Adote um Vereador tem encontro domingo, em SP

Simbolo do Adote um VereadorContar como acompanha o trabalho do vereador “adotado”, tirar dúvidas sobre a navegação no wikisite da campanha e descobrir novos caminhos para fiscalizar a ação parlamentar. Estas são algumas oportunidades que você terá ao participar do 1º Encontro do Adote um Vereador de São Paulo, neste domingo, às duas da tarde, no Centro Cultural São Paulo.

Um dos organizadores do wikisite da campanha, Everton Zanella, acredita que no bate-papo entre os “padrinhos”  possamos  encontrar formas de expandir ainda mais o projeto que, atualmente, mantém sob fiscalização 60% dos 55 vereadores da capital paulista.

Maurício Kanno comenta no fórum do wikisite que  “sinto que está nascendo um grupo (ainda que informal) influente (que seja pela intenção e ação individual de cada um), com futuro”. Neste domingo, teremos boa chance de tirar a temperatura do envolvimento dos “padrinhos”.

O Joildo Santos lembra que o encontro será no Centro Cultural São Paulo onde no mesmo dia se realizará, uma hora depois, reunião da Wikimedia Brasil, da qual você também participará.

Ouça a entrevista de Everton Zanella ao CBN São Paulo 

Foto-ouvinte: Política na UTI

Ambulância do Mutran

Na mensagem, o título era “Ambulância suspeita”. Imediatamente abri o arquivo de foto e logo percebi que não há nada de suspeito no carro  flagrado pelo ouvinte-internauta Fábio Porlan, na rua Turiaçu, em frente ao estádio do Palestra Itália, zona oeste. Está lá bem grande para quem quiser ver, aliás é para todos verem. A ambulância é de propriedade do vereador mais antigo da Câmara Municipal de São Paulo, corregedor da casa e presidente da comissão de finança, Wadih Mutran. É resultado da política assistencialista implantada por políticos brasileiros com a desculpa de que estão trabalhando para o bem do povo. Mutran é o mesmo que foi flagrado entregando cadeiras de roda em pleno comitê eleitoral, no ano passado.

Com que roupa eu vou

Cartaz da Pedalada Pelada
Indecente ? É perder 3.500 vidas em “assassinatos” no trânsito. Com esta chamada, os organizadores da Pedalada Pelada, em São Paulo, justificam a adesão ao evento que internacionalmente é conhecido por World Naked Bike Ride e deve se realizar em 150 cidades. Na capital paulista, mais puritanos, os participantes se contém e não costumam “vestir-se a rigor” para o encontro. No ano passado, apenas um ciclista avançou a “moral e bons costumes” sofrendo advertência policial.

André Pasqualini, ciclo-ativista, explica que a WNBR se iniciou na cidade espanhola de Zaragoza, em 2001, ganhando apelo mundial dois anos depois. “Muitos usam o nu como uma referência a sensação de insegurança e desproteção que o ciclista sofre no trânsito das grandes cidades. Já os naturistas, buscam celebrar a beleza do corpo humano, livre das ditaduras das belezas, onde nenhuma barriguinha ou celulite será perdoada”, escreve no Blog CicloBR.

Prá que ninguém fique com a mesma dúvida que a Odete, ouvinte-internauta, que deixou mensagem logo aí embaixo: o André Pasqualini não é organizador do WNBR São Paulo, apenas o utilizei como fonte da informação, pois mantém um blog de credibilidade e sempre está por dentro do que se realiza em torno da bicicleta. A propósito, não sei se ele ficou nu no evento do ano passado. Nem sei se ficará no deste ano. Se você quer tirar a dúvida, vá até a Paulista amanhã.

Canto da Cátia: Quem vê cara …

Lago da Aclimação está cheio

… não tem ideia do lodo escondido sob a água da chuva que encheu o lago da Aclimação, região central da capital paulista. O local foi cenário de algo inusitado há um mês quando um problema mecânico esvaziou o lago que fica no meio do parque. A Cátia Toffoletto esteve por lá na manhã desta quinta-feira e constatou que apesar da bela imagem estar de volta, os problemas estão longe de serem resolvidos. A prefeitura alega que depende da licitação que contratará empresa para prestar serviço de manutenção para dar início a operação de retirada do lodo que está no fundo do lago.

Alguns levados pelas mãos, outros no colo, mas todos vão

Por Abigail Costa

Voltar para casa é sempre bom. Mas ando enrolando as minhas saídas do trabalho às sextas-feiras. É como se o tempo gasto em conversas no fim do expediente me distanciasse de uma realidade com hora marcada Falo da movimentação de centenas de mulheres e dezenas de homens, carregando malas, pacotes, trouxas de roupa.  O ponto de encontro é numa praça vizinha ao terminal rodoviário da Barra Funda, aqui em São Paulo.

Eles de um lado, e muitos, mas muitos ônibus do outro.

O destino: penitenciárias no interior paulista.  Em meio a agitação  dos  camêlos que tentam vender mercadorias de útima hora e dos sanduíches reforçados de pernil, que valem por um jantar (sim, é preciso forrar bem o estômago, muitos viajam até 600 quilômetros.).

O que me faz “enrolar ” para deixar a redação, são imagens que ficam martelando na minha cabeça, cenas que me fazem imaginar histórias, sem muita expectativa de final feliz. Não são apenas homens e mulheres que vão visitar parentes nas celas. São filhos levados pelas mães, muitos ainda de colo, outros pequeninos que já andam,  arrastados pelas mãos. Eles também estarão no sábado pela manhã, num ambiente,  para eles familiar.

É aí que viajo: Que conversas eles ouvem ? O que passa nessas cabeçinhas ainda sem maturidade ? Eles tem idéia por que estão lá? Seria esse o lazer dessas crianças, o páteo das penitenciárias?

Nada contra filhos visitarem pais, ainda que nesses lugares. É direito assegurado por lei. É justo. Injustiça é o que pode vir pela frente.

Quanto eles  terão de lutar para ter uma vida diferente?
Quantos olhares maldosos de julgamentos desnecessários terão de ignorar?
Quantos deles terão o discernimento de pegar um atalho para outros rumos?

Desses que amanhã embarcarão mais um vez para uma longa viagem, sem mesmo ter noção de que rodovia estarão passando, quantos terão uma sorte diferente da que eles conhecem e convivem ?

Quantos?

Abigail Costa é jornalista, daquelas que jamais serão pautadas pela insensibilidade

Menos criança, melhor professor e jornalismo de qualidade

Imagem reproduzida do NYT

Provocado pelo secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, fui ler no site do New York Times reportagem sobre o aumento do número de alunos nas salas de aula, em Nova Iorque. O debate que se espalha nos Estados Unidos se reforça com a constatação de que nas classes nova-iorquinas tem de 10 a 60 por cento mais estudantes do que nas cidades vizinhas e isto estaria provocando a saída de algumas famílias que temem a queda na qualidade de ensino.

O prefeito Michael Bloomberg disse que se a escolha é por classes menores ou por melhores professores, ele prefere com os melhores professores. E, assim, o investimento na educação tem sido neste sentido.

Apesar da indignação das famílias, diz o NYT: “As reduções no número de estudantes na sala frequentemente tem pouco efeito na performance dos alunos”.

O debate se desenvolve há décadas e existem alguns consensos como o fato de que o tamanho da classe tem maior influência entre os mais jovens e o efeito é mais profundo quando existem menos de 20 estudantes na sala de aula.

A indicação da reportagem foi motivada pela conversa que tivemos sobre a qualidade da cobertura jornalística em especial na área de educação. Alexandre Schneider entende que, mesmo críticas e necessariamente críticas, as reportagens poderiam se basear em estudos científicos para termos um debate mais qualificado. No que concordo plenamente.

Tenho como exemplo, a discussão do sistema de progressão continuada, apontado como motivo do mau desempenho dos alunos na rede pública de ensino. Todo trabalho realizado até aqui foi incapaz de demonstrar que a forma padrão – “como era no meu tempo”, costumam  dizer alguns pais – com ciclos de apenas um ano seja melhor que a progressão continuada. Comparado, o desempenho de cada um dos sistemas é bastante semelhante. No entanto, se acompanharmos as notícias sobre o tema a tendência é de mostrar a incompetência do formato atual com ciclos de três ou quatro anos.

A revista Carta Capital promoveu esta discussão em uma de suas edições recentes.

De volta ao tema do NYT e de olho no que acontece por aqui.

No ensino infantil e fundamental, na cidade de São Paulo, o número médio de crianças nas salas de aula varia de 30 a 33, de acordo com o estágio de ensino, segundo dados de 1º. de março. Alexandre Schneider justifica que a quantidade de estudantes por classe tem diminuído nos últimos anos, mesmo com o fim do “turno da fome”, turmas que tinham de estudar das 11 da manhã às três da tarde.

Há determinação da Secretaria para limitar a 32 alunos as salas da primeira série e a 35 as demais, porém quem for ao extremo da capital encontrará classes com até 39 crianças. Situação que se complica a medida que ocorre nos locais mais pobres – Capela do Socorro, M’Boi Mirim, Itaim Paulista, e Perus -, onde a estrutura familiar também tende a ser precária.

Que professores mais bem qualificados poderiam superar esta demanda na rede pública de ensino, não tenho dúvida. Aqui ou em Nova Iorque. Aliás, jornalistas mais bem preparados para o debate, também.

Avalanche Tricolor: Soy loco por ti !

O velho Grêmio Copeiro está de volta

Boayacá Chicó 0 x 1 Grêmio

Libertadores – Tunja (Colômbia)


O atacante deles está próximo da linha de fundo. Na posição onde, antigamente, aparecia o ponta esquerda. Quer chegar na área para o gol. Mas, precisa voltar com a bola. Há três jogadores do Grêmio na marcação. Assustado, procura um companheiro de time. Encontra, mas antes de a bola chegar até ele, um quarto gremista aparece. A bola é do Grêmio. O jogo está 0 a 0.

