Quem roubou o palmito ?

 

Bons dias aqueles em que a Copa do Mundo tomava conta das manchetes. Na capa dos portais eram as falas de Maradona, as broncas do Dunga e os tropeços dos craques que apareciam em destaque. Fotos de torcedoras bonitas e torcedores loucos chamavam a atenção dos internautas que corriam a clicar no link para saber/ver do que se tratava. Estive fora do Brasil durante toda a Copa, mas os telejornais não devem ter agido de maneira diferente. E muita gente, é provável, reclamou “por que só falam disso ?”

Nem bem a Copa havia se encerrado, cheguei ao apartamento de uma brasileira em Roma e, como gesto de carinho, ela ligou o canal internacional de uma das emissoras do País. Com cinco minutos de jogo, carinhosamente, perguntei se era possível desligar a televisão. O noticiário me embrulhava o estômago.

O jogador de futebol acusado de trucidar com a namorada; o advogado suspeito de matar a ex-dele; o marido que bateu na mulher por nove horas; e o grupo de jovens que teria participando de estupros. Foi esta a seleção de notícias elencada pelo editor do telejornal, com direito a arte, reconstituição, entrevista ‘bombástica’ e suíte, para os telespectadores que vivem longe do País.

Cheguei a imaginar que seria uma estratégia para que os brasileiros que estão no exterior não se lamentassem por viverem tão distante. Bastou desembarcar no Brasil, porém, para ver que aquele era apenas um resumo do noticiário que dominava a programação na TV – portais, jornais e rádios também não escapam, mas impactam menos. Da sequência de manchete ao conteúdo jornalístico, a violência dramatizada é dominante.

A enorme diversidade de fontes de informação derrubou audiências cristalizadas pelo tempo. Todos os veículos tradicionais de comunicação perderam espaço que não será mais recuperado. Não convencidos de que os índices do passado não voltam mais – quem os teve, não os terá; quem nunca teve, continuará não tendo -, popularizou-se o noticiário contaminado pela ideia de que o povo gosta de sangue.

O caso envolvendo o goleiro Bruno, claro, seria destaque no Brasil e em qualquer outro lugar do mundo. É ex-capitão e jogador de futebol do time de maior torcida do País suspeito de participar de um crime bárbaro.

Assim como, não se deve eliminar a cobertura jornalística dos casos de violência – o tema é extremamente preocupante e importante. Estaríamos sendo coniventes e ausentes se deixássemos de lado o assunto.

No entanto, o excesso banaliza. Perde-se a dimensão de cada caso.

Qualquer briga de bar pode virar pauta na redação. Um confronto entre bêbados na madrugada que resultou em assassinato é suficiente para mobilizar uma equipe completa de TV que se transformará, talvez, no único ponto de luz daquele bar decrépito localizado em um bairro mal-conservado. Assim que os ‘escutas’ ficam sabendo, surge a ordem para que o repórter de rádio tire os pés da mesa e saia correndo a cobrir o fato. O fotógrafo do jornal chega junto com ele na tentativa de registrar o “nada”. E um delegado de polícia está de plantão para dar sua entrevista consagradora.

Mudar esta rotina é tarefa de coragem, pois seguir a cartilha nos exime da crítica, na maioria das vezes. Se “todos fazem assim”, por que não farei também? Para que inventar? Repetir é bom e conserva o emprego, pensam alguns.

Procurar a cobertura mais inteligente e criativa é coisa rara. Seja por covardia, seja por desconhecimento. Afinal – é impossível não constatar -, o que vemos na tela (no noticiário em geral) é reflexo da falta de preparo e educação. Jornalistas e jornalismo são frutos desta sociedade em que vivemos.

Tenho tido dificuldade de assistir aos telejornais da noite – tradicional fonte de informação do brasileiro – dado o destaque que se oferece à desgraça. Imagino crianças e jovens em busca de notícia, já que os pais e professores insistem que eles têm de estar por dentro de tudo o que acontece no mundo. Meus filhos têm preferido selecionar os temas diante do computador.

Com tudo isso, não me surpreendeu história contada por um colega jornalista. O filho, com apenas 3 anos de idade, ao saber que o pai estava de malas prontas para uma reportagem sobre palmito, logo quis saber: “Mas quem roubou o palmito?”

