Mundo Corporativo: gestão colaborativa e criativa

 

A história de uma empresa que apostou na gestão de pessoas para se recuperar de uma crise que praticamente levou todos seus funcionários embora. Este é o tema da entrevista do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, com Pedro Chiamurela, CEO, e Iris Lobuono, coordenadora de comunicação corporativa, da Clearsale, empresa de soluções em gestão de risco de fraude e crédito. Nesta conversa, eles explicam alguns exercícios que foram realizados como a democratização das decisões internas da empresa que valorizaram os funcionários, promoveram o compartilhamento do conhecimento e levaram ao melhor desempenho econômico da empresa.

 

Esta entrevista está à disposição apenas em áudio:

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, apenas no site da Rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Como resolver o problema das calçadas da sua cidade

 

Texto publicado no Blog Adote São Paulo, da revista Época SP

 

 

Buraco na calçada dá lucro

 

Há oito anos, pouco depois da eleição municipal fiz enquete com personalidades paulistanas no programa que apresentava na rádio, o CBN São Paulo, com a intenção de saber o que gostariam de pedir ao prefeito que assumiria o cargo em breve, no caso José Serra (PSDB). Fiquei surpreso ao descobrir que para boa parte dos entrevistados calçadas bem cuidadas seriam suficientes para deixá-los mais felizes e satisfeitos com a administração municipal. Justificavam-se os pedidos feitos pelo rádio, afinal é nas calçadas que a cidade vive, somos todos pedestres, por mais que a maioria de nós seja fanática por carro. E como são mau cuidadas as calçadas que estão em nosso caminho. São tantos buracos, desníveis, barreiras e falta de espaço que se transformam em cenário de cerca de 100 mil acidentes por ano.

 

Nessa quinta-feira, conversei com Marcos de Souza, editor do Mobilize Brasil, site que acaba de concluir relatório sobre as condições nas calçadas do país, a partir de consulta feita em 228 lugares de 39 cidades com jornalistas e voluntários pela internet. A nota média das calçadas brasileiras foi de 3,55 e a capital paulista não foi muito além disso, pouco mais de 3,6. Nos dois casos, bem abaixo do 8, avaliação considerada aceitável para uma calçada. Se olharmos os dados apenas da cidade de São Paulo veremos que as calçadas também espelham a desigualdade que encontramos em outras áreas, pois temos a avenida Paulista com nota que chega a 9,3 e a rua Barão de Itapetininga com 8,75, no topo da lista. E lá embaixo, aparecem as calçadas da avenida Guarapiranga, na zona Sul, que receberam nota zero e as da rua do Oratório, na Mooca, que levaram nota 1.

 

Em São Paulo, temos 32 mil quilômetros de calçada usadas por cerca de 7,5 milhões de pessoas que fazem mais ou menos 14 milhões de viagens por dia. Por lei cada proprietário é responsável pelo seu espaço diante das casas e prédios, mas a prefeitura tem papel fundamental para a boa qualidade destas calçadas a começar pelo papel fiscalizador. Mais do que isto, porém. Deve dar prioridade ao tema, investindo o dinheiro que está reservado no Orçamento Municipal, calcula-se R$ 26 milhões, nas áreas em que o movimento é maior. Sabe-se que se houver uma força-tarefa em 10% das vias 80% dos problemas de acessibilidade serão resolvidos. Importante para isso mapear os locais onde ocorre a maior parte das viagens e acidentes.

 

Quem sabe o próximo prefeito não se comprometa com esta ideia!?

O poder de polícia do Governo e o chip nos automóveis

 

Faz muito tempo que li o livro que George Orwell, seu autor, chamou de “1984”. Foi a última criação literária daquele que o jornal americano Observer considerou “o maior escritor do século XX” e foi publicado em 1949, pouco antes da sua morte. Na sinopse lê-se que “Winston, herói do romance, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio no sentido histórico”.

 

Fiz esse nariz de cera, pensando no “poder de polícia”. Em sentido amplo, o “poder de polícia” significa toda e qualquer ação restritiva do Estado em relação aos direitos individuais. Lembrei-me do livro de George Orwell. Talvez meus raros leitores, se é que os possuo, caso tiveram a oportunidade de ler “1984”, entendam que comparar certas iniciativas do nosso Estado com o que se lê no romance é um tanto exagerado. Não lhes tiro a razão. Ocorre, porém, que existem, pelo menos, alguns motivos para que o “poder de polícia”, existente, hoje, no Brasil, se aproxime do enredo da obra.

