Avalanche Tricolor: vitória nos pênaltis e sofrimento em família

 

Grêmio 1 (6) x 1 (5) Novo Hamburgo
Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Foi um momento raro em família. Mulher e filhos costumam ficar distantes da televisão quando assisto aos jogos do Grêmio. Talvez tenham vergonha de me ver sofrer por causa de um time de futebol. Talvez tenham dó de me ver sofrer por causa de um time de futebol. Talvez tenham piedade de me ver sofrer por causa de um time de futebol.

 

Confesso que nunca tive coragem de perguntar para eles o que sentem quando me veem angustiado por causa de um time de futebol. Provavelmente porque ficaria constrangido em ouvir a resposta. Como pode alguém sofrer por causa de um time de futebol? Só você que torce por um time de futebol, como eu, saberia explicar. Só você que torce por um time de futebol, como eu, saberia me entender. Eu sofro. Sofro muito. E nesta noite sofri mais ainda.

 

A diferença do sofrimento de hoje é que eles estavam próximos de mim. Os meninos mais do que minha mulher. Ela suportou apenas até o fim do tempo normal. Os meninos ficaram até a cobrança de pênaltis, mesmo porque tinham os computadores para se distrair. Mas estavam mais atentos à televisão do que as atrações da internet. Torciam por Douglas e não entendiam como um cara com a técnica dele era capaz de cobrar um pênalti em um poste e uma falta no outro com tanta precisão. Curtiram o sorriso de Mamute que em meio tempo fez mais do que qualquer dos gringos que vestem nossa camisa, apanhou como sempre, provocou um pênalti, dois cartões amarelos e uma expulsão, além de colocar em risco o gol adversário por mais de uma vez.

 

Eles, até mais do que este casca dura, que já nos viu desperdiçar títulos nas cobranças de pênaltis com muito mais frequência do que gostaria, jamais deixaram de acreditar que o ídolo Marcelo Grohe resolveria tudo no fim das contas. Eu, com coração sofrido e tentando amenizar a dor de uma frustração, me contive o máximo possível. Fazer vexame na frente dos filhos não é legal. A pressão diante da bola na marca fatal – como diriam os locutores de antigamente -, porém me fez perder qualquer escrúpulo (nem sei se esta é a melhor palavra, mas foi a primeira que pensei neste momento). Esfreguei as mãos no rosto, rocei as unhas no couro cabeludo, soquei o sofá, disse palavras impronunciáveis e sofri desesperadamente diante da decisão da vaga às semifinais.

 

Claro que de nada valeriam as duas defesas incríveis de Marcelo Grohe se cada um dos nossos cobradores não tivessem feito o seu papel, inclusive Douglas que se redimiu ao marcar quando mais precisávamos. Mas que as duas defesas incríveis de Marcelo Grohe me levaram a vibrar como poucas vezes, não tenha dúvida. Vibrei na mesma dimensão que sofri. E após pular e comemorar a classificação à próxima fase do Campeonato Gaúcho – que convenhamos é conquista nenhuma – olhei para os meninos e fiquei envergonhado. Mas eles, solidários, souberam como sempre me mostrar que entendem muito bem minha paixão por um time de futebol, até porque este time é o Grêmio, o Imortal Tricolor.

 

Aos meninos (e a toda a família) que me compreendem e a Marcelo Grohe que nos salvou, agradeço pela noite de hoje.

 

A foto deste post é do álbum oficial do Grêmio no Flickr

Mundo Corporativo: Itamar Serpa, da Embelezze, fala de estratégias no setor de beleza

 

 

“Para montar um salão de beleza é preciso, além de ser um técnico, ter aptidão para agradar e encantar seus clientes”. A recomendação é do empresário Itamar Serpa, presidente da Embelleze, fabricante do setor de beleza pessoal, higiene e cosméticos, que também mantém instituto no qual prepara profissionais para o setor. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Serpa fala da experiência adquirida nos 45 anos em que atua nesse mercado e de quais são os códigos femininos que direcionam o segmento. “Mesmo em um momento de crise, as pessoas nunca deixam de investir em produtos de beleza, porque este é um componente ligado a vida”, lembra o empresário.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da Rádio CBN, e você participa com perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br ou para o Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Aborto e pensão: é prá já a indagação

