Adote um vereador: da petição a indignação, tem de haver participação

 

 

Mesa cheia, gente entusiasmada e ideias a serem levadas a frente marcaram o bate-papo do Adote um Vereador. Como sempre ocorre no segundo sábado do mês, os voluntários sentaram no café do Pátio do Colégio para conversar. Havia pessoas novas o que demonstra que o interesse em saber o que acontece na Câmara Municipal tende a aumentar, apesar das muitas iniciativas de vereadores para impedir o acesso ao Legislativo. São reuniões fechadas, discussões que não podem ser gravadas e, soube agora, vídeos que deixarão de ser armazenados no site da Câmara.

 

O encontro serviu, também, para conhecer a iniciativa de dois cidadãos dispostos a expor os vereadores que temem as investigações contra Aurélio Miguel (PR). A Corregedoria, por iniciativa do vereador Milton Leite (DEM), mais uma vez se negou a cumprir seu papel e deixará que a Justiça procure irregularidades que, por ventura, tenham sido cometidas pelo ex-judoca. Os cidadãos querem denunciar esta farsa, e foram pedir a colaboração do Adote. No Avaaz, abriram petição para colher apoio popular à iniciativa. Esperam que assim alguns vereadores se sensibilizem. Visite o link com a petição eletrônica, e se gostou da ideia assine em baixo. Eu já assinei.

 

Um dos muitos assuntos tratados em diferentes rodas de conversa foi a dificuldade para se mobilizar outros cidadãos a fiscalizar os políticos. Os compromissos pessoais e profissionais se somam as barreiras impostas pelos próprios parlamentares e gestores públicos que tentam restringir ao máximo o acesso à informação, mesmo aquelas que a legislação obriga. E se isto ocorre em São Paulo, imagine nas cidades menores como Cotia, na região metropolitana. Um dos participantes do encontro contou cada coisa que é de arrepiar o cabelo. Vereadores que são despachantes do prefeito, comissões que não se reúnem ou comissões que se reúnem escondidos do público, além dados que não são divulgados fazem parte desta lista.

 

Café, água mineral, quiches, bolo e muita conversa depois, saímos do Pátio do Colégio com a convicção: para cada barreira que um vereador crie, mais um cidadão indignado se somará ao grupo. E na soma desta indignação reforçaremos o controle sobre os políticos.

 

Adote um vereador !

R$ 1.759.308.815,61 em nome da Democracia

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

Toma fôlego no Congresso Nacional o discurso de que o financiamento público de campanha corresponde à solução legislativa mais eficaz para revestir de igualdade e lisura as disputas eleitorais do país.Contudo, perante o modelo vigente, trata-se na verdade de um equívoco ou de uma propaganda enganosa, talvez ambos. Afinal, convém lembrar, a atual Lei dos Partidos Políticos já prevê a possibilidade de dinheiro do orçamento para campanhas eleitorais. A contar da Lei nº 9.096/95, o valor repassado aos partidos brasileiros pelo Tribunal Superior Eleitoral já chegou a R$ 1.759.308.815,61, conforme os números oficiais da Corte.

 

Neste período de mais de uma década e meia, as agremiações receberam seus repasses legais usufruindo de uma espécie de financiamento público. Detalhe: a lei, boazinha, contempla inclusive aqueles partidos que não ostentam um único mandatário em todo o território nacional. Ou seja: mesmo carecendo de voto ou representatividade, é certo que há verba garantida. Basta o partido estar constituído e sediado em Brasília.

 

Por óbvio que o paternalismo do Fundo Partidário incentiva a proliferação de siglas ocasionais cujas ocupações precípuas, além de enxovalhar o sistema partidário, são negociar horário gratuito de rádio e televisão no período eleitoral e depois dificultar a governabilidade pressionando pela acomodação de militantes nas burocracias.

 

Levando-se em conta o modelo de financiamento exclusivamente estatal delineado pelo Parlamento, quando cada voto implicará em R$ 7,00 por brasileiro, caso aprovado para a eleição seguinte e diante de uma projeção de 140.646.446 eleitores cadastrados pelo TSE (2012), seriam R$ 984.525.122,00 garantidos para as agremiações agirem “em nome do povo”, sem contabilizar o valor destinado ao Fundo Partidário para o mesmo período.

