Fluminense 2 x 2 Grêmio
Brasileiro – Engenhão (RJ)

Você que me privilegia, rodada após rodada, com a leitura desta Avalanche não vai se surpreender com o que direi a seguir. Talvez você que esteja somente de passagem, pouco acostumado as minhas declarações apaixonadas, se espante e imagine que estou aqui ocupando espaço com subterfúgios para justificar um resultado que para a maioria dos torcedores brasileiros se aproximaria do infortúnio, pois nos deixa distante do título, mais uma vez. No entanto, eu e, com certeza, boa parte dos gremistas jamais nos pautaremos pelo comportamento da maioria. Temos uma olhar singular em relação ao futebol jogado e as exigências quanto à disposição do nosso time. Entendemos cada partida como uma disputa única, um momento de prazer próprio.
E, convenhamos, que prazer foi ver o Grêmio lutar bravamente dentro de campo, nesta noite de quarta-feira. Jogar equilibrando talento e raça, o que para muitos pode ser incompatível. As cobranças de falta de Elano, com categoria, que nos levou ao primeiro gol e de Léo Gago, com força, que deu origem ao segundo, resumem bem este meu pensamento. Também soubemos tocar a bola com esmero e roubar a bola com valentia, apesar da desvantagem numérica, exatamente no momento em que mais precisaríamos estar completos.
Não me cabe agora julgar o que levou Marcelo Moreno a tomar aquela atitude antes mesmo de completar o primeiro minuto em campo, logo após substituir Leandro. Quero crer que tenha sido uma reação provocada pelo excesso de paixão, de alguém que não suportou ver o adversário injustamente virar o placar quando o empate parecia ser o resultado mais apropriado até aquele momento. O certo é que a saída do atacante boliviano nos deu oportunidade de reafirmar que somos merecedores do título que mais orgulha nossa torcida. E foi pela reconquista deste título que comemorei ao apito final. O título de Imortal Tricolor.




