Adote um Vereador: “Aprendendo a ser cidadão”

 

1º Encontro do Adote um Vereador em 2010

O Carnaval rolava solto do lado de fora, no deck muitos curtiam no sol forte de sábado como se estivessem à beira da praia e logo atrás de nós uma meninada disputava online um jogo de guerra. Aproveitando-se do ar-condicionado da sala de informática do Sesc Pompeia e de uma mesa alta entorno da qual nos reunimos, integrantes do Adote um Vereador tiveram interessante conversa sobre política e cidadania.

Na primeira reunião mensal do ano, visitas inspiradoras: Rodrigo Bandeira, do Cidade Democrática; Henrique Parra Parra, do Voto Consciente Jundiaí; Ricardo Matheus e Manuella Ribeiro, ambos pesquisadores do Instituto Pólis. Chamou atenção e foi bastante produtiva a presença da jornalista Silvana Silva do gabinete do vereador Adílson Amadeu (PTB-SP), assim como do “adotador” Nikolas Schiozer que “controla” o vereador Julião (PSDB-Jundiaí).

Mário Cezar Nogales, Sérgio Mendes e Claudio Vieira também estavam lá, os três podem ser escalados na galeria de fundadores do Adote, fossemos uma instituição com pompa e circunstância. Mas não o somos. Tendo surgido de uma ideia, sem organização ou regras, o Adote um Vereador funciona muito mais como provocador da cidadania. Não nos interessa se 10, 20 ou 30 estejam atuando, queremos apenas que cada um de nós (você que lê este blog incluído) se proponha a prestar mais atenção no que fazem os vereadores e compartilhe esta informação com a sociedade.

Há uma conversão de forças para que se consiga desenvolver a ação cidadã pela internet como pude constatar no relato do Rodrigo, do Cidade Democrática, que desenha a criação de um espaço na rede para congregar todos estes movimentos. Aliás, ele relacionou uma série deles, daqui e de fora de São Paulo, muitos dos quais teremos de conversar para quem sabe aprendermos um pouco mais sobre organização. A oportunidade talvez seja em março, quando entre os dias 10 e 13, haverá uma conferência de redes sociais, em Curitiba (PR).

O Henrique, do Voto Consciente, explicou a construção da Agenda Cidadã que levou vereadores de Jundiaí a incluírem emendas ao Orçamento Municipal e audiências públicas na discussão do Plano Diretor da cidade do interior paulista. Já falamos sobre o assunto aqui no Blog. E teve sua conversa complementada pelo Nicolaz que contou ter conseguido avanços no diálogo com o vereador “adotado” que é líder do governo na Câmara Municipal de Jundiai.

Da Silvana ouvimos algumas impressões do trabalho realizado pela Câmara Municipal de São Paulo e a necessidade que os vereadores tem de negociar projetos de lei com colegas para que suas propostas possam avançar. Pensei comigo: se conseguissem mobilizar os cidadãos em favor de seus projetos teriam mais força para transformá-los em lei, sem a necessidade de conchavos ou acordos nem sempre muito claros. Ela ainda nos sugeriu – e para as organizações que acompanham o trabalho no legislativo, também – atitude propositiva, não apenas de fiscalização (já começamos).

A dupla do Instituto Pólis trouxe das melhores notícias para quem acredita no Adote um Vereador. O projeto foi destacado pela organização internacional Global Voice pelo uso da internet no incentivo à cidadania. Falaremos mais sobre isto, nesta semana, mas você pode se antecipar lendo a reportagem publicada no site (clique aqui).

Foi de uma “olheira”, porém, que ouvi a frase mais interessante da tarde. Karen, mulher do Cláudio, em voz baixa mas com convicção: “estou aprendendo a ser cidadã”. O refrão do nosso samba enredo estava pronto, tive vontade de tamborilar na madeira da mesa. Dada minha falta de ritmo, preferi apenas escrevê-la no papel.

PS: Algumas pessoas teriam ido ao Sesc Pompeia e não encontrado a reunião do Adote um Vereador. Culpa nossa e deste viés anarquista que esperamos jamais perder, mas que não nos impedirá de nos próximos meses tornarmos os encontros mais explícitos. Promessa de campanha.

