Secovi apresenta plano para bairro auto-sustentável

 

Nevoa, poluição e horizonte em São Paulo  (Foto Petria Chaves)

O Secovi-SP apresentou à prefeitura uma proposta de mudança urbanística na capital paulista criando pólos de ocupação auto-sustentável que reduziriam o deslocamento do paulistano. O projeto foi elaborado pelo urbanista Jaime Lerner, um dos responsáveis pela organização urbana da cidade de Curitiba, no Paraná. Regiões como Santo Amaro e Móoca estão citadas no texto e poderiam servir de áreas para implantação desta ideia que prevê a criação de ambientes para moradia, trabalho e lazer em um mesmo espaço.

A ideia não é nova. Há muitos anos se discute a necessidade de formação destas áreas, principalmente explorando o entorno das linhas férreas, onde há vazios urbanos com galpões abandonados e espaço para o desenvolvimento de projetos como este. Fazer com que o morador trabalhe, estude e se diverta próximo da casa ou prédio onde vive, com distâncias que poderiam ser feitas de ônibus ou metrô, é uma das formas para se reduzir a perda de tempo em deslocamentos, diminuindo custos e aumentando a qualidade de vida. No entanto, sempre se encontrou dificuldades para a concretização destes planos.

O texto é uma provocação à prefeitura de São Paulo para que este debate possa se estender a outros segmentos da sociedade e sirva de ponto de partida para a discusão do novo Plano Diretor Estratégico, em 2012. Pode parecer estranho tudo isso, afinal já estamos na metade de 2010 e sequer conseguimos realizar a revisão do PDE em vigor, conforme previsto em lei.

Entenda um pouco mais sobre esta proposta, na entrevista com o vice-presidente do Secovi-SP Cláudio Bernardes, no CBN SP.

Seria interessante ver planos como estes avançarem, mas que o cidadão participe da discussão, influenciando no desenvolvimento da ideia para que não se tenha na cidade um planejamento que atenda apenas a interesses do setor imobiliário.

Seguros ‘proíbem’ caminhão de andar no Rodoanel Sul

 

Rodoanel encruzilhada

É perigoso. Em resumo, é o que seguradoras estariam dizendo às transportadoras de cargas ao impedir que os caminhões circulem no trecho sul do Rodoanel Mário Covas. O presidente do sindicato que reúne as transportadoras em São Paulo Manoel Souza Lima Júnior explicou, ao CBN São Paulo, que a falta de sinal de telefone celular impede o monitoramento pelos sistemas eletrônicos. Além disso, a iluminação é precária e há carência de policiais na região o que tornaria o sistema vulnerável ao roubo de cargas.

De acordo com o representante das transportadoras, a cobrança de pedágio para acessar o trecho oeste do Rodoanel também tem levado motoristas a preferirem encarar o congestionamento da Marginal Pinheiros e da avenida Bandeirantes. Segundo ele, o trecho é mais curto e representaria uma economia para as cargas que chegam do interior do Estado pelas rodovias Castelo Branco, Anhanguera e Bandeirantes.

Ouça a entrevista com Manoel Souza Lima Júnior ao CBN SP

Conheça ônibus para corredor Diadema-Morumbi

 

A implantação da via segregada, esperada há mais de 20 anos pela população, ganha mais um passo com a aprovação dos veículos adaptados com porta esquerda para embarque e desembarque dos usuários

Por Adamo Bazani

A ligação por corredor de ônibus exclusivo e segregado entre Diadema, na Grande São Paulo, e a região do Brooklin e Morumbi, zona sudoeste da Capital, é esperada pela população há mais de 20 anos. O tempo se passou, promessas e mais promessas foram feitas. E, no entanto, nada de corredor. Parece, porém, que o projeto deixará o campo das expectativas.

Além do anúncio pelo Governo do Estado de início das operações para este primeiro semestre, o “Ponto de ônibus” soube, em primeira mão, que a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – já aprovou a adaptação feita pela empresa operadora Metra de portas à esquerda nos veículos que operarão os cerca de 12 quilômetros do corredor. Tivemos acesso ao trabalho de adaptação e registramos imagens dos veículos.