A cena descrita acima não vai aparecer nos melhores momentos da partida desta noite , no acanhado estádio La Independencia.  Os editores vão preferir o gol de falta de Souza, aos 32 do primeiro tempo; a incrível jogada de Jonas que conseguiu de uma só vez perder três oportunidades de marcar; os muitos chutes contra o goleiro Velásquez que foram para fora, que foram para o travessão, que foram parar nas mãos dele.

Para mim, porém, aquele lance do primeiro parágrafo, foi o mais significativo desta partida em que o Grêmio marca uma virada na sua trajetória de 2009 e na sua história de Libertadores.  Nunca antes – como diria o Presidente – havíamos vencido de um time na Colômbia. Nem mesmo quando conquistamos o bicampeonato da América, na casa do Nacional, em Medellin.

No instante em que vi os jogadores do Grêmio “caçando” o adversário, como se fosse um exército determinado a superar o inimigo, certos de que para vencer o jogo precisavam conquistar aquela batalha, naquele minuto, ficou claro para mim que o Imortal Tricolor estava de volta a Libertadores.

O que aconteceu dali para a frente, o único gol marcado em meio a uma centena de gols perdidos, a preferência ao toque de bola para “matar” o jogo em lugar do chutão, os desarmes do meio-campo, a firmeza da defesa e a presença segura de nosso goleiro nos poucos momentos em que foi exigido, não me surpreenderiam mais, após redescobrir o Grêmio Copeiro que já nos ofereceu dois títulos da América.

Que venha o terceiro, porque “soy loco por ti, América”!

Mordaça ainda põe em risco servidor público, diz procurador

A tentativa de impedir a divulgação da opinião dos servidores é prática comum no poder público, segundo o presidente do Sindicato dos Procuradores do Estado de São Paulo, José Procópio Dias. Na própria Procuradoria Geral do Estado apenas aqueles que são autorizados pelo cúpula da instituição podem conceder entrevistas, apesar de os procuradores terem autonomia para realizar seu trabalho.

A Lei da Mordaça é uma das formas de impedir que os agentes públicos opinem ou façam críticas a estrutura do Estado, como ocorre, por exemplo, com o delegado Roberto Conde Guerra que teve seu blog censurado pela Justiça sob a acusação de cometer injúria e difamação, além de ter sido transferido para uma cidade menor do interior paulista, enquanto responde a inquérito que pode lhe valer a expulsão da polícia (saiba mais clicando aqui).

Para o procurador muitas vezes a censura é velada e o servidor se vê constrangido a calar. Na entrevista que concedeu ao CBN São Paulo, José Procópio Dias relatou casos de funcionários que foram prejudicados após publicarem sua opinião ou foram proibidos de falar por estarem investigando casos envolvendo autoridades do Estado.

Ouça a entrevista do presidente do Sindicato dos Procuradores do Estado de São Paulo José Procópio Dias

São Bernardo ensina a combater violência na escola

Reduzir em até 40% o número de atos infracionais dentro das 230 escolas da rede pública municipal e estadual, em São Bernardo, região metropolitana de São Paulo, é a meta de uma força-tarefa organizada pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria da Infância e Juventude. Em pouco mais de um ano de trabalho, teria havido uma queda de até 20% nas ocorrências, segundo a promotora Vera Lucia Acayaba de Toledo.

Lesões corporais, agressões entre alunos, contra professores e de professores, roubos e furtos, e consumo de drogas, são algumas das questões que deixaram de ser vistas apenas como caso de polícia e passaram a ser encaminhadas para um grupo multidisciplinar que se formou na cidade.

Para entender a boa experiência de São Bernardo ouça a entrevista com  a promotora da Infância e Juventude Vera Lucia Acayaba de Toledo. Vale a pena !

Vereadores não sabem para que servem vereadores

De cada 10 vereadores que concluiram o mandato em 2008, seis não sabiam qual era o papel do vereador. Foi o que mostrou pesquisa realizada pelo Interlegis do Senado e talvez explique a baixa qualidade do serviço prestado  pelas Câmaras Municipais e o baixo índice de confiança da população.

Para “aprender” a ser vereador, mais de 800 parlamentares, com mandato que se iniciou neste ano, se reúnem na Assembléia Legislativa de São Paulo, a partir de hoje à noite. Uma das tarefas propostas é a utilização do Índice Paulista de Responsabilidade Social, que será apresentado a eles, como parâmetros para as medidas propostas nos municípios.

Com tanto vereador sem saber o que fazer, surge a oportunidade para o eleitor interferir no trabalho legislativo, fiscalizando o parlamentar, exigindo comportamento ético e sugerindo ações em favor do cidadão. Aproveite para conhecer o wikisite da campanha Adote um Vereador

Ouça a entrevista do presidente da União dos Vereadores de São Paulo Sebastião Misiara