Mundo Corporativo: Quem matar na hora da crise?

 

Uma empresa do setor agrícola estava fechada há 30 dias, seus funcionários tiveram de ser buscados de carro pelo próprio consultor e poucos acreditavam na sua recuperação. Apesar deste cenário, foi possível não apenas fazer o negócio voltar como transformá-lo em um caso de sucesso. Esta é uma das muitas experiências enfrentadas pelo consultor de empresas Artur Lopes, autor do livro “Quem matar na hora da crise?”, lançado pela Editora Évora. Em entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, ele alerta:”quando você chega a um momento de crise, o empresário ou mata suas convicções ou mata o seu negócio”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, às 11 horas, no site da CBN, com participação de ouvintes-internautas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Foto-ouvinte: O beijo de Kobra em Nova Iorque

 

 

Visitar o parque suspenso High Line, na região do Chelsea, em Nova Iorque, ganhou uma nova atração nos últimos dias, com o trabalho do artista brasileiro Eduardo Kobra e sua equipe. O mural será concluído nesta sexta-feira e registra no bairro descolado de Manhattan o famoso beijo eternizado em foto feita por Alfred Eisenstaedt, em 1945, entre uma enferemeira e um marinheiro americano que comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial, na Time Square.

Avalanche Tricolor: mais um capítulo da nossa Imortalidade

 

Grêmio 0 x 2 Palmeiras
Copa do Brasil – Olímpico Monumental

 

Escrevo esta Avalanche Tricolor muito tempo depois do fim da primeira partida da semifinal, ao contrário do que costumo fazer todas as semanas nesta crônica dedicada ao time pelo qual torço. Como você, caro e raro leitor deste blog, sabe bem, a profissão me obriga a acordar ainda de madrugada e partidas que terminam próximo da meia-noite, como a de ontem à noite, se tornam um martírio. Assistir ao jogo e escrever sobre ele na sequência é proibitivo, principalmente quando o resultado é frustrante. Nestes momentos é preciso equilíbrio para compreender o que aconteceu e o que pode acontecer e, confesso, precisei de algumas horas para processar o placar desta primeira partida.

 

Hoje, ainda de ressaca, do jogo mal jogado e da noite mal dormida, lembrei-me de frase que sempre repito em tempos de Copa do Brasil, esta competição que consagrou nossa Imortalidade: “até dois gols, viro em casa”. O problema, desta vez, é que a volta não será diante de nossa torcida e neste gramado do qual sonhamos nos despedir com glória. Será na casa do adversário ou em um dos estádios no qual o adversário costuma jogar enquanto constrói sua arena. Mas pensando bem: desde quando algum desafio se tornou impossível para o Grêmio?

 

Em um delírio matinal começo a perceber que os minutos finais de ontem, quando a derrota se consagrou, foram escritos para tornar ainda mais brilhante a nossa imortalidade. Foram criados para provar ao mundo do futebol que somos capazes de superar qualquer adversidade. Serão apenas um capítulo, lido pelos admiradores de nossas façanhas, como introdução da grande história de conquistas da Copa do Brasil. Um delírio ? Que seja. Mas também uma esperança a nos manter confiantes até a semana que vem.

Por decreto: proibido ficar doente no feriado

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Não sei como as autoridades lidam com a saúde da população de baixa renda em São Paulo, mas imagino que o tratamento em todas ou, pelo menos, na maioria das cidades brasileiras seja semelhante. Faço questão de lembrar, volta e meia, que os textos que o Mílton publica nas quintas-feiras são enviados por mim de Porto Alegre, razão pela qual o que abordo neles geralmente se refere ao que ocorre no Rio Grande do Sul. No de hoje, apenas a introdução é da minha lavra. Mesmo sem ter pedido licença ao responsável por este blog, vou deixar que um médico, o Dr.Luís Schneider, ocupe o meu espaço com o seu desabafo. Esclareço que, como profissional de medicina, ele tem mais condições do que eu de criticar com conhecimento de causa, o ponto facultativo concedido pelo prefeito da capital gaúcha aos funcionários municipais, por ocasião do feriado de Corpus Christi. O título do seu texto é “Desrespeito por decreto”:

