Avalanche Tricolor: do jeito que o Diabo gosta

 

Grêmio 3×2 Santos
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Marcelo Hermes comemora o terceiro gol em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Do jeito que o diabo gosta.

 

A expressão pode não ser a mais apropriada, se levarmos em consideração que muitos de vocês, caros e raros leitores gremistas desta Avalanche, devem ter se agarrado às crenças e santos.

 

Lá pelos lados da casa do pai, na zona sul de Porto Alegre, tenho certeza de que a imagem de Padre Reus foi sofada, apertada e muito solicitada.

 

Se não me engano, ele mesmo já contou, aqui neste blog, sobre a imagem do padre alemão do qual é devoto. O pai costuma mantê-la ao seu lado, enquanto assiste aos jogos do Grêmio. E é nela que se segura para pedir ajuda divina sempre que a situação se complica.

 

Confesso a vocês que eu tendo a não misturar as coisas: religião de um lado, futebol do outro. Imagino que, antes de ficar atendendo as minhas preces por gols, vitórias e títulos, Deus tenha coisas bem mais importantes para resolver na vida.

 

Mesmo assim, não encontrei outra expressão para definir meu sentimento diante do jogo desta noite: foi do jeito que o Diabo gosta.

 

Até parecia que, finalmente, teríamos um resultado tranquilo, daqueles de lavar a alma, principalmente depois de duas derrotas seguidas, coisa rara desde que Roger chegou ao Grêmio.

 

Após dois minutos de marcação intensa, sufocando o adversário dentro da área dele, Everton driblou seus marcadores, chutou forte, o goleiro não conseguiu segurar firme e Giuliano apareceu para completar na rede.

 

Verdade que demoramos para marcar o segundo gol e o adversário teimava em manter a bola em seu domínio. Porém, a forma compacta como nossos jogadores marcavam o time deles, dava a entender que o risco do empate era mínimo.

 

Por isso, não me surpreendi ao ver, aos 44 minutos, o segundo gol que surgiu de lance muito parecido com o primeiro. Everton arrancou, driblou, chutou e o goleiro soltou. Desta vez, era Douglas quem estava bem colocado para explodir a bola na rede.

 

A partir daí, o Diabo entrou em campo. E, com o perdão do trocadilho, foi um Deus nos acuda daqueles.

 

Pelo alto e na cobrança de escanteio levamos o primeiro e em um vacilo na marcação tomamos o segundo. Não bastasse isso, um jogador caía aqui machucado e o outro caía logo ali. Sem contar as trapalhadas do árbitro.

 

A impressão era que a chance de disputar a liderança seria mais uma vez desperdiçada.

 

Foi, então, depois de alguma insistência em errar passes, que o time encaixou um contra-ataque, Giuliano foi esperto ao perceber que Marcelo Hermes entrava com velocidade e passou a bola para o nosso lateral esquerdo desviar do goleiro, aos 44 do segundo tempo.

 

Tivemos ainda mais quatro ou cinco minutos de acréscimo para sofrer diante da TV e manter a promessa de não pedir a Ele nada que se refira ao futebol. Preferi depositar toda minha confiança em Roger e seu time que tinham demonstrado uma garra incrível para chegar aos três pontos.

 

Mas que o Diabo se divertiu às nossas custas esta noite, não tenho dúvida. Pior para o Santos!

Avalanche Tricolor: pra não dizer que não falei de futebol

 

Atlético Paranaense 2×0 Grêmio
Brasileiro – Arena da Baixada/Curitiba-PR

 

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Já falei com vocês de eSports?

 

Isso mesmo, eSports. Ou esporte eletrônico: esse negócio que muita gente confunde com videogame.

 

Certamente já tratei do assunto no meu blog, talvez jamais nesta Avalanche.

 

O esporte eletrônico tem surgido no noticiário com incrível destaque e as equipes que se formam aqui no Brasil se organizam de maneira profissional. Especialmente as que disputam o League of Legends – Lol para os íntimos.

 

Muitas delas mantém suas equipes em casas e apartamentos, e treinam com o suporte de técnico, analista, psicólogo, nutricionista e preparador físico. Sim, a garotada tem de estar em forma, física e mentalmente, para aguentar a tensão das disputas.

 

Neste fim de semana, quatro das melhores equipes do Brasil se enfrentaram para decidir quem teria o direito de estar na final do CBLol – o Brasileirão de Lol – que será disputado no sábado, dia 9 de julho, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

 

Enquanto assistia pela televisão ao futebol, agora há pouco, estava com meu celular em mãos acompanhando a semifinal entre INTZ e Pain Gaming.

 

Pelo celular, você consegue ver os jogos transmitidos diretamente do estúdio onde são disputados, em São Paulo. A cobertura também é profissional: imagem de qualidade, edições bem feitas; narrador, comentarista e repórter detalhando cada lance.

 

Confesso que entendo pouco do jogo e por isso me atentava a animação do narrador de Lol, capaz de me dar noção de que uma equipe estava superando a outra em lances eletrônicos difíceis de serem percebidos por leigos, como eu.

 

A variação do placar, atualizado em tempo real, no alto da tela, me animava sempre que uma equipe era capaz de virar em cima da outra, apesar de minha torcida estar voltada apenas a um dos times.

 

Ao fim e ao cabo, a INTZ, que dizem ser uma das maiores campeãs do Lol brasileiro conquistou vaga para a final e encara a CNB, que garantiu passagem ao vencer a semifinal disputada no sábado.

 

Boa sorte aos finalistas!

 

Ah, perdão, caro e cada vez mais raro leitor, se tomei seu tempo nesta Avalanche falando de um esporte que você não tem o menor interesse.

 

Eu também preferiria dedicar esta Avalanche ao Grêmio, como faço tradicionalmente, mas passei a tarde inteira tentando encontrá-lo em campo e o Grêmio não apareceu. Ao menos não aquele Grêmio que Roger no ensinou a gostar.

 

Fico na expectativa de que ressurja na próxima quarta-feira.

 

E por falar em eSports: meu time venceu e está na final do Lol.

Avalanche Tricolor: só não foi atípica aquela coisa-que-você-sabe-bem

 

Grêmio 1×2 Vitória
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Roger tenta acertar o time, em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Há 34 anos e 17 jogos nosso adversário não vencia da gente em Porto Alegre, ouvi agora mesmo, ao fim da transmissão da partida pela SporTV, se é que meus ouvidos não me traíram por ainda estarem sob o impacto da derrota de quinta.

 

Um resultado atípico em um jogo atípico.

 

Como foi atípico o lance, aos 34 minutos do primeiro tempo, em que o árbitro – parece-me que é da Fifa, não é? – sinalizou o pênalti que não apenas nos deixou com um jogador a menos em campo como permitiu a ampliação do placar.

 

Um erro definitivo e marcado com convicção pois estava diante do lance e mesmo assim entendeu que houve falta em um momento em que Bressan apenas tirou o corpo para não tocar no atacante, que se jogou no chão e foi beneficiado.

 

Por falar em atípico, como definir o erro de Luan aos 45 minutos do segundo tempo, quando escapou livre em direção ao gol, ficou diante do goleiro, escolheu o canto onde colocaria a bola e chutou para fora?

 

Luan é dos melhores jogadores em atividade no Brasil; é o melhor jogador do Grêmio; decidiu partidas incríveis; dribla como poucos e tem desequilibrado os jogos a nosso favor. Jogar aquela bola para fora é atípico, eu não tenho dúvida.

 

Só uma coisa não foi atípica na partida, e esta aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo, veio pelo alto, saiu da lateral, passou por boa parte da nossa defesa e teve como ato final o cabeceio do atacante adversário. Aquela coisa-que-você-sabe-bem e sobre a qual prefiro nem dizer o nome. A coisa que, torço muito, Roger ainda haverá de acertar.

 

No mais, é lembrar que a vida segue em frente como nós seguimos no terceiro lugar e há apenas alguns passos atrás dos primeiros colocados, ou seja, em condições de alcançá-los em breve, apenas tendo que recuperar os pontos perdidos nesta partida atípica.

 

E lutar pelas nossas conquistas, mesmo em desvantagem, não tem nada de atípico na nossa história.

Avalanche Tricolor: fizemos a lição de casa com elegância e muito frio

 

Grêmio 2×0 Cruzeiro
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Douglas comemora com o time o segundo gol, em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Um jogo de aparente tranquilidade no qual a bola esteve quase sempre sob nosso domínio. E quando não esteve, foi logo recuperada por uma marcação eficiente que impediu riscos de gol.

 

Até demoramos para chutar, mas quando o fizemos fomos definitivos, como no fim do primeiro tempo no cabeceio de Luan que abriu o placar após cruzamento preciso de Everton, em jogada, aliás, iniciada pelo próprio Luan.

 

No segundo tempo, sequer foi preciso aquecer muito, pois aos seis minutos já havíamos ampliado para 2 a 0 após mais uma jogada de muito talento com a participação de Luan e conclusão de Douglas, também de cabeça.

 

Até a sorte esteve ao nosso lado, pois o pênalti marcado com atraso pelo árbitro, na rara oportunidade de gol do adversário, foi para fora.

 

Com a vitória na mão, a troca de passe foi ainda mais segura sem jamais perder a elegância. O torcedor deu-se até o direito de ensaiar um olé … fazia tempo que não ouvia este grito.

 

Com todo o respeito que o adversário e sua tradição merecem, nesta noite de domingo o maior desafio foi enfrentar o clima. O termômetro marcou de seis a sete graus celsius e uma forte névoa embaçou a imagem durante todo o jogo.

 

E foi o frio, pelo que pude perceber, que impactou a condição física de nossos jogadores e nos levou a perder Geromel, Walace e Michael, todos lesionados e jogadores que podem fazer muita falta nas próximas partidas, especialmente em um momento no qual estamos beirando a liderança.

 

A despeito das lesões, o importante é que fizemos a lição de casa e seguimos na briga pelo título do Brasileiro.

Avalanche Tricolor: muitos gols, boas jogadas e algumas falhas

 

Chapecoense 3×3 Grêmio
Brasileiro – Arena Condá/Chapecó-SC

 

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Jaílson comemora com Everton em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Pra quem curte futebol, foi um baita jogo. Mudança constante no placar, viradas e empates, vantagens e desvantagens. Os dois times olhando o tempo todo para a frente e visando o gol a qualquer custo. Verdade que, às vezes, a ansiedade atrapalhou-se com a bola. E a pressa tropeçou na precisão. Em nenhum momento, porém, a busca pela vitória foi abandonada.

 

O ataque gremista – e não me refiro apenas aos nossos atacantes – funcionou bem com a tradicional troca de passe e jogadores se deslocando com rapidez. A maior surpresa foi Jaílson, outro volante que aparece bem na frente a ponto de ter marcado o gol de empate, no fim do primeiro tempo. Um garoto que, assim como muitos que estão no time, tem personalidade suficiente para arriscar quando necessário.

 

Outra novidade foi a presença de Negueba no segundo tempo. A falta de entrosamento fez com que o atacante saísse antes do passe ou chegasse depois da bola em alguns momentos. Foi, porém, decisivo no gol do empate final: escapou com velocidade pela direita e colocou a bola dentro da área em condição de Giuliano completar de cabeça.

 

Permita-me falar, também, de Giuliano que na minha parca visão futebolística, sempre contaminada pela paixão clubística, tem sido muito importante na equipe com sua movimentação intensa e participação decisiva nos gols.

 

Pena que com tudo isso (e com nossas falhas na bola aérea), deixamos de somar mais dois pontos na tabela de classificação e corremos o risco de terminar a rodada uma posição abaixo daquela que estávamos quando a iniciamos.

 

Porém, como sou um otimista contumaz e antes que alguém comece com discursos derrotistas, devemos lembrar que a partida de hoje foi a segunda seguida fora de casa sem perder. Por este ponto de vista, somamos dois pontos. Que venham mais três no fim de semana.

Avalanche Tricolor: cuidado com as palavras e apuro na bola jogada

 

Fluminense 1×1 Grêmio
Brasileiro – Volta Redonda/RJ

 

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Bobô na disputa pelo alto, em foto de Nelson Perez/Gremio.net

 

O caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche sabe bem o cuidado que tenho com as palavras. Tanto porque aprecio as benditas assim como tenho medo do poder das malditas, aquelas que proferimos na emoção de um lance, no momento de explosão do gol ou diante da injustiça imposta pela autoridade em campo.

 

Pensei bem antes de escrever esta Avalanche, mesmo assim por várias vezes me peguei digitando algumas linhas tortas e as apaguei em seguida.

 

Desde que deixei as quadras de basquete, e isso faz muitos anos, decidi controlar meus gestos e emoções. Naquela época, explodia de alegria, de raiva, de choro e de indignação. Fui guerreiro mas fui injusto e descontrolado muitas vezes. Os árbitros eram meus alvos principais. E seria o árbitro meu alvo nesta Avalanche se insistisse em escrevê-la ainda sob o impacto da partida de sábado.

 

Convenhamos, aquele cidadão agiu de maneira um pouco estranha. Se por um lado enxergava pouco por outro ouvia demais. Os olhos toleravam o que o ouvido não aceitava; o que talvez explique não ter enxergado duas mãos na bola em um mesmo lance – e, portanto, deixado de marcar pênalti a favor do Grêmio – nem visto falta em um “carrinho temerário” quando Edílson escapava pela direita, o que provocou a reclamação de Ramiro. Seu ouvido sensível, porém, foi ultrajado com as palavras de nosso volante e, sem dó nem advertência prévia – que resultaria em um cartão amarelo – colocou-o para fora causando mais um grave prejuízo ao Grêmio.

 

Como disse anteriormente, porém, não quero aqui me ater a influência do árbitro nem aos motivos que o levaram a cometer tantos erros contra o Grêmio – apesar de já tê-lo feito no parágrafo anterior (eu não consigo me conter).

 

Prefiro olhar nossos méritos. E que méritos: lá atrás Bruno no gol, Geromel e Wallace dentro da área, Edílson e Marcelo Hermes pelas laterais, apesar do gol sofrido, foram gigantes para suportar a pressão do adversário. Lá na frente, a troca de passes que nos proporcionou o gol, mesmo quando já estávamos com “dois a menos” (se é que você me entende), foi lance de alta categoria.

 

Diante da área e da defesa adversária, com velocidade e precisão, Giuliano passou para Bobô que, sem pestanejar, encontrou Marcelo Hermes entrando por trás da defesa. Nosso menino da lateral esquerda deu um toque elegante embaixo da bola, fazendo-a cair dentro do gol. Coisa linda de se ver, que mostra bem o nível do futebol que temos jogado.

 

Neste fim de semana, ganhamos um ponto e nos tiraram dois. E quem nos tirou os pontos, levou junto a possibilidade de encerrarmos esta sétima rodada na liderança.

 

Se me permitem uma sugestão: independentemente das injustiças proporcionadas pelo apito, dentro de campo, vamos esquecer o árbitro e seguir jogando a bola que sabemos. A performance de nossa equipe é suficiente para nos oferecer a esperança de que logo estaremos na ponta novamente. 

Avalanche Tricolor: pé no chão e bola pra frente

 

Palmeiras 4×3 Grêmio

Brasileiro – Pacaembu/SP

 

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Edílson teve mais um ótimo desempenho, foto de LEO PINHEIRO/GrêmioFBPA

 

Alguém aí imaginava que seria fácil? Pensava que jamais tomaríamos gol, tiraríamos ponto de todos os adversários e a liderança era algo permanente? Acredito que não.

 

Temos consciência das necessidades de nossos time e das dificuldades impostas pelos outros, especialmente quando estivermos jogando fora de casa.

 

Portanto, sem frustração, desespero ou caça às bruxas.

 

Vi gente saindo de cabeça baixa e se esquivando pra não encontrar o amigo temendo ouvir uma flauta, como se estarmos em segundo lugar no campeonato fosse vexame pra alguém.

 

Em competição desta dimensão, o importante é estar sempre ao alcance dos lideres, o que mantemos e temos mantido desde a primeira rodada.

 

Lembre-se ainda que fizemos uma sequência de cinco clássicos, dentro e fora de casa. Só pegamos campeões nesta caminhada. Apenas na sexta rodada – no próximo domingo – nos foi reservado o direito de enfrentarmos um time que ainda não levantou o troféu.

 

Além disso, sem ilusão, temos um time com feitos e defeitos. Jogadores de qualidade superior a média e outros tantos de quem o técnico precisa tirar 100% da sua capacidade. Esquema tático que agrada há muitos – eu, inclusive – e falhas defensivas que vinham sendo corrigidas, mas voltaram a se apresentar na partida de ontem à noite.

 

Fomos superiores em boa parte do jogo e estivemos com a vitória nas mãos até tomarmos um gol espírita. Os sete gols marcados mostraram o tamanho da partida e do desempenho das duas equipes. Infelizmente, tinha um árbitro para atrapalhar e errar (para os dois lados).

