Conte Sua História de SP: na placa tinha meu nome e o caminho para o trabalho

 

Carlos Sereno nasceu em Santo André, SP, em 1947. Filho de pais espanhóis é fruto do segundo casamento de seu pai. Cresceu no bairro Vila Metalúrgica, onde brincava de jogar futebol com os amigos nos terrenos baldios. Passou por vários empregos e, depois de casado, voltou a estudar, terminando a faculdade de Educação Artística. Começou a trabalhar como voluntário na Associação “Viva e Deixe Viver”, contando histórias para crianças em hospitais de São Paulo. É professor de artes no ensino fundamental.

 

Em depoimento ao Museu da Pessoa, Carlos lembra como o pai o ajudou a encontrar o primeiro emprego na empresa de engenharia e arquitetura na qual ele já trabalhava. Carlinhos tinha apenas 12 anos:

 

 

Carlos Sereno é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O depoimento foi gravado pelo Museu da Pessoa, onde você também pode deixar registrada a sua memória. Marque entrevista em áudio e vídeo pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.com.br. Ou mande suas lembranças da nossa cidade em texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Marcelo Forma da ICTS fala de gestão de risco e combate à corrupção

 

 

As empresas precisam ter certeza de que práticas de prevenção de risco e ética organizacional estejam impregnadas no dia a dia das pessoas nas relações com seu trabalho, fornecedores, clientes e as diferentes comunidades com as quais interage. O alerta é do sócio-diretor da ICTS Marcelo Forma em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. A lei anticorrupção que entrou em vigor no início do ano e permite que as punições por desvios de conduta tenham como alvo a própria empresa e não apenas seus gestores tem mudado o comportamento das corporações e levado a investimentos na área de compliance. Forma explica quais as estratégias que precisam ser adotadas para prevenir fraudes e construir uma cultura ética no ambiente de trabalho.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN (www.cbn.com.br) com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Com o sapato errado, no lugar errado, mas com a camisa certa

 

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Confesso que foi a camisa do Grêmio, vestida pelo rapaz que faz pose diante da Baia de Guanabara, que primeiro me chamou atenção na reportagem publicada no site da NPR – a rede de rádios públicas dos Estados Unidos, que ouço quase que diariamente pelo aplicativo no meu celular. O interesse tricolor me levou, porém, para uma história bastante curiosa protagonizada pelo estudante Robert Snyder, que faz doutorado em epidemiologia, na Universidade da California, e esteve por seis vezes no Brasil, algumas para se divertir e outras para pesquisar como doenças afetam algumas das comunidades mais pobres.

 

Entrevistado pela jornalista Linda Poon, que relata histórias de vida que mudam o mundo, Snyder lembra do dia em que estava no lugar errado, na hora errada e, descobriu mais tarde, com o sapato errado. Ele conta que foi assaltado por um casal de crianças durante passeio domingo à noite, no Rio de Janeiro, que o ameaçou com uma faca e levou carteira, dinheiro e celular. Foi ao posto de polícia mais próximo, mas pediram para ele atravessar a cidade onde havia uma delegacia especializada em turistas, onde ouviu a recomendação de uma policial que o atendeu: “na próxima vez dá um soco na cara dele”.

 

O que mais impressionou o estudante americano, porém, foi o motivo que o teria tornado alvo dos assaltantes: o calçado. Descobriu que para ter um pouco mais de tranquilidade nos passeios deveria usar as tradicionais sandálias Havaianas em lugar do seu tamanco de plástico Birkenstock: quando você não está vestindo uma Havaiana, especialmente no Rio, as pessoas logo sabem que você não é de lá – disse à repórter. O mais irônico é que ao ser assaltado, Snyder contribuiu para as estatísticas que fazem parte de sua pesquisa, pois violência, assalto e homicídio têm sério impacto sobre a saúde pública de uma comunidade e são motivos de análise no estudo.

 

Apesar do assalto, Snyder dá sinais de que gosta de estar por aqui. Nas favelas em que realiza seu trabalho, aprendeu que estes não são locais homogêneos como costumava pensar à distância, e encontram-se muitas pessoas felizes e orgulhosas da vida que tem: “há uma ideia de capital social, as pessoas se dão muito bem e cuidam uma das outras”.

