Avalanche Tricolor: não perdemos nada, ou quase

 

São Paulo 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

 

Há certas amizades que conservamos para a vida e quando estes amigos querem estar ao nosso lado jamais devemos rejeitar o convite. Foi o que aconteceu neste fim de semana no qual um casal de amigos nos proporcionou momentos bastante agradáveis distante da capital paulista, o que nos impediu de estar no Morumbi, na noite de sábado. Eles não tinham obrigação de olhar a tabela do Campeonato Brasileiro nem nós de usá-la como desculpa e desperdiçar o convite que nos fizeram. Existem chances que não podemos perder de jeito nenhum na vida. E nós não a perdemos por completo. Até porque tive a oportunidade de assistir ao jogo pela televisão e acompanhado por bons copos de vinho, fator que deve ter amenizado o impacto do resultado final.

 

Tivemos a chance, e agora me refiro ao Grêmio, não mais ao prazer da companhia dos amigos, de terminar a sétima rodada do Campeonato Brasileiro como líder absoluto. No mínimo, como gostam de escrever alguns colegas do jornalismo esportivo, nós tivemos a oportunidade de dormir na liderança, expressão com a qual não concordo, pois quem dorme no ponto acaba sendo surpreendido, portanto o melhor é estar sempre à frente e atento, especialmente em competição tão equilibrada. Logo no começo, sabendo da parada que teremos na nona rodada, devido aos jogos da Copa do Mundo, cheguei a expressar aos mais próximos que o ideal era terminar esta etapa como líder ou, sem muita pretensão, no grupo dos quatro melhores. Isto certamente daria tranquilidade para Enderson Moreira encaixar melhor as peças no time, testar alternativas táticas e retomar o bom desempenho do início do ano quando arrasamos na primeira fase da Libertadores e passamos fácil até as finais do Campeonato Gaúcho. Houve uma queda de produção evidente e alguns jogadores que estavam se sobressaindo naqueles momentos quase desapareceram, incluo na lista nossa maior esperança de talento, Luan, que, parece, voltou a jogar bem ao vestir a camisa da seleção brasileira. Que seu bom futebol esteja na bagagem quando retornar ao Grêmio.

 

Ainda não jogamos fora a oportunidade de chegar à parada do Mundial em boa posição na tabela, independentemente da derrota de sábado e dos resultados paralelos deste domingo. Com seis pontos nas duas próximas partidas, quarta-feira à noite, contra o Sport, em Recife, e no domingo seguinte, contra o Palmeiras, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, ficaríamos em lugar privilegiado, com certeza. E o tempo necessário para ajeitar o time, voltar a atacar mais, chutar mais e marcar (gols) mais seria mais bem aproveitado. Ou seja, se não levarmos em consideração a atuação de alguns dos nossos na noite de sábado, o placar não chega a ser uma desgraça, pois muita gente grande vai deixar pontos no Morumbi e o próprio São Paulo desperdiçará os seus pelo caminho.

 

Não perdemos nada neste sábado; nem o Grêmio por tudo que ainda vem pela frente; nem eu que tive o resultado consolado por excelentes amigos e bom vinho. Agora, como escrevi no primeiro parágrafo desta Avalanche: existem chances que não podemos perder de jeito nenhum na vida. Não é mesmo, Barcos!?

 

(Atualizado na segunda, 6h45)

 

PS1: e após a rodada completa vê-se que o estrago foi pequeno mesmo e lá estamos nós no G4.

 

PS2: hoje, gravo Bola da Vez, na ESPN, com nosso atacante Barcos. O que você acha que eu vou perguntar para ele?

 

A foto desta Avalanche é do site Gremio.net

Mundo Corporativo: presidente da Avianca fala da aviação em tempo de Copa

 

 

Com aviões mais confortáveis e a retomada do serviço de alimentação a bordo, a Avianca Brasil conseguiu se recuperar de uma forte crise que enfrentou há pouco mais de cinco anos. Hoje, a empresa tem 41 aparelhos, voa para 22 cidades brasileiras e se prepara para o desafio que serão as operações aéreas no período da Copa do Mundo, Nesta entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, o presidente da Avianca Brasil José Efromovich fala da infraestrutura dos aeroportos e analisa o futuro do mercado de aviação.