Conte Sua História: Carnaval da Vila Esperança

 

CBN SPNos próximos dias, estarei pagando uma dívida com o Conte Sua História de São Paulo e seus protagonistas. Com as férias, deixei de publicar no blog vários dos capítulos que foram ao ar nas edições de sábado, do CBN SP. Por isso, caro e raro leitor deste espaço, você terá a oportunidade de acompanhar, a partir de hoje, textos de ouvintes-internautas, lidos por mim e sonorizados pelo Cláudio Antônio.

Estas histórias foram enviadas por escrito para o site do Museu da Pessoa, nosso parceiro desde o início do ano. Você também pode participar deste projeto gravando o seu depoimento em áudio e vídeo na sede do Museu. Para isso, agende uma entrevista pelo telefone 2144-7150 e conte sua história de São Paulo.

O Carnaval da Vila Esperança

Ana Maria dos Santos nasceu em 1956 em São Paulo. Quando criança, não conheceu seu pais. E uma série de coincidências curiosas a levaram a acreditar que finalmente havia revelado esse segredo. Ela contou sua históira ao Museu da Pessoa em janeiro de 2010:



Ouça a história de Ana Maria dos Santos sonorizada por Cláudio Antônio

Quando nasci, isso a mais de 50 anos, minha mãe estava sem condições e encontrou uma mulher muito bondosa para me criar. Essa senhora morava, então, na Rua Maria Carlota, na Vila Esperança. Essa rua ainda não havia sido asfaltada e, na época que asfaltaram, virou a alegria da molecada e a tristeza das mães, com surras e tudo, pois o danado do piche grudava em nós e em nossas roupas, dava o maior trabalho para tirar. Isso quando saía.



A filha da minha mãe de criação me batizou, era a minha madrinha muito querida, e de vez em quando eu falava que queria ter um pai. Às vezes, elas me arrumavam um (acho que era um parente distante do interior) e lembro que recebemos a visita da comadre que elas tanto falavam. Foi quando ela me contou que era a minha mãe verdadeira e que eu tinha de recebê-la (pensava que o nome dela era Rosa Maria?!).



A partir daí comecei a me esconder quando ela vinha me visitar. Eu simplesmente sumia. Até dentro de um cesto de vime enorme eu me escondia, tanto era o pavor que ela me levasse embora. Porém, aos meus sete anos ela teve que me levar para estudar num internato em Pinheiros. Aos onze anos, fugi com mais duas meninas, por causa dos maus tratos desse colégio de freiras, correndo a pé pela rua Cardeal Arcoverde, de Pinheiros até o Pacaembu. Foi tragicômico, pois a família que deu garantias que nos abrigaria, e era também o único lugar mais perto que eu sabia como ir, era do diretor da instituição.



Tudo isso para tentar voltar para minha Vila Esperança. Era fevereiro e eu queria também matar a saudade do meu querido e velho carnaval da infância, que subia pela Rua Evans e descia pela Rua Maria Carlota: as matinês, a batalha de confetes, eu tinha de ir.



Como naquela época eu não tinha muita aproximidade física, afetiva, com minha mãe verdadeira e estava muita revoltada por causa da ida pro colégio interno, apesar dos esforços dela para fazer algo por mim, quase não conversavámos. Sabia muito pouco sobre ela, somente que trabalhava demais como empregada doméstica. Um dia, mexendo em seus documentos, li que seu nome era Maria Rosa!? Aí eu, muito infantil, quando escutei a música, marchinha de carnaval do Adoniran Barbosa, “Vila Esperança” – “Foi lá que conheci Maria Rosa, meu primeiro amor/Primeira Rosa, primeira esperança, primeiro carnaval, primeiro amor, criança”.



Criança!? Pensei: sou eu!! Pensei comigo: “Desvendei a segredo da minha mãe!” Que ilusão de mente fértil! Só dando risada mesmo. Mas a Esperança, o carnaval, ainda moram bem profundamente nesta velha criança. Por outro lado, até hoje não consigo cantar essa música inteira até o fim sem conter o choro. Nos últimos anos de vida da minha mãe, conseguimos restaurar muita coisa, principalmente a compreensão.

Avalanche Tricolor: Desculpa, Vítor!