 

Destaca para a repórter que a palavra que todos que vão para o Brasil devem saber é saudade que não tem uma boa tradução para o inglês mas descreve o sentimento de quem se preocupa com você ou seu país. Brinca ao dizer que dos Estados Unidos tem saudade da manteiga de amendoim que quase não encontra por aqui e quando encontra é muito cara, por isso sempre que retorna para lá faz estoques extras para a viagem.

 

A repórter pede uma recomendação aos turistas que pretendem visitar o Brasil: compre uma Havaiana e você vai ser capaz de se misturar com as pessoas.

 

Pela bela camisa que está vestindo, percebe-se que Snyder está por dentro das boas coisas que o Brasil tem.

 

Leia a reportagem completa no site da NPR

Queimando as pestanas para entender algumas coisas

 

Por Milton Ferretti Jung

 

O meu neto Gregório já está fazendo vestibulares. O plural está de bom tamanho. Afinal,estudioso como o seu avô não foi,confesso lisamente,Greg não se contenta em queimar as pestanas com um único exame. Os mais jovens,provavelmente,não sabem o que significa a expressão que,por ser um velho senhor, estou liberado para usar o termo. O significado da junção dessas duas palavras – queimar as pestanas – é algo muito antigo. Ocorre que começou a ser usada quando ainda não se dispunha de energia elétrica e os estudantes da época eram obrigados, com bem se pode imaginar,a ler as matérias prescritas pelos mestres à luz de velas ou lampiões e se dizia,meio que forçando a barra, que queimavam os olhos.

 

Não estranhem,gosto muito dos adágios e,por isso,volta e meia, lembro de um que se encaixa no meu texto. Na última quinta-feira,escrevendo sobre o absurdo que seria trazer PMs do Interior para ajudar no policiamento de Porto Alegre,repetindo o que haviam feito durante a Copa do Mundo,disse que estavam, mais uma vez, despindo um santo para vestir outro. Esperava,voltando ao início desta postagem, que o Gregório, bem mais alto que o pai dele,que jogou basquete, do juvenil ao adulto,no Grêmio,pudesse aproveitar a sua estatura e,no mínimo,tornar-se um respeitável ala. Entretanto – e aí vai mais um provérbio – o segundo em idade dos meus netos vai seguir a carreira do pai dele e a minha. Vão dizer que a laranja não cai longe do galho. Sei – e sinto muito – que frustrei o desejo do seu Aldo,meu pai. Queria ver-me advogado. E não foi por falta de esforço dele que acabei me apaixonando pelos microfones. Não sei se ficou feliz ao me ouvir nas duas únicas rádios em que trabalhei,mas acho, pelo menos,se conformou. Fico torcendo para que o Fernando que,com a Vivi,mora em Porto Alegre,faça uma boa escolha quando chegar a hora do seu vestibular. Já mostrou que é um estudante caprichoso e isso é meio caminho andado.

 

Ao lembrar como precisavam estudar à luz de velas e lampiões os estudantes de antanho sem sequer imaginarem que,um belo dia,alguém inventaria o computador e,daí para a frente,uma série de outras tecnologias que facilitariam hoje a vida deles,duvido que não pensassem serem essas benesses coisas de livro de ficção científica. Agora,lamentavelmente,as grandes invenções do homem,dependendo dos interesses dos que nos governam,servem não para facilitar a vida das pessoas. Basta que se dê uma lida nos jornais dessa terça-feira que “o governo estadual decide adiar tarifaço da CEEE na conta de luz. Por quê? Porque um aumento agora poderia prejudicar os que desejam ser eleitos neste domingo.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: nossa hora está chegando

 

Grêmio 1 x 0 Figueirense
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Barcos chega a marca simbólica dos 28 gols ao decidir a partida desta noite na cobrança de pênalti. Foi a meta que ele se propôs ano passado, registrada no número da camisa, mas que só foi alcançada nesta temporada. É o nosso goleador e um dos maiores goleadores do futebol brasileiro na atualidade. Joga sempre no sacrifício, quase isolado, a espera de bolas que poucas vezes chegam redonda aos seus pés. Os zagueiros, no cumprimento de suas funções, são implacáveis com ele. Apanha por trás, por baixo e por cima. Não bastasse o que sofre lá na frente, é constante sua presença na nossa defesa. Hoje, salvou ao menos dois cruzamentos na nossa área. E, com a personalidade que lhe é comum, cobrou pênalti da maneira clássica: chute forte e no alto, sem qualquer possibilidade de o goleiro esboçar defesa. Cumpriu seu papel.

