Avalanche Tricolor: Ele voltou

 

Inter 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Porto Alegre

Tivemos as melhores chances de gol. Sem exagero, tivemos as únicas chances de gol desta partida. Haja vista, ter sido o goleiro adversário o destaque do jogo. O time dele, aliás, teve seu ataque anulado. Mesmo quando estava mais tempo com a bola nos pés, não era capaz de impor perigo a Vítor, sempre seguro, principalmente agora com uma defesa que parece mais bem armada, protegida e com capacidade de sair jogando.

Gostei, também, de ver o time vencer boa parte das divididas de bola e das disputas pelo alto, das brigas em que se envolveu, da coragem de jogar contra toda a pressão que havia no estádio e que havia dentro da própria torcida, angustiada com a falta de resultados.

Aliás, o resultado não veio de novo. E você, caro e raro leitor deste Blog, deverá me cobrar promessa feita na Avalanche Tricolor de domingo passado, quando disse que a reação neste campeonato se iniciaria. Abri o texto lembrando que o Gre-Nal costumava proporcionar coisas mágicas e mudanças inacreditáveis na trajetória dos clubes.

Ratifico o que escrevi.

Faltavam poucos minutos para se encerrar a partida. E o técnico Silas sacou do banco Souza que voltava ao time após quase sete meses de recuperação de cirurgia que sofreu no joelho. Ele entrou em campo para enfrentar o time contra o qual havia se machucado no início do ano. E na sua primeira jogada, um carrinho na lateral do campo, com o qual roubou a bola adversária e armou o ataque. Sem medo, sem medir riscos, sempre pronto para oferecer o que tem de melhor. Talento e gana.

Souza ainda teve tempo de ensaiar alguns dribles do outro lado do campo e chutar uma bola em direção ao gol. O mais importante, porém, foi sinalizar que a retomada de seu futebol pode estar próxima e – se isto realmente acontecer – a nossa redenção, também.

Que assim seja.

De compaixão

 


Por Maria Lucia Solla

É preciso muita, muita compaixão, com os outros e com a gente também. Ouso dizer que principal e urgentemente, com a gente. No entanto, não se exerce compaixão dizendo: coitadinho, pobrezinho, que droga, que azar, que absurdo, nem para o outro e nem para gente mesmo. Compaixão vem atrelada à consciência e se não vier, não é compaixão; é pena pura. É compaixão pirata.

Pena implica ver o outro separado da gente. Quando o outro passa por um momento de dor, pensamos: essa dor é dele, e esconjuramos: vade retro, dor!

Compaixão não. Compaixão não afasta; aproxima, une, reune o que nunca esteve realmente desunido, e é por isso a sensação de êxtase que nasce da compaixão.

Nada é só do outro ou só meu. Dor, alegria, sucesso, derrota, paz ou violência. Não sou eu que digo; há Leis Universais, avalizadas pela ciência, que afirmam isso. Eu só me inquieto.

Quanta compaixão é preciso, neste mundo de meu Deus! Quanto aproximar, quanto perceber, quanto saber onde avançar e onde encolher. É preciso saber dançar, mas dançar tão bem que fique impossível pisar uns nos pés dos outros.

É preciso entender que ‘Somos Todos Um’ não é mantra religioso para arrebanhar adeptos dos ovos de ouro. Somos Todos Um é Lei da Natureza e Lei da Física: a Lei da Unicidade.

Na diversidade planetária, todos os átomos de todos os corpos são iguais; e mais: todos os átomos de todos os corpos vivos e de todos os corpos mortos também são iguais. Energia vibrando em frequência diferente. Na possibilidade infinita da diferença. E ainda nos surpreendemos com diferentes tipos, diferentes comportamentos, e sentimentos. No outro e em nós.

Outra Lei diz que essa energia, que compõe tudo, e da qual somos feitos, vibra; e vibrando se transforma. Cada um no seu ritmo, na sua cadência; corpo, mente e coração em batida frenética pela vida, desde a chegada, até a partida.

E tem mais. As Leis afirmam que tudo o que vibra precisa fluir, e para que flua, precisa estar em desequilíbrio. Assim como o copo que não pode verter o líquido se se mantiver rígido; em pé. É preciso que se curve para nos matar a sede. Resistência igual a dor. O oposto do amor

E ainda nos surpreendemos com o outro, com o comportamento do outro, e somos preconceituosos, e blablabla de manhã à noite sobre o outro, sobre a outra, Sobre a dor da gente, nossa sina, nosso isso, o dele aquilo.