 

Irritou-me, por exemplo, saber que, por decisão do Conselho Nacional de Trânsito, todos os veículos fabricados aqui, até agosto de 2013, terão, entre os seus acessórios obrigatórios,nada mais nada menos que rastreador e bloqueador. Não bastasse isso, que encarecerá o preço final dos veículos, o pior da decisão do CONTRAN está no fato de que a privacidade dos motoristas será invadida, uma vez que um dos sistemas prevê a presença de um chip no para-brisa do carro, capaz de fornecer informações para uma central de dados sempre que o veículo passar pelas antenas colocadas em ruas. Vejam só o que pode provocar o chip bisbilhoteiro: pagamento de pedágio por quilômetro rodado, limitar áreas de circulação (como em São Paulo) e multas quem não as respeitar, traçar políticas viárias. Ah,o chamado Siniav vai flagar quem estiver com o licenciamento vencido.

 

Tanta tecnologia não prevê, entretanto, ao que eu saiba, melhorias na fiscalização das ruas e rodovias por meio do aumento de efetivo das forças policiais, sejam federais ou estaduais, visando a diminuir o número de acidentes fatais. No Rio Grande do Sul, morreram, até junho, mais de mil pessoas, número igual ao registrado no primeiro semestre de 2011. Somente no fim de semana do Dia dos Pais 25 pessoas perderam a vida em acidentes. Seria interessante que o Governo brasileiro, ao contrário de inventar moda, aumentasse a remuneração do pessoal da Polícia Federal que, na terça-feira, dia em que escrevo este texto, que será lido na quinta, estava disposto a entrar em greve de protesto por melhores salários.

Avalanche Tricolor: você torce para o Grêmio, realmente ?

 

Grêmio 1 x 2 Portuguesa
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

Não me surpreende o resultado deste início de noite e falei da possibilidade de um revés contra a Portuguesa desde domingo em telefonemas que recebi de amigos gremistas ou não. Estas coisas acontecem na vida do Grêmio e sei da nossa capacidade de nos recuperarmos no próximo jogo ou talvez nas próximas rodadas. A falta de gols hoje e a incapacidade de furar o bloqueio imposto pelo adversário não me preocupam neste momento mais do que a reação de parcela da torcida. Nada me deixou mais indignado do que a imagem de pessoas que vestiam a camisa do Grêmio deixando o estádio Olímpico antes do apito final, como sinal de que haviam desistido de uma virada ou quem sabe um consolador empate. Seriam mesmo torcedores gremistas? Em toda minha vida de torcedor, na época em que morava em Porto Alegre e batia ponto jogo após jogo, em toda minha vida de sofredor diante dos resultados mais absurdos e constrangedores, jamais, jamais abandonei a luta antes da hora. Jamais aceitei a ideia de vaiar um só jogador com a partida em curso, por mais perna de pau que fosse, por menos que merecesse se apresentar com nossa camisa. E continuo não aceitando esta atitude, principalmente contra valores como Fernando, volante que nasceu e se formou gremista e por muito tempo foi dos poucos jogadores capazes de nos dar orgulho de torcer por nosso time. Sei que ele não está bem, os passes não têm saído com a mesma perfeição e a chegada no ataque não tem tido o mesmo resultado. Mas ele não merece nossa vaia. Assim como o time, não a merece, mesmo com algumas carências. Os jogadores tem demonstrado um enorme esforço, alguns jogando muito mais do que são capazes. Estamos no privilegiado grupo do G4 há algum tempo – e se nossa secada der certo continuaremos nele em mais esta rodada. Continuamos vislumbrando a liderança e isto pode acontecer já nas primeiras rodadas do próximo turmo. O time do Grêmio não merece uma torcida que abandona a luta. Temos obrigação – pois esta é a nossa história – de gritarmos, empurrarmos na garganta os adversários que se atrevem a nos enfrentar no Olímpico Monumental. A estes que deram as costas ao Grêmio hoje à noite, a estes que gastaram suas energias vaiando nosso time, pergunto: você é um gremista de verdade? você realmente acredita na nossa Imortalidade? Eu sou e eu acredito, sempre.

 

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Cliente secreto produz cliente satisfeito

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Somos clientes permanentemente. Ao usar os serviços públicos essenciais, ou ao comprar bens e serviços. Telefone, internet, TV a cabo, saúde, bancos, restaurantes, carros, imóveis, alimentos, roupas, etc. São itens necessários, e cotidianamente para adquiri-los dependemos do atendimento de vendedores. É a partir daí que começam os problemas.

 

A inegável evolução dos produtos e serviços aumentou a capacitação desejada para um bom atendimento, o que não tem ocorrido. As chances da boa experiência de compras, tão almejada pelas marcas, estão distantes da satisfação do consumidor. Quanto mais do encantamento deste comprador.

 

Além dos necessários treinamentos em vendas, do acompanhamento das estatísticas do PROCON e das pesquisas de mercado, há um caminho mais direto e bastante eficiente.

 

No ano de 1990, como sócio e diretor da CORI, empresa de moda feminina bastante focada no conceito de estilo de vida e comprometida com investimento em atendimento exclusivo e personalizado, fui surpreendido com uma matéria da Folha de São Paulo. Em chamada de primeira página registrava: “É da CORI o melhor atendimento”. O jornal tinha contratado a Buy&Test. Jovem empresa de clientes camufladas, que atuando no Shopping Ibirapuera pesquisou várias lojas das quais a CORI recebeu destaque absoluto .

 

Chamei então a entusiasmada dona da empresa de pesquisa, Stella Kochen, e após inteirar-me dos conceitos, critérios, e metodologia contratei os serviços de “espionagem”.

 

Foram dez anos de descobertas, acertos e consertos, inovações e premiações. As pesquisadoras faziam avaliação total. Da loja, da arrumação, da vendedora, da gerente. Conferiam a execução dos passos chaves das técnicas de vendas, a qualidade dos produtos, e, claro, a atitude e aparência da equipe. Cabelos, brincos, odores, mãos, unhas, esmaltes, batons, etc. A equipe de vendas, avisada e revisada, comprou a ideia do desafio de abraçar o caminho da mudança permanente e da atenção definitiva, buscando a excelência no serviço da venda. Os resultados das pesquisas eram mensalmente expostos a toda a equipe e os usávamos como treinamento e motivação. Sem punição, apenas a premiação, que levou muita gente à Nova Iorque.

 

De 1990 até hoje, Stella Kochen, acumulou extensa experiência, lidando com a prática do atendimento através de uma metodologia que configura a essência da ciência da compra. E, em outubro, a pesquisadora se apresentará como escritora. “Cliente secreto, a metodologia que revolucionou o atendimento ao consumidor” contará todas as facetas desta nova abordagem do velho e maltratado atendimento.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

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Por que não reverter esta situação?

 


Por Julio Tannus

 


Carta Aberta

 

Historicamente, a fundação de uma nação ocorre a partir da identidade de pelo menos alguns de seus elementos. Uma vez fundada, constituem-se representações dos mais diversos setores com interesses e demandas específicas, cujo objetivo é dar conta da multiplicidade e da diferença, típicas do ser humano.

 

Historicamente, temos no Brasil uma nação já fundada, apesar da luta permanente para constituição de representações que deem conta de nossa diversidade, que nos represente na nossa multiplicidade de raças, valores, origens, costumes, interesses, diferenças sociais, políticas, ideológicas, etc. Em nenhum momento de sua história, entretanto, assistimos à uma ruptura efetiva de suas representações, capaz de exigir a fundação de mais de uma nação.

 

Historicamente, temos visto cidadãos e cidadãs em luta permanente para que as nossas instituições deem conta de nossas diferenças, de nossa multiplicidade de interesses, e que ao mesmo tempo exprima nossa identidade, que seja capaz de nos representar e nos fortalecer junto aos vários setores do poder público.

 

Historicamente, temos visto também que apesar da abnegação de alguns, freqüentemente nos sentimos retroagindo na história, como se tivéssemos que começar tudo novamente. Nos vemos com irresistível capacidade de nos isolarmos e assim ficamos enfraquecidos, impossibilitados de enfrentar os desafios.

 

É o que nos ocorreu ao ler matéria do jornal Folha de São Paulo, edição de 5 de agosto de 2012, sobre a Câmara Municipal de nossa cidade: “mais de 80% dos projetos são homenagens, batismos de ruas e mudanças no calendário”. E o pior, a maioria dos vereadores concorre à reeleição.

 

Por que não reverter essa situação?

 

Por que não nos valermos dessa ausência de representação ampla, dessa falta de participação, dessa carência de identidade, e tentarmos algo novo?

 

É o que pensamos. É o que almejamos.

 

Julio Tannus é Consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier). Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

"Falta uma visão global da cidade", diz Lerner

 

Protesto no M'Boi Mirim

 

“Falta uma visão global da cidade” disse o urbanista e arquiteto Jaime Lerner em entrevista nesta segunda-feira ao Jornal da CBN. Com a experiência de quem ofereceu soluções para Curitiba e se transformou em referência internacional Lerner ensina que a cidade é uma estrutura de vida, trabalho e lazer e para se enfrentar os desafios impostos aos governantes é preciso soluções conjuntas. Ele entende que além das questões básicas como educação, saúde e segurança, é preciso estar preparado para encarar três pontos fundamentais, hoje em dia: mobilidade, sustentabilidade e tolerância.

 

Uma das coisas que o incomoda é o fato de a maioria das pessoas insistir na manipulação da tragédia, sempre apresentando os dados negativos da cidade, reclamando do seu tamanho e da falta de dinheiro no Orçamento. Defende que se resolva os problemas com o que se tem e se use a nossa energia para mudar tendências: “se você projeta a tragédia, aumenta a tragédia”.

 

Jaime Lerner diz que é um falso dilema que se coloca à população quando se discute investimento em carro ou em metrô. Alargar ruas e avenidas para melhorar a fluidez é transferir o congestionamento de um ponto para outro, e as cidades não têm dinheiro suficiente para ampliar as linhas de metrô. O que fazer então? Como mais de 80% das pessoas andam na superfície deve-se “metronizar o ônibus” colocando-os a circular em corredores inteligentes que aumentem a velocidade do transporte. Usa como exemplo o projeto de mobilidade do Rio de Janeiro para a Copa do Mundo e Olimpíadas, onde se estende apenas uma linha de metrô e se coloca o restante do dinheiro na modernização do sistema de ônibus.

 

“A cidade tem de ser como uma tartaruga, exemplo de habitação, trabalho e movimento, tudo junto”, compara Lerner que enxerga o casco da tartaruga como uma tecitura urbana que se for dividida mata o animal. “Está se separando a cidade por funções, separando as pessoas por guetos de gente rica e guetos de gente pobre.” Para Lerner é preciso resolver melhor a convivência das pessoas, aproximando o trabalho da casa e a casa do trabalho, o que reduziria a necessidade de investimento em transporte.

 

O que será que o seu candidato a prefeito e a vereador pensam sobre isto? Pergunte a ele e cobre soluções para os problemas que fazem parte do nosso cotidiano, antes de definir o seu voto.

 

<a href="”>Ouça a entrevista completa de Jaime Lerner ao Jornal da CBN

Avalanche Tricolor: Obrigado por este dia, pai!

 

São Paulo 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

 

Costumamos ouvir que nascemos gremistas. No meu caso, nasci de pai gremista, também. Isso foi fundamental na minha formação. Longe da escola ou da Igreja, é na família que temos nosso caráter e personalidade forjados. Nela aprendemos os bons e maus caminhos que podem ser percorridos no restante de nossas vidas. Dela resgatamos conhecimento, história e passado. E foi de um de seus membros que recebi uma camisa colorada vestida na inocência dos meus seis anos sem saber o que esta significaria, especialmente naquela data em que o time do coração de meu pai acabara de ser derrotado pela primeira vez, após sete anos seguidos de conquistas. Soube do que aconteceu em seguida a minha chegada em casa pelo que me contaram porque não guardei na memória nenhuma das cenas que me foram descritas. Por muito tempo creditei os fatos a estas lendas de família que passam de geração em geração sem que nenhuma prova haja além da imaginação dos parentes. Recentemente, porém, já morando em São Paulo, foi meu pai quem confirmou o que para ele teria sido uma reação estúpida a algo sem tanta importância, mas que para mim foi crucial. Meu pai teria me dado, como costumamos dizer lá no Sul, uma sumanta de pau, no caso o pau da bandeira vermelha que acompanhava o uniforme. Eram anos em que a educação do filho podia passar por umas palmadas sem que os pais fossem denunciados na vara da justiça. O que aconteceu comigo foi o que podemos chamar de corretivo, pois corrigiu o meu caminho ou ao menos mostrou o caminho para o qual havia nascido e sido preparado: ser um Imortal Tricolor.

 

Fosse ele menos inciso, neste domingo de Dias dos Pais não teria motivo para comemorar a virada gremista no Morumbi, estádio de tantas alegrias. Lembro da final do Brasileiro de 1981 contra o próprio São Paulo, claro. Mas, também, da final da Copa do Brasil de 2001 contra o Corinthians. E como agora não temos mais as finalíssimas dado o regulamento dos pontos corridos, quem sabe não guardarei da mesma forma esta vitória de virada contra o São Paulo que pode ter nos dado os três pontos que nos levarão ao título ao fim de toda jornada. Um resultado obtido na prudência de um time que está nos ensinando ser necessário mais do que raça para as grandes conquistas, ser preciso paciência e organização. Hoje, mesmo com jogadores nitidamente cansados e com um resultado aparentemente satisfatório continuou se tentando algo mais, quase despretensiosamente, no toque de bola, no tranco do adversário, no esforço final e nas defesas de Marcelo Grohe – um dos destaques da tarde. E se alcançou, oferecendo a mim e a torcida gremista uma alegria que parecia adiada para a próxima rodada.

 

Obrigado e parabéns pai pelas escolhas que você me ajudou a fazer.

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De incerteza

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Nós, filhos dos homens, nascemos e renascemos infinitas vezes numa vida só. Sempre sós. Todos nós. Ressuscitamos como nos fez ver o filho Dele, e a cada ressuscitar temos oportunidade de ver o novo a piscar. Tudo sempre novo. É paralisar, ou experimentar e enfrentar. Nos esforçamos no entanto para acreditar que tudo continua como era, pelo medo de soltar o velho, de deixar ir a dor e o prazer conhecidos, mas nada continua. Nada permanece. Vida é pura e simplesmente impermanência. Repetimos o que ouvimos, dizendo que vida é movimento, do mesmo modo que rezamos o Pai Nosso e a Ave Maria, como dizemos eu amo você, como dizemos quase tudo o que dizemos. Sem sentir. Sem verdade. O som corneteia pela boca, acostumado e apressado que é, e amordaça a alma. Usamos frases já feitas para não correr o risco de aceitar que nada é como antes, não é, Mílton Nascimento?

 

Rugas redesenham nossos corpos, a pele cansada de se agarrar em nós se afasta e a gente renasce. Sempre. Tem quem coleciona dores, tem os que preferem amores. Tem os que miam e tem os que criam, os que param enquanto outros se preparam e os que se queixam, com medo de continuar, com medo de se olhar de perto. Param no ponto. Passa uma, passa outra oportunidade, e nos esquivamos delas com medo de embarcar em mais uma viagem divina, aqui na Terra. Mas está ali, ao alcance da mão, sempre. Se a gente consegue se distanciar um pouquinho que seja do próprio ego, percebe que a certeza é só fumaça aprisionada por ele, fumaça que asfixia a incerteza, parteira do renascer.

 

E é por isso que eu me despeço de você, meu caro e raro leitor – plagiando o nosso hospedeiro, Mílton Jung – a quem não canso de agradecer por fazer parte deste plantel. Preciso parar para rever as minhas certezas e descartar uma a uma até chegar na incerteza que vai, espero, descortinar na minha vida a beleza que vislumbro de bem perto, sem conseguir realmente alcançá-la. Preciso parar para aprender, para sentir na pele o viver, para poder de novo querer e ter o que dizer.

 

Não sei dizer de quanto tempo preciso, mas conto com você para não me esquecer. Agradeço pela companhia e espero que possamos nos encontrar assim como quem não quer nada, numa próxima parada do trem do viver.

 

Agradeço por estes quase sete anos de encontros semanais, e espero voltar logo.

 


Leia aqui todos os textos escritos por Maria Lucia Solla

 

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Mundo Corporativo: construa sua marca pessoal

 

“Hoje nós vivemos uma situação muito nova no mundo e nos temos uma quantidade imensa de pessoas com características maravilhosas, então as pessoas tem de se diferenciar e elas tem de saber se diferenciar sem ser arrogantes, puxa-sacas e etc …”. A afirmação é da psicóloga e coach Marie-Josette Brauer que defende que desenvolvam técnicas de marketing pessoal para construir suas carreiras. Na entrevista ao Mundo Corporativo, da rádio CBN, Brauer explica o conceito de personal branding, atividade que desenvolve seja com grandes executivos seja com jovens que ainda não deram início a sua vida profissional.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, 11 horas, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.