Buscar Urbanuss Pluss adaptado

Trata-se de um Buscar Urbanuss Pluss, Mercedes Benz O 500 M. Todo o serviço foi idealizado e feito pelo setor de funilaria da Metra – Sistema Metropolitano de Transportes Ltda. E seguiu os padrões de conforto, segurança e qualidade exigidos pela EMTU. Com a aprovação dos padrões do carro, outros veículos também serão submetidos à mesma mudança.

O objetivo é atender o corredor que, a exemplo dos sistemas mais modernos em operação, terá parte do trajeto com embarque e desembarque feitos pelo lado esquerdo do ônibus. Isso agiliza as operações dos ônibus e adapta o novo corredor às vias que serão servidas, sem a necessidade de grandes intervenções viárias.

Buscar Urbanuss Pluss adaptado

Entramos no veículo que teve alterações internas como o posicionamento de alguns assentos. O ônibus também terá duas catracas, uma bem na frente, ao lado do motorista, para embarques do lado direito, e outra quase na metade do veículo para os acessos à esquerda.

Está prevista, num segundo momento, a entrada de veículos novos nas operações.

O corredor deve facilitar a locomoção dos usuários do ABC Paulista e das zona Sul e Oeste de São Paulo.

A EMTU atualizou para o blog as informações sobre o andamento das obras. De acordo com a Empresa, 90% do serviço já foram concluídos, dentro do prazo contratual previsto. E garantiu que após a conclusão da Estação de Transferência Morumbi será possível a conexão dos usuários com os trens da linha 9 Esmeralda da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

O serviço de ônibus em corredor exclusivo, que terá embarque em paradas especiais no mesmo nível do assoalho do ônibus, pretende ser mais uma opção para os moradores das áreas atendidas, inclusive, para que muitos deixem o carro em casa, com um transporte mais rápido na via segregada. O trajeto engloba importantes avenidas, como Avenida Pres. Kennedy, em Diadema, além das Avenidas Cupecê, Vereador João de Luca, Professor Vicente Rao e Roque Petroni Júnior, na Capital.

A acessibilidade é uma das prioridades do novo serviço, segundo a EMTU.

“ Estão sendo instalados 18 pontos de paradas duplas, plataformas elevadas de embarque, rampas de acesso, comunicação visual, sinalização de alerta, paisagismo, bancos e lixeiras. Também estão sendo construídas as Estações de Transferência Jardim Miriam, Washington Luiz, Vereador José Diniz, Santo Amaro e Morumbi, além de intervenções no Terminal Metropolitano Diadema para adequação do acesso de entrada e saída dos veículos e preparação da plataforma de embarque.  As obras envolvem, ainda, o pavimento rígido no trecho próximo ao Shopping Morumbi, complementando a faixa exclusiva à esquerda de aproximadamente 12 km, além da execução da sinalização viária horizontal, vertical, semafórica e dutos, travessias de pedestres, recapeamento das faixas adjacentes e paisagismo” – conforme informações oficiais da EMTU.

O custo para a implantação do corredor de 12 quilômetros chega a R$ 22,9 mi, inferior ao custo de qualquer modal ferroviário, se fosse instalado no mesmo percurso, tanto pelas menores intervenções civis como pelo preço mais elevado dos materiais necessários para a implementação de trens e metrô. Importante: com resultados bem semelhantes.

Quanto ao ônibus adaptado, o veículo segue as determinações da NBR 15570 e da Resolução 316 do Conselho Nacional de Trânsito sobre acessibilidade, segurança e conforto. O espaçamento entre os assentos evita apertos semelhantes às de classes econômicas de aviões. As dimensões do corredor do ônibus permitem fácil movimentação interna dos passageiros. Há assentos preferenciais demarcados para idosos e pessoas com deficiência.

Andamos no veículo, fabricado originalmente em 2006. Mesmo sendo adaptado, o ônibus parecia ter saído de fábrica. As portas novas não bateram e o conjunto de assentos também ofereceu um bom nível de conforto para transporte urbano.

Adamo Bazani, busólogo, repórter da rádio CBN e escreve no Blog do Mílton Jung

A Copa na visão de um busólogo

 

A seleção do Dunga deixou a desejar. Mas, no quesito ônibus, o Brasil conquistou a África do Sul. A campeã, Espanha, é referência na fabricação de ônibus e atua aqui pela Irizar.

