Por Teresa Botton
Ouvinte-internauta
Nasci e fui criada em S. Paulo Eu me sinto muito paulistana, e gosto disto. Lembro-me que quando criança, meu avô me levava até a praça da República para ver os patos. Naquela época, a praça era linda, limpa, cheia de árvores, gostosa, as pessoas bem arrumadas passeavam por lá, e os fotógrafos lambe-lambe tiravam fotos.
Eram passeios muito gostosos, lembranças agradáveis.
As casas de chá, o Fasano, na Barão de Itapetininga. Não me esqueço que uma vez uma prima fez o aniversário lá. Cada coisa mais gostosa que a outra.
E a Dulca ? Meus irmãos e eu adorávamos o “merengue” e o “cisne”. Além do que, nos aniversários o bolo era o mil folhas, todo coberto de açúcar de confeiteiro e quando o aniversariante assoprava a velinha, quem estivesse na frente tomava um banho de açúcar e ficava todo branco.
Tinha também o Mappin e a Clipper. A gente tirava o dia para fazer compras e ia para o salão de chá comer um misto quente e tomar um sundae ! Que glória!!
Sempre gostei de andar no centro.
Quando criança, ia ao dentista toda semana, na rua Quirino de Andrade. Eu adorava fazer o percurso a pé desde a Praça da República até lá. O movimento do centro, as lojas, tudo isto sempre me atraia. Gostava de entrar nas livrarias e ficar olhando os livros. Quando na faculdade tínhamos de comprar livros em espanhol, tipo obras completas do Freud, íamos a um importador na rua São Bento, que os vendia num bom preço e em três vezes. Ter que ir ao centro era uma excursão muito prazeirosa tanto para mim quanto para minhas amigas!
A gente sentia que estava fazendo turismo, e ia olhando tudo nas ruas: as pessoas, o movimento, as lojas, a paisagem, e, principalmente, a arquitetura. Ah, a arquitetura é o que mais me atraia!