 

Assim é que o aviltamento do ser humano ganhou, definitivamente, o reconhecimento oficial. A autoridade constituída decretou que não há mais a menor necessidade de ser respeitada a condição de humanidade do cidadãos porto-alegrenses. Aliás, dos cidadãos pobres. Sim, porque, para os bem aquinhoados, que têm condições de manter planos de saúde para si e para seus familiares ou aqueles raros afortunados que dispõem de recursos financeiros para suprir, sempre que necessário, as despesas com a saúde. Esses não encontram dificuldades para obter consultas, exames e outros procedimentos médicos. Aqui, o canetaço suplantou a enfermidade ao determinar que o pobre não pode adoecer no feriado. E os postos de atendimento fecharam, como se não bastasse cerrarem as portas nos fins de semana. Tornou-se obrigatório, com isso, que não ocorram crises asmáticas, febres de quaisquer etiologias, infecções respiratórias, acidentes vasculares cerebrais ou outras patologias. A saúde é condicionada pela caneta do prefeito. Azar de quem agendou consultas, de quem veio de um município pequeno, gente que esperou meses ou até anos pelo dia marcado para ser examinado. Azar delas se perderam tempo e dinheiro em deslocamentos até as unidades de saúde fechadas em função do ponto facultativo. Azar que se sintam frustradas, humilhadas, pisoteadas. Quem se preocupa com esses pobres seres humanos? Como podem as mesmas autoridades que solicitam sejam os postos de saúde procurados a fim de que não fiquem sobrecarregadas as emergências dos hospitais, manter fechadas as unidades básicas aos sábados, domingos e feriados? Como a vida ser desrespeitada oficialmente, e por decreto.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Franquias, aprovação nacional

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

O Brasil é o quarto país do mundo em rede de franquias e possui a maior feira de franquias do planeta, que se inicia hoje em São Paulo. Na Expo Center Norte, onde funcionará até sábado. É a ABF Franchising Expo 2012.

 

A feira de Paris, até então a maior, recebeu em março 30 mil visitantes e exibiu 450 marcas, enquanto a paulistana terá 460 expositores e deverá receber um público acima de 50 mil pessoas. Estimativa modesta, pois em 2011 foram 46,5 mil visitantes. Uma das diferenças entre a francesa e a brasileira, além da idade, pois a parisiense tem 31 anos e a nossa 20, é que 17% dos expositores de Paris foram estrangeiros, enquanto em São Paulo a Feira será basicamente nacional . Refletindo nitidamente a configuração do setor, pois apenas 5% das unidades franqueadas no Brasil são estrangeiras, além de apontar uma nova e bem vinda vocação nacional em um mercado forte pelo já expressivo faturamento e pelo potencial de crescimento. Em 2011 dando continuidade a taxa de aumento na ordem de 15 a 20% ao ano, chegamos a mais de 88 bilhões de reais, através de 2031 franqueadores e 93 mil unidades franqueadas. E se olharmos o setor de franquias norte americano, com 2.300 redes e 800 mil unidades, intuimos o potencial de crescimento que poderá advir deste setor em nosso país. Mesmo porque a partir de 2011 o amadurecimento brasileiro começou a se refletir nos números, quando a evolução dos franqueadores passou a ser menor do que o das unidades franqueadas, indicando o fortalecimento das cadeias e uma barreira natural à entrada de franqueadores despreparados.

 

 

Esta invejável posição alcançada pelo Franchising nacional reflete as características predominantes da mão de obra qualificada brasileira. Capacitação para ter marca forte bem posicionada, conhecimento do consumidor alvo, planejamento estratégico e disposição para empreender, do lado franqueador.