ônibus na Cidade do Cabo

Por Adamo Bazani

Domingo, 11 de julho de 2010. Final da Copa do Mundo. Copa que foi das surpresas, boas e ruins. Quanto ao futebol brasileiro, a seleção sempre favorita, em qualquer competição, não passou das oitavas de final. A Ditadura Dunga, do aquartelamento, mostrou que santidade pode ganhar o céu, mas não ganha jogo … Nem farra, também. No mundo da música, tanto na abertura quanto no encerramento, um país que não se classificou, a Colômbia, se destacou com a performance que chega perto da perfeição da estrela Shakira, que sacudiu e animou o mundo com sua beleza, simpatia e talento, interpretando a música tema do Mundial, Waka Waka. No mundo animal, destaque para o polvo que tem mais visão de jogo que muito técnico por aí.

Quanto ao mundo dos ônibus, nosso tema principal, o Brasil foi campeão. Cerca de 800 veículos brasileiros serviram os sistemas de Corredores Rápidos Modernos e Segregados que atenderam os espectadores do Mundial e ficarão como legado aos moradores da África do Sul. Deste total, 460, foram para servir, exclusivamente, a Copa. Fora os 32 ônibus da Hyundai, patrocinadora oficial, que ostentavam as frases de cada país participante, veículos que transportaram Comitê Organizador da Fifa, autoridades locais e mundiais, delegações e imprensa. Estes são um misto de São Bernardo do Campo (Mercedes Benz) com Caxias do Sul (Marcopolo). Eles ficarão lá na África, como legado brasileiro.

Mas já que no Planeta da Bola, a inédita Espanha faturou a Taça na Copa do Mundo aqui vai nossa homenagem a campeã. O destaque deste post é para uma fabricante espanhola de carrocerias, que atua antes mesmo de o ônibus se tornar popular no mundo.

A história da Irizar no Brail revela que o País tornou-se um mercado interessante para grandes fabricantes internacionais de ônibus. Além disso, mostra os problemas enfrentados pelo setor com a maxi-desvalorização do Real e a necessidade cada vez maior, frente às instabilidades econômicas, de as encarroçadoras não só se concentrarem no mercado local, mas já pensarem em ser exportadoras dos produtos brasileiros. É também um exemplo mundial de cooperativismo no setor de produção de ônibus.

A Irizar é de Ormaiztegi, região basca ao norte da Espanha. Até o início dos anos de 1990, as vendas se resumiam à própria Espanha, mais Itália, França e Israel. A diretoria decidiu que era hora de expandir os negócios para novos mercados. Foram analisados países que davam prioridade ao transporte rodoviário, o que representaria demanda por carrocerias de ônibus, e cujas malhas ferroviárias eram pouco expressivas ou subaproveitadas. A primeira fábrica da Irizar fora da Europa foi na China, em 1994, mas a empresa foi acionista minoritária no próprio empreendimento, pois as leis do país obrigam que, em qualquer empresa de capital internacional, o governo detivesse 51% das ações. Logo em seguida, foi aberta uma fábrica no Marrocos, ao norte da África.

GARCIA 7815 IRIZAR PB SCANIA

O Brasil entrou nos planos da encarroçadora em 1997, quando desembarcaram os primeiros executivos no País. Para divulgar os produtos, a empresa trouxe três ônibus europeus, comprados pela Viação Garcia, com Chassi Volvo, pela Tranbrasiliana, com Chassi Scania, e para a São Manoel, que usou um chassi Mercedes Benz. A idéia era procurar um parceiro nacional. Depois de várias ofertas foi firmado acordo com a Caio. A planta da Irizar foi instalada ao lado da parceira, na verdade, na desativada fábrica de matérias de fibra de vidro da Caio. Nesta época, não havia cercas e divisões entre as duas empresas.

O primeiro modelo produzido pela Irizar no Brasil foi o rodoviário de luxo Century, apresentado na Expobus de 1998. O veículo chamou a atenção pelo seu desenho e materiais inovadores. Depois foram fabricados outros modelos, como o Intercentury, em 2001, um modelo mais simples para linhas de menor distância e serviços de fretamento. Em 2007, houve um aperfeiçoamento do modelo, que foi dividido em duas categorias, Century Luxury e Century Semiluxury. Antes do lançamento da maior parte destes modelos, porém, a Irizar teve de aprender a se virar sozinha no mercado brasileiro. A crise que afetou a Caio, levando-a à falência em 2000, fez com que a parceria se encerrasse.