 

 

Peço perdão a Barcos, porém. Em data tão significativa para nosso atacante, vou dividir a dedicatória desta Avalanche com outro gremista que há algum tempo merece toda nossa reverência. Refiro-me a Marcelo Grohe que a cada partida revela-se maior, seja por defesas espetaculares, como as feitas em jogos passados, seja pela segurança que transmite, como na noite desta quarta-feira. Em jogo no qual a atuação do time foi mediana, Grohe se sobressaiu. As bolas lançadas para a área, os cruzamentos que se aproximavam do nosso gol e os chutes de longa e média distância desferidos pelos atacantes adversários tinham um só destino: as mãos de Grohe. Por cima, por baixo e por todos os lados. Só dava ele. E, foi o que percebi assistindo à partida pela televisão, o torcedor no estádio reconheceu seu talento ao comemorar cada intervenção de nosso goleiro como se fosse uma conquista.

 

No fim e ao cabo, o fato de o Grêmio estar rondando o G4 a pelo menos 13 rodadas deste campeonato, tem muito a ver com o desempenho desses dois talentos. Barcos, que fez mais da metade dos nossos gols na competição (13 de 25), e Marcelo Grohe, que comanda a defesa menos vazada do Brasileiro (levamos apenas 17 gols até aqui). Tem a ver com eles e com Luis Felipe Scolari que, independentemente de todas as críticas que ouça, construiu um time do tamanho do elenco que tem em mãos e cultiva uma paciência impressionante. Felipão nos faz jogar sempre no limite. Vem cozinhando os adversários rodada após rodada. Muitas vezes nos causando incômodo, desconformidade, mas convicto de que o bote para o G4 tem de ser definitivo, na hora certa. E a hora está chegando (tua batata tá assando).

Virada à paulista: de Getúlio a Aécio

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os votos paulistas no primeiro turno das eleições, pela expressividade do estado e pela concentração da votação contra o PT, tem sido um dos temas prediletos de jornalistas e analistas políticos.

 

O colégio eleitoral de São Paulo, que representa mais de 22% do total nacional, deu a Aécio 42% de votos e 25% a Dilma. Ou seja, 10,1 milhões contra 5,9 milhões. Reelegeu Alckmin com 57%, enquanto Serra interrompeu os 24 anos de Senado de Suplicy. Além disso, na Assembleia Legislativa, o PT passou de 24 para 14 deputados, e o PSDB manteve os 22, contribuindo para que a oposição ficasse com apenas 21% dos deputados e operacionalmente impotente.

 

Para esta rejeição, talvez, mais do que uma explicação, São Paulo tem uma vocação, que é a de viradas contundentes. Ora aposta em obras e elege Maluf, com a ilusão de petróleo, de fechar rios com avenidas, ou, em administrações equilibradas como as de Jânio Quadros, Carvalho Pinto e Franco Montoro.

 

Nesse aspecto, historicamente a relação mais intensa e dissonante foi com Getúlio Vargas. Em 1932 a revolução constitucionalista deixou marcas nas famílias paulistas, ao perderem filhos e maridos, em luta contra o golpe de Vargas. Anos mais tarde, em 1950, Getúlio retorna ao poder pelo voto democrático com apoio paulista. Virada e tanta, mas certamente ocasionada pela nova classe de trabalhadores que começava a surgir na indústria que se desenvolvia.

 

A virada de agora também pode estar sendo exercida pela nova classe de trabalhadores. Predominantemente urbanos, da área de serviços e mais instruídos.

