofereceu oportunidades impressionantes. A
cada encontro, troca de e-mails, conversa por telefone, aprendíamos algo
novo, e nos deparávamos com mais estudos e pesquisas, tínhamos novas
ideias, crescíamos e nos desenvolvíamos nas nossas áreas de atuação, em
nossas relações e em nossas vidas. Tudo muito rápido, às vezes mais rápido
do que podíamos escrever. A todo momento, reforçávamos nossa convicção
de que seria possível propor a você experiências memoráveis, definitivas
e duradouras através da comunicação.

 

Você deve ter percebido que estamos muito entusiasmados. Se de cara
revelamos esse sentimento por aprender mais e mais a partir de estudos e de
nossos debates, é porque acreditamos que a comunicação contagia! E queremos
que a descrição clara da nossa empolgação, da nossa satisfação em escrever
este livro, contamine você para lê-lo do mesmo modo. Sabemos que somente
assim você estará aberto para absorver o conhecimento  compartilhado
e poderá se transformar em um líder comunicador!

 

Para outras informações sobre Comunicar para liderar acesse a página da Editora Contexto

Avalanche Tricolor: a superstição não é capaz de resolver todos os nossos problemas

 

Flamengo 1×0 Grêmio
Brasileiro – Maracanã/RJ

 

Confio mais em Roger do que em superstição (foto Grêmio Oficial no Flickr)

Confio mais em Roger do que em superstição (foto Grêmio Oficial no Flickr)

 

Houve época em que para assistir ao clássico gaúcho no campo adversário, seguia para lá acompanhando parte da diretoria e comissão técnica do Grêmio. Era jovem ainda e meu pai, que narrava as partidas, por segurança, entregava minha guarda a um de muitos amigos que tinha no clube. Isso me permitia, por exemplo, o privilégio de chegar ao estádio e frequentar dependências restritas à delegação visitante. Lembro de quando entramos no vestiário que, em seguida, receberia os jogadores gremistas, e encontramos os espelhos pichados com palavras de ameaça religiosa. Se é que a memória não falha, havia coisas do tipo “suas pernas serão presas pelo santo-sei-lá-qual”. Isso foi pelas décadas de 1970 e 1980. Prontamente pessoas que estavam comigo começaram a apagar as frases pois disseram que se os jogadores lessem as ameaças teriam seu desempenho afetado em campo. Parece-me que vencemos aquele clássico.

 

As superstições sempre fizeram parte da nossa vida e, na maioria das vezes, de forma inexplicável. Aliás, essa é uma de suas características já que são crendices, estão baseadas em situações de casualidade que não podem ser analisadas de forma racional ou empírica. O esporte é rico nessas histórias. Você há de se lembrar de Zagallo que impôs ao número 13 a responsabilidade pela classificação do Brasil para o Mundial da Alemanha, em 2006. Muito antes disso, em 1962, os jornalistas que cobriam a Copa foram levados a repetir em todos os jogos a mesma roupa que vestiram na primeira partida. Fomos bicampeões. Tem jogador que se trocar o número da camisa marca menos gol, há os que tomam o cuidado de entrar em campo pisando com o pé direito ou fazem o sinal da cruz inúmeras vezes.

 

No Grêmio, até algumas rodadas atrás, a camisa azul em degradê foi vestida à exaustão, partida após partida, pois seria ela a responsável pelo bom desempenho da equipe e a sequência de vitórias que nos levaram ao topo do Campeonato Brasileiro. Sexta-feira passada, um amigo tricolor me ligou pois soube que eu havia assistido à derrota contra o Criciúma, pela Copa do Brasil, em casa, aqui em São Paulo, e não no exterior, como fiz nos jogos anteriores em que tivemos muito mais sucesso. Fiquei na dúvida se a sugestão dele era que eu estendesse minhas férias até o fim do Brasileiro ou apenas desistisse de ver o jogo contra o Flamengo. Eu assisti ao jogo de sábado à noite em casa da mesma maneira que havia feito na terça-feira. Perdemos, como você já sabe.

 

Bem que eu gostaria de acreditar que foi a minha decisão a responsável pelo mau desempenho gremista, no Maracanã. Mas, infelizmente, a falta de precisão do meio para frente e de inspiração do meio para trás têm outras causas muito mais de caráter técnico e tático do que sobrenatural. E para resolvê-las prefiro confiar na capacidade de Roger.

De memória e da falta dela

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Memória? Sim, assunto corriqueiro no papo com amigos e, pasmem, com filhos e netos.

 

Desço as escadas, decidida, e quando chego lá em baixo: o que é mesmo que eu vim fazer aqui?

 

São mínimos segundos de branco, mas incomodam. Fica um ranço de será?

 

Quem ainda não passou por algo parecido, com certeza vai passar.
Estamos sendo atualizados com uma frequência nunca imaginada, e nossa memória dá sinais de sobrecarga. Vai rateandoo.

 

Mas enquanto tem ainda alguma função, quero contar que ontem assisti a Para Sempre Alice, com Julianne Moore, (que atriz!) por sugestão de um amigo. Bah! Faz muito tempo que um filme não consegue fazer isso comigo. Biba Mello, você concorda comigo? Você assistiu? É um arraso, do começo ao fim, não é?

 

Me organizei: café, água, celular por perto. Acontece que a cada tanto eu punha o filme no pause. Assistia até onde dava para assimilar a emoção, punha no pause de novo e ia fazer outras coisas. Sim, no plural. Aí voltava com um café e um petisco, e lá ia mais uma dose de filme. Assim passei o dia todo.

 

É um filme com efeito prolongado, que desperta sem jogar água fria. Mostra a tristeza e o desalento que tomam conta de uma família, quando a mãe é diagnosticada com Alzheimer precoce. Ela é jovem, tem 50 anos. Não vou contar mais nada, além de que ela é professora/doutora universitária, na área das letras. Apaixonada pelas palavras, vai perdendo uma a uma. Perde o contato com o mundo do modo como o conhecemos. Tudo parece ir se escoando por um ralo.

 

Será que esse é o momento em que superamos a barreira do tempo? Ou é o tempo que se afasta e leva consigo as antigas regras?
Será?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: a solidariedade que marcou minha chegada de Santa Fé

 

Osvaldo Seguel

 

 

 

1975, Brasil,fim do governo Geisel, em São Paulo ainda funcionava a rodoviária da Luz, onde afluíam e do seu interior saiam a grande maioria dos ônibus vindos e indo para o interior do Estado e do Brasil todo. Foi nessa rodoviária, febril e estreita, pois de teto baixo (onde ônibus quase riscavam no topo),e,por isso,permanentemente poluída pela fumaça dos escapamentos … que desembarquei em São Paulo, numa manha de março, há quase quarenta anos..e .doente !

 

Vindo da cidade de Santa Fé, num dos ônibus da empresa argentina General Urquizar, onde e após 72 horas de viagem contrai intoxicação alimentar …. chegando a São Paulo com vômitos convulsivos e quase não parando em pé. E aqui tive que descer pois era fim de linha.

 

A generosa solidariedade dos dois motoristas e da rodomoça foi inesquecível. A cada momento desse mau-passar, estavam acompanhando-me nas idas e vidas do banheiro do ônibus, enquanto o mesmo escalava a serra do cafezal, próximo à cidade de Registro, já no Estado de São Paulo. Relembro agora a elegância dos mesmos no trajar e até terem me fornecido cruzeiros que devia exibir, se indagado na alfândega, da fronteira argentino-brasileira, de Foz do Iguaçu.

 

Também devo assinalar aqui a solidariedade de alguns passageiros, dentre eles destaco uma casal de irmãos da minha idade (17 anos), brasileiros, porém que falavam o espanhol e me deram as primeiras aulas de português, ensinando como “cambiar diñero” “pedir una bebida” “preguntar por una calle”…eram filhos de um dono de uma agêcia de viagens e apesar de muito jovens viajavam sozinhos…veio-me agora seus rostos de traços europeus, alegres e solidários…

 

Porém, não guardo o rosto solidário e oportuno do passageiro chileno: era um jovem mais velho do que eu e que já morava no Brasil há vários anos, foi ele quem me ajudou a descer do ônibus nesse estado febril, com as minhas malas. Com elas permaneceu na rodoviária enquanto eu saía a procura de uma farmácia para tratar da minha intoxicação. A única coisa que encontrava chamavam de drogarias.
Um jovem de aspecto indígena dentro de seu avental branco me atendeu, após ser chamado pelas outras funcionárias da tal drogaria. Devem ter-lhe dito, que havia um jovem doente que não falava português mas aparentava estar passando mal.

 

Que fue lo que comistes ?…y há cuanto tiempo ?….

 

Contei que comecei a passar mal nessa madrugada após ter comido um pedaço de bolo com café com leite, numa das paradas daquela noite… e aí veio o milagre …o jovem farmacêutico preparou um coquetel líquido e após ter-me injetado esse misterioso elixir químico, como por passo e mágica, melhorei….e mui agradecido, fui pagando … ele afinal alertou-me de que iria sentir muito sono… ele não soube mas eu já não dormia praticamente desde que saíra do Chile…há quatro dias!

 

Voltei à rodoviária a procura de minhas coisas que ficaram com aquele passageiro desconhecido. Lá estava ele e minhas coisas .. graças a Deus! E sentindo-me agora melhor nesse país de nomes tão estranhos, e, certamente, enorme, populoso, febril e barulhento, onde as vulcanizadoras na estrada chamam-se borracharias que, em espanhol significam bêbados e as fármacias são drogarias, onde lá na Argentina é onde se vende drogas.

 

Coisas desta nova linguagem tropical..!

 

Osvaldo Seguel é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.

Tempo, o luxo inacessível da sociedade contemporânea

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Falta de tempo. Essa talvez seja uma das expressões mais usadas no mundo contemporâneo. Expressão ou, muitas vezes, uma desculpa ou justificativa para aceitar o que não fizemos, o que não conquistamos e, até mesmo obrigações, que não cumprimos. Gerir o próprio tempo não é uma tarefa fácil e poucos a realizam com êxito. Durante a vida, muitas pessoas torcem para o tempo passar rápido. Muitos esperam ansiosamente às 18 horas ou que chegue logo a sexta-feira ou ainda para que algo melhor aconteça em sua vida.

 

Obviamente é muito bom ter momentos de lazer, de descanso e aproveitar o fim de semana com quem gostamos e amamos. Porém, acredito que a maior parte dos que buscam com tanto ansiedade para que esse tempo passe rápido não têm noção da importância do seu próprio tempo e de como está em suas mãos as escolhas do que fazer com ele.

 

Tempo não volta, não se devolve. O tempo passado já foi. É como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes. Será que pra serem felizes as pessoas precisam sempre esperar a sexta-feira? Será que muitas delas passam cinco dias infelizes fazendo o que não gostam no trabalho para ter dois dias felizes?

 

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A verdade é que quando não estamos satisfeitos com algo, seja um trabalho que não gostamos ou qualquer outra atividade que cause desconforto, a primeira reação é torcer para que aquilo acabe logo. Mas não refletimos o quanto isso faz mal e está em nossas mãos o poder de mudar, inovar, de “tirar o gesso” que nos prende. Já para “tirar o gesso”, é necessário olhar para si próprio, investir em seu autoconhecimento através de ferramentas como terapia ou coaching, por exemplo.

 

Somente conhecendo a si próprio é que você poderá descobrir seus verdadeiros talentos para, então, correr atrás de seus sonhos e torná-los metas realizadas. Assim, certamente seu tempo – precioso – será otimizado e não lamentado. Com a realização pessoal e profissional, você estará pleno e passará a dar importância de verdade para o seu tempo, fazendo bom uso dele e encontrando o verdadeiro sentido da sua vida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

As fotos deste post são dos álbuns de Artistania e Fraublucher no Flickr

O Jogo da Imitação: o difícil é desvendar o enigma da intolerância

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“O Jogo da Imitação”
Um filme de Morten Tyldum
Gênero:Biografia / Drama.
País:EUA / Reino Unido

 

É a cinebiografia de um gênio da matemática, Alan Turing, que é contratado pelos aliados para decifrar o “Enigma”: uma máquina criada pelos alemães que mandava códigos indecifráveis durante a guerra, combinando ataques e discutindo estratégias.

 

Por que ver:
Não tem o que falar da técnica cinematográfica do filme. Impecável e clássica. Em relação ao roteiro, os amantes de história sobre a segunda guerra vão dar cambalhotas de alegria ao assistir este filme.

 

Estima-se que esta descoberta(Enigma) salvou em torno de 14 milhões de pessoas e antecipou o fim da segunda guerra mundial em 2 anos!!!

 

Apesar de detestar fazer spoiler (se não gostarem de quem faça parem de ler agora), acho importante abordar outro aspecto da fita; Alan era gay e por sê-lo foi condenado(era crime na época, pasmem!) à castração química, resultando em um final trágico. A história também nos ensina a não repetir erros do passado. Portanto a prática da tolerância é muito importante…Vejam só, alguém tão genial foi condenado por sua opção sexual, mesmo tendo poupado tantas vidas…Inconcebível…Triste mesmo…

 

Como ver:
Aprender sobre história é sempre bom. Assista com alguém que entenda sobre a história da segunda guerra pois a mesma certamente terá outros fatos curiosos para acrescentar.

 

Quando não ver:
Proibido para menores de 12 anos.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre filmes no Blog do Mílton Jung

De volta ao trabalho!

 

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Foi-se o tempo da redação de volta às aulas quando a professora nos oferecia a oportunidade de contar por escrito algumas das aventuras vividas nas férias. Imagino que, atualmente, ninguém mais seja levado a fazer essa tarefa, mesmo porque, diariamente, estamos compartilhando nossos passos nas redes sociais. É selfie publicada no Instagram, instantes captados no Snapchat, textos mal rabiscados no Facebook e tudo automaticamente transformado em link no Twitter. Chega-se na sala de aula e a turma toda já sabe o que fez graças as informações trocadas no grupo do WhatsApp. Novidade? Só a senhora não sabe, professora!

 

Apesar de distante do hábito e da idade desse pessoal que já nasceu sem noção do que é vida privada, sem exagero, também divido algumas coisas que encontrei no caminho das férias com os caros e raros leitores deste blog e todos os demais que se dão ao trabalho de me “seguir” especialmente no Twitter e no Instagram. Por mais que busco preservar-me, fico instigado a enviar uma imagem que me conquistou e contar um caso que me chamou atenção. Por isso,quem teve paciência, viu o filhote de beija-flor no jardim da casa que me abrigou nessas férias (reproduzido neste post), assim como o pôr-do-sol que, a cada fim de dia, pintava de forma diferente o céu na minha frente. Encontrou, também, alguns personagens da praia, já que preferi sair em busca do verão, em plenas férias de inverno (é só entrar no Instagram).

 

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Das obrigações do blog, mantive apenas uma, deixando o restante por conta e risco dos nossos colaboradores, fiéis e sem férias, como o Carlos, a Biba, a Malu, o Ricardo e o pai – que, registre-se, continuaram mandando muito bem e, por isso, faço questão de agradecê-los publicamente. A mim reservei o prazer de escrever sobre o que mais gosto, o meu Grêmio, até porque a safra foi boa. Cheguei pensar em falar com você sobre coisa mais séria, pois as notícias aqui no Brasil e lá fora estiveram em ritmo alucinante, mas se levasse à frente minha intenção, provavelmente não estaria com as energias renovadas para essa nova fase.

 

Por óbvio que pareça, a volta das férias deve ser um recomeço, momento para rever alguns hábitos e relacionamentos, tentar novas fórmulas, talvez arriscar um pouco mais. Especialmente, retomar a paciência que o estresse do cotidiano nos leva embora. Ser mais tolerante, um desafio diante de tanta intolerância que assistimos em todos os campos.

 

Nessa proposta de renovação, para este segundo semestre que já começou, o que posso dizer por enquanto é que, em breve, o Jornal da CBN trará novidades para o ouvinte.

 

Eu, particularmente, terei o prazer de lançar, ao lado da colega e fonoaudióloga Leny Kyrillos, o livro “Comunicar para liderar”, pela Editora Contexto, no qual explicamos como usar a comunicação para comandar sua empresa, sua equipe e sua carreira – um recurso que pode, inclusive, mudar sua qualidade de vida. Aproveite e anote na sua agenda: Leny e eu temos um bate-papo marcado com você na sexta-feira, dia 24, às 18h, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. Em seguida, haverá sessão de autógrafos.

 

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Feita aqui a minha redação de “volta às aulas”, agora é matar a saudade dos colegas e ouvintes e contar com sua participação diária no Jornal da CBN.

 

Até mais!