Em 1999, a Irizar no Brasil sofre outro susto: em janeiro, o Real sofreu uma desvalorização de 40%. O preço dos ônibus tiveram de ser reajustados principalmente quando se usava peças importadas. O mercado interno desaqueceu. Isso acelerou os planos da Irizar para exportar os produtos feitos no Brasil. Os demais mercados latinos estavam mais aquecidos e a desvalorização monetária tornava os produtos brasileiros mais atraentes para os compradores externos.

Chile, Uruguai e República Dominicana foram os primeiros compradores internacionais de ônibus brasileiros da Irizar. No ano 2000, a demanda européia registrou forte aumento. Para dar conta, a empresa mandava para o “Velho Continente” ônibus produzidos no Brasil. Em 2003, os produtos da Irizar do Brasil chegaram ao continente africano. A precoce onda de exportações deu versatilidade e credibilidade à marca Irizar no mercado interno, que sofria com boatos espalhados pela concorrência sobre a durabilidade dos ônibus e a manutenção da empresa no Brasil.

A empresa começou a sentir os frutos dos investimentos no Brasil em 2005, quando houve crescente procura por seus produtos. Um dos principais marcos da Irizar no Brasil foi o lançamento, entre 2008 e 2009, do modelo topo de linha, PB. As primeiras unidades foram adquiridas pela Viação Garcia, do Sul do País. O Irizar PB já tinha sido lançado na Europa em 2001, e mais uma vez chamou a atenção dos brasileiros pelo desenho diferenciado e os acessórios de luxo, como disposição de equipamentos e poltronas anatômicas exclusivas.

O início da Irizar no Brasil teve comando de Fabián Berridi passando em 2001 para Gotzon Gómes. A empresa surgiu na Europa, em 1889, fazendo carruagens de luxo para passageiros. Nos anos de 1910, começou a se dedicar a fazer carrocerias para ônibus. O nome Irizar é da família fundadora, mas desde os anos de 1950 pertence à cooperativa de seus funcionários. Cada trabalhador da planta espanhola, independentemente do cargo, tem a mesma cota de ações na empresa. No Brasil, o modo de gestão se assemelha ao da Espanha. Em 2008, a Irizar figurou no ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, feito pela Revista Exame.

Uma campeã, assim como a seleção da Espanha.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo, apaixonado pela Copa e mais ainda pela Shakira

De saúde e da falta dela

 


Por Maria Lucia Solla

O assunto da saúde não se esgotou em mim, e de asas abertas aterrissei na conclusão de que os problemas não vieram para ficar; sou eu que, encantada neles, não os estou deixando ir.

Chegando lá foi fácil. Foi só olhar com atenção, que apareceu a solução. Para conquistar a saúde, e mantê-la companheira, é importante manter longe o estresse; viver expontaneamente. Entrar, aceitar, levar o que interessar. Importante deixar que a tristeza chegue, entre, cumpra a missão, e parta, retomando a estrada.

Vivemos agarrados a necessidades que nem são nossas de verdade e vamos com elas na enxurrada. Temos horror da ideia de mudar; temos medo de viver. É por isso que sofremos e esperneamos quando elas são ameaçadas: porque somos escravos delas. Não somos nós que as temos, são elas que nos possuem.

A guarda incansável delas tomam tanto tempo que nem temos tempo de sentir a segurança da própria vida; do simples existir. Nos deixamos sem tempo para amar, para exercitar a ternura no olhar. Deixamos de exercer o verdadeiro abraçar.

Por nós passa despercebida a perfeição do vai e vem da vida. Do bom que vai e vem, como faz o ruim também.

É como se uma nesga de consciência se fizesse consciente em mim. Relembrei que a vida é colcha de momento, de alento e desalento, e é assim que ela é feita; é assim que é perfeita. Tudo sempre novo de novo: encontro, desencontro, encanto, desencanto, claro, escuro, ganho perda, alto, baixo. Onde está o recomeço que eu não acho?

vi que é urgente que a gente se separe
da mágoa da dor da perda da posse e do queixume
e que faça isso ligeiro
antes que a dor se avolume

entendi que é urgente
largar mão da certeza
para arrebanhar mais saúde
mais beleza

manter domados egoísmo e ambição
para manter sadio o coração

entendi que é urgente mudar
não ser dono da verdade
e se dar conta de que sem o outro
a gente é só
metade

Saber falar e calar, reconhecer que depois de cada ação vem a reação.

e que se deve perdoar
bem antes de pedir perdão

é preciso afastar a maldade
abrir o coração de verdade
e de viver ter muita vontade

O que falta pra eu chegar lá é falar de tudo isso com mais humor, maior leveza; é de ver menos a feiúra e mais a beleza!