 

Quero ainda destacar a participação de Edílson na lateral direita que fez uma das mais bonitas jogadas da partida, no lance que deu início ao segundo gol, e marcou o terceiro em jogada construída por ele desde o início. Tem feito diferença no time.

 

Domingo tem mais e a liderança está logo ali… bola pra frente!

Avalanche Tricolor: líderes, invictos e felizes!

 

Grêmio 2×0 Coritiba
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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A felicidade de Everton, na foto de LUCAS UEBEL/GREMIOFBPA

 

Quatro campeões brasileiros nas quatro primeiras rodadas. Três vitórias e um empate. Seis gols marcados, nenhum tomado.

 

Ser líder do Campeonato Brasileiro não é obra do acaso. É obra de Roger e sua equipe. Uma gente que decidiu responder as críticas ouvidas após as desclassificações do início da temporada trabalhando duro a cada treino, acertando o que estava desacertado e levando para campo o futebol qualificado que começou ser desenhado no ano passado.

 

O passe, na partida de hoje, demorou para entrar. Mas quando entrou, não havia retranca capaz de segurar nosso ataque. Everton tentou uma primeira vez pegando a bola sem deixar cair no chão. E foi muito feliz na segunda, quando se antecipou ao zagueiro e marcou o gol que abriria nossa vitória.

 

Foi feliz, Everton, sim. E somente o foi graças ao trabalho de equipe, pois nas duas jogadas foi a troca de passe precisa e o deslocamento dos jogadores pelo lado esquerdo que colocaram nosso ataque em condições de gol.

 

E a felicidade foi ainda maior quando o mesmo Everton misturou velocidade e técnica para dar duas meias-luas em seus marcadores e provocar o pênalti, no segundo tempo. Pênalti cobrado com muita tranquilidade pelo goleador Luan.

 

E se nosso ataque foi feliz, foi porque nossa defesa soube segurar as tentativas do adversário. Aquela mesma defesa da qual muitos de nós reclamamos – e muitas vezes com justiça – acertou a passada, a despeito de ter de buscar sua formação no banco de reserva nos últimos jogos.

 

E se o ataque e a defesa foram felizes, nós estamos felizes, é lógico.

 

Felizes e conscientes de que a maratona do Brasileiro cobra preço alto das equipes de ponta e esta corrida está apenas se iniciando. Outros campeões cruzarão nosso caminho, e azarões também estarão dispostos a nos surpreender.

 

Agora, independentemente do que possa acontecer daqui pra frente, e quero crer que este Grêmio tem muita coisa boa para fazer ainda, hoje é momento de aproveitar e curtir as alegrias que Roger e sua equipe nos oferecem.

 

Sejamos felizes!

Avalanche Tricolor: uma noite de gala e com direito a traquinagem

 

Atlético MG 0x3 Grêmio
Brasileiro – Independência BH/MG

 

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torcida do Grêmio em BH, foto: reprodução da SporTV

 

Darei-me a liberdade de cometer uma traquinagem daquelas, algo que jamais tive coragem de fazer nestes anos todos de Avalanche.

 

Justifico-me: apesar de hoje ser feriado, amanhã não o é (perdão pelo excesso de ênclise, temo estar contaminado pelas falas do presidente em exercício).

 

Hoje, como sempre, o jogo terminará tarde. E amanhã acordo cedo, ainda de madrugada.

 

Apesar da sexta servir de “ponte” para muita gente, a minha está com a agenda lotada, da manhã à noite. Ou seja nem o recurso de escrever mais tarde e no dia seguinte, teria à disposição.

 

Poderia simplesmente não cumprir a tarefa de falar do desempenho gremista sempre após nossa participação em campo – obrigação a qual me impus desde 2008, se não me falha a memória. Mas nunca deixei de fazê-la mesmo nos piores momentos. Imagine em uma noite como essa. Noite de gala (sem trocadilho, por favor).

 

Claro que você já deve imaginar sobre qual traquinagem me refiro: escrever esta Avalanche antes de a partida se encerrar. Mais do que isso: escrevê-la no intervalo do jogo. Sim, logo que o Grêmio marcou o seu terceiro gol, após um futebol arrasador de toque de bola veloz, movimentação inteligente de seus jogadores e precisão nos chutes.

 

Por mais que o adversário tenha boa fama de virador e guerreiro – valores que respeitamos muito nesta Avalanche e lá pelos lados de Humaitá, também – a impressão que tinha é que nada poderia dar errado nesta noite. Como não deu.

 

Desde o início deste campeonato, viu-se que a bola voltou a rolar a nosso favor. A defesa acertou a passada. Os passes começaram a dar certo, novamente. E, hoje à noite, até os gols, que vinham fazendo falta saíram com uma tranquilidade impressionante.

 

Nem mesmo as ausências antes da partida e as três substituições que tiveram de ser feitas ainda no primeiro tempo devido a lesões pareciam fazer diferença para o Grêmio.

 

Prometo que não repetirei esta “brincadeira” em outras oportunidades, pois sabemos que se o Grêmio passou invicto as três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, mesmo tendo três clássicos no seu caminho,e sem tomar gol, o fez graças a humildade de enxergar seus defeitos, treinar duro para corrigi-lo e jogar de forma séria.

 

Mas, hoje, por favor, não me cobre tanta seriedade: hoje é feriado, amanhã cedo tem trabalho duro e o meu Grêmio deu um show em campo.

Avalanche Tricolor: dois clássicos, quatro pontos

 

Grêmio 1×0 Flamengo
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Fred comemora o nosso gol em foto de LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

 

A tabela do Campeonato Brasileiro impôs ao Grêmio dois clássicos logo na abertura. Um fora e o de hoje em casa. Clássicos costumam ser jogos difíceis por seu próprio histórico: no caso dos nacionais, reúnem equipes que disputaram finais de competição, ganharam títulos e construíram com o tempo rivalidade.

 

Diante das dificuldades que a tabela proporcionou, saímo-nos bem e deixamos registrado no placar dois resultados que também podemos chamar de clássicos: 0x0 fora de casa; 1×0 dentro de casa.

 

E saímo-nos bem a despeito do desempenho coletivo da equipe. Não que tenhamos feito partidas ruins, mas alternamos bons e maus momentos dentro do próprio jogo.

 

No desta tarde de domingo, isso ficou evidente. No primeiro tempo, equilibramos as forças e tivemos mais chances efetivas do que o adversário. A novidade na equipe, o lateral Edílson, cumpriu seu papel, defendendo com segurança e atacando de maneira produtiva. A persistirem os sintomas iniciais, o lado direito do campo estará bem resolvido com ele (e Ramiro a subistuí-lo quando necessário).

 

No segundo tempo, vimos nos primeiros dez minutos, o Grêmio que Roger nos ensinou a gostar. Movimentação rápida dos jogadores, deslocamentos inteligentes e próximos, bola de pé em pé, rodando com velocidade e para a frente, e chutes a gol. O goleiro defendeu um, dois, erramos o terceiro, quase chegamos lá … Dava prazer torcer!

 

Até que veio o escanteio para Fred fulminar de cabeça, a ponto de a bola explodir no “fundo do poço” (como diria nosso Milton Gol-gol-gol Jung), e dar a oportunidade do nosso zagueiro comemorar com a emoção de quem é contestado e esperava a chance sorrir para ele. Sorriu para ele e para nós, também. Foi o único gol da partida.

 

Dali pra frente, foi um sofrimento só, na bola jogada e no risco do empate. Até um incrível quase-e-raro-frango de Marcelo Grohe fomos obrigados a assistir nos minutos finais da partida. As poucas oportunidades que criamos foram desperdiçadas no passe errado, no chute no travessão ou na defesa do goleiro.

 

Um parêntese, por favor: é impressão minha ou a dupla Geromel-Fred, desde a partida anterior, acertou seu posicionamento e não deixa mais nada passar por cima, menos ainda por baixo?

 

Ao fim e ao cabo, somamos mais três pontos na tabela. Já ganhamos quatro, em dois clássicos.

 

Na semana que começa, no feriado de quinta-feira, teremos o terceiro clássico seguido – isso mesmo, a tabela do Campeonato Brasileiro nos premiou com esta sequência de jogos logo no seu início. Mais uma prova de fogo, fora de casa e contra adversário que nos tem entalado na garganta desde o ano passado quando marcamos o mais belo gol da Era Roger.

 

Mais uma decisão no nosso caminho!