 

Você participa do Mundo Corporativo assistindo ao programa, ao vivo, às quartas-feiras, a partir das 11 horas, no site da Rádio CBN (www.cbn.com.br), e enviando perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábado no Jornal da CBN.

Instagram é o preferido das marcas de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A presença de marcas de luxo no mundo online é cada vez mais notória. Em geral, boa parte delas mantém espaço oficial em redes como Facebook, Pinterest, Twitter e Instagram. Este último tem sido o preferido pelas marcas, segundo estudo da empresa americana de inovação digital L2 Think Tank. A pesquisa mostra que 93% das marcas de luxo estão no Instagram, o que representa crescimento de 30% se compararmos a julho do ano passado. Com 150 milhões de usuários ativos, e apesar de ter apenas 10% do tamanho do Facebook (que o adquiriu há 2 anos), o Instagram apresenta 15 vezes mais engajamento entre os usuários que o Facebook. De acordo com o estudo da L2, um dos motivos desse impacto é o envolvimento intenso que têm os fãs do Instagram: eles gastam 275 minutos por mês em média no Instagram e 57% dos usuários interagem com a plataforma diariamente.

 

No segmento do luxo, varejo e moda dominam a presença no Instagram. Marcas internacionais como Louis Vuitton, Burberry e Tiffany&Co.  já possuem mais de 1 milhão de seguidores. É importante ressaltar a importância de uma seletiva gestão das marcas na rede, fazer uma gestão digital compatível com o DNA da marca e seu público alvo. Pode-se investir na rede focando produtos e serviço, além de ser um espaço institucional. Em casos especias até mesmo trabalhar com vendas.

 

 

No dia a dia do Instagram, as marcas de moda, por exemplo, apostam na divulgação de suas coleções, eventos e, principalmente, na associação de seus nomes de prestigio, como a estilista Martha Medeiros que dedica boa parte de seu Instagram a fotos de personalidades com seus vestidos em eventos cobiçados.

 

Vale lembrar a importância do criador de uma marca de luxo, seja para o marketing online ou offline. A brasileira Thelure também está fortemente presente na rede e tem como aliadas suas criadoras, Stella Jacintho e Luciana Faria, que participam ativamente com seu instagram pessoal e nos eventos que envolvem a marca. Esse network do criador é uma das estratégias de gestão sofisticada de  marca de luxo online. A multimarcas Gaoli, especializada em moda beach couture também é um exemplo interessante: suas postagens sempre tem foco em produtos com edição limitada e ensaios de revistas com modelos utilizando suas cobiçadas peças, tudo sempre acompanhado a dedo pelos sócios Julia e Emanuel Galindo.

 

O segmento de turismo de luxo também mostra uma presença crescente na rede. Redes hoteleiras como Hyatt, St. Regis, Taj Hotels, Four Seasons e The Ritz-Carlton estão presentes no Instagram e algumas delas interagem com o consumidor, reproduzindo fotos de experiências de seus hospedes em hotéis das redes.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: até a pé nós iremos a caminho da liderança

 

Grêmio 2 x 1 Botafogo
Brasileiro – Alfredo Jaconi/Caxias (RS)

 

 

Chegamos ao terceiro dia de turbulência em São Paulo provocada por desentendimento entre sindicalistas que pararam boa parte do transporte de ônibus na capital e, de forma brutal, abandonaram os passageiros no meio do caminho. Aparentemente, os grevistas perderam força nesta quinta-feira e o sistema talvez volte a funcionar no restante do dia. Como da cabeça desta turma não se sabe o que pode sair, é bom ficar alerta no noticiário para que não sejamos surpreendidos mais uma vez. Foi triste acompanhar pessoas humildes sendo obrigadas a caminhar por horas para chegar no trabalho ou voltar para casa devido a falta de ônibus. Em alguns bairros os pedestres pareciam estar em procissão, todos seguindo o mesmo passo em busca de um destino. Imagino que não tenha sido esta cena que motivou o desproposital comentário do ex-presidente Lula de que o brasileiro está acostumado a andar a pé e este negócio de metrô na porta do estádio é babaquice, expressão usada em conversa pública com amigos. Ninguém pede estação na porta do estádio, consta que nem é recomendável, mas é prudente que se tenha meio de transporte capaz de atender a grande demanda de torcedores que costumam assistir aos jogos de futebol.

 

É provável que você já tenha lido a história que vem a seguir, mas a reproduzo aqui na Avalanche porque é o gancho que precisava para desviar este texto para as coisas do meu Grêmio. Foi no restaurante Copacabana, no bairro da Cidade Baixa, e inspirado na devoção dos torcedores que não se intimidaram com a greve de bondes, em 1953, e seguiram a pé ao estádio da Baixada do Moinhos de Vento para assistir ao jogo de seu time do coração que Lupicínio Rodrigues compôs o mais conhecido verso do hino gremista: “até a pé nós iremos, como o Grêmio onde o Grêmio estiver”. Desde aquela época, nossos torcedores não mediam esforços para apoiar a equipe e têm se consagrado por estar ao seu lado em qualquer situação. Diante desses fatos, o cansaço causado por dias de trabalho exaustivo e a obrigação de acordar ainda de madrugada para dar início à minha jornada, não seriam suficientes para justificar a ausência na partida da noite de ontem, em Caxias do Sul. Evidentemente que meus compromissos profissionais me impediriam de viajar até a cidade serrana, mas às 10 da noite lá estava eu, firme e forte (apesar de que com sono), diante da televisão. E não foram necessários mais de cinco minutos para perceber que o Grêmio me manteria acordado e sofrendo até a meia-noite. Esse foi o tempo para tomarmos o primeiro gol em jogada que até agora não entendi porque não foi interrompida com falta na intermediária, talvez respeito excessivo ao fato de seu protagonista ter jogado com a camisa do tricolor gaúcho.

 

Demoramos um pouco para entender que a virada no placar exigiria no mínimo chutes a gol. Durante parte do primeiro tempo nosso time não era capaz de encontrar espaço para tal e quando o encontrava desperdiçávamos com passes errados ou chutes desviados. De repente, com a torcida gritando no cangote, já que as arquibancadas do Alfredo Jaconi nos deixam próximos dos jogadores, de tanto insistir por um lado e pelo outro, na maioria das vezes no congestionado caminho do meio, a bola chegou a Barcos que a escorou para Rodriguinho chutar rente a grama e distante o suficiente para o goleiro adversário não alcançar. O gol de empate tirou a sonolência, minha e do jogo, e abriu a perspectiva de encerrarmos a rodada do Brasileiro muito próximo da liderança, meta que foi alcançada quando faltavam pouco mais de dez minutos para o fim da partida. As duas mudanças feitas pelo técnico Enderson Moreira deram resultado quase que imediato, pois Zé Roberto, que substituiu Ramiro, entregou a bola para Maxi Rodriguez, que entrara no lugar de Rodriguinho, marcar o gol da virada. O uruguaio chegou com velocidade, tirou os dois marcadores com um só drible e ajeitou a bola quase no ângulo. O gesto de comemoração deixou claro que ele estava incomodado com o burburinho da torcida devido ao baixo desempenho das últimas partidas. Que sempre responda jogando deste jeito.

 

Quanto a nós, torcedores: até a pé iremos a caminho da liderança.

Fifa quer proibir rádio de pilha em estádio da Copa

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Foi com surpresa que,na semana passada,recebi uma ligação de um moço da TV Record me perguntando se eu aceitaria conceder entrevista sobre assunto que provocou estranheza na mídia: a FIFA,uma dama que está mandando e desmandando nesta ano em que teremos a Copa do Mundo aqui em nosso país,resolveu proibir que torcedores ingressem nas Arenas,cujas construções custaram os olhos não só de uma,mas de várias caras,seja de estados,municípios e do próprio governo,portando rádios de pilha por menores que sejam. Demorei a acreditar que a entidade, que comanda o futebol mundial,se preocupasse com a presença de tão inocentes dispositivos,imaginando que possam ser mal usados,isto é,que sejam jogados para dentro dos gramados,tendo como alvo quem trabalha neles:árbitro,os seus auxiliares e jogadores. Os estádios recém inaugurados ou reinaugurados,caso do Gigante da Beira-Rio,não possuem mais alambrados.

 

Duvido que,em Porto Alegre,pelo menos,algum torcedor vá assistir a um dos cinco jogos que serão aqui realizados,disposto a atirar uma radiozinho em algum profissional que esteja nas proximidades ou dentro do campo de futebol. Imagino que essas partidas serão assistidas,principalmente,por torcedores da nacionalidade das seleções participantes. A minoria brasileira não teria razão para atirar qualquer objeto para dentro do gramado,eis que verá os jogos com sangue doce. Os estrangeiros,com certeza,sequer pretendem levar rádios de qualquer tamanho para os estádios. Afinal,não têm o hábito de portar esses aparelhos em estádios de futebol.Quem não vive sem rádio é o brasileiro,que se acostumou a ouvir as narrações,os comentários e as reportagens radiofônicas. Os radiozinhos,ainda por cima,estão perdendo o seu espaço, no bolso dos torcedores,para os telefones celulares. Esses,conforme informaram as concessionárias de telefonia móvel,estarão finalmente aptos para captar o som transmitidos pelas rádios,o que não era possível no Beira-Rio.

 

Não esqueço que na minha longa carreira de radialista,na qual atuei apenas em duas emissoras porto-alegrenses,somando 60 anos de trabalho,rádios de todas espécies,dos grandes aos de bolso,fizeram parte da minha vida. Nos estádios,tínhamos de ser caprichosos,eis que os nossos ouvintes,em boa parte,queriam que,no mínimo,não errássemos os nomes dos jogadores e gritássemos eventuais gols com total vibração,às vezes,com a voz distorcida pelo berro exagerado. Narrei o gol mil de Pelé,no Maracanã. Quando ele marcou,de pênalti,o estádio inteiro gritou enlouquecido e fez-me levantar demasiadamente a voz.Até hoje não gosto de ouvir a minha desafinada narração.

 

As narrações,no rádio,pautaram as que são feitas,hoje,nas televisões. Os que relatam os jogos parece que estão falando para quem não está na frente de um televisor FULL HD.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Absurdo: vereador quer comércio em área exclusivamente residencial

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

 

As ZERs Zonas exclusivamente residenciais, representadas por 55 entidades de moradores, tem se manifestado pela manutenção destas áreas estritamente como moradia. Por isso mesmo, foi com rejeição que verificaram emenda do vereador Ricardo Nunes do PMDB propondo comércio e serviços nestas regiões. Em função disso, um dos diretores do Defenda São Paulo, o administrador e músico Sergio Reze, nos procurou para contestar a ação do vereador, principalmente em relação à justificativa apresentada na emenda, quando o “nobre” legislador coloca:

 

“A apresentação dessa emenda pretende que o PDE Plano de Desenvolvimento Estratégico da cidade esteja em total acordo com a realidade de nossa metrópole mista, compacta e necessitada de pequenos comércios e serviços que melhorem a qualidade de vida dos moradores”.

 

Sergio Reze e todos os demais moradores das 55 entidades gostariam de saber de onde o “ilustre” vereador tirou esta afirmativa. Nos últimos dois meses, as 55 entidades de moradores apresentaram claramente manifestos, diretamente às autoridades municipais e publicamente defendendo a preservação destas áreas, bem como justificando as vantagens para a cidade como um todo. Ao mesmo tempo, Sergio Reze também informa ao “ilustre” vereador, que já existem nas áreas lindeiras às ZERs comércio e serviços. Outro ponto que os moradores gostariam sempre de lembrar, e neste caso especificamente ao legislador peemedebista, é que seria melhor se preocupar com os 96% do município, pois os bairros verdes ocupam apenas 3,94% da cidade.

 

Na verdade, preocupação mesmo deverá estar na pauta de hoje para os moradores preservacionistas, pois haverá audiência na Câmara Municipal para analisar mais de 400 emendas ao PDE.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: vitória em meio a chuva e o granizo

 

Grêmio 1 x 0 Fluminense
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

As dificuldades que a cidade de São Paulo tem enfrentado com a falta de água já são conhecidas nacionalmente. Choveu pouco durante os últimos meses e o governo do Estado não soube administrar a crise que provoca cortes no abastecimento – apesar de as autoridades jurarem de pés juntos que não existe racionamento -, deixa as torneiras secas e as pessoas preocupadas. Pois não é que depois de 32 dias sem chover com intensidade, alguns bairros da capital foram surpreendidos com um temporal, neste domingo? Não era apenas água e vento forte. Era granizo em quantidade suficiente para assustar a turma aqui de casa, de filhos a bichos de estimação. O asfalto foi tomado pelo branco, pedras enormes de gelo cobriram as ruas e o pátio das casas. Bastaram alguns minutos de chuva para perceber que os pedaços que despencavam do céu deixariam prejuízos aqui embaixo. Pelo que vi na vizinhança: vidraças quebradas, árvores e folhagens depenadas e placas de coletor solar destruídas. Aqui em casa espero que a perda se restrinja a uma pequena janela e muita sujeira, pois só amanhã pela manhã poderei conferir se houve estragos no telhado.

 

A energia elétrica despencou a medida que o granizo caía e, enquanto o Grêmio se esforçava para chegar ao gol adversário lá em Porto Alegre, houve pelo menos três cortes seguidos de luz, derrubando o sinal da TV a cabo, aqui em São Paulo. Não cheguei a perder nada muito significativo. Da mesma forma que Marcelo Grohe segurava tudo lá atrás, os dois aparelhos de no-break mantiveram alguns equipamentos firmes e fortes para a alegria dos meninos que preferem os jogos de computador aos da televisão. Estava preocupado com a preservação do patrimônio, mas não abri mão de assistir às trocas de passe sem muito sucesso do nosso time. A defesa deles parecia bem postada e conseguia congestionar o caminho até a área. Fazíamos o mesmo quando éramos atacado. E se nossa marcação vacilava, Marcelo era Grande para calar as bocas tortas que insistem em tê-lo como responsável pelas derrotas no início da temporada. Em meio ao mau tempo, um raio de luz surgiu no gramado com o passe preciso do zagueiro Werley e a velocidade de Rodriguinho que chegou à frente do zagueiro e desviou para dentro do gol. Fizemos pouco mais do que isso durante toda a partida, mesmo diante de um adversário que teve seu principal jogador expulso, mas fizemos o suficiente para novamente estarmos entre os grandes do Campeonato Brasileiro.

 

Que venham mais vitórias e mais chuva, mas com menos transtornos.

Conte Sua História de SP: poetisando na janela do ônibus

 


Por Janina Zmitrowicz (Janina Zmi)
Ouvinte-internaura da CBN

 

 

Nasci em São Paulo e amo minha cidade. Desde sempre conheci de perto seus lugares históricos e marcantes conduzida pelos antigos ônibus CMTC, em companhia de meus pais e irmãos. Tornei-me médica, e há 14 anos dedico-me à população das periferias de São Paulo. Realizei muitas viagens de ônibus em diferentes regiões da cidade, como Jaçanã, Cidade Tiradentes, São Mateus, Campo Limpo, Capão Redondo, Grajaú, Centro. Como apreciadora do cotidiano, sempre contemplei cada minuto dentro de um coletivo, observando lugares, pessoas, situações. Tantas viagens resultaram em uma enxurrada de informações, que foram sintetizadas em uma poesia feita durante essas jornadas paulistanas, “CORREDOR URBANO”

 

Entra, fica em pé e senta
Sai, levanta e ajeita
Vai pedir licença
Faz a gentileza
Que não tá moleza levar isso não

 

Anda, corre, anda, para
No ponto mais gente entra
Gente sai indo na correnteza
Tanta pressa
Tanta coisa faz passar

 

Entra o artista
Toca a sanfona e a viola
Faz a sua festa
Necessito da sua ajuda
Para o meu CD gravar

 

Desce o artista
Entra o poeta declarando
Seu amor em poesias
Colaborem
Para o meu livro publicar

 

Desce o poeta
Entra o rapaz com chocolate, doce
Bala e chiclete
Amendoim salgado
Para a fome do trabalhador passar

 

Desce amendoim e doce
E sobe o coitado
Que sofre da vista
Do rim, do joelho, é pai de família
Mas como sustentar?

 

A cidade passa rápido
E lentamente
Apertado e às vezes
Mais dignamente
Senta, que não tá moleza carregar

 

Anda, corre, anda, para
Vê se dá licença
Por favor, me dá licença
Motorista, não esquece
Que meu ponto vai passar…

 

Ouça esta poesia cantada e musicada pela própria autora:

 

Mundo Corporativo: Ysmar Vianna diz como a gamificação deve ser usada no seu negócio

 

 

O uso de jogos pode aumentar a produtividade da empresa, colaborar com o treinamento e qualificação de profissionais e encorajar comportamentos desejáveis. A afirmação é de Ysmar Vianna, presidente da MJV Tecnologia e Inovação, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN. O conceito que está por trás destas mudanças é conhecido como gamificação e vai pautar cerca de 50% de todo o processo de inovação global, até 2015, segundo o Gartner Group. Ysmar também fala sobre a importância do ‘design thinking’ na busca pela inovação.

 

O livro Gamification, que tem como um dos autores Ysmar Vianna, pode ser baixado pela internet, de graça no endereço http://livrogamification.com.br/. Você participa do Mundo Corporativo assistindo ao programa, ao vivo, toda quarta-feira, 11 horas, no site da Rádio CBN, e enviando perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

 

Companhias oferecem luxo a bordo e esquecem do atendimento em terra

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A primeira classe de um avião ainda é um mundo restrito a passageiros privilegiados. Um mundo para poucos e cobiçado por muitos. Ali, uma minoria encontra espaço, conforto, boa gastronomia, amenidades especiais e, é claro, boas noites de sono.

 

Cada vez é maior o desafio para as companhias aéreas em exceder as expectativas de seus clientes. Algumas se superam quando o assunto é a excelência do atendimento a bordo. O conforto oferecido a seus passageiros não tem limite e pode chegar a requintes como cabines particulares com portas deslizantes, proporcionando uma privacidade invejável durante o voo. Os benefícios incluem ainda menus assinados por chefs renomados, bebidas premium, lençóis de seda, pijamas, travesseiros e amenidades com assinatura de grifes do peso da Bvlgari e Ferragamo, por exemplo.

 

 

O luxo proporcionado a bordo pode ser, digamos, incontestável. Porém, esse atendimento personalizado e exclusivo ainda deixa a desejar nos serviços em terra prestados por companhias no Brasil, sejam brasileiras ou não. Os atendimentos por telefone e aeroportos ainda demonstram falhas graves: falta de conhecimento sobre destinos e produtos oferecidos pelas companhias, além da falta de educação. Por telefone, por exemplo, todo cliente, independentemente da classe de seu voo, pode ficar na espera por intermináveis minutos para obter qualquer tipo de informação. Os programas de milhagem, aliás, cada vez mais restritos quanto ao uso dos pontos e com mudanças em suas regras, são os que mais causam insatisfação. Falta conhecimento por parte dos funcionários, o que significa falta de treinamento,que gera informações incorretas e deixa os clientes insatisfeitos.

 

Clientes da primeira classe em geral possuem o cartão de milhagem mais elevado da companhia, são chamados de cliente preferencial, pagam valores altíssimos para voar, mas esbarram em falhas a princípio grosseiras e em situações onde se espera no mínimo rapidez, eficiência e gentileza, especialmente no mercado brasileiro; sem contar, com a falta de estrutura de alguns aeroportos no país.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.