Para mais informações do Adote um Vereador, acesse o wikisite ou o site da campanha

O “dois andares” muito antes de Jânio Quadros

 

O ônibus de dois andar que é parte do cenário de Londres, na Inglaterra, rodou em algumas cidades brasileiras e apesar de ter tido vida curta deixou sua marca na história do transporte de passageiros e ganhou o apelido de Fofão

Fofão, ônibus de dois andares

Por Adamo Bazani

Foi em São Paulo, trazido por Jânio Quadros, que os ônibus de dois andares ganharam as manchetes no Brasil e geraram enorme polêmica. Ao contrário do que a maioria imagina, porém, estes modelos não transportaram passageiros apenas na capital paulista. Foram usados em diversas cidades brasileiras, como Osasco na Região Metropolitana, com o mesmo resultado: uma decepção. Nem tanto pelos ônibus em si que tinham bom desenho, estabilidade e potência, mas pela falta de estrutura viária.

Fofão era o apelido desses ônibus batizados oficialmente de Thamco O.D.A – ônibus de dois andares. Eles começaram a rodar em Osasco na gestão do prefeito Francisco Rossi (1989-1993). As primeiras quatro unidades foram compradas pela CMTO- Companhia Municipal de Transportes de Osasco, em novembro de 1990, mesmo ano em que estavam sendo aposentados os 30 ônibus que operavam na capital.

A CMTO usava os Thamco ODA da mesma forma que a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – na cidade de São Paulo. Eles transportavam passageiros em linhas centrais que serviam os terminais e pontos de transferência. A altura destes veículos, porém, era incompatível com o circuito que faziam e os ônibus por onde passavam arrancavam galhos de árvores e fios elétricos, provocando a mesma polêmica da capital. Não demorou muito para serem aposentados.

Apesar disso, a sensação de ter um veículo como os londrinos for marcantes, relatam moradores que usaram os ônibus de dois andares. Havia pessoas que esperavam o ônibus no ponto só para passear no andar de cima. Desdenhavam a passagem de um modelo convencional apenas pela oportunidade de rodar no Fofão.

Apesar da vida curta, o modelo foi um clássico e deixou sua marca na história do transporte no Brasil. E mesmo que a ideia de utilizá-los em linhas normais tenha sido abandonada tão rapidamente, dois modelos Fofão ainda poder ser vistos em Osasco. Habitualmente, eles são usados no Projeto “Redescobrindo Nossa História” com um desenho que lembra mais os ônibus de turismo que rodam em Nova Iorque do que os de transporte de passageiros de Londres. Tem o teto cortado e oferecem uma visão melhor para as visitas a pontos turísticos da cidade como o Viaduto Metálico Reinaldo de Oliveira, av. dos Autonomistas e Parque Chico Mendes

O Fofão de Osasco é pintado de vermelho e ilustrado com imagens antigas da cidade e de pontos turísticos. Nem sempre foi assim. Apesar de Francisco Rossi, a exemplo de Jânio Quadros, ter tentado “londrinizar” o transporte na cidade, na época em que estava em operação nas linhas municipais o ônibus de dois andares era branco, padrão da empresa que operava o transporte em Osasco.

Apenas por curiosidade: a CMTO imitou diversos passos da CMTC, segundo profissionais do transporte de Osasco. Não apenas pela compra do Fofão. Assim como em São Paulo, a companhia inicialmente operava o sistema – isto ocorreu em 2006 – para depois ser apenas a gerenciadora. Na capital, a transformação ocorreu em 1993. Se é verdade ou não que a companhia de Osasco copiava a paulistana é coisa que demanda longa discussão, mas que a empresa se tornou economicamente inviável como operadora, a exemplo da CMTC, é um fato.

Continuar lendo →

São Paulo, ouça Cláudio Abramo

 

Por Carlos Magno Gibrail

Trânsito parado na no Cebolão SP (Foto Pétria Chaves)

“Um grande jornal se conhece nos grandes momentos” foi a frase lembrada domingo por Clóvis Rossi, dita por Cláudio Abramo expoente do jornalismo do “Estado de São Paulo” e da “Folha de São Paulo”. É assim em todas as organizações. Mas, para isso é preciso entender que se está diante de um grande momento, que exige ampla colaboração. Técnica, Social, Econômica, da Comunicação, dos Habitantes e Política.

E, é agora que se necessita cobrar de cada uma dessas áreas o que não foi feito, o que foi mal feito e o que terá que ser feito.

A Técnica deixa muito a desejar enquanto soluções de ampliação das marginais são propostas e executadas. Estão colocando 2bilhões de reais. E, esqueceram da demanda reprimida. O ideal será considerar um movimento de reconstrução, como se faz após catástrofes, com equipes técnicas especializadas em emergências, com grupos de especialistas. Um órgão de SOS imediato.