Quando eu mudar, a saúde com certeza vai voltar e venho aqui correndo te contar.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung

Homens vaidosos e antenados

 

Por Dora Estevam

Homens, homens… Tanto fizeram que conseguiram. O mercado da beleza para os homens cresce cada vez mais. Nem precisa de dados ou estatísticas para constatar, basta olhar nas prateleiras das lojas e perfumarias. Dê uma espiada, também, na banca de revistas.

Moda masculina AbreSim, revistas direcionadas para homens. E olha que a concorrência é grande: VMan, a espanhola Tendências, AnOther Man’s, GQ da Rússia, da França … enfim, várias.

A última da francesa GQ traz o editorial com o modelo polonês Jarek Pietka.O tema é Two Faces, sugere um homem multifacetado que vai do casual ao social, sem crise de identidade, com muita classe e elegância.

E os anúncios são bem parecidos com os das mulheres, verdadeiras promessas de beleza; spray para cabelos; produtos essenciais para cuidar da pele, com ênfase na questão limpeza e tratamentos para oleosidade. E não para por ai, tem algumas promoções que eles fazem com parcerias de revistas e empresas nas quais os participantes se inscrevem e concorrem a kits de beleza; de chinelos a bolsinhas plásticas.

Moda masculina Meio

Assim como nos blogs femininos, nos masculinos eles também deixam suas impressões. Algo como: “sou apaixonado por editorias de moda”. Tem ainda dicas de produções. E as perguntas seguem: o que acharam dessa roupa, você usaria? Verdadeira inspiração.

Moda masculina FechaE eu não posso esquecer realmente do ícone fashion mais badalado do mundo: Cristiano Ronaldo, jogador português. Modelo do Armani tem exibido suas formas (e que forma … ufa!!!) pelas páginas de revistas e publicidade. Ele cuida muitíssimo do físico e da pele. As sobrancelhas bem desenhadas exibidas em jogo de Copa são outro sinal desta vaidade.

Um dia você chega lá, não desanime, é só ter coragem.

O homem antenado acompanha todos os desfiles de lançamentos pela internet. Os últimos, no cat walk de Milão, mostraram o Verão’11. Tem motivos inspirados em caveiras, tem alfaiataria rasgada, tem estilo andrógino, calça com saia (pra homem). Tem de tudo.

Para os pés, quando o termômetro subir e bater aquele sol forte, nada de chinelão: espadrilhes e sandálias.

Use as dicas e renove a sua vida. Seja versátil como a moda. Eu sei que tudo isso é provocante e desafiador, deixe o subjetivo de lado e use o seu charme para deixar as melhores impressões nesta temporada. As mulheres vão amar.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Ônibus rodam com pintura fora do padrão

 

Obrigados a mudar constantemente o visual, empresas alegam não terem tempo para colocar veículos nas ruas dentro das exigências feitas pela EMTU como mudanças na cor e destaque para nome do Governo do Estado de São Paulo

HUMAITÁ 700 BXG 6481

Por Adamo Bazani

As empresas de ônibus que operam linhas intermunicipais nas três Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo têm sido obrigadas a alterar suas pinturas a toque de caixa, por exigência da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Os serviços de funilaria e pintura não param sequer aos domingos e nossa reportagem constatou que empresas com frota menor ou mais antiga têm liberado veículos com pinturas incompletas para atenderem as escalas.

Muitos usuários criticam a padronização pois preferem que cada empresa tenha sua identidade visual própria. Pior, porém, é a ‘falsa’ padronização. Isso ocorre pela pressa das empresas em atender as exigências da EMTU. O serviço não fica bem acabado e informações visuais como nome da gestora, da empresa e a indicação que o ônibus é de serviço intermunicipal e metropolitano acabam, literalmente, ficando em branco.

Literalmente porque a “grande” mudança de padrão de pintura dos ônibus intermunicipais foi a troca do detalhe na cor vermelha para a cor branca no desenho da EMTU, imposta às empresas que transportam passageiros entre municípios dentro das regiões de São Paulo, Campinas e Baixada Santista. As viações confirmam, mesmo que não oficialmente, a pressão para a mudança no detalhe da cor.