G.Prudente 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Presidente Prudente

 

Mal havia começado o segundo tempo. O time ainda tinha no ouvido a bronca que o Silas declarou ter dado no vestiário. A bola era do Grêmio e foi parar nos pés do adversário, de graça – como dizem os locutores de futebol. Sem recurso, o zagueiro fez o pênalti. E o juiz assinalou.

A desvantagem iria se ampliar ainda mais. Mas Vítor estava no gol. Braços abertos, cara séria como sempre, se agigantou. A cobrança foi forte, meia altura, para o lado esquerdo do cobrador. Nosso goleiro se esticou todo para o seu lado direito. E deixou mais uma vez sua marca. Defesa de Vítor !

Antes, Vítor já havia impedido um chute forte no meio da goleira em que o atacante apareceu livre diante da área. Havia espalmado uma bola de outro atacante que estava livre dentro da área. Havia feito várias defesas impedindo gols que a torcida adversária comemorava. Havia jogado como o torcedor gremista exige e gosta.

Se ao fim do jogo, o zagueiro Rodrigo disse que “tem de tomar uma atitude logo, antes que a gente não consiga mais sair de onde estamos nos enfiando” que esta atitude seja adotada a partir do que nosso goleiro tem demonstrado em campo.

Vítor não é capitão do Grêmio por acaso. Além de ser o melhor jogador no momento, é o exemplo a ser seguido para uma retomada neste Campeonato Brasileiro que apenas se inicia. Ele é líder, sério, guerreiro e talentoso. Reúne todas as características que se espera de um jogador que receba o privilégio de vestir a camisa do Imortal Tricolor.

Aqueles que não têm conseguido ser nem uma coisa nem outra, ao menos tenham a vergonha na cara de pedir desculpas a Vítor pelo que estão fazendo com ele. E com a torcida, também.

De simplesmente existir

 

Por Maria Lucia Solla

na contramão deste mundo
eu quero alegria
e quero daquela infantil
declarada
sem medo do gargalhar
alegria do tipo que teme
pouco
ou nada

alegria
sem tempo de esconder
à luz do mundo
as rugas
da idade da saudade

quero romper a barreira do som
com meu riso atrevido
que revela
intensidade
e beleza
de tudo o que tenho vivido

quero gritar
na fronha escandalizada
espreguiçar
mesmo que amanhã
me ponha
de novo
a chorar

quero chorar
sim
e quero chorar de rir
ou rir
depois de chorar
mas sem precisar
entender
se estou a chorar
a rir
atriz
a fingir

quero querer
sem questionar
se realmente quero
o que penso querer

quero viver
sem o limite
dos corpos
quero ser
um
só
com você

quero negar a dor
abraçar o amor
posicionar o medo
no seu devido lugar
quero viver a vida
no real
de mãos dadas com o sonho
e ser
simplesmente
existir!

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, simplesmente (nem sempre) escreve no Blog do Mílton Jung.

A consciência do mundo através do jeans

 

Por Dora Estevam

mama jeans daddy jeans sissy jeans baby jeans

Se existe uma peça que não depende de estilista famoso para vender é o jeans. Uma exceção no mundo da moda. Usado por todas as classes sociais, todas as raças, idades e sexo, está sempre presente nos guarda-roupas.

Depois da recessão dos anos 1970, anti-moda era a palavra-chave. Com isso, tudo o que era simples e barato e não lembrava nem de longe a alta costura fazia efeito. Época em que os não-conformistas já optavam pelo jeans,

Em 1971, Levi Strauss – quem havia criado o jeans mais de um século antes – recebeu o prêmio Coty Award da indústria da moda americana. Merecido. Para onde quer que se olhasse havia alguém com a calça. Homens, mulheres, gays, pobres, ricos. Ninguém escapava.

Quem diria que o modelão feito para mineradores alcançasse tanto sucesso. Deles para os cowboys, a escalada de usuários chegou em Hollywood. E os astros Marlon Brando, James Dean e Montgomery Clift usaram e abusaram dos blues.

Joplin Dean

Após a Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos desfilavam com umas calças estranhas e despojadas pelas ruas. Chamaram a atenção dos europeus que passaram a se interessar pela calça rústica e despretensiosa.

Romper o velho tabu, estar engajado em algum movimento estudantil e usar jeans significavam a mesma filosofia: refutar a velha imagem do passado.