 

Para justificar e convencer acerca desta destinação cumulativa e bilionária de verba pública, somente se o Brasil fosse um país dotado de elevados índices de alfabetização, politização, saúde pública e participação popular nas decisões de interesse coletivo, o que nem de longe ocorre. Portanto, este formato de financiamento exclusivamente público de campanhas eleitorais que algumas lideranças do Congresso Nacional preconizam mantendo o Fundo Partidário é algo inconcebível e se aproxima do acinte.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

De casamento

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

O cidadão que persegue cargo público eletivo se esfola, mas mente, faz tramoia, conchavo, aliança, promete arrancar as unhas dos pés da própria mãe e voa mais que urubu para cair nos braços de quem? Ora, do poder.

 

Altruísmo? Pendão para servir o povo, para fazer o trabalho com amor, encantamento, entrega?

 

Esse alvoroço todo é porque o dito cujo fica enredado nos preparativos da cerimônia de coroação de seu casamento com o amado poder. Não vê um palmo além do objetivo. Festa no céu.

 

Minha Nossa Senhora Aparecida! Arranjo, veste, corte de cabelo, estilista, maquiador, fonoaudiólogo para melhorar a dicção, botox, respiração, articulação, puxa daqui, repuxa dali… e neuromarketing no povo.

 

Respeito a ele? Dedicação? Entrega? Fidelidade?

 

Ora, os pares de honra são escolhidos pela convivência no preparo em universidades, pelo bom currículo ou pela conveniência partidária. Tanto faz o caminho. A meta é chegar lá. É tomar o poder. Os deste lado do rio contra os do outro lado do rio. Todos certos, no seu lado.

 

Pelo povo?

 

O povo vem no pacote, um obstáculo fácil de manipular se continuar quieto, na santa ignorância. O alvo é o poder. É o fazer cada um do seu jeito. ‘Vamos mudar tudo aqui. Era feito assim? Muda. Vamos fazer assado.’ Muito raramente o trabalho é pelo povo e para o povo. Se fosse assim, no poder ou fora dele, o bom político se entregaria à missão. Ao seu destino. Deveriam existir escolas para preparar bons politico-administradores-apartidários, mas isso é viagem minha. Nem vale a pena me ouvir.

 

Agora, voltando à festa, primeiro é preciso gastar fortunas – de quem quiser segurar ou soltar uma das rédeas do futuro Touro Sentado no Pode r-, para convencer o povo de que pre-ci-sa dele, de que nunca foi feliz antes dele e que nunca será feliz a não ser durante sua permanência no poder. Sabem que o povo, cada um de nós, tem carência no lado materno e paterno de lambuja.

 

Flores, toalhas, vestidos, ternos, tudo feito especialmente para a ocasião. Acepipes refinados para todos os ‘envolvidos’. Coisa fina. Regalam-se todos, menos o povo.
o povo fica tão embasbacado
pela pompa e cerimônia
que nem lhe passa
entender
inebriado pelo fuzuê
o que acontece no reino
do pau-brasil e do dendê

 

Sempre foi assim, certo? Ingenuidade minha. Mudam os títulos. Hoje o povo vê de longe do lado de fora em telões, só o que é permitido ver. Metade do casal fica do lado de fora. Não percebe a ameaça do ‘até que a morte nos separe’. A festa é pavê. Então, depois de suor, jatinho, champanhe, comida cara, o complemento do casal é convidado a pagar a conta do festim.

 

mesmo depois do presente
na urna
fica sem festa e sem presente
na rua
paga a passagem e a lua de mel com outro
o poder onipotente

 

Por outro lado, a parte que usufrui de vantagens, presentes, viagens e estadias, depois do fait accompli, precisa começar a recompensar quem ajudou a dar uma mãozinha, ou as duas e mais alguma coisa, para que o cidadão chegasse lá. No poder.

 

Daí para frente, a partir da cerimônia, o esperado é que administre o que quer que seja para o que foi escolhido, mas nem sempre, meu caro, ou ao menos quase nunca em período integral. A fidelidade fica comprometidamente dividida entre o dever e o poder. Na verdade atos de governar mostram-se em esporádicos momentos de flashes, e o eleito continua a ter aulas de sorrir aqui, de serrar os sobrolhos ali, e muitas vezes se atrapalha e faz o inverso. Vai desenvolvendo personagens e seguidamente se perde no meio deles e dos conchavos e promessas. Feito produção de novela meia-boca. Na verdade, geralmente, cada cargo atingido serve é de prancha de impulso para a próxima campanha para agarrar um outro, ou para tirar ainda mais daquele. Cada um a seu modo, sob as barbas do patrão.

 

Você permitiria que uma situação dessas se instalasse numa empresa sua?

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

PS: Dedico este texto ao trabalho desenvolvido pela turma do Adote um Vereador.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Nova estação, redobre os cuidados com seu animal de estimação

 

Por Dora Estevam

 

 

Quem tem um animal de estimação em casa? Quase todos nós. Como eu também tenho, duas delas, a Natacha (Labrador fêmea) e a Hanna (Husky fêmea), pensei em fazer um post para você falando um pouco sobre estes bichinhos que são as nossas fofuras. As minhas “meninas” sofrem quando muda a estação, no inverno, então, ficam resfriadas, caem os pelos – o quintal fica totalmente coberto de pelos brancos e beges. Saio correndo atras do veterinário. Como já estou mais bem instruída. penso nesses cuidados um pouco antes do inverno. Conversando com veterinários percebi que é comum apesar de muita gente ainda estranhar tais comportamentos. Tem outros cuidados também que passam despercebidos e um especialista pode nos ajudar. Para esclarecer estas questões, entrevistei o dr. Marcelo Ruiz, da Clínica Veterinária Paulista, do Morumbi, em São Paulo.

 

Ouça aqui a entrevista que gravei com o veterinário Marcelo Ruiz ou leia a seguir:

 

Quais os cuidados com os pets nesta época do ano?

 

Dr. Marcelo: É mais comum nesta época do ano aparecer doenças viróticas, tipo traqueíte virótica ou traquiobronquite dos cães, tem que se fazer as vacinas anteriormente antes que chegue o inverno, pois as gripes são contagiosas entre os cães,é como uma gripe humana. Em dias de frio os cachorros mais sensíveis têm crises de asma, precisa ventilar a casa, principalmente os que ficam confinados em casa. Tem também a troca de pelagem, a alimentação vai influenciar bastante nesta troca, uma ração de alta qualidade pode ajudar a não cair muito os pelos e não vai ficar com falhas no animal, evitando falhas e infecções de pele no animal.

 


Os banhos são necessários?

 

DR. marcelo: A rotina é a mesma. O banho precisa ser em um petshop que têm os secadores especiais e secam bem os pelos até a profundidade para não dar alergia.

 


Eles têm problemas com alergias?

 

Dr. Marcelo: Sim, muitos cães são propensos as alergias, tanto de contato (quando o proprietário limpa o chão com algum produtos não apropriados ) como as respiratórias, sistêmicas, alimentar (precisa dar uma ração especial).

 

As roupas são adequadas para todos os cães?

 

Dr. Marcelo: Os cães não tem tanto frio como nós, só os de pelo curto que tem um pouco de frio e você deve por uma roupa. Já para os de pelo longo é opcional, só que tem que tomar o cuidado de tirar a roupa todos os dias e escovar este animal todos os dias, pois a roupa vai embolar este pelo e isso pode dar problema de pele.

 


Um dica final.

 

Dr. Marcelo: Ame e cuide bem dos seus filhos (pets)

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda, estilon de vida e, também, de PETs, no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: construindo equipes na família empresária

 

Apenas 15% das empresas familiares conseguem passar o patrimônio para a terceira geração, ser uma dessas tem sido um dos desafios impostos aos gestores desses grupos. Para vencer esta etapa, o consultor Eduardo Najjar recomenda que se mude o modelo mental da família que está por trás da corporação transformando-a em uma família empresária. Najar foi entrevistado pelo Mundo Corportivo, da rádio CBN, e lançou o livro “Empresa Familiar – construindo equipes vencedoras na família empresária” (Editora Integrare)

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 horas da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: a cidade das revistas

 

PorJúnia Lopez
Ouvinte-internauta da CBN

 

Ouça este texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Quando era pequena, morava na região central do país. Lá naquelas terras longínquas onde muitos sulinos na ignorância acreditam ser terra de índios e feras. Naquela época os índios já haviam sido extintos e as feras quase totalmente.  Isso foi por volta dos anos 1980, quando ainda vivíamos às sombras da ditadura militar. Os meios de comunicação eram precários, nem todas casas tinham um televisor e mesmo assim sobressaíasse à censura.

 

Mas uma coisa  lembro-me com clareza. Semanalmente, a revista Veja chegava com as principais notícias do país e do mundo. Raramente uma matéria sobre as regiões menos povoadas como o estado de Goiás. Era a melhor revista que recebíamos. E  sempre trazia propagandas sobre lojas que não existiam por lá ou marcas que não vendiam em nosso comércio. Nossa cultura era outra e bem menos consumista.  Esta época não era de globalização.

 

Quase três décadas após,  uma história de amor trouxe-me  à capital paulista  e , meses depois,  a São Paulo das revistas tornou-se a minha rua, a minha casa, o meu bairro  Higienópolis. Tudo aquilo que parecia longe à minha imaginação infantil, está há poucas quadras, há poucas ruas ou há poucos “minutos”  como os paulistanos costumam dizer.

 

Quando saio nas ruas de meu bairro, começo  reviver cada imagem que na minha infância era apenas coisa de  revista.  E cada semana quando as revistas chegam,  ponho-me a analisar cada foto, cada reportagem e fico a pensar quantas pessoas conhecem a grande metrópole apenas pelas revistas.

 


Conte você também mais uma historia da nossa cidade. Agende uma entrevista, em audio e video, no Museu da Pessoa. Ou então, mande seu texto por escrito para milton@cbn.com.br.

SP valoriza arte e moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A exposição MOVE! realizada em outubro no MoMa de New York estará em São Paulo de 9 a 19 deste mês. E não se espante ao ver algumas árvores da capital vestidas com calças de jeans Ellus. É a obra do artista norte americano Peter Coffin e o convite para ir ao SESC Belenzinho participar com artistas e estilistas contemporâneos da criação e discussão do universo da moda e da arte. E de seu relacionamento. A mostra original teve a curadoria de Cecilia Dean da revista “Visionaire” e David Colman, jornalista de arte e moda, quando foram apresentados 13 trabalhos de estilistas e artistas norte americanos. A versão brasileira ganha a colaboração de Antonio Haslauer como consultor, onde serão apresentados 8 trabalhos.

 

“Looks” do estilista Marc Jacobs e do artista Rob Pruit, ambos norte americanos. Onde você poderá se ver desfilando na passarela da coleção de Marc Jacobs, depois de ser gravado em “chroma key”.

 

“Pose” da estilista norte americana Diane Von Furstenberg e do estilista brasileiro Oskar Metsavaht da Osklen com o artista norte americano Ryan McNamara. Você será a estampa nos tecidos e modelos desenvolvidos por eles.

 

“Splash” do artista suíço Olaf Breuning e da estilista norte americana Cynthia Rowley. Você vestirá a moda de Rowley e tomará um banho de tinta. A roupa ganhará uma estampa artística.

 

Outros estilistas brasileiros como Alexandre Herchcovitch, Francisco Costa (Calvin Klein), Pedro Lourenço e Dudu Bertholini (Neon), assim como os artistas Mauricio Ianês e Vik Muniz fazem parte do projeto.

 

A mostra acima deve motivar uma visita ao SESC Belenzinho.

 

Programe-se

 

Exposição Move!:
Sesc Belenzinho; r. Padre Adelino, 1000, Belenzinho, São Paulo (SP)
Horário: terça a sexta-feira das 11h às 21h30, sábados e domingos das 10h às 20h
Entrada gratuita

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Avalanche Tricolor: talento e seriedade, raça e categoria

 

Grêmio 4 x 1 Caracas
Libertadores – Grêmio Arena

 

 

Driblamos as máximas do futebol, espantamos a tal maldição do Grupo 8 e, mais do que tudo, jogamos bola de verdade, nesta noite em Porto Alegre. A vitória se desenhou nas palavras de Vanderlei Luxemburgo pouco antes de a partida se iniciar, ao alertar para a necessidade de não se tomar gol, marcar muito forte o adversário, aproveitar bolas paradas e tudo isso durante os 90 minutos. Mal a bola começou a rolar e o discurso do técnico se traduziu em atos e fatos dentro de campo. Os venezuelanos, se já estavam abalados com a morte de seu presidente Hugo Chavez, ficaram estonteados com a forma como os gremistas ocuparam todos os espaços, impediram a troca de passe e a saída de jogo. Com a bola recuperada, tocavam com rapidez, se deslocavam com velocidade e esbanjavam talento.

 

Dizem por aí que a melhor defesa é o ataque, mas mostramos que a defesa bem armada, séria e competente pode fazer o ataque melhor ainda. Uma defesa que contava com a ajuda do ataque sempre que necessário, pois se Pará perdia a bola na tentativa do cruzamento na linha de fundo, quem impedia o contragolpe era Barcos, como anotei aos 34 minutos do primeiro tempo.  Os passes de calcanhar, os dribles em busca do gol e a movimentação inteligente para ficar mais bem colocado em campo me chamaram tanto atenção quando os carrinhos para impedir o avanço do adversário e as bolas despachadas para a lateral. 

 

Elano, impressionante; Zé Roberto, incomparável; Barcos e Vargas, a dupla dinâmica; André Santos de uma lado e Pará do outro, surpreendentes; e nossos zagueiros e volantes jogando o que sempre espero de zagueiros e volantes (e até um pouco mais). 

 

Talento e seriedade, raça e categoria. Este Grêmio promete muito na Libertadores.