Tenhamos compaixão; a dor de viver é igual em todos nós!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung.

Quando o esquisito vira lindo aos nossos pés

 

Por Dora Estevam

A cada desfile de moda surge uma novidade. Tem modelo que vende e outros nem saem das araras de mostruário, porque não agradam.

Já é sabido também que os estilistas percorrem as celebridades para tais lançamentos: se eles querem realmente vender, eles contratam uma. E não é de hoje que tudo, tudinho o que estas moças vestem vira febre. E os estilistas se tornam ainda mais famosos.

Worishofer

Prova disso são os sapatos. É só elas aparecerem com um modelito novo e pronto: vende, vende, e vende muito.

O sapato da vez é um modelo alemão Worishofer: ele tem uma cara de sapato de vovó, é o tipo que não se venderia sozinho para mulheres mais jovens. O Worishofer nem é uma novidade de mercado, foi inventado por um médico alemão para ser usado por mulheres com problemas de coluna, na década de 70. Todas as vovós européias têm um no armário.

E como um sapato terapêutico deixa as mulheres alucinadas?

Num piscar de olhos, de repente, o sapato surge nos pés das atrizes Maggie Gyllenhaal e Kirsten Dunst, da cantora M.I.A e reaparece novinho em folha nas prateleiras da badalada loja Urban Outfitter. Pronto, dinheiro em caixa.

Alexa Chung e Kirsten Dunst

O presidente da rede de lojas americana Laurevan Shoes, que vende o Worishofer há pelo menos 26 anos, disse ao jornal inglês Daily Mail que desde 2008 a venda aumentou 50% e as mulheres mais jovens realmente começaram a se interessar pelo modelo. “É um fenômeno estranho”, disse Weitan. Estranho ou não, só sei que o sapatinho é mais um dos modelos polêmicos que apareceram por aqui.

Na última coleção de verão 2010 da Chanel, foi apresentado um modelo de tamanco chamado Clog. Quem defendeu o uso – adivinha (?) – a fashionista Alexa Chung, e ainda mais na capa da Vogue. A notícia se espalhou assim como o modelo foi copiado por várias marcas (nacionais, também, é claro).

Esta não é a primeira vez nem será a última que teremos modelos (aparentemente) estranhos ou polêmicos. Ou estranhos e polêmicos.

Crocs 1

Na década de 70, os sapatinhos da vez foram as alpargatas. Todo pé tinha de ter um par. Daí pra frente vários outros se apresentaram, tipo a bota Pata de Bode, aquela com solado beeeem grosso. E, não podemos esquecer, dos mais recentes Crocs. Estes usados por toda humanidade, acredito.

Bem, esta é apenas mais uma interferência das celebridades no mundo da moda. Capazes de transformar o esquisito em sinônimo de bonito.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung

A primeira imagem deste post é do blog I Heart Sensibles Shoes e a última da galeria digital de Urban Combing, no Flickr

Aos 133 anos, São Caetano tem negócio de família

 

No setor de transportes, duas famílias se destacaram e tiveram participação importante no desenvolmento da cidade do ABC Paulista que comemorou mais um aniversário, nesta semana

BENFICA

Por Adamo Bazani

Dizem que a família é a estrutura da sociedade e sem uma família unida é impossível ter sucesso. A história de duas famílias empreendedoras no setor de transportes confirma essas máximas na cidade de São Caetano do Sul, que completou 133 anos em 28 de julho. Aliás, boa parte dos negócios da cidade ainda é baseada em estruturas familiares, mesmo abrigando gigantes internacionais como a General Motors que está por aqui desde 1930.

Tais famílias presenciaram o simples distrito de Santo André se tornar município independente, com um dos melhores índices de qualidade do País, segundo o IBGE.

Assim como em todas as cidades, os transportes foram fundamentais para o crescimento urbano e integração entre o local de trabalho e a casa de operários e profissionais. Além disso, os desbravadores urbanos do transporte também integravam os municípios que cresciam cada vez mais e se aproximavam de maneira a confundirem seus limites.

