Ônibus em São Paulo anda mais devagar que galinha

 

Corredores mal planejados reduzem a velocidade dos ônibus para até 12km/h, em média, enquanto as galinhas atingem velocidade de até 15km/h.

Adamo bazani

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Uma fila de ônibus no correr da Santo Amaro, zona sul da capital, é o que se percebe na primeira foto do acervo de Alberto Gomes, feita em 1988. No primeiro plano há um Caio Amélia Mercedes Benz da Gatusa, outro da São Luis e um Marcopolo Torino Scania da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos.

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Uma imensa fila de ônibus no corredor das avenidas Rebouças e Eusébio Matoso, sem ponto de ultrapassagem, é o que se vê na imagem feita pelo repórter fotográfico da Folha Imagem, Renato Stockler, em 2005.

Especialistas em trânsito e mobilidade urbana são unânimes em dizer que os corredores de ônibus são uma das medidas para melhorar os deslocamentos urbanos, diminuir congestionamentos e atrair os passageiros dos carros para o transporte público. Os ganhos ambientais com a redução das frotas de carros de passeios também são grandes. Um ônibus pode tirar das ruas de 20 a 40 carros de uma só vez. São dezenas de escapamentos sendo substituídos por um único veículo. Esses ganhos se tornam maiores ainda se os corredores de ônibus contarem com veículos de tecnologias limpas como os trólebus.

Cidades de condições econômicas diferentes mostraram que corredores modernos podem, sim, ajudar e muito nos problemas urbanos.

Lion, na França, possui um dos mais modernos sistemas de ônibus elétricos, integrados até mesmo com carros de passeio, que param em determinados pontos, em bolsões de estacionamento, para seus donos seguirem para as áreas mais movimentadas de transporte público. Curitiba, no Paraná, o primeiro sistema de ônibus expressos do mundo, inaugurado em 1974, foi um dos agentes principais para remodelar a cidade, que é considerada modelo. Na Colômbia, o Transmilênio é um dos casos mais bem sucedidos da América do Sul, contando com ônibus modernos, de grande capacidade, num sistema que agiliza as operações com o pagamento da passagem antes do embarque e pontos de ultrapassagem. Entre São Mateus, na zona Leste da Capital Paulista, e Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, passando pelos municípios do ABC Paulista, o corredor, na maior parte dos trechos segregado dos demais veículo e eletrificado, foi considerado por um índice de qualidade da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que leva em consideração a opinião dos usuários, entre outros fatores, o melhor sistema de ônibus intermunicipal do Estado de São Paulo. O fato de a maior parte do corredor ser eletrificada, é um dos pontos apontados como positivos pelos usuários.

Enquanto isso, na capital paulista, os corredores de linhas municipais, apesar de apresentarem avanços e melhorias ainda têm muito a ser modificados.  A partir de 2001, houve um grande contrassenso em relação a tecnologias limpas nos corredores. Ligações como as da Nove de Julho e de Santo Amaro, na gestão da então prefeita Marta Suplicy perderam as redes aéreas de alimentação, aposentando quase metade dos trólebus em São Paulo. A velocidade média dos ônibus, atualmente,  é considerada muito baixa para o esperado, de acordo com os dados da própria CET e SPTrans. (A velocidade nos corredores você confere abaixo). Não há pontos de ultrapassagem para os ônibus e, muitas vezes, os corredores se limitam a faixas pintadas na via comum ou separadas por um canteiro. Mas por que isso?

Na história da formação dos corredores de São Paulo é possível encontrar algumas respostas, com fatos e não com opiniões apenas.

Um destes fatos foi a falta de planejamento. A cidade cresceu privilegiando os carros, quando se passou a investir nos corredores havia pouco espaço para serem implantados. A maior parte surgiu defasada e sem estar preparada para absorver o aumento da demanda provocado pelo crescimento da cidade.

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Novas estações ainda não aliviarão metrô

 

Linha Amarela do Metrô de São Paulo

A entrega das duas primeiras estações da linha 4-Amarela do metrô não será suficiente para amenizar a situação daqueles que se aglomeram nas plataformas e enfrentam dificuldades par embarcar nos vagões nos diferentes ramais do sistema. A inaguração será nessa terça-feira e a nova linha que funcionará em sistema de teste durante as próximas semanas ligará a avenida Faria Lima, no Largo da Batata, até a Avenida Paulista. Para que os primeiros resultados sejam percebidos será necessário que a extensão da linha ocorra ao menos com a abertura de mais duas estações – Butantã e Pinheiros – o que deve ocorrer até o fim do ano.

Novo modelo de concessão e tecnologia avançadas são marcas da linha 4-Amarela, conforme destacou em entrevista o secretário estadual de Transportes Metropolitano José Luis Portela. O novo trecho deverá ser percorrido em pouco mais de 6 minutos, o que oferecerá enorme ganho principalmente para os passageiros de ônibus que hoje perdem de 20 a 30 minutos, apesar da existência de um corredor exclusivo.

Para conhecer as novidades que estarão disponível acompanhe aqui a entrevista com o secretário Portela que foi ao ar, nesta terça-feira.

Lixo da cidade

 

O lixo toma o espaço dos pedestres na rua Maria Branca, Vila Rosária, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, conforme registra o colaborador e ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias. “No local, proliferação de insetos e roedores”, relata.

Lixo na maria branca

Não muito diferente é a situação encontrada pelo repórter da CBN Juliano Dip que no sábado passou pelas margens do rio Tamanduateí, desde o Viaduto Grande São Paulo até a rua São Raimundo.

Lixo no Tamanduateí

Paixão uniu música e games

 

Marcelo Martins sempre gostou de videogame e mesmo casado não abre mão de se divertir diante do monitor. Desde o início do ano tem uma ótima desculpa para continuar “brincando”: montou uma empresa com mais três colegas na qual produzirá música para videogames. Com ele, estão Daniel Maudonnet, André Tavares e Patrick Andrews que apostam no crescimento deste mercado no Brasil, além da possibilidade de passarem a trabalhar com desenvolvedores no exterior.

Nesse sábado, conversei com Marcelo no CBN São Paulo. Você confere a entrevista aqui e nos links a seguir ouve algumas das trilhas compostas pelo quarteto.

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Passeio e cultura no cemitério

 

A importância da Marquesa de Santos vai muito além do que se conhece nos livros de história. Por obra dela foi possível a construção do Cemitério da Consolação que foi ponto de encontro de um grupo de paulistanos, nesse fim de semana. Foi de lá que Carlos Beutel e Laércio Cardoso de Carvalho conversaram comigo, no CBN SP desse sábado, sobre o projeto “Visita à Arte Tumular˜, no qual visitaram túmulos de pessoas famosas como dos escritores Monteiro Lobato, Oswald e Mário de Andrade e conheceram obras de artes assinadas por Victor Brecheret e Luigi Brizzolara.

Na entrevista que você ouve aqui conheça mais histórias sobre a Marquesa de Santos e o cemitério da Consolação.

Conheça mais nos sites Caminhada Noturna e Arqbacana

Conte Sua História de São paulo: Uma voz e tanto

 

pc_ma_hv229_rt03- Adilson Pereira Lobo

Foi no caminho para o Hospital das Clínicas, a bordo do bonde, que Adilson Pereira Lobo encontrou sua primeira plateia. Menino ainda, adorava cantar “Lampião de Gás”, de Inezita Barroso, e chamava atenção do motorneiro e dos passageiros. A viagem era em virtude do tratamento que teve de se submeter para tratar a paralisia infantil, em um esforço recompensado pela evolução que teve apesar da restrição para caminhar. Boa parte desta trajetória foi acompanhado pela mãe, “uma guerreira” como descreve no depoimento gravado pelo Museu da Pessoa para o Conte Sua História de São Paulo. Ela teve de cuidar dele sozinha, desde os quatro anos de idade, pois o pai havia morrido.

Nascido no bairro do Belenzinho, hoje mora em Guarulhos, mas foi em São Paulo que desenvolveu suas habilidades. É mestre em linguística, professor de inglês, faz dublagem e tem a música como hobby – e você poderá conferir na gravação que foi ao ar no CBN São Paulo o talento que conserva.

Ouça o depoimento de Adilson Pereira Lobo, no Conte Sua História de São Paulo, sonorizado pelo Cláudio Antônio

Você pode participar, também, do Conte Sua História de São Paulo. Marque uma entrevista pelo telefone 2144-7150 ou no site do Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: Pizza e futebol

 

Palmeiras 4 x 2 Grêmio
Brasileiro – Palestra Itália

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Foram três horas de espera até que o forno alcançasse temperatura próxima dos 450ºC e a massa da pizza passasse a integrar o cenário até então recheado de fogo, brasa e lenha. Com as mãos untadas de farinha, e a satisfação de ter a família e amigos em volta, as lâminas entravam cruas e de lá saiam saborosas. Nada seria capaz de estragar aquela noite de sábado.

A TV estava distante o suficiente para não atrapalhar a conversa e, ao mesmo tempo, nos chamar atenção caso surgisse um grito de gol. Não deixaria de acompanhar a partida, é lógico, mesmo com a ressaca da “peixada” de quarta-feira. Confesso, porém, que a atenção aos convivas era maior.

Era dia de festa em casa. E no Palestra Itália, também.

Foi o último jogo no estádio que serviu de palco para jogadores e jogadas memoráveis, muitas das quais lembradas por parte dos 19 mil torcedores que estiveram, ontem à noite, no capítulo final. Pela importância do feito talvez até merecesse cerimônia mais apropriada, mas a diretoria do Palmeiras não aparentava clima para tanto.

A mesa com pizza foi a minha homenagem com sabor italiano ao Palestra.

Estive algumas poucas vezes por lá. Sempre para assistir ao Grêmio. De saudade, ficará a goleada mais comemorada que o meu time já levou: 5 a 1, em 2 de agosto de 1995. O gol de Jardel, aos 8 minutos de partida, garantiu a classificação à fase seguinte da Libertadores, pois o Grêmio havia vencido por 5 a 0 o primeiro jogo no Olímpico.

Assim como ontem, um dos gols palmeirenses foi em impedimento. Este, porém, é um detalhe que poucos devem se lembrar. Estes momentos acabam escondidos diante de tantos registros considerados significativos em uma conquista.

O Grêmio de ontem ainda responde as emoções enfrentadas no meio da semana pela Copa do Brasil. Sofre de problemas físicos que tem tirado jogadores fundamentais como Borges. Parece não ter acordado ainda para a realidade do Campeonato Brasileiro. Talvez precise de mais algumas rodadas e mexidas de ânimos para sintonizar-se na competição.

Assim como na pizza que agradou a todos, aqui em casa, teremos de ter paciência para que a chama que sempre moveu o Grêmio se ascenda e chegue a tempetura ideal no momento de saborearmos mais um título para o Imortal Tricolor.

De sombra

Por Maria Lucia Solla

Ouça De sombra na voz da autora, e sonorizado por ela

De sombra

Ego é assunto matreiro. Cresce quando ouve falar de si. Empana a visão da gente. Tenta torcer e retorcer tudo a seu favor. Sempre.

Assim como Jung – com todo respeito e guardadas as proporções devidas – sou sujeito de minhas próprias experiências e de minhas conclusões. Cada dia novas amostragens, novas análises, conclusões renovadas. Apesar de envelhecer, sou nova, a cada dia. Como ele, me meto em tudo o que me atrai. Vou atrás da Mitologia, da Alquimia – no meu caso no fogão -, da Fotografia, do Teatro, da Literatura, do Artesanato, e por aí afora. Cada dia mais longe e, contraditoriamente, mais perto do centro de mim.

Circulei e ainda circulo pelo I Ching, Lexicograma, pelo Tarô de Marseille, pelas Runas, Astrologia, Cosmologia, Psicanálise, Reiki, Pirâmides, Feng Shui, Regressão. Sou curiosa; já confessei. Visitei e ainda visito as ideias de religiões, da espiritualidade e do equilíbrio interior e, nesse particular, onde consegui encontrar algumas respostas e maior paz, foi no silêncio da meditação.

