Falta de respeito à lei causa morte e acidentes de caminhão, no Rio e São Paulo

 

 


A terça-feira se iniciou encrencada para os motoristas de São Paulo e Rio de Janeiro devido a acidentes de caminhões em algumas de suas principais vias de tráfego. Logo cedo, assim que o Jornal da CBN entrava no ar, noticiamos que as marginais Pinheiro e Tietê apresentavam problemas na circulação em função dos acontecimentos. Aparentemente, foi o acidente na Pinheiros que causou maiores problemas depois que um carreta de 40 toneladas transportando plástico tombou na via expressa, em direção à rodovia Castelo Branco. Houve necessidade de equipamento especial e operação cuidadosa para destombar o veículo e liberar as faixas. O motorista não se feriu, mas terá de dar explicações do motivo de estar rodando na Marginal Pinheiros dentro de horário de restrição, que se inicia às quatro horas da manhã e foi criado com o objetivo de diminuir os congestionamentos e os riscos aos motoristas de carro que usam a via.

 

Nada do que aconteceu em São Paulo se compararia com a notícia que chegou do Rio de Janeiro assim que o Jornal da CBN se encerrou. Recebemos a informação de outro caminhão que havia provocado acidente ao se chocar com uma passarela de pedestres, na Linha Amarela. Desde as primeiras notícias na rádio, assim como as imagens que a GloboNews transmitia ao vivo, davam a ideia de que o caso carioca seria ainda mais grave. No decorrer da cobertura, infelizmente, nossa percepção se confirmou e soube-se que quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas após o caminhão, que estava com a caçamba levantada, derrubar a passarela. Na Linha Amarela, os caminhões só podem rodar após às 10 horas da manhã, mas o motorista disse à polícia que estava atrasado e para ganhar tempo decidiu cortar caminho.

 

As duas maiores cidades brasileiras têm buscado soluções para reduzir o impacto do trânsito e aumentar a segurança restringindo a circulação e a velocidade de carros e caminhões em horários e áreas específicos. Porém, a falta de respeito de motoristas – muitas vezes profissionais como os personagens das notícias desta manhã – e a fiscalização capenga impedem que os resultados sejam efetivos. Enquanto todos acreditarem que a vida em sociedade carece de respeito às regras, mortes e transtornos se repetirão seja no trânsito, como hoje, seja nas obras, como no Itaquerão há dois meses, seja nas boates, como na Kiss, em Santa Maria, há um ano.

As leis e os homens na tragédia de Santa Maria

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Foi preciso uma tragédia da enormidade dessa ocorrida em Santa Maria, causadora de comoção não só no Brasil, mas no exterior, que enlutou, no mínimo, 230 famílias em nosso país, para nos alertar sobre o que sempre desconfiávamos: temos leis pontuais, tal qual as que se referem à abertura de boates e estabelecimentos similares, absurdamente falhas. Algumas são estaduais, outras municipais. Umas e outras, porém, seja porque não preveem todos os quesitos imprescindíveis para as qualificar, seja porque quem tem a obrigação de fiscalizar a sua aplicação, por vários razões, certas delas condenáveis, faz vistas grossas.

 

Pergunto-me como uma lei que não liga para aquela que seria uma exigência obrigatória visando à liberação de casas de espetáculos, especialmente as que pretendem receber número elevado de clientes, não prevê que essas possuam portas suficientes para facilitar, em situações normais ou, acima de tudo, em emergências, a saída rápida das pessoas. Ou será que as leis existentes não tratam desta necessidade? Quem sabe, no entanto, isso esteja escrito, mas os fiscais, por isso ou aquilo, descumpram a exigência? Se a boate Kiss, por omissão da lei ou não sei de quem, tivesse, pelo menos, duas portas e não uma miserável saída apenas, provavelmente, a madrugada de domingo não terminaria de maneira tão trágica, mesmo que houvesse sido consumida pelas chamas provocadas pelo “sputnik” lançado contra o teto de espuma por um idiota.