A Social é uma das mais graves, pois permite a favelização em áreas de risco e/ou de mananciais.

A Econômica é não colocar capital em obras como o Túnel da Marta ou as pistas da Marginal.

A Comunicação governamental com publicidade das Administrações Públicas precisa ser reduzida ou eliminada. A Comunicação por parte da mídia é pouco contundente tendo em vista a situação do caos que vivemos. É bem verdade que a continuidade de fatos graves pode banalizá-los. É hora da mídia se apoiar em conhecimentos técnicos para poder arguir os políticos. Além disso, nos espaços abertos para as campanhas, os jornalistas precisariam evitar que se descambe por aspectos pessoais. É necessário ter mais informação para fazer perguntas técnicas.

Os Habitantes moradores precisam cuidar muito mais do seu espaço. As calçadas de SP estão ficando impermeáveis, os lixos não tem o cuidado necessário, os bueiros recebem todo o tipo de dejetos. Os moradores organizados, Movimento Defenda São Paulo, Movimento Nossa São Paulo, tem realizado ações efetivas e eficientes, mas agora é hora de dar um grito de alerta. Os habitantes empresários, por exemplo, fábricas poluentes e construtoras dispostas a vender a alma ao demônio e, às vezes não entregar, precisam ser controlados. Os empresários de prestação de serviços, poderiam seguir o exemplo de Ricardo Semler, com horários alternativos e escritórios descentralizados, uma estratégia que pode aumentar a produtividade. À classe média em particular uma frase de Gilberto Dimenstein, em entrevista à Folha de São Paulo sobre o pedágio urbano: “Eu colocaria amanhã. Limita os carros na rua e arruma dinheiro para o transporte público. Cedo ou tarde será preciso brigar com a classe média” .

A Política é a mais difícil, embora com processo idêntico, ou seja, o interesse individual e eleitoreiro muitas vezes predomina. Entretanto, agora é preciso deixar de agir burocraticamente e administrar vaidades e soberba. Clóvis Rossi opina: “Nesses grandes momentos, tristes, mas grandes, não é exatamente o comportamento que se espera de quem se supõe que vai disputar uma eleição presidencial esgrimindo o bordão de gerente – e competente”.

Será que todos em São Paulo não percebem que emergência não é apenas para bombardeios, terremotos, furacões? Cidade alagada é também uma catástrofe. SOCORRO!

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: Não são meros detalhes

 

Grêmio 1 x 1 São Paulo
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

O olhar estalado do atacante Máxi Lopez na disputa de uma bola que saía pela lateral. Os dentes cerrados de Douglas Costa antes da cobrança de falta que resultaria no primeiro gol da partida. O soco com a mão direita sobre as veias do ante-braço esquerdo durante a comemoração de Rafael Marques que parecia sinalizar um pedido de perdão aos torcedores indignados com seus atos inconsequentes. Até mesmo as modificações do técnico Autuori que tirou o ala para atacar com dois e tirou o zagueiro para atacar com todos.

Podem parecer detalhes pequenos em uma partida de futebol na qual o Campeonato Brasileiro estava em jogo. Tenho certeza que sequer serão lembrados por meus colegas jornalistas.

Todos ressaltarão o empate do tricolor paulista que terminou o jogo com apenas oito jogadores em campo. Saudarão o fato de que o adversário dormirá na liderança do campeonato ao menos até o domingo. Alguns chamarão atenção para a imprudência dos expulsos que no fim das contas serviram para encobrir um penâlti, mais um vez, não sinalizado a nosso favor.

Os jornalistas esportivos irão preferir as estatísticas frias, na maioria das vezes sem sentido. Do alto de sua prepotência, farão projeções para as próximas rodadas se esquecendo que o craque da temporada foi o Imponderável da Silva.

Eu não sou um jornalista quando estou diante da televisão assistindo ao meu time do coração. Nunca pensei em sê-lo quando chorava sentado na arquibancada do estádio se esvaziando. Nem quero ser obrigado a agir desta maneira novamente como já fiz na reportagem de campo ou na narração da cabine anos atrás.

Assim, escrevo cada Avalanche com lágrima nos olhos, suado pelo sofrimento, rouco pelos gritos que sufoquei para não causar ainda mais espanto. E encontro em detalhes insignificantes para a maioria a motivação para me apaixonar ainda mais.

Sou um torcedor alucinado pelo time que aprendi a amar desde muito pequeno. Incapaz de ficar de mal com aqueles que vestem a sua camisa, mesmo que estes mereçam como há muito não mereciam. E como torcedor e como alucinado me dou o direito de escrever apenas sobre estes pequenos momentos que me emocionam.