Se até hoje dá vontade de chegar em casa correndo, tirar a roupa de trabalho e vestir um jeans, imagine quando havia uma filosofia a justificar a roupa.

Os tingimentos vieram a partir do anos 1980. A boa cotação dos “stonados” registrou caixas altos e as demandas por estilistas aumentou e se tornou internacionalmente grifado. Daí surgiram as peças mais sofisticadas e com qualidade atendendo público mais exigente.

Jeans Hoje

Eu mesma tenho várias calças jeans. Shorts e camisa, também. Uso com tudo, especialmente com camisas, camisetas e blazers ou jaquetas. Adoro mesmo. Às vezes, me pego usando todos os dias. E houve uma época em que não tinha uma só no meu acervo. Eram os anos de 1990. Não gostava. Não achava chique. Depois que comprei a primeira, indicada por uma amiga, não parei mais. Viraram amigas insparáveis, as calças.

Há quem se recorde das velhas calças com boca de sino, tipo Janis Joplin, em outros a imagem que ficou marcada foi a do ator James Dean, juventude rebelde dos anos 1950, ou as rasgadas dos punks.

Em constante renovação, mas sem perder a praticidade, o jeans continua sendo usado por muitos e muitos cidadãos. Os preços variam de acordo com a marca, e sempre há modelo compatível com o bolso de cada um. Fenômeno de massa, dificilmente a invenção americana será substituída. Ainda não apareceu ninguém para inventar algo melhor.

E você, caro leitor, cara leitora, tem alguma história legal para contar sobre o seu primeiro jeans?

Dora Estevam é jornalista e vestia jeans quando escreveu este artigo para o Blog do Mílton Jung

N.B: A foto que abre este artigo é do álbum de Aphasiafilms/Flickr; Janis Joplim e James Dean aparecem em imagens de arquivo; e os dois modelos são de editorial da The Artorialist

Governo de SP diz que não há roubo de carga no Rodoanel

 

Nenhum caso de roubo de cargas foi registrado no trecho sul do Rodoanel desde sua inauguração, em 1o. de abril. A afirmação é da Secretaria Estadual de Transportes em resposta às críticas feitas pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, Manuel Souza Lima, ao CBN SP, nesta sexta-feira.

Na entrevista (ouça aqui), o representante das transportadoras de carga disse que há uma restrição das empresas de seguro que se negam a pagar indenização caso haja roubo de cargas no novo trecho do Rodoanel Mário Covas. A alegação é de que há falta de segurança no local pela inexistência de sinal para telefonia celular, iluminação pública e policiamento precários.

Conforme nota divulgada pela Secretaria de Transportes “existem duas bases da Polícia Militar Rodoviária, com 19 viaturas e motos disponíveis, além 9 viaturas da Dersa, responsáveis – respectivamente – pelo policiamento ostensivo e pela fiscalização, e mais 13 veículos de apoio ao usuário, o que mostra que cada viatura é responsável pelo monitoramento de 2,19 km”.

Na resposta, a Secretaria afirma, também, que nenhuma rodovia tem iluminação pública em todo o seu trajeto e as projeções de tráfego apresentadas pelo Sindicato não condizem com as estatísticas oficiais.

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Vereadores usavam notas falsas em Guarulhos, diz MP

 

adote“Formação de quadrilha”. Foi a expressão usada pelo promotor Marcelo Oliveira, do Ministério Público de Guarulhos, para identificar a atuação de um grupo de vereador da segunda maior cidade do Estado de São Paulo. Hoje foi feita busca e apreensão de documentos nas dependências da Câmara Municipal de Guarulhos com o objetivo de reunir mais provas contra 12 vereadores – inclusive o presidente da Casa -, 2 secretários municipais e quatro ex-vereadores que teriam desviado dinheiro público, entre 2005 e 2006.

O golpe que está sendo investigado não chega a ser uma novidade em termos de legislativo municipal e está relacionado ao uso da verba indenizatória – dinheiro que é usado para manutenção do gabinete e ressarcido através da apresentação de nota fiscal que comprove a compra.

Em Guarulhos, os vereadores tinham direito a gastar até R$ 5 mil por mês. O Ministério Público desconfiou dos documentos fiscais apresentados por eles e na investigação descobriu que um homem era o responsável pela emissão de todas as notas e recibos emitidos pela agência dos Correios e por uma papelaria. Calcula-se que tenham side desviados cerca de R$ 500 mil no período.