 

Como de hábito, sempre que há uma tragédia, discutem-se leis e outras providências para evitá-las Essas, passado um tempo, acabam caindo no esquecimento A de Santa Maria, talvez, pela sua desgraçada magnitude, venha a receber outro tratamento. Oxalá isso aconteça. Senti-me ao tomar conhecimento do trágico episódio como se fosse um indiano ou morador de um desses países orientais, pródigos em desastres provocados pelos homens ou pela natureza. Mesmo sem confiar muito nisso, espero que os culpados pelo domingo mais trágico dos gaúchos, sejam punidos. Seja lá como for, nada, nada mesmo, será capaz de aliviar a dor das mais de 200 famílias que perderam seus entes queridos.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

A velocidade supersônica do tempo

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Parece mentira, mas já chegamos, nesta quinta-feira, ao vigésimo-quarto dia de janeiro. Estivesse eu com 18 anos, idade na qual, para um certo desgosto paterno, iniciei minha carreira no rádio, não estaria preocupado com o que me parece ser, para não exagerar, a velocidade supersônica do tempo. Janeiro de 2013 está mais perto de fevereiro do que eu gostaria. Lembro-me, ao citar este tipo de velocidade, que alguns motoristas aqui do sul, segundo levantamento do jornal gaúcho Zero Hora, estão tentando rivalizar com o tempo em matéria de correria. Não é que, na manhã do último sábado, um desses destemperados foi flagrado voando a 167 quilômetros por hora na Estrada do Mar, a RS-389.

 

Explico, para quem não conhece essa rodovia, que ela liga Torres, cidade balneária situada na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, a Osório. Trata-se de uma estrada utilizada principalmente nos meses de verão. Possui 90 quilômetros de extensão e dá acesso as praias do litoral norte do estado. É controlada por 12 pardais que multam os motoristas que ultrapassam a velocidade máxima permitida na via, isto é, 80 km/h. Os controladores, porém, não impedem que muitos excedam esse limites. Por força disso, o número de acidente, muitos deles fatais, não sei se crescem a cada verão, mas, no mínimo, não diminuem. Apesar dos pesares, os velocistas se queixam de que os controladores de velocidade – um a cada 7,5 km – são demasiados.

 

Demasiados? Não, são é suficientes para desaconselhar os maluquinhos a romperem o limite. Ah, sim, os danados acham que esse limite de velocidade deve ser mais amplo. Na free-way passou para 110km/h, o que, para mim, é um exagero. No que diz respeito à Estrada do Mar, para que os meus leitores de outros estados percebam que não existe demasia no número de pardais, lembro mais dois que foram flagrados pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar, no último fim de semana, além do que citei no início deste texto: os pilotos (?) de um Fiat Strada que trafegava a 145km/h, e o de um Gol, conduzido a 130km/h. Os três dirigiam no sentido Norte-Sul. Já no sentido contrário, 150 motoristas (não sei se devo os chamar de motoristas) foram detectados pelo radar fotográfico dirigindo acima do limite de 80 km/h.

 

Trato de assuntos de trânsito, neste blog, com alguma insistência. Em geral, encerro os textos lembrando que os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos seus filhos para que se transformem em bons motoristas. O que as crianças aprendem deles necessita, porém, de um grande reforço na escola. Todos os colégios que se prezam têm de manter aulas sobre a matéria trânsito, tão importantes quanto as de matemática, português etc. Afinal, se essas preparam os alunos para as suas futuras profissões, as de trânsito, aprontam-nos para viver socialmente no tráfego.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Foto-ouvinte: coleta seletiva e carro sem controle

 

Carro lixo

 

Sem coleta seletiva que atenda as necessidades de São Paulo, a prefeitura abre espaço para imagens como esta flagrada pelo ouvinte-internauta Jomar Silva, na avenida Santa Amaro, zona sul. Carros sem qualquer condição e colocando em risco a vida de todos, transportam enormes sacos com material reciclável. Jomar não entende é como um veículo desses pode rodar pelas ruas da capital neste estado: “passou pela Controlar?”.

O poder de polícia do Governo e o chip nos automóveis

 

Faz muito tempo que li o livro que George Orwell, seu autor, chamou de “1984”. Foi a última criação literária daquele que o jornal americano Observer considerou “o maior escritor do século XX” e foi publicado em 1949, pouco antes da sua morte. Na sinopse lê-se que “Winston, herói do romance, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio no sentido histórico”.

 

Fiz esse nariz de cera, pensando no “poder de polícia”. Em sentido amplo, o “poder de polícia” significa toda e qualquer ação restritiva do Estado em relação aos direitos individuais. Lembrei-me do livro de George Orwell. Talvez meus raros leitores, se é que os possuo, caso tiveram a oportunidade de ler “1984”, entendam que comparar certas iniciativas do nosso Estado com o que se lê no romance é um tanto exagerado. Não lhes tiro a razão. Ocorre, porém, que existem, pelo menos, alguns motivos para que o “poder de polícia”, existente, hoje, no Brasil, se aproxime do enredo da obra.

 

Irritou-me, por exemplo, saber que, por decisão do Conselho Nacional de Trânsito, todos os veículos fabricados aqui, até agosto de 2013, terão, entre os seus acessórios obrigatórios,nada mais nada menos que rastreador e bloqueador. Não bastasse isso, que encarecerá o preço final dos veículos, o pior da decisão do CONTRAN está no fato de que a privacidade dos motoristas será invadida, uma vez que um dos sistemas prevê a presença de um chip no para-brisa do carro, capaz de fornecer informações para uma central de dados sempre que o veículo passar pelas antenas colocadas em ruas. Vejam só o que pode provocar o chip bisbilhoteiro: pagamento de pedágio por quilômetro rodado, limitar áreas de circulação (como em São Paulo) e multas quem não as respeitar, traçar políticas viárias. Ah,o chamado Siniav vai flagar quem estiver com o licenciamento vencido.

 

Tanta tecnologia não prevê, entretanto, ao que eu saiba, melhorias na fiscalização das ruas e rodovias por meio do aumento de efetivo das forças policiais, sejam federais ou estaduais, visando a diminuir o número de acidentes fatais. No Rio Grande do Sul, morreram, até junho, mais de mil pessoas, número igual ao registrado no primeiro semestre de 2011. Somente no fim de semana do Dia dos Pais 25 pessoas perderam a vida em acidentes. Seria interessante que o Governo brasileiro, ao contrário de inventar moda, aumentasse a remuneração do pessoal da Polícia Federal que, na terça-feira, dia em que escrevo este texto, que será lido na quinta, estava disposto a entrar em greve de protesto por melhores salários.

15 quilômetros na contramão e sem fiscalização

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Levar-me de volta a um assunto sobre o qual já escrevi várias vezes neste blog – trânsito – só mesmo um fato inusitado e, ainda por cima, ocorrido em rodovias que passam pelo Rio Grande do Sul,de onde, se é que algum leitor ainda não saiba, envio os meus mal digitados textos para o Mílton. Rendeu manchete nos jornais de Porto Alegre e nos demais veículos de comunicação daqui a façanha do motorista de um automóvel Pálio que trafegou 15 quilômetros na contramão. Olhem que não cometeu a estrepolia dirigindo em estradinhas vicinais. Não, ele começou seu tresloucado passeio (ou coisa que o valha) dirigindo na BR-116, no trecho entre Porto Alegre e São Leopoldo, depois de ingressar na rodovia em Esteio, e conduziu o seu carro até as proximidades do aeroporto Salgado Filho. Por muita sorte, o único acidente cometido por Leo Deimling, 55 anos, aconteceu em Canoas. Uma motorista, que vinha para Porto Alegre, dirigindo em sentido correto, foi ofuscada pelas luzes do Pálio e, para fugir de uma batida frontal, jogou o seu carro contra uma mureta. Ela e seus caroneiros sofreram ferimentos leves. Daimling fez um retorno na altura do aeroporto e entrou na freeway na mão certa,mas deu meia volta e retornou a dirigir na contramão. Para não cansar a beleza dos meus raros leitores, como costuma acentuar o Mílton, acrescento que a saga perigosa vivida pelo contraventor ocorreu em hora de pouco movimento, seja na BR-116, seja na freeway, onde teve a sua trajetória bloqueada, finalmente, por uma viatura policial. Ao tentar desviar dessa, chocou o seu Corsa no guard-rail. Foi encontrada, no automóvel de Leo Deimling, uma lata de cerveja. O bafômetro acusou consumo de bebida alcoólica nove vezes acima do tolerado. Leo foi preso em flagrante por tentativa de homicídio doloso. Disse ter bebido uma cerveja e não queria acreditar que andara 15 quilômetros na contramão.

 

As câmeras, que controlam o trânsito, detectaram parte do temerário trajeto do protagonista dessa história real. Não seria o policiamento, tão bom e muito presente nos feriados prolongados,insuficiente nos dias úteis? Ou, quem sabe, no período em que o motorista faltoso andou na contramão – 1h45min às 2h – o efetivo policial não precisa estar mais presente? Perguntar, não ofende.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Excessos na direção e na fiscalização

 

Por Milton Ferretti Jung

 

O trânsito é um tema que se tornou recorrente nos meus textos. Quem me acompanha nas quintas-feiras, mesmo não sendo leitor assíduo, deve ter-se dado conta da minha preocupação com a matéria. Aqui no Rio Grande do Sul, de onde escrevo, as autoridades às quais cabe a difícil missão de cuidar do comportamento de motoristas, motociclistas e ciclistas, em especial nos feriados prolongados, pródigos em acidentes, muitos deles trágicos, costuma agir com mais rigor do que em épocas normais para coibir abusos, principalmente os dois piores, isto é, a velocidade excessiva e a embriaguês. Imagino que tal procedimento seja idêntico nas principais rodovias do país.

 

No feriado de Páscoa, deixaram Porto Alegre cerca de 180 mil veículos, em migração que começou na última quinta-feira. Envolveram-se na Operação Viagem Segura, Brigada Militar (é como chamamos a Polícia Militar), Comando Rodoviário da BM, Polícia Rodoviária Federal, além da Polícia Civil e, claro, da Empresa Pública de Transporte e Circulação. Mesmo com todo esse controle, verificaram-se 1.071 acidentes nas estradas gaúchas. Morreram nesses 15 pessoas e 548 resultaram feridas. Pelas contas do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), o número de acidentes, em comparação com os feriados anteriores, teve redução de 46 por cento, sinal de que o trabalho das autoridades foi bem feito e seria completamente louvável se, no retorno a Porto Alegre, os motoristas não fossem surpreendidos com aquilo que considero o tipo de “cuidado” desnecessário.

 

Ao chegarem à capital do Rio Grande do Sul, depararam-se, para desespero geral, com blitze policiais nas duas principais entradas da cidade. O resultado delas, como não poderia deixar de ser, foi um congestionamento fantástico, algo que aí em São Paulo é habitual, mas ainda causa revolta aqui. Eu gostaria de saber que cabeças decidiram realizar blitze na chegada de um feriadão. Alessandro Barcellos, Diretor-Presidente do DETRAN, entende que todo o processo de fiscalização pode trazer algum tipo de inconveniência. Põe inconveniência no que ocorreu nesse domingo. Barcellos tranquiliza, porém, os motoristas que se não houver avaliação positiva do episódio – creio que não haverá – não há razão para que tal tipo de blitze volte a interferir no trânsito.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Blitze e blitzes contra a violência no trânsito

 

Por Milton Ferretti Jung

Desculpem-me se me torno repetitivo nestes textos de quintas-feiras, mas vou correr o risco de ser visto como chato. Preciso voltar a escrever sobre trânsito. Creio que numa das primeiras abordagens a respeito deste tema salientei que as autoridades policiais, seja por carência de efetivo, seja por outras razões com as quais não chego a atinar, costumavam patrulhar as rodovias durante os feriados prolongados, quando o interessante, por motivos óbvios, seria que fizessem isso mais frequentemente. Agora, entretanto, ao menos nos 25 pontos em que o número de acidentes fatais, nas estradas gaúchas, é maior, policiais estaduais e federais, numa iniciativa inédita no Rio Grande do Sul, se concentrarão nos feriadões deste fim de ano (ainda somente nesses feriados festivos), visando a tentar impedir que motoristas assanhados ponham em perigo a vida dos que sabem se comportar.

Serão realizadas blitze conjuntas da Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal, contando com o apoio da Civil, em casos que exijam prisões em flagrante, já no feriado der 15 de novembro. Os Federais, com efetivo de 170 agentes – o normal é cem – estão contando que conseguirão dissuadir os habituais mal intencionados de praticarem tropelias de toda a espécie, lembrando, desde já, que os policiais, na hora de multar, serão inclementes. Nos pontos mais críticos das rodovias a fiscalização será intensificada. É possível que esta força-tarefa vença a batalha que travará nos estertores de 2011, especialmente nos feriados de Natal e Ano-Novo. Particularmente, no entanto, eu gostaria que o rigor no controle do trânsito nas rodovias não só do Rio Grande do Sul, mas do país inteiro, não se restringisse à realização de blitze em feriados e, sim, fosse posta em prática durante o ano inteiro ou, que seja, na maior parte dele.

Já que tanto digitei a palavra blitze, permitam-me uma digressão em torno dela: não consigo entender que tenham aportuguezado o verbete, mas mantido o plural na língua original – a alemã – contrariando a nossas gramática. Blitzkrieg, em alemão, significa guerra-relâmpago. Os germânicos formam o plural de blitz acrescentando “e”. O lógico para nós, brasileiros, seria pluralizar a palavra acrescentando-lhe “es”,isto é, blitzes.


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Pauta #cbnsp: Anistia ou licença provisória ?

 

CBN SPO prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que anistia ampla, geral e irrestrita é imperdoável. O vereador Dalto Silvano (PSDB) fala que uma coisa não tem a ver com a outra. Cândido Malta e Lucila Lacreta, urbanistas, alertam para risco de se beneficiar comerciantes que se aproveitam da falta de fiscalização.

A discussão, no ar desde sexta-feira, no CBN São Paulo, é sobre projeto de lei que pretende criar uma espécie de licença provisória para imóveis comerciais que não tenham obtido autorização de funcionamento da prefeitura. Há casos de estabelecimentos que estão irregulares e outros em que a administração municipal se mostra incapaz de dar uma solução para o caso.

O projeto de lei pode entrar em votação a qualquer momento. Semana passada não houve acordo e, por isso, a dicussão foi adiada.

Aqui, você acompanha a justificativa do vereador Dalton Silvano que pensa em “beneficiar comerciante que fica à merce da municipalidade”

Ouça a entrevista com Cândido Malta que pede tratamento diferente para pequenos e grandes comerciantes

Lucia Lacreta teme que licença provisória se transforme em permanente

Prefeitura entrega fiscalização para empresas, diz CPI

 

Planilha de serviço

“Os fiscais da prefeitura apenas batem carimbo e assinam as planilhas de serviços prestados na limpeza de bocas de lobo”, denunciou o presidente da CPI das Enchentes vereador Adílson Amadeu (PTB). Ele diz ter tido acesso a papéis timbrados da prefeitura que são preenchidos pelos funcionários das empresas contratadas sem que o trabalho realizado tenha sido fiscalizado.


Ouça aqui a entrevista com o presidente da CPI das Enchentes, vereador Adílson Amadeu (PTB)

Para provar o que disse, o parlamentar apresentou cópia da Ficha Diária de Produção da Limpeza Manual da Boca de Lobo, por equipes” que foi encontrada na Superintendência da Usina de Asfalto e seria preenchida pelo funcionário da empresa Monte Azul, prestadora de serviço da prefeitura, sem que tenha havido controle do trabalho pelos fiscais. A informação teria sido confirmada por um dos engenheiros do órgão, Camilo Barbosa, na presença do supervisor Eugênio Pavicic.

O vereador afirma, ainda, que a SPUA não tem com exatidão o número de bocas de lobo existente nos trechos para os quais são liberadas ordens de serviço. A Superintendência deveria controlar o serviço nas Marginais Pinheiro e Tietê e no mini-anel viário que congrega a av. Bandeirantes, Complexo Maria Maluf e Salim Farah Maluf.

A prefeitura de São Paulo foi procurada pela produção do CBN São Paulo e se comprometeu a responder as denúncias nesta quarta-feira.