 

Conjecturas a parte, São Paulo não tem nenhum logradouro com o nome de Vargas. O 9 de julho não foi esquecido.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Para ter bons hábitos, exercite-os e seja persistente

 

Mãos unidas

 

As academias de ginástica têm cadastros cheios de clientes que jamais usufruíram de suas dependências ou as frequentaram tão poucas vezes que sequer perceberam as vantagens que a atividade física pode lhes oferecer. Inscrições feitas na segunda-feira e no fim das férias são comuns, a medida que as pessoas sempre parecem mais motivadas a mudar seus hábitos. Em levantamento feito em uma das maiores unidades de São Paulo soube-se que dos 1.300 inscritos apenas 300 passam por lá três vezes por semana.

 

Pesquisa da Associação Brasileira de Academias identificou que aqueles que ultrapassam a barreira dos dois meses tendem a manter-se ativos – infelizmente apenas 1/3 tem esta persistência. O fato se explica, também, através de trabalhos desenvolvidos pela USP que identificaram como o corpo se molda a novos padrões de atividade e alimentação. São necessários de 70 a 90 dias para você adquirir um hábito, levando em consideração a repetição de comportamento de cinco a seis dias por semana.

 

Uma universidade de Londres encontrou resultados semelhantes ao analisar 96 pessoas que foram desafiadas a escolher um comportamento diário para transformá-lo em costume. A maioria preferiu introduzir no seu cotidiano atividades relacionadas à saúde, por exemplo comer uma fruta nas refeições. Após coletar informações durante quase três meses, constatou-se que, em média, foram necessários 66 dias para formar um hábito, tempo que variava de acordo com a complexidade da atividade. Curiosamente, o participante que optou por fazer exercícios físicos pela manhã não conseguiu criar o costume mesmo após encerrado o prazo dos testes.

 

Dito isso, o que nos resta para criar bons hábitos? Incluí-los no nosso dia-a-dia, sermos persistentes e, após cerca de dois meses, torná-los um costume. Ressalte-se: use a fórmula apenas para bons hábitos.

A foto deste post é do álbum de Fabiane Secomandi, no Flickr, compartilhada com licença de creative commons

Avalanche Tricolor: um jogo sob o impacto da cintilação ionosférica

 

Goiás 0 x 0 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Serra Dourada (GO)

 

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O futebol é rico em expressões que tentam explicar o que acontece dentro de campo; claro que nessa diversidade há exageros e distorções. Durante muito tempo, se dizia do time que estava perdendo o jogo que teria de correr atrás do prejuízo. Parece que hoje estamos todos convencidos de que o objetivo mesmo é correr em busca do sucesso. Deixe o prejuízo para trás.

 

Acho curioso, também, quando comentaristas falam que o time joga por apenas uma bola, como se isto não fosse uma imposição da regra. Nesse caso, porém, justifica-se: a equipe mantém o jogo em banho-maria (e eis mais uma dessas expressões) a espera de um contra-ataque ou uma bola lançada para dentro da área adversária.

 

Com isso, lembro de outra expressão comum, que por muito tempo identificava o time do Grêmio: é forte na bola parada. É usada para times que fazem gols de escanteio ou falta. Tenho saudades de um gol assim, ultimamente está difícil até acertar cobrança de escanteio (não é, Fernandinho?). Acabo de lembrar de mais uma: joga com o regulamento embaixo do braço, que serve mais para as competições mata-mata. Já fomos bons nisso, também.

 

Para não cansar o caro e raro leitor desta Avalanche, registro a última: joga no erro do adversário. Serve para quem abre mão da posse de bola, marca forte e fica a espera do passe ou lançamento errado do time oposto.

 

A despeito da falta de graça e emoção da partida de sábado à noite, no Serra Dourada, fui surpreendido ao ser apresentado a outra expressão que não sabia ter relação com o futebol: cintilação ionosférica. Foi Milton Leite da Sport TV, narrador de primeira, quem a usou para explicar – não um fenômeno esportivo – os problemas no sinal de transmissão da partida. A imagem travava e impedia que soubéssemos como seria a conclusão da jogada, apesar de que pelo andar da carruagem já não esperava grande coisa mesmo.