 

Espírito e objetividade empreendedora, desejo de mudança e consciência para enfrentar desafios, do lado do franqueado.

 

Para as empresas, uma opção para captação de recursos financeiros e uma forma de escapar da brutal tributação existente.

 

Aos candidatos uma saída mais segura para atuar como empresário, aportando em sistemas já estabelecidos.

 

Que seja em boa hora, a nova vocação nacional.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

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Site reúne informações dos vereadores

 

Nossa insistência em convidar o cidadão a prestar atenção no que se realiza dentro das câmaras municipais faz sentido pela impacto que decisões tomadas no legislativo pode ter no cotidiano das pessoas. Por isso, fico satisfeito quando percebo que alguns ouvintes-internautas estão interessados em saber como os vereadores desempenham seu papel. Paulo Leonardo, em e-mail enviado para mim, pensou na possibilidade de se fazer um balanço das atividades de cada parlamentar e da própria Câmara e para isso preparou um roteiro de perguntas:

 

1) Quantos projetos de leis foram elaborados?
2) Quantas leis foram aprovadas?
3) Quantas vezes faltaram em sessões ordinárias e extraordinárias?
4) Em que área mais leis foram aprovadas: saúde, educação, habitação etc..
Quantos deles colocam esses dados na internet?

 

Paulo também sugere que se faça uma comparação entre o que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) prometeu durante a campanha eleitoral e o que realmente cumpriu. Na mensagem, ele também expõe a preocupação de que um levantamento como este não se transforme em propaganda política seja lá de quem for.

 

Aproveito a mensagem do Paulo para fazer alguns comentários. Começando por esclarecer que balanços sobre o desempenho político do prefeito e vereadores são importantes para quem pretende qualificar seu voto na eleição, portanto não devem ser confundidos com campanha política. Quanto a avaliar a administração Kassab, desde o Plano de Metas, no qual o prefeito é obrigado a publicar seus planos para os quatro anos de gestão 90 dias após a posse, está mais prático identificar o quanto foi feito ou se deixou de fazer.

 

Vamos aos vereadores: boa parte das respostas pedidas por Paulo está no site da Câmara Municipal, talvez não com a clareza que as perguntas dele pretende. Lá, porém, é possível identificar a participação nas sessões, os projetos apresentados e aprovados. Uma ferramenta legal que me foi apresentada neste fim de semana e reúne as informações dos vereadores paulistanos pode ser acessada no site Vereadores.org, sugerido pelo Carlos Eduardo Minniti, através do Cláudio Vieira que faz parte da rede Adote um Vereador.

Foto-ouvinte: Alugam-se árvores em São Paulo

 

Vende-se árvore

 

Desde que recebi a imagem acima estou tentando entender o que isto pode significar além de uma tremenda ilegalidade e desrespeito com a cidade e o cidadão. De acordo com a jornalista Silvana Silva, que flagrou o fato, a placa está na Praça Alfredo Paulino, entre a Frederico Abranches e Sebastião Pereira: “aparentemente a imobiliária não é responsável pela manutenção do local, mas é ‘dona da árvore’. Seria um novo negócio a ser explorado ?” – ironiza.

E agora estão inventando o pedágio urbano …

 

Por Julio Tannus

 

Eh, eh, eh… São Paulo… São Paulo da garoa, São Paulo terra boa!

 

Parece que esse tempo já não existe mais…

 

Nossa cidade está chegando ao fim?

 

Ruas congestionadas, transporte público precário, motoristas imprudentes, arrastões a condomínios, assaltos à luz do dia, ensino público deficiente, professores mal pagos, um sem fim de impostos municipais, impostos cada vez mais elevados, ruas mal iluminadas, ruas esburacadas, calçadas intransitáveis, cracolândia espalhada pela cidade… E assim por diante!

 

E agora estão inventando o pedágio urbano. Já não chega a imensa carga tributária municipal, estadual e federal, temos agora que arcar com mais esse tributo!