Presto atenção no comportamento dos meus amigos, dos inimigos e principalmente no meu.

e é aí que o bicho pega
quando a gente se olha
acreditando ver
e se dá conta de que perdeu
e ainda perde tempo demais na fantasia
sem se olhar de verdade
ou olhando sem se ver

A gente se considera às vezes demais às vezes de menos. Difícil se olhar e se ver simplesmente. Difícil aceitar a carcaça e a limitação que nos impõe. Difícil aceitar a fugacidade da vida, a lerdeza do momento difícil e a velocidade incontrolável daquele saboroso.

difícil viver
difícil morrer

Fico ofendida quando me considero importante demais e não admito que não me tratem com a deferência que creio merecer. O egão empedernido se rebela.
E sofro.

não chora
não dá bola
se vira dá de ombros e rebola
mostra a língua
o negócio é viver

Fácil dizer!

Como lidar com o danado do ego? Ego é tradutor do inconsciente. Censor e repressor. É ele que reconhece nossa identidade pessoal.

quando inflado toma conta do pedaço
te leva às alturas te empana a visão
e num zaz te atira de cara no chão

Não domamos o ego porque simplesmente não nos convém. Nos recusamos a reconhecer nosso lado sombra. Só queremos o lado claro da lua.

os outros têm
e nós o vemos muito bem

É preciso declarar no espelho a própria ignorância, para que ela nos impulsione na escalada do saber.

é preciso aceitar cada faceta
da nossa limitação
para que ela nos leve à compreensão
e abra uma brechinha no véu da ilusão.

No nosso lado luz, já estamos carecas de focar com lente de aumento para que possamos muito mais brilhar, e o outro ofuscar.

O perigo está em ofuscar tanto, que você acaba deixando de ser visto.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve, iluminada, no Blog do Mílton Jung

Homem quentinho

 

Por Dora Estevam

Bem quentinho e com estilo próprio, é assim que o homem vai passar o inverno brasileiro 2010. E o melhor de tudo, com roupas que tem a sua cara.

Seja para homem clean, clássico, alternativo, moderno ou elegante, tem proposta para todos.

Foto 4Inverno é assim: quando ele está chegando você tira uma pecinha aqui, outra ali, vê o que dá para usar, o que está conservado e o que também não está, o que por algum motivo foi fazê-la parar no fundo do armário.

Ai, vem à velha pergunta: mas isso ainda está na moda?

Bem, posso dizer que você não deve se preocupar com isso, pelo menos neste momento.

Roupa de homem tem sempre um estilo próprio, as peças normalmente são básicas e acabam virando peças-chave no armário. Veja aquele caschemere amarelinho: nossa, tá novinho! Quem bom. Vai evitar um gasto com isso.

E os ternos? Vai ano vem ano e as cores são basicamente as mesmas: preto, cinza, azul marinho, bege. Ah mas ai você me cobra: e as tendências, como ficam ?

É simples: troque as camisas, as gravatas e os sapatos e você terá um novo e eterno terno. A elegância está nas suas escolhas. Caso o terno esteja batidinho ai sim vale a pena comprar um para repor, sem dúvida o terno é o melhor companheiro do homem na hora de fechar o grande negócio.

A dupla infalível é o paletó com jeans. São chics e vão do dia à noite, sem problemas. Também tem a linha jaqueta de couro com calça de algodão, fica lindo. E são modelos que com certeza todo homem tem no guarda-roupa.

Homem também gosta de gastar com roupas, então quando chega o fim de semana correm para os shoppings e não param mais, a listinha é tão longa quanto à das mulheres: vai relógio, cinto, tênis, sacola de academia, uma pólo bem bacana e moderna (dessas inspiradas nos estilos colleges americanos) um belo par de mocassim, o perfume, os óculos de sol e por ai vai.

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Na verdade os últimos desfiles mostraram uma tendência muito forte voltada para o lado esportivo, mas uma moda mais grunge, tipo não to nem ai pra nada, e o estilo roqueiro, que não é pra todo mundo.

De qualquer forma vale a experiência de usar o que quer de maneira prática, estilosa e confortável.

Sem deixar ser quentinho.

Dora Estevam é jornalista e escreve aos sábados no Blog do Mílton Jung