 

A ionosfera, camada que está de 50 até cerca de 1.000 quilômetros de altitude, ajuda nas transmissões a longa distância. É uma espécie de espelho que reflete o sinal das rádios de ondas curtas e, no passado, por exemplo, permitia que ouvíssemos emissoras de outros continentes nos famosos Transglobe. Nela também são refletidas as ondas de televisão e o sinal de GPS. O espelho às vezes causa distorções, produzidas por irregularidades na distribuição de életrons (não se perca nos detalhes), especialmente entre o pôr do sol e à meia-noite, em regiões de baixa latitude, como o Brasil. Situação que piora com os períodos de máxima atividade solar.

 

Como se vê nem tudo que cintila é ouro, e esta cintilação, além de ter prejudicado a transmissão da TV, pelo visto, influenciou o desempenho do nosso time que, assustado com o calor de 34º e umidade relativa do ar em 11%, apesar do anoitecer, fez questão de jogar com o pé no freio. Havia momentos em que antes de a bola chegar, nossos jogadores já posicionavam o corpo para passá-la para trás. Quando alguém arriscava correr, terminava o lance extasiado. Verdade que alguns dos nossos craques, como Luan, sempre parecem jogar cansados. Aliás, porque ele faz tantos gols com a camisa da seleção e não repete este desempenho com a do Grêmio? Marcelo Grohe com seu mal-estar foi o personagem do jogo, seja por refletir fisicamente o que todos pareciam sentir, o que o levou a ser substituído, seja pela defesa precisa (e sortuda) que fez em contra-ataque inimigo.

 

Tinha a expectativa que, em Goiânia, recuperaríamos os pontos perdidos no jogo anterior, em São Paulo, o que nos colocaria dentro do G4. Parece-me, porém, que o desempenho que tivemos atendeu a estratégia combinada no vestiário, haja vista que sequer tentamos substituir jogadores com o intuito de dar mais dinamismo na partida. O entra e sai foi apenas para fazer mais do mesmo. Nossos comandantes têm mais paciência do que eu. E talvez estivessem cientes do risco que corríamos frente a cintilação ionosférica.

 

Que nos próximos e finais compromissos deste Brasileiro o fenômeno não volte a prejudicar o sinal da TV nem a vontade de jogar do nosso time.

De Eleição e Lexigrama

 

Por Maria Lucia Solla

 

Olá, a poucos dias da eleição, reli por curiosidade os Lexigramas dos nomes dos candidatos à Presidência deste país, em textos que escrevi recentemente, e que foram postados aqui no blog do Mílton Jung.

 

O Lexigrama de Eduardo Campos trazia, entre tantas outras, esta frase:

 

‘Caros compadres e caras comadres, eu sou Eduardo Campos, marcado por carma para mudar a roda do poder e curar a seca do Ceará com pedra e suor, mas sem dor e sem medo.’

 

Certamente mudou a roda do poder.
Mas tem também:

 

‘Sou marcado com o dedo de Deus e de S. Amaro…’

 

Eduardo Campos faleceu na Ilha de Santo Amaro, e foi enterrado no Cemitério de Santo Amaro.

 

Outro pedacinho de frase:

 

…de mãos dadas com Deus.

 

Quanto aos dois candidatos atuais à Presidência deste país, leia você, “caro e raro” leitor,” os textos postados anteriormente, dos candidatos Aécio Neves e Dilma Rousseff, e vote bem, porque eu vou.

 

Lexigrama de Dilma Roussef x Lexigrama de Aécio Neves

 

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Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Adriana Auriemo, da Nutty Bavarian, e o sabor de uma boa franquia

 

 

“Tem de saber lidar com pessoas, tem de saber motivar, tem que ser engajado com negócio; o franqueado tem de saber que ele, embora seja dono do negócio tem algumas regras para seguir”. O alerta é da empresária Adriana Auriemo, sócia-diretora da Nutty Bavarian, que produz e vende produtos como castanhas, amêndoas e macadâmias, em quiosques espalhados por mais de 100 pontos no Brasil. Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Auriemo também conta como a marca se desenvolveu no país e as mudanças estratégicas que foram realizadas no negócio que começou, originalmente, nos Estados Unidos.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site CBN.com.br e os ouvintes-internautas podem participar pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Produzem o Jornal da CBN Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Ernesto Foschi​