 

Em minha opinião, enquanto não detivermos a exploração imobiliária indiscriminada, a falta de investimento sério no transporte público, a recuperação de ferrovias pelo país afora, a participação das comunidades na definição de prioridades para a cidade, a transparência na aplicação dos valores arrecadados através dos tributos, e uma revisão competente e com participação cidadã do plano piloto da cidade, viveremos em estado de calamidade.

 

Como presidente de uma associação de moradores de bairro, e a convite da prefeitura de São Paulo, participei, no passado relativamente recente, de reuniões sobre o Plano Diretor da cidade. Só faltou sair tiros! Descobriu-se que alguns dos presentes tinham sido “comprados” para representar interesses escusos à população.

 

Outro fato: todos os condomínios de São Paulo estão obrigados a recolher um tributo municipal, que é uma taxa de fiscalização, para cada elevador existente na edificação. Bem, moro em um edifício construído nos anos 60, desde então nunca apareceu um representante da prefeitura para, atendendo ao objetivo do dito imposto, fazer a fiscalização de qualquer dos elevadores existentes. Então pergunto: para onde vai o dinheiro arrecado?

 

Diante desse quadro, penso que nossa passividade transforma-se em permissividade, apesar de alguns dados de pesquisa junto à população apontar as áreas de serviço como as mais críticas de nosso país. Vejamos os dados abaixo:

O INSC é uma medida de satisfação do consumidor brasileiro.
 Ele é nacional e seu objetivo é avaliar a qualidade dos bens de consumo e serviços com base na opinião do consumidor. Essa opinião é publicada espontaneamente na internet e refere-se a bens de consumo e serviços dos vários setores representativos da economia brasileira. Conforme pode ser observado na tabela acima, os piores resultados referem-se aos serviços: Transporte Metropolitano, Energia Elétrica, Telecomunicações.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Escreve às terças-feiras, no Blog do Mílton Jung.

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A missão dos jornalistas na Rio+20

 

A pauta está contaminada pela Rio+20 e basta abrir a caixa de correio aqui da rádio para identificar uma quantidade enorme de propostas de temas relacionados a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável que se inicia nesta quarta-feira. Tem todo tipo de sugestões, entidades e personalidades dispostas a aproveitar o momento e ganhar espaço na discussão. Os jornalistas devemos estar atento a estas iniciativas, avaliando o que é de interesse público ou apenas privado – para ser mais claro, o que é de interesse coletivo ou apenas individual. A invenção anunciada por uma empresa interessa somente a ela se não estiver disponível à sociedade. Precisa ser vista como inovação para atender os critérios de publicação.

 

O desafio dos jornalistas vai além, se levarmos em consideração o resultado de pesquisas de opinião divulgadas recentemente. A última foi encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente e constatou que 78% ignoram a Rio+20 ou menos de um quarto da população brasileira sabe o que acontecerá no Rio de Janeiro. Dada a importância dos temas em discussão, nosso esforço nas redações será fazer com que este debate chegue ao cidadão e desperte o interesse dele no tema. Para tanto é preciso deixar claro às pessoas e às empresas que os impactos do acordo que for fechado podem ser intensos na nossa qualidade de vida e na maneira de gerir os negócios.

 

Um exemplo que nos oferece o Instituto Ethos, também preocupado com o distanciamento de parte da população com a Rio+20: se for aprovada orientação para que os governos deixem de dar incentivos a produtos que causem impacto negativo ao meio ambiente, o governo brasileiro, para oferecer redução de IPI às montadoras de carro, teria de exigir, por exemplo, uma fabricação mais verde, carros menos poluentes, e nossas cidades teriam um ar mais limpo, o que beneficiaria a sua saúde.

 

Precisamos, em reportagens e entrevistas, mostrar que o que estaremos tratando nos próximos dias no Rio de Janeiro tem a ver com o nosso cotiano, nossos hábitos e nossa forma de vida. E não apenas com o nosso futuro, mas com o nosso presente. É a nossa missão.