Além de pinturas incompletas, sem informações, esta pressa faz com que os trabalhos não sejam feitos de maneira ideal e, em vez de todos os ônibus apresentarem um lay out único, como é a proposta da padronização, que ocorre em São Paulo desde os anos de 1990, cada empresa acaba colocando prefixos em lugares diferentes, nomes da viação, da EMTU, o símbolo da gerenciadora e a inscrição “metropolitano” em tamanhos de letras desiguais de companhia para companhia.

As cobranças são tantas que até veículos antigos que estão prestes a serem vendidos têm de ser pintados de acordo com a mudança estipulada pela EMTU no ano passado.

Oficialmente, a EMTU desmente que as empresas estejam sendo pressionadas e não reconhece que as alterações a toque de caixa têm provocado serviços incompletos. Segundo a gestora, erros na pintura são de responsabilidade das viações que recebem todas as indicações para seguir os padrões visuais.

Nossa reportagem ficou por apenas 15 minutos próximo a um hospital em Santo André, no ABC Paulista, na tarde de domingo, na rua Coronel Alfredo Fláquer e constatou as diferenças entre os veículos e pinturas incompletas.

O primeiro veículo intermunicipal a passar foi da Empresa Auto Ônibus Circular Humaitá. O ônibus estava sem a inscrição “Governo do Estado de São Paulo”, sem o nome da gerenciadora (EMTU) e sem a inscrição “Metropolitano”, que indica que a linha liga pelo menos dois municípios. Em seguida veio um carro da Viação São José de Transportes. A pintura estava completa com o nome da empresa, gerenciadora e símbolo do sistema metropolitano. Logo atrás, veio um EAOSA com os mesmos dados, porém com caracteres diferentes, menores que os da empresa anterior.

Adamo Bazani, busólogo, repórter da CBN e observador

NB: Para ver as imagens dos ônibus citados neste texto, visite o álbum do CBNSP no Flickr

Adoro listrado!

 

Por Dora Estevam

listrado3No próximo verão você vai, com certeza, usar pelo menos uma vez uma camiseta listrada. Se já não a usa.

Digo isso porque nos desfiles de tendências Verão’11 Paris, Milão e NY, todos apresentaram modelos com o tema LISTRAS ou náutico se preferir, tanto no feminino como masculino.

Mademoiselle Chanel (1883-1971) que gostava de usar duas cores – em plena juventude – sentiu-se atraída pela camiseta de um pescador e a transformou em uma peça da coleção; peça que nunca mais foi esquecida por estilistas do mundo inteiro.

E eu te digo, caro leitor, Chanel gostava de homens, por isso a inspiração no uniforme masculino. É verdade, enquanto os outros criadores de moda se exorcisavam de vivências infantis para as suas criações, Coco se inspirava em oficiais da cavalaria e escolas abastadas. Por isso, os casacos sem gola e a famosa camiseta listrada, não esquecendo das calças masculinas. Notavelmente a camisola listrada sem gola ou gola canoa (como era chamada a camiseta na época) era uma das peças preferidas de madame Chanel.

Mas nem só de glamour vivem as listras. No passado, elas eram usadas apenas por pessoas “do bem”: prostitutas, palhaços, boêmios. Na cultura medieval, ocupações como açougueiros, moleiros e outras consideradas menos nobres é que podiam usar roupas listradas.

As listras eram tidas como divisor de águas; o não puro, o transgressor, aquilo que dividia, que mudava, tudo contado no livro “The devil’s cloth: a history of stripes” escrito pelo historiador de arte francês Michel Pastoureau.

listrado7

Quando as listras começaram a ser popularizadas, elas eram feitas somente em peças íntimas; achavam que as listras podiam tocar apenas as partes “sujas” do corpo. Com o tempo todos os objetos que significavam proteção de barreiras contra a sujeira do nosso corpo eram listrados.

Já reparou como a maioria dos pijamas são listradinhos. Pois é, os medievais acreditavam que as listras serviam para impedir a influência nefasta dos demônios nos sonhos. Elas serviam como um filtro de proteção. No mundo contemporâneo podemos identificar as listras em muitos produtos do nosso uso; as roupas esportivas, pastas de dente, códigos de barras; e, sem dúvida, o vai e vem da moda.