São Caetano do Sul teve várias empresas de ônibus. Porém duas delas, sem desmerecer as outras, sintetizam bem a época em que a cidade cresceu muito e sofrer com a carência de mobilidade urbana: o Grupo Benfica e a Vipe – Viação Padre Eustáquio.

A história das duas famílias responsáveis por estas empresas começa em lugares bem diferentes.

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Corredor de ônibus inaugura após 24 anos

 

Alambrado Cupece

Governador e prefeito estavam no palanque. Os ônibus só começam a passar por lá amanhã. Mas a falta de educação já deixa suas marcas no corredor de ônibus que liga a cidade de Diadema ao Brooklin, zona sul de São Paulo, passando por São Caetano e Santo André.

O alambrado usado para dividir as pistas foi ‘rebaixado’ por pedestres que preferem correr o risco de morrer atropelado a atravessar nas faixas de segurança. A repórter Luciana Marinho também notou que algumas medidas que deveriam ser adotadas pelo poder público também ficaram de lado, como a sinalização horizontal em trechos do corredor. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que isto é normal em uma obra desta dimensão.

O que não é normal é uma obra durar 24 anos como esta do corredor Diadema-Brooklin. Uma história que se iniciou no governo Franco Montoro e que somente em 2007 foi retomada. Esta demora, aliás, deixou o promotor Saad Mazloum de orelha em pé. Ele resolveu acompanhar de perto a retomada dos trabalhos e ficou satisfeito em saber que, finalmente, o trecho passará a ser usado pelo cidadão.

Mazloum também ganhou a garantia de quem em cerca de 40 dias a empresa Metra, operadora do corredor de ônibus, utilizará veículos elétricos híbridos em lugar dos movidos a diesel que estarão rodando a partir de amanhã. A empresa pediu um prazo para adaptar os veículos.

Ouça a entrevista com Saad Mazloum, ao CBN SP

O promotor Saad Mazolum que tem dedicado parte de seu trabalho a investigar irregularidades no transporte público de São Paulo mantém o Blog do Ônibus, no qual recebe denúncias de problemas no serviço.

Leia mais informações sobre o corredor Diadema-Brooklin na coluna Ponto de Ônibus, de Adamo Bazani, publicada aqui no Blog do Mílton JUng.

Candidato deve assumir compromisso com transparência

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ficha-limpa-limpaAté o início desta sexta-feira, nenhum candidato havia se cadastrado no site Ficha Limpa, no ar desde ontem. Mas, por enquanto, sem desespero ou pré-julgamento. Não significa que nenhum esteja interessado em se comprometer com a causa. Justifica-se a ausência, neste momento, pela necessidade deles terem de levantar uma série de documentos e encaminhá-los para avaliação.

Por e-mail, fui questionado por uma candidata ao cargo de deputado estadual, interessada em se cadastrar no Ficha Limpa. Ela não havia encontrado o caminho para enviar a documentação e ter seu nome listado no site. “Não teremos este direito”, me perguntou.

Fui consultar os organizadores que me explicaram que, neste ano, apenas os cargos nacionais estão disponíveis, devido a questões técnicas. Se estendessem o programa aos candidatos a deputado estadual haveria uma demanda que superaria a capacidade de armazenamento do serviço. A intenção é que isto se amplie já com a inclusão de prefeitos, em 2012, e para todos os cargos, em 2014.

Isto não quer dizer que o candidato à Assembleia Legislativa não tenha de ser Ficha Limpa, muito menos que não deva se comprometer com as ideias que movem o serviço desenvolvido pela Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade (ABRACCI) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) .

Um dos compromissos é o de realizar a prestação de contas da campanha eleitoral, informando semanalmente a origem dos recursos obtidos e os gastos efetivados. Para tal, basta o candidato abrir um blog ou um site e tornar estas informações públicas.

Na eleição à prefeitura de São Paulo, em 2008, durante a série de entrevistas que realizei no CBN SP, todos os candidatos foram convidados a fazer a prestação de contas da campanha antes mesmo do prazo determinado pela lei eleitoral. Muitos alegaram que não iriam fazer a divulgação para não criar constrangimento às empresas e pessoas que financiavam a campanha. Ou seja preferiam manter compromisso com o doador do que com o eleitor.

Apenas Soninha Francine (PPS) e Ivan Valente (PSOL) aceitaram declarar antecipadamente quem havia feito doações a candidatura deles.

Sobre a importância de se ter acessos a estas informações, conversei nesta semana com Fabiano Angélico, da Transparência Brasil. A ONG mantém o site Excelências, onde é possível encontrar uma quantidade enorme de dados sobre os atuais parlamentares, muitos dos quais candidatos à reeleição. Cruzar informações sobre projetos de lei que apresentaram ou propostas que defendem com o nome dos grupos econômicos interessados na candidatura do político pode ajudar a traçar um perfil mais apurado dele.

Ouça aqui a entrevista com Fabiano Angélico, da Transparência Brasil.

Internet grátis no Mercadão de São Miguel

 

Internet no Mercadão Foto: Gilberto Travesso

Aos 42 anos, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista tem na internet um de seus atrativos. Hoje, é comum ver os visitantes sentados nas lanchonetes com seus notebooks sobre as mesas, conforme informa Gilberto Travesso em seu blog, Notinhas de São Miguel.

O acesso gratuito através de uma rede wi-fi é oferecido pelos permissionários que entenderam ser esta uma das formas de chamar a atenção dos usuários. Com a iniciativa, o mercado, originalmente batizado Dr. Américo Sugai, é o primeiro da capital a oferecer este serviço.

Por uma maçã: R$ 1,28

 

Por Rafael Castellar das Neves
Ouvinte-internauta do CBN SP

Ontem, ao sair do metrô, no caminho de volta do trabalho para casa, fui ao mercadinho de bairro para comprar pó de café – desses mercadinhos que lembram os antigos armazéns, as “vendas”, e que são rapidamente engolidos pelos grandes supermercados de rede. Justamente pela falta de opções, peguei um pacote de pó de café menor do que costumo comprar, já que era de um tipo que até me agrada, mas não era o meu preferido.

Apenas com o pacote de pó de café à mão, fui ao caixa pagar minha conta e ir logo para casa. A hora era avançada e já estava esfriando. Ao me aproximar, mapeei os demais clientes e me posicionei onde pensei ser o fim de uma das filas, bem ao lado de um cliente indeciso que estava plantado entre os dois caixas sem saber o fazer, apenas esperando que o dissessem. Seria minha vez, mas, enquanto aguardava o cliente que empacotava suas compras já pagas, a “moça do caixa” pediu que outro cliente, também indeciso, passasse à diante dos demais. A forma delicada e gentil que a “moça do caixa” fez o pedido denunciou que se tratava de um atendimento preferencial. Abri espaço e aguardei. Não tão logo, passou por mim uma senhora de idade muito avançada, andando com dificuldades e deixando um cheiro forte e nauseante, semelhante àqueles que se sente debaixo dos viadutos, mas em uma intensidade menor.

A senhora era baixa, não apenas por ser tão arqueada, mas por sua natureza. Suas roupas eram farrapos encardidos e fedidos, amarrados e enroscados uns aos outros. Suas pernas tinham as juntas rijas e estavam cobertas por grosseiras meias velhas, terminando em sapatinhos pretos e furados, daqueles típicos das vovozinhas. Na cabeça, usava um lenço que provavelmente um dia teve cores e formas definidas e que cobria longos cabelos aglomerados e completamente brancos pela natureza e amarelados pela situação. As unhas eram enormes e causavam um aspecto assustador. Aos braços e pescoço, sacolas e trapos estavam dependurados carregando tudo aquilo que, provavelmente, ela definiria como seu patrimônio. A imagem dela me lembrou muito daquelas senhoras russas que, depois da queda, passavam os dias em longas filas frias para ganhar um prato de sopa, e me lembrou também que já a tinha visto pelas redondezas, principalmente jantando, a altas horas da noite, na padaria na saída do metrô, onde costumo parar para um último lambisco após longas noites de diversão.

À “moça do caixa” a senhora entregou, com o braço atrofiado, um saquinho com uma única maçã vermelha, a qual foi pesada e precificada a R$ 1,28. O anúncio do valor deve ter retumbado nos ouvidos da senhora que se pôs a vasculhar freneticamente cada farrapo, cada vão, e a esvaziar cada sacola em busca dos R$ 1,28, enquanto praguejava – sem ofensas ou aspereza – contra a situação que se encontrava. Vendo que a situação se prolongaria, a “moça do caixa” fez um sinal com a cabeça e pediu que eu passasse à frente. Entreguei meu pacote de pó de café e ela me informou o valor. Paguei-o junto com a maçã e tentei me agilizar, mas foi inevitável presenciar o anúncio feito pausadamente pela “moça do caixa” à senhora: “O moço está pagando a maçã da senhora”. Peguei meu saquinho com o pacote de pó de café e tentei me virar e sair o mais rápido possível, mas a senhora já se dirigia a mim rogando em voz alta pela minha saúde e fortuna, agradecendo aos santos pela minha ajuda e coisas do tipo. Virei-me para ela a fim de receber e permitir seu agradecimento, mas não sei bem o que resmunguei engasgado e saí a caminho de casa.

É fato que esse não é um caso isolado nem único, mas fico aqui, hoje, com meu café do tipo que até me agrada, mas não é o meu preferido, pensando em tudo isso: passar por uma vida inteira, com tantas coisas, tantos acontecimentos, tantos infortúnios, tantas alegrias, tantos momentos – cujos adjetivos não vêm ao caso – e ter que sobreviver sozinha em um mundo em que apenas lutar não é suficiente, nem mesmo permitido, e ter que se esgueirar por tantos eventos, por tantas dificultadas, por tantas variáveis e improbabilidades para simplesmente conseguir um jantar sem nenhum sabor de dignidade, mas que, ao menos, permita que o dia seguinte aconteça: uma maçã a R$ 1,28.

Preconceito é causa da proibição, diz skatista

 

Manifestação de skatistas no Parque da Independência (Foto:Quintal do Ipiranga)

Manifestação de skatistas no Parque da Independência (Foto: Site Quintal do Ipiranga)

Falta diálogo e sobra preconceito. É o que pensa o vice-presidente da Associação de Skates Quintal do Ipiranga Bruno Rinaldi Hupfer sobre a tentativa de se proibir a prática do esporte no parque da Independência. Para ele, o preconceito fica claro quando a administração e o conselho gestor dão a entender que os skatistas não são frequentadores do parque: tratam o assunto como se os visitantes estivessem de um lado e os praticantes do esporte de outro.

Ouça a entrevista com Bruno Rinaldi Hupfer, do Quintal do Ipiranga

Bruno ficou satisfeito em saber, pelo CBN SP, que haverá uma re-discussão a propósito do tema no dia 5 de agosto, na sede da administração do parque. Entende que será a oportunidade de apresentar um plano para uso do local elaborado pelos skatistas que, segundo ele, não foram ouvidos até o momento.

A Associação desconhece registro de acidentes nos quais skatistas tenham provocado ferimentos em outros frequentadores do parque. No entanto, admite que é preciso que se evite o uso do skate nos horários em que o movimento de pedestres é muito grande.

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Secretário quer acordo com skatistas

Skate ameaçado no Museu do Ipiranga

Sem estudo, prefeitura proíbe caminhões na Bandeirantes

 

Reduzir em até 20% os índices de congestionamento na avenida dos Bandeirantes e, em conseqüência, melhorar a fluidez do trânsito em outras vias importantes da zona sul de São Paulo, inclusive beneficiando o transporte público. Esta é a meta da prefeitura com a proibição dos caminhões na Marginal Pinheiro e avenidas Roberto Marinho e Bandeirantes, a partir do dia 2 de agosto. Porém, o próprio secretário municipal dos Transportes Marcelo Cardinale Branco diz que ainda não tem em mãos estudo sobre origem-destino do transporte de carga na capital que poderia oferecer um cenário real sobre o impacto das medidas anunciadas nessa quarta-feira.

Cardinale, em sua primeira entrevista como Secretário de Transportes e presidente da CET, falou, também, que apesar da proibição das motos na pista expressa da Marginal Tietê, os motociclistas continuarão tendo à disposição sete faixas de rolamento devido a ampliação das pistas. Neste caso, a medida pretende reduzir o número de acidentes com motos. O secretário disse que ainda não há uma decisão sobre restrições para a circulação de motos na avenida 23 de Maio.

Ouça a entrevista do secretário dos Transportes Marcelo Cardinale, ao CBN SP