O repórter João Vito Cinquepalmi acompanhou o caso desde hoje cedo, no CBN SP. Ouça aqui mais algumas informações.

Esta é a lista de vereadores e secretários que estão sob suspeita, em Guarulhos:

Allan Neto, presidente da Câmara PSC
Paulo Roberto Cecchinato, PP
Wagner Freitas, PR
Toninho Magalhães, PTC
Edmilson Americano, PHS
Eraldo Souza, PSB
Gileno, PSL
Marcelo Albuquerque, PRB
Otávia Tenório, PRP
Ricardo Rui, PPS
Silvana Mesquita, PV
Unaldo Santos, PSB

Eram vereadores e são secretários:

Edivaldo Moreira Barros, secretário de Esportes
Ulisses Correia, secretário de Assistência Social

Ao menos três dos investigados são candidatos a deputado estadual ou federal: Alan Neto, Gileno e Unalso Santos.

Pelo visto, a cidade de Guarulhos está precisando de um Adote um Vereador para que haja mais controle sobre o comportamento dos parlamentares.

Secovi apresenta plano para bairro auto-sustentável

 

Nevoa, poluição e horizonte em São Paulo  (Foto Petria Chaves)

O Secovi-SP apresentou à prefeitura uma proposta de mudança urbanística na capital paulista criando pólos de ocupação auto-sustentável que reduziriam o deslocamento do paulistano. O projeto foi elaborado pelo urbanista Jaime Lerner, um dos responsáveis pela organização urbana da cidade de Curitiba, no Paraná. Regiões como Santo Amaro e Móoca estão citadas no texto e poderiam servir de áreas para implantação desta ideia que prevê a criação de ambientes para moradia, trabalho e lazer em um mesmo espaço.

A ideia não é nova. Há muitos anos se discute a necessidade de formação destas áreas, principalmente explorando o entorno das linhas férreas, onde há vazios urbanos com galpões abandonados e espaço para o desenvolvimento de projetos como este. Fazer com que o morador trabalhe, estude e se diverta próximo da casa ou prédio onde vive, com distâncias que poderiam ser feitas de ônibus ou metrô, é uma das formas para se reduzir a perda de tempo em deslocamentos, diminuindo custos e aumentando a qualidade de vida. No entanto, sempre se encontrou dificuldades para a concretização destes planos.

O texto é uma provocação à prefeitura de São Paulo para que este debate possa se estender a outros segmentos da sociedade e sirva de ponto de partida para a discusão do novo Plano Diretor Estratégico, em 2012. Pode parecer estranho tudo isso, afinal já estamos na metade de 2010 e sequer conseguimos realizar a revisão do PDE em vigor, conforme previsto em lei.

Entenda um pouco mais sobre esta proposta, na entrevista com o vice-presidente do Secovi-SP Cláudio Bernardes, no CBN SP.

Seria interessante ver planos como estes avançarem, mas que o cidadão participe da discussão, influenciando no desenvolvimento da ideia para que não se tenha na cidade um planejamento que atenda apenas a interesses do setor imobiliário.

Seguros ‘proíbem’ caminhão de andar no Rodoanel Sul

 

Rodoanel encruzilhada

É perigoso. Em resumo, é o que seguradoras estariam dizendo às transportadoras de cargas ao impedir que os caminhões circulem no trecho sul do Rodoanel Mário Covas. O presidente do sindicato que reúne as transportadoras em São Paulo Manoel Souza Lima Júnior explicou, ao CBN São Paulo, que a falta de sinal de telefone celular impede o monitoramento pelos sistemas eletrônicos. Além disso, a iluminação é precária e há carência de policiais na região o que tornaria o sistema vulnerável ao roubo de cargas.

De acordo com o representante das transportadoras, a cobrança de pedágio para acessar o trecho oeste do Rodoanel também tem levado motoristas a preferirem encarar o congestionamento da Marginal Pinheiros e da avenida Bandeirantes. Segundo ele, o trecho é mais curto e representaria uma economia para as cargas que chegam do interior do Estado pelas rodovias Castelo Branco, Anhanguera e Bandeirantes.

Ouça a entrevista com Manoel Souza Lima Júnior ao CBN SP