Vertical ou horizontal. Até esta questão virou polêmica, veja só: quando o significado das duas cores foi mudando, elas passaram a ser usadas pela aristocracia, mas somente as listras verticais; as horizontais, imagina, eram usadas pelos serviçais e pessoas mais comuns.

Mas elas chamaram atenção pra valer nas revoluções (elas representavam transgressão, lembra?), a ponto de virarem figurinha fácil em bandeiras; pelo mesmo motivo, tornaram-se as queridinhas de artistas rebeldes.

A polêmica não para. Eu diria que nos dias atuais a preocupação é outra: se engorda ou emagrece.

A listra continua vilã. Vai engordar o quê? Vai emagrecer o quê? A roupa emoldura o seu corpo, não faz milagre – nem o tubinho preto. Ajuda se você tentar usar o velho e bom senso na hora de tirar uma dessas do armário.

De qualquer forma, o que importa é se você gosta e está com a produção em mente. Vá em frente e combine o que puder. Ou faça como os “transgressores”.

Adoro quando vejo páginas e páginas nos editoriais de revistas com as fantásticas produções de xadrez com listra e floral. Acho bem divertido. As variações são incontáveis. Modelos como blusas, vestidos, terninhos (risca de giz), tudo ganha poder quando o motivo é listrado. Agora já sabemos o porquê de os estilistas usarem listras nas coleções.

Listrado é simples, chique e sempre moderno.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo no Blog do Míton Jung, às vezes vestindo listras

Novo órgão de transporte terá mais poder que EMTU

 

Governo paulista quer construir rede metropolitana de transporte público em todo o Estado reduzindo a dependência do automóvel. São Caetano sai na frente.

EAOSA 816

Por Adamo Bazani

O Estado de São Paulo pretende criar um órgão para planejar e executar projetos integrados de mobilidade com a intenção de estruturar uma rede que ligue todas as cidades paulistas. Seria a AMT – Autoridade Metropolitana de Transportes com papel semelhante ao da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que tem suas ações voltadas apenas para as três regiões metropolitanas (Campinas, Baixada Santista e São Paulo) e atua nos transportes intermunicipais por ônibus e de fretamento.

A AMT integraria também os transportes intermunicipais de outras regiões e promoveria a interligação com trens e metrô, e a EMTU seria mantida com as atribuições habituais.

Segundo o Secretário Metropolitano dos Transportes, José Luiz Portella, o projeto começou a ser desenvolvido há um ano e meio e, além das linhas intermunicipais, vai contemplar também as linhas internas de cada cidade. Uma tentativa de corrigir o que o próprio secretário diz ser um erro, pois serviços intermunicipais e municipais se sobrepõem, dividem o mesmo espaço urbano, e não há ao menos uma troca de informações entre os gestores. Para isso, o projeto prevê a criação de consórcios em cada uma das regiões. As cidades não serão obrigados a participar desses consórcios.

Com o planejamento e operação em conjunto, contando com as empresas privadas, a AMT teria capacidade de oferecer estímulo para o aumento da qualidade e produtividade dos serviços e integração tarifária real.

O blog teve acesso a partes do projeto.

Em relação à qualidade, melhorias de frota, de malhas e capacitação profissional dos operadores são pontos em destaque. Sobre a questão da produtividade, a ideia é reformular, em parceria com os municípios, trajetos ociosos, privilegiando aumento de oferta nas linhas de maior demanda. A integração tarifária já leva em conta a possibilidade de uso de modais diferentes por um valor fixo. Segundo o projeto, os custos dessa integração, alvos de estudo, seriam compensados pela maior produtividade e viabilidade dos serviços.

A implantação de monotrilhos e VLTs – Veículos Leves sobre Trilhos já está inclusa no pacote de integração.

O projeto da AMT – Autoridade Máxima de Transportes – visa criar mecanismos para desestimular o deslocamento de carro., mas para isso o transporte coletivo teria de aumentar a qualidade.
Esse projeto foi inspirado em modelos de transportes integrados já existentes na Espanha, Inglaterra e Estados Unidos, este último país, no qual os ônibus são integrados até com as ciclovias.

Em relação aos consórcios das cidades, estes teriam de se reportar sempre a AMT que analisaria e aprovaria ou não os projetos locais.