Não quero vencer sempre, quero apenas acreditar que a vitória é possível.

Buracos da Cidade: Scrapbook

 

Bueiro da Sabes

Argentino e paulistano, Matias Vazquez cansou de apenas assistir aos buracos que surgem nas ruas de São Paulo. Decidiu montar um álbum de fotografias sobre o tema no Flickr e começou a coleção com os da rua João Moura com Atlântica, no Jardim Paulistano, em São Paulo, onde, recentemente, perdeu o para-choque do carro. Enquanto fotografava, conversou com um agente da CET que contou a ele que todo dia a subprefeitura de Pinheiros é informada da buraqueira e nada é feito. A situação teria piorado com a intervenção da Sabesp que após resolver um vazamento tapou o buraco com a cara do …. Sem ofensas.

Conte Sua História de São Paulo: Virou gente grande

 

Por Teresa Botton
Ouvinte-internauta

 

 

Nasci e fui criada em S. Paulo Eu me sinto muito paulistana, e gosto disto. Lembro-me que quando criança, meu avô me levava até a praça da República para ver os patos. Naquela época, a praça era linda, limpa, cheia de árvores, gostosa, as pessoas bem arrumadas passeavam por lá, e os fotógrafos lambe-lambe tiravam fotos.

 

Eram passeios muito gostosos, lembranças agradáveis.

 

As casas de chá, o Fasano, na Barão de Itapetininga. Não me esqueço que uma vez uma prima fez o aniversário lá. Cada coisa mais gostosa que a outra.

 

E a Dulca ? Meus irmãos e eu adorávamos o “merengue” e o “cisne”. Além do que, nos aniversários o bolo era o mil folhas, todo coberto de açúcar de confeiteiro e quando o aniversariante assoprava a velinha, quem estivesse na frente tomava um banho de açúcar e ficava todo branco.

 

Tinha também o Mappin e a Clipper. A gente tirava o dia para fazer compras e ia para o salão de chá comer um misto quente e tomar um sundae ! Que glória!!

 

Sempre gostei de andar no centro.

 

Quando criança, ia ao dentista toda semana, na rua Quirino de Andrade. Eu adorava fazer o percurso a pé desde a Praça da República até lá. O movimento do centro, as lojas, tudo isto sempre me atraia. Gostava de entrar nas livrarias e ficar olhando os livros. Quando na faculdade tínhamos de comprar livros em espanhol, tipo obras completas do Freud, íamos a um importador na rua São Bento, que os vendia num bom preço e em três vezes. Ter que ir ao centro era uma excursão muito prazeirosa tanto para mim quanto para minhas amigas!

 

A gente sentia que estava fazendo turismo, e ia olhando tudo nas ruas: as pessoas, o movimento, as lojas, a paisagem, e, principalmente, a arquitetura. Ah, a arquitetura é o que mais me atraia!

 

Continuar lendo →

Inspeção veicular “tirou” 195 mil carros de São Paulo

 

A inspeção veicular em São Paulo teria resultado em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195 mil veículos, segundo dados da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, divulgado nesta quarta-feira. A informação faz parte de nota que comenta a decisão do Conama que tornou obrigatório o serviço em todas as cidades brasileiras. A ideia sempre foi defendida pela prefeitura de São Paulo através dos secretário do Verde Eduardo Jorge.

Confesso que ainda não havia me deparado com dados que mostrassem a eficiência do programa implantado há dois anos na capital paulista. Nesta quinta-feira, vamos tentar esclarecer um pouco mais estes números para entender que metodologia foi usada pela que a prefeitura bancasse esta informação.

Por enquanto, deixo registrado aqui a nota divulgada pela prefeitura e a opinião sobre a inspeção veicular obrigatória:

A Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, acompanhou o processo que levou à aprovação, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), da extensão do Programa de Inspeção Veicular com abrangência nacional. A experiência de São Paulo foi base para a aprovação da nova resolução, fixando os novos parâmetros para a inspeção nacional.

Se em 2009, com a frota inspecionada o controle resultou em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195.000 veículos, com os novos limites o ganho ambiental será ainda maior.

O Programa de Inspeção Veicular Ambiental da Cidade de São Paulo realizou desde seu início 1.123.117 inspeções, com uma média de 7 mil inspeções diárias. O Programa foi sendo implantado gradualmente: iniciou-se em 2008 tendo como frota alvo os veículos a diesel registrados na cidade; em 2009 ampliou a frota, incluindo todas as motos e parte dos automóveis e, em 2010, atingirá toda a frota registrada na cidade, como já havia sido divulgado na portaria 126/2009.

A adesão ao programa registra índices por final de placa de 80%, no caso dos automóveis de passeio, e este percentual chega a 100% após a data limite; 23% no caso das motos, chegando a 37% após a data limite; 35% no caso do diesel leve, chegando a 50% após a data limite; 60% no caso dos ônibus, chegando a 75% após a data limite. O calendário 2009 para caminhões foi iniciado em julho deste ano para final de placa 1 e 2, cujo prazo limite expirou em setembro. 30,97% da frota realizou inspeção até a data limite.

Foram realizadas até o momento 24 blitze de trânsito com a Polícia Militar, específicas para a inspeção veicular, nas quais foram abordados 558 veículos e autuados 127 veículos. As blitze continuam diariamente.

Nos dois primeiros anos, a Inspeção teve caráter educativo, para que os paulistanos se adaptassem com a nova rotina. Quem não realizar a inspeção tem seu licenciamento bloqueado e está sujeito a multa de R$ 550,00.

Pontes interditadas: São Paulo não precisava disso

 

Obras na Marginal Tietê

A partir de amanhã, os motoristas que precisam passar pela Marginal Tietê enfrentarão sérios problemas de congestionamento com a interdição parcial de três pontes, intervenção necessárias para execução da obra de ampliação da via. Em novembro, mais duas pontes terão trânsito restrito. Para o urbanista e arquiteto Cândido Malta a cidade não tinha necessidade de enfrentar este transtorno, pois a ampliação da Marginal, além de gastar mais de R$ 1,5, não irá beneficiar o fluxo de tráfego na região.

Ouça a entrevista do urbanista Cândido Malta, ao CBN SP

O CBN São Paulo tentou conversar com a Dersa e a CET durante toda a manhã desta segunda-feira. Aliás, no sábado já havia convidado algum representante da empresa responsável pela obra na Marginal. Apesar da entrevista com a Dersa estar marcada para às 11 da manhã, a empresa disse que não poderia mais falar devido a outros compromissos.

Em relação a Companhia de Engenharia de Tráfego, de quem se pretendia apenas orientação de trânsito de como os motoristas deveriam se comportar a partir de amanhã, a informação foi de que somente o secretário municipal dos Transportes Alexandre de Morais poderia conceder entrevista sobre o assunto. Como, porém, estava ocupado nesta manhã, ninguém, da CET falaria.

Historicamente, coube ao ocupante da secretaria e da presidência da CET – funções exercidas por Morais, que também é secretário municipal de Serviços – falar da parte administrativa, ficando as orientações de trânsito e explicações sobre operações especiais aos técnicos. Mas parece que o atual secretário não confia em seus subordinados.

Prestação de serviço

As três pontes que serão interditadas parcialmente nesta segunda-feira, às 11 da noite:

Ponte da Freguesia do Ó

centro-bairro: primeira faixa à direita interditada
bairro-centro: primeira faixa à direita interditada

Ponte da Casa Verde

centro-bairro: última faixa à esquerda interditada
bairro-centro: sem interdição

Ponte Jânio Quadros

centro-bairro: interdição total
bairro-centro: sem interdição

As pontes do Limão e das Bandeiras serão interditadas, em novembro.

Lei paulista não pode virar outdoor político, diz Greenpeace

 

São Paulo não pode fazer da lei estadual de mudança climática um “direito ambiental de outdoor”, que sirva apenas para políticos apresentarem em praça pública seus feitos sem que as medidas surtam efeito. É o alerta do Greenpeace que elogia a aprovação da legislação paulista que prevê corte de até 20% das emissões de gases estufa até 2010, mas critica o fato de o Governo do Estado não ter tido a preocupação de criar um fundo de recursos que apóie a adaptação do setor produtivo às novas regras. Para Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas da organização, o fundo estava previsto inicialmente mas foi retirado da lei por imposição da Secretaria Estadual da Fazenda.

Aliás, se você ouvir a entrevista do secretário do Meio Ambiente Francisco Graziano, no post anterior, entenderá porque o Governo de São Paulo vai sugerir que o dinheiro arrecadado com a extração de petróleo no pré-sal tenha parcela destinada ao desenvolvimento de tecnologias renováveis, no Estado.

Ouça a entrevista com Sérgio Leitão, do Greenpeace