 

Por Carlos Magno Gibrail

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A fragilidade com que as mulheres são vistas pela nação brasileira no caso do aborto e das pensões alimentícias é flagrantemente desatualizada. Se a equiparação de fato e de direito entre homens e mulheres ainda não foi alcançada, é visível que evoluímos bastante na busca da igualdade. Tudo indica inclusive que teremos por mais quatro anos uma mulher como presidente, atestando que o sexo feminino no Brasil não precisa mais de tratamentos especiais e preconceituosos. Portanto, é chegada a hora de dar ao sexo feminino as condições adultas, deixando as decisões pessoais ao seu arbítrio na questão mais íntima da gravidez. E revendo também a função do provisionamento do lar. Afinal a mulher de hoje não tem nada a ver com aquela que foi base para a lei da pensão alimentícia.

 

Não é possível continuarmos a conviver com 600 mil a 700 mil mulheres criminalizadas anualmente por causa dos abortos. Tampouco prender indiscriminadamente maridos desempregados e algumas vezes idosos, por falta de pagamento de pensões alimentícias. Como sabemos a lei não discrimina sexo, mas na realidade as prisões convergem nos homens.

 

No aborto, uma legislação consistente irá tirar da marginalidade uma situação de alto risco, trazendo-a para controle oficial. Certamente o acompanhamento estatístico e a análise médica identificarão as resultantes. De acordo com Levitt e Dubner, autores de Freakonomics, Ceausescu proibiu o aborto quando na Romênia seu índice era de 20%, e foi vítima dos bebês nascidos indevidamente. Enquanto nos Estados Unidos a legalização do aborto foi o melhor de todos os métodos para a diminuição da criminalidade. Fato que Giuliani se beneficiou em New York.

 

No pagamento da pensão é irreal considerar como padrão que o marido trabalha e a esposa fica em casa. E é surreal aprisionar o devedor tirando a chance de ele trabalhar para cumprir o pagamento.

 

Se Dilma ou Marina dirigir o país, conforme indicam as pesquisas eleitorais, é hora de perguntar o que pensam sobre temas tão pertinentes às mulheres. Não importa crenças religiosas ou plebiscitos, o que precisamos saber é como elas encaram o tratamento que as mulheres devem ter. Qual autonomia deve ser dada ao sexo feminino, e quais as suas responsabilidades. Esperamos apenas que não façam como as do Congresso que mantiveram a pena de prisão na reformulação da lei da pensão alimentar. Puro corporativismo. Ou machismo feminista?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Miss Indígena revela beleza e cobiça que causam ciúmes nas tribos

 

 

O concurso Miss Brasil Indígena, que será realizado em Brasília, tem sido a oportunidade para a apresentação da beleza das índias brasileiras e, ao mesmo tempo, para se descobrir como elas têm sido cobiçadas por homens que não fazem parte das populações indígenas. Devanir Amâncio, sempre atento ao comportamento humano, que por muito tempo colabora com suas histórias neste blog, conta que muitas dessas moças não se casam com índios mas seus maridos acabam vivendo nas aldeias, o que estaria aumentando à população de homens brancos nestes locais:

 

“Muitas delas nem sempre se casam com índios, mas com juruás ou brancos. Aumenta o número de brancos nas aldeias de São Paulo. Só são aceitos na Casa de Reza depois que ‘assimilam’ a cultura e comportamento dos índios. Há quem até se finge de índio para se casar mais rápido. Quando não são aceitos, roubam a índia de madrugada.

 

“Preteridos por belas índias, índios enciumados acusam os juruás de exploração do sentimento e busca de vida fácil nas comunidades indígenas. Muitos se encostam mesmo… a ponto de brigar com o governo por mais dinheiro, segundo um índio adolescente da favela indígena do Jaraguá, Zona Norte, São Paulo. “Alguns juruás se dão ao luxo de ter amantes brancas”, comenta Pedro, filho do cacique. A maioria se casa vivendo numa acomodação total na aldeia – desfrutando, sem esforço, de todos os direitos indígenas, critica um ex-cacique. Faz questão de lembrar que não são todos malintencionados”.

 

O concurso que está sendo divulgado por Olívio Jekupé, da aldeia Krukutu, em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, e Carlos Alberto Dias, da Fundação Nacional do Índio, será no dia 14 de setembro, em Brasília. Desde já, muitas das concorrentes desfilam no perfil do Facebook de ambos.

As perucas fazem a cabeça da mulher moderna

 

Por Dora Estevam

 

Quem assiste à novela ou acompanha o mundo da moda sabe que as celebridades e atrizes são capazes de se apresentar com diferentes cortes de cabelos, que mudam em tão pouco tempo, enquanto uma pessoa comum levaria meses para conseguir aquela franja, aquele longo e deixá-los loiro ou ruivo.

 

Atualmente, porém, conseguir o visual de novela já não é mais problema, existem profissionais que são devidamente treinados para adaptar os cabelos de lá para cá. Por exemplo, foi moda nos anos 1960 então vamos revisitá-la e torná-la interessante para os dias de hoje. Eles reinventaram as perucas e as tornaram acessórios indispensáveis nas cômodas das mulheres modernas.

 

 

As perucas tiveram o seu auge de glamour nos anos 1960 e depois caíram em desuso. Apenas mulheres que necessitavam destes apetrechos (especialmente as que tinham de se submeter a quimioterapia e perdiam os pelos) é que continuaram a comprar tais peças. Havia, também, as atrizes que precisavam compor personagens teatrais, novelescas ou cinematográficas.

 

Hoje, o mercado oferece opções que mesmo quem nunca usou ou ousou acaba se rendendo às perucas. Pessoalmente, tenho visto muitas lojas de cabelos na região central de São Paulo. Ao passar diante de uma delas, ouve-se o grito do vendedor: compram-se cabelos! Estive observando essas lojas por dias, até me decidir entrar, sem pretensão e sem a chamada do tal vendedor. Descobre-se que os acessórios não se limitam as perucas, não; têm rabos de cavalos, coques, alongamentos, franjas, com presilhas tic tac que se prendem aos cabelos facilmente, em cores e texturas infinitas,e atendendo aos cortes.

 

 

No balcão da loja Valentina Hair, a proprietária Marcela Viana me atendeu com a maior atenção, e em meio a clientes curiosos, ela me mostrou vários modelos. O mais procurado na loja, hoje, é o Full Lace, uma peruca com uma telinha na borda que esconde o cabelo e deixa o look natural. Outro acessório muito procurado é o coque, que colocado no cabelo da pessoa dá um volume natural e deixa o penteado chic. A atriz Mariana Rios usou um no último dia da novela Salve Jorge, no casamento da mãe dela. As perucas com o couro em silicone também saem bem e se parecem muito com o couro cabeludo natural.

 

Hoje, as perucas estão modernas e traduzem a praticidade da mulher que trabalha fora e precisa estar bonita e inteira para uma festa. O coque ou a franja são fáceis de ser aplicados, explica a proprietária Marcela. O público vai desde a mulher que faz quimioterapia até a jovem que segue para a balada. As perucas são feitas de fios sintéticos, importadas, e naturais, feitas na própria loja.

 

 

Outro apaixonado por cabelos é o cabeleireiro Denylson Azevedo, o Denny. Ele é tão louco por cabelos que montou a coleção “To-Wig”, que está em exposição desde abril. São visuais contemporâneos e fáceis de usar no dia a dia, fazendo dos cabelos acessórios. A proposta do profissional é vestir os rostos com cortes estilizados, elaborando o penteado de acordo com as linhs do rosto, formato e estilo da cliente.

 

Denny se inspirou nas pessoas que influenciaram a década de 1960 e nas ruas de Londres para criar as suas personagens. A partir daí, os nomes das composições são referências de locais da capital inglesa. Para curtir mais um pouco deste trabalho, assista ao vídeo da exposição criado pelo designer Ricardo Don.

 

Infos:

 


Exposição To-Wig

Local: Espaço AVA | R. Cônego Eugênio Leite, 170 C – Jardins – SP.
Dia: 4 de abril
Horário: Das 17h às 22h.

 

Salão Wig
Alameda Lorena 578 (dentro da loja Diva), Jardins – SP.
Atendimento apenas com hora marcada.
Informações: (11) 2579-7965

 

Valentina Hair
Rua: Quintino Bocaiúva, 182, centro, Praça da Sé, São Paulo
(11) 3106 9589
e-mail: valentinahair@hotmail.com.br

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

De caminho

 

Por Maria Lucia Solla

Hoje assisti a Colegas. Quinta-feira à tarde, cinema e Shopping praticamente vazios, boa companhia, bom chocolate, a receita ideal para eu ir ao cinema hoje em dia. Já fui rato de cinemateca quando ainda era no centro da cidade, se não me engano, na 7 de abril, Não tinha tempo ruim que me segurasse em casa, nem esperava ter companhia. Ia atrás da Nouvelle Vague, Godard, Fellini e outros gênios da Nova Onda, arte contestadora e transgressora.

 

Hoje quase não há mais o que transgredir. A minha geração alcançou vitória na maioria de seus anseios. Lutamos bravamente, encaramos preconceito de homens que não gostavam nem um pouco que ‘suas’ mulheres se relacionassem com uma divorciada, e havia mulheres que simplesmente se esqueciam de convidar a divorciada para as festas em que os maridos estivessem presentes. Almoçavam com a divorciada, mas a mantinham a distância segura. Usamos mini-saia, fumamos, bebemos, fomos à luta quando foi preciso manter a família.

 

Tinha luta, eu estava envolvida a meu modo, mas hoje, quando finalmente aceitei que não sou imortal, que não posso tudo, que luto diariamente para poder conviver comigo mesma, dentro de mim, em momentos favoráveis ou não, continuo, percebendo a urgência em entendermos a mensagem do filme Colegas. Cada um do seu jeito, que é só como se pode ser.

 

De todo modo, qualquer caminho na vida passa pelo esvaziar-se, cada um no seu ritmo, e deixar-se completar cada vez em novo formato, com diferente capacidade de percepção do que realmente é a vida e de como somos diferentes entre diferentes. Todos. Ou será que você pensa que só os outros são diferentes.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

De Maria

Por Maria Lucia Solla

 

Olá,

 

tenho, desde 2008, dois ícones gregos representando

 

a madona que acolhe seu filho
a virgem
imaculada
Maria
mãe de Jesus
Filho de Deus
e como poderia ser diferente?
Madona

 

 

No ano passado ganhei da Mariajose, amiga-leitora que mora na Itália, mais uma Madona. Dessa vez acompanhada por dois anjos e pintada por mãos e olhares florentinos. Linda! Sempre lindos e alegres, esses ícones. São coloridos, emanam paz, conforto, abraço, completude. Para mim a Mãe e seu Filho representam a integralidade da vida, todos os seres e suas forças, cada partícula, som, imagem, aroma, realidade e sonho, uma vez que o Criador é impensável, indescritível, indizível, irreproduzível e impossível de ser antropomorfizado.

 

Maria é o elemento feminino que acalenta seu Filho, e ele o elemento masculino que a completa. Forças de igual intensidade contendo, cada uma, uma porção da outra.

 

Ave Maria

 

yin e yang
a base da vida
claro escuro
sol e lua
o todo
em todas as suas formas

 

Agora, me espanta e amedronta o desequilíbrio energético no qual temos vivido. O elemento feminino anda muito fraco. A mulher sonha ter, além de todos os direitos conquistados, também o corpo do homem e a bunda da saúva. Tem exercido muito pouco o feminino: o abraçar, embalar, cuidar, brincar com a alquimia da cozinha e alimentar. Faz falta. Para mim faz. O mundo está assim e pronto, não há muito que discutir, mas sinto que erramos na dose, nós as mulheres. Queimamos os sutiens em praça pública, saímos às ruas em passeata, fizemos revoluções nem tão pioneiras assim, alargando a trilha no caminho que já vinha sendo traçado, de almejada igualdade ao que não é igual, e corremos tanto atrás de direitos, que nos afastamos da essência. Direitos que podem se transformar em senhores de nossas almas. Implantamos silicone, malhamos tanto que muitas de nós já são mais musculosas que seus homens, e se orgulham disso. Temos pernas musculosas de jogadores de futebol e batemos com força na mesa.

 

é um tipo de desequilíbrio
inédito
no planeta
imagino

 

É fácil perceber que a água também está em desequilíbrio. Água é Yin, feminino, emoção, recepção, entrega e tem rareado para matar a nossa sede, mas tem se atirado do céu com força de destruição paralela à do fogo, elemento yang, masculino. Coincidência?

 

E então, mulheres, vamos salvar o planeta? Já conseguimos tanto, já sabemos do que somos capazes, então vamos meter a mão na massa, literalmente.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Amizades que valem ouro

 

Por Abigail Costa

 

Começo hoje citando agradecimento dos autores W.Chan Kim e Renée Mauborgne do livro “A estratégia do Oceano Azul”:

 

“À amizade e às nossas famílias que tornam nossos mundos mais significativos”

 

Fui criada num universo totalmente rosa!
Pai… Mãe e três irmãs. Na soma prevaleceu o sexo feminino. Foi assim na infância até metade da adolescência. Assim que fui pra faculdade e comecei no trabalho, encontrei um mundo diferente de amizades, as masculinas. Nele tive o privilegio de conviver por quase 30 anos e ainda continuo com boa parte delas. Nesse tempo foi possível encontrar diferenças que me aproximaram ainda mais do sexo oposto.

 

Em casa convivo com três deles: marido, filhos, cachorros e gato – todos sem alterações hormonais, e confesso: é bem mais fácil lidar com eles sem a bipolaridade daqueles dias enfrentados por nós mulheres todos os meses ( deixo aqui minha constatação: mudanças de “personalidade” nada bem vinda com a chegada da TPM). Mas não é apenas a  troca de um olhar diferente que tornou a minha aproximação com os homens mais agradáveis.

 

No trabalho, era normal ter sempre três deles ao meu lado, diariamente. Não por ser a única mulher do grupo, mas sempre recebi um carinho especial….. Sem maiores interesses a não ser o de tornar a minha vida mais agradável, mais leve, mais luxuosa.

 

Eles tem características especiais (deixo as explicações teóricas aos especialistas), mas o fato é que são mais fáceis na lida do dia a dia. Aquela competição horrorosa, do tipo sou mais… Sou diferente de você… Porque você tem…. Olhares atravessados e comentários que em certos momentos te desmontam entre as mullheres, com eles isso não acontece com frequência, ou pelos menos com os bons e sinceros amigos.

 

Essa facilidade em me identificar com o sexo oposto (e aqui vai uma ressalva…. sem interesses que ultrapassam uma boa conversa e opiniões) me levaram a uma admiração e desejos em mantê-los sempre por perto. Um contato tão profundo que certa vez um amigo me pediu desculpas dizendo: “às vezes esqueço que você é mulher e me pego falando com um homem!”.

 

Minhas pouca e boas amizades femininas entendem que esse meu lado tendencioso em permanecer mais próximo deles não anula meu carinho por elas.

 

Não por que sou paparicada, por ser poupada de assuntos digamos mais pesados. Essas amizades são mais práticas, diretas e sem rodeios, e problemas que não merecem maiores dores de cabeça são tirados do caminho. Com eles tenho a sensação de aprender mais com uma linguagem mais simples.

 

Essas amizades deixam a minha vida mais prática!

 

Abigail Costa é jornalista, faz MBA de Gestão de Luxo e escreve no Blog do Mílton Jung

As mulheres e as bolsas

 

Por Dora Estevam

 

Como diz uma amiga jornalista do NY Magazine: “Bolsas e sapatos são como manteiga de amendoim e geleia – você não pode ter um sem o outro”. Por aqui diríamos pão com manteiga, talvez. O fato é que agora que as coleções estão todas nas lojas é hora de planejar a compra da sua bolsa PC: pão com manteiga. Que vai combinar com o seu sapato, sua roupa, sua maquiagem, a que vai complementar, ou seja, o seu sanduíche.

 

 

Os modelos para noite continuam em alta, sempre na moda e sempre com um charme descolado ou clássico chique, as minaudières (dengosas em francês) reaparecem nesta temporada em tons e texturas adaptados à moda brasileira e estão mais acessíveis devido as várias marcas que aderiram ao acessório nesta temporada.

 

A minaudière é uma pequena bolsa muito charmosa criada durante a década de 1930 por Charles Arpels, de Van Cleef & Arpels. Ainda na época muitos joalheiros e designers criaram seus próprios modelos. A proposta sempre foi esta mesmo, ser uma caixa pequena para guardar pouquíssimos objetos: batons, kit de sombras, cigarrilhas. Hoje, batom, camisinha, carteira de habilitação… o que mais você preferir.

 

As carteiras, muito usadas nos anos 70 e 80, reaparecem com abas em efeito envelope, com pequenas alças pra colocar em baixo do braço, elas são ótimas para coquetéis, casamentos ou jantares.

 

 

Para quem não consegue largar tudo em casa na hora de sair para o trabalho e quer ficar charmosa e arrumada, as bolsas desejadas do momento são as ladylike, estruturadas com laços em várias tonalidades que facilmente podem ser combinadas com as suas roupas. Para as mais recatadas a ideia é sair com a ladylike em um tom só, mas no caramelo com pouco de brilho e detalhes que oferecem um olhar feminino.

 

 

Vamos ver vários modelos de bolsas aqui (e por todo post) para descobrir o que está faltando no armário e ir às compras. Todos os detalhes são válidos na hora da escolha, das alças aos zíperes.

 

 

Boas compras!

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

A sensualidade do corselete

 

Por Dora Estevam

 

 

O Corselete está muito em voga, principalmente com a volta das referências dos anos 40, das Pin-ups e da boca vermelha. As brasileiras são fascinadas por cinturas finas, por isso elas aderiram ao look rapidamente. É uma peça que conquistou celebridades e estilistas do mundo inteiro. Há corseletes como o da La Femme que modelam tão bem a cintura que diminuem em até dois números, sem contar que são confortáveis. Deixam um corpo de deusa, diria.

 

A peça é um tipo de espartilho que pode ser usado de diversas maneiras, modelam a cintura deixando o corpo especialmente mais bonito. As combinações podem ser com jeans, saias, sobrepostos com camisas ou camisetas, tudo vai depender do seu biótipo e do seu estilo de se vestir. Na verdade, o Corselete – ou Corselet – surgiu com esta ideia, de deixar a postura da mulher elegante, mais ereta e de dar apoio aos seios, isso lá no século XVI. Mas era restrito ao uso como peça íntima. No entanto, o acessório atraiu os olhares de estilistas nos anos 60, como Christian Dior, por exemplo, que recriaram o modelo tornando-os assim como as peças mais desejadas por todas as mulheres. Sem dúvida, é um ícone que está sempre presente nas referências da moda.

 

As formas do Corselete também evoluíram, o que antes era feito com tecidos pesados e engomados, hoje é uma peça mais leve e delicada, caso dos modelos da La Femme, que usa tecido exclusivo e alta tecnologia na confecção das peças.

 

Para você conhecer melhor esta peça, acompanhe este curta com o making off da coleção Firenze-2012 Aperte o play e assista comigo.

 

 

Aproveito o tema para convidar você a participar de uma ação bem interessante para mulheres lindas, maravilhosas e criativas. Visite o meu Blog – o Blog da Dora Estevam – e saiba como concorrer a dois corseletes

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung, aos sábados