A ideia, segundo fontes ligadas a área de transportes, é remodelar as operações por ônibus, trem e metrô para melhorar a mobilidade no dia a dia dos passageiros e também preparar São Paulo para receber a Copa do Mundo do Brasil de 2014, quando a demanda por transportes de qualidade será maior.

Primeiros passos

A criação da AMT depende ainda de aprovação da Assembleia Legislativa de São Paulo, mesmo assim a primeira parceria para integração de transportes entre um município e o governo estadual já foi firmada, dentro dos parâmetros de funcionamento do futuro órgão.

De acordo com informações do jornal Diário do Grande ABC, o prefeito de São Caetano do Sul, Auricchio Júnior, e o Secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, elaboraram projeto para integrar os ônibus da cidade com os demais meios de transportes de outras regiões de São Paulo, incluindo a Capital Paulista, demais municípios do ABC e outras cidades próximas a Capital. Para Portella e Auricchio foi a primeira experiência para a integração de serviços de mobilidade nos moldes a AMT – Autoridade Máxima de Transportes.

O objetivo do encontro foi expor ideias para a melhoria dos transportes intermunicipais em São Caetano do Sul e como a cidade pode ajudar, pelo seu sistema de transportes local, outras regiões ligadas a ela. Protocolo de intenções entre a Secretaria Metropolitana de Transportes e a cidade de São Caetano do Sul será assinado.

Os técnicos de transportes do município do ABC Paulista diagnosticaram os principais problemas e lacunas nos serviços por ônibus. A partir destes dados, os profissionais devem realizar estudos temáticos separadamente para depois compor um conjunto de propostas que farão parte do acordo entre Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura de São Caetano do Sul.

A população deverá ser consultada, já que estão previstas no cronograma do projeto pesquisas quantitativas e qualitativas com o usuário de transportes de São Caetano do Sul.
Em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC, o prefeito José Auricchio Júnior, afirmou que essa nova parceria, já contando com a atuação da Autoridade Máxima de Transportes, vai preparar a cidade de São Caetano do Sul para a Estação Tamantuateí do Metrô e para a implantação de um sistema de Metrô Leve no território sul sãocaetanense.

Adamo Bazani, repórter da CBN, busólogo, escreve no Blog do Mílton Jung

De todo e Todo

 

Por Maria Lucia Solla

Somos diferentes uns dos outros, diferentes a cada dia; e a equipe que nos compõe e mantem vivos tem vida mais curta que a nossa.

50 trilhões de células trabalham com um só objetivo: nos manter funcionando. E, mesmo as que nasceram ou acabaram danificadas, fazem o que podem. Estamos nas mãos delas, e elas nas nossas.

Agora, como manter satisfeito e saudável um plantel de 50 trilhões de células que vivem para nos dar vida, e que por nós morrem? Dando a nossa vida pela Vida?

As células, imagino, não têm visão global. Não veem o quadro inteiro e não intelectualizam sua função: “Agora estou transportando oxigênio para os pulmões de maria lucia, para que ela respire e continue dando a vida dela pela Vida”. Claro que não! Simplesmente fazem o que têm para fazer porque estão ali para isso.

Tem as que põem fogo na fornalha, as que transportam o combustível adequado para cada departamento, e tem as que cuidam da limpeza dá máquina. Nada pode falhar. Perfeição!

As células do coração recebem, das outras, condições para exercerem sua função. E exercem. O mesmo com as células dos intestinos, pulmões, pele, e por aí vai. Nascem, crescem, desempenham a função de manter o todo funcionando, para que esse todo cresça e desempenhe sua função, seus dons, para que um Todo maior funcione e desempenhe a Sua função…

Inimigo invade o corpo, representa ameaça, vem a equipe da defesa e dá a vida pela vida. Tua e minha.

Agora, voltando ao fato de sermos diferentes, a diferença não está na composição. As 50 trilhões de células tuas são do mesmo tipo que as minhas, só que vibram em frequência diferente. Como dois violões feitos por artesãos diferentes, de madeira nascida de árvores diferentes, têm som diferente.

nós
você eu
ele ela
preto branco amarelo vermelho
ocidente oriente
norte sul
jovem velho
feio bonito
lá cá acolá
unha cabelo pele osso
sangue suor filé mignon pescoço

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira, realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung