Participe do lançamento do livro “Comunicar para liderar”

 

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Você está convidado a participar do lançamento do livro Comunicar para liderar,publicado pela Editora Contexto,que se realizará nessa sexta-feira, dia 24 de julho, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo. Às seis da noite,a fonoaudióloga Leny Kyrillos e eu estaremos no palco do Teatro Eva Herz conversando sobre o tema que nos motivou a escrever este livro: a comunicação como habilidade essencial para você liderar uma empresa, uma equipe ou a sua própria carreira. Será um prazer recebê-lo no programa e na sessão de autógrafos que se iniciará em seguida. Aqui no blog, antecipo para você um trecho da introdução do livro:

 

“É tal a sua pressa de comunicação
que eles se esquecem de
aprender primeiro a expressar-se”

 

Genial este Mário Quintana! Sempre à frente de seu
tempo e capaz de traduzir pensamentos de forma
tão simples quanto precisa. Ainda era 1973 quando
publicou o verso acima no Caderno H, coletânea de
textos reproduzidos no jornal Correio do Povo, do Rio Grande do Sul. Em um
tempo em que a velocidade das coisas não parecia ainda ser um problema no
cotidiano, a sensibilidade de Quintana o fez perceber a importância de uma
das características essenciais para que as pessoas se comunicassem de forma
qualificada: a expressividade. O poema “A ilegível mensagem” é de uma atualidade
incrível e nos inspira a trazer, neste livro, nossas crenças e convicções de
que a comunicação é primordial para você que pretende liderar pessoas ou a si
mesmo, na vida pessoal e profissional.

 

A partir da experiência que cada um de nós desenvolveu em suas carreiras,
na fonoaudiologia e no jornalismo, no espaço reflexivo da academia
e impactado pelas emoções que encontramos nas ruas, nosso conhecimento
foi sendo forjado. No contato com pacientes e fontes de informação, dúvidas
surgiam de nossa parte e por parte daqueles com quem conversávamos. Em
atendimentos no consultório, em entrevistas e em palestras, encontramos
executivos motivados, interessados em aperfeiçoar sua comunicação, assim
como muita gente que precisava ser incentivada a melhorar sua maneira
de falar.

 

Havia, também, pessoas com muito conteúdo a oferecer, mas com uma
tremenda dificuldade de organizar suas mensagens, de convencer seus líderes
e liderados ou, simplesmente, de passar seu recado à frente. As perguntas se
sucediam e éramos desafiados a entender ainda mais e melhor este mundo
fascinante da comunicação. A cada situação com que nos deparávamos, discutíamos
as inúmeras possibilidades de que dispúnhamos para oferecer a melhor
resposta. Para fazermos a diferença na vida deles!

 

Foi a obsessão por fazer da comunicação um instrumento de transformação
das pessoas que nos uniu há 15 anos, quando participamos de
um mesmo projeto que resultou em livro no qual o foco era a expressividade.
No decorrer desse período, estudamos muito, refletimos, debatemos,
trocamos experiências, nos abrimos para outras formas de praticar o que
sabíamos e, sobretudo, nos convencemos de que a comunicação estava diretamente
atrelada ao conceito de liderança.

 

Entendemos que líderes só são capazes de exercer essa função quando
se comunicam bem! E nós poderíamos ajudar você a desenvolver essas habilidades
com base em nossos questionamentos, nossas diferentes formações
e nossas reflexões em conjunto. Foi dessa grande vontade de oferecer
algo melhor que surgiu Comunicar para liderar, que, até então, era apenas
um conceito na nossa cabeça.

 

Escrever este livro nos ofereceu oportunidades impressionantes. A
cada encontro, troca de e-mails, conversa por telefone, aprendíamos algo
novo, e nos deparávamos com mais estudos e pesquisas, tínhamos novas
ideias, crescíamos e nos desenvolvíamos nas nossas áreas de atuação, em
nossas relações e em nossas vidas. Tudo muito rápido, às vezes mais rápido
do que podíamos escrever. A todo momento, reforçávamos nossa convicção
de que seria possível propor a você experiências memoráveis, definitivas
e duradouras através da comunicação.

 

Você deve ter percebido que estamos muito entusiasmados. Se de cara
revelamos esse sentimento por aprender mais e mais a partir de estudos e de
nossos debates, é porque acreditamos que a comunicação contagia! E queremos
que a descrição clara da nossa empolgação, da nossa satisfação em escrever
este livro, contamine você para lê-lo do mesmo modo. Sabemos que somente
assim você estará aberto para absorver o conhecimento  compartilhado
e poderá se transformar em um líder comunicador!

 

Para outras informações sobre Comunicar para liderar acesse a página da Editora Contexto

De volta ao trabalho!

 

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Foi-se o tempo da redação de volta às aulas quando a professora nos oferecia a oportunidade de contar por escrito algumas das aventuras vividas nas férias. Imagino que, atualmente, ninguém mais seja levado a fazer essa tarefa, mesmo porque, diariamente, estamos compartilhando nossos passos nas redes sociais. É selfie publicada no Instagram, instantes captados no Snapchat, textos mal rabiscados no Facebook e tudo automaticamente transformado em link no Twitter. Chega-se na sala de aula e a turma toda já sabe o que fez graças as informações trocadas no grupo do WhatsApp. Novidade? Só a senhora não sabe, professora!

 

Apesar de distante do hábito e da idade desse pessoal que já nasceu sem noção do que é vida privada, sem exagero, também divido algumas coisas que encontrei no caminho das férias com os caros e raros leitores deste blog e todos os demais que se dão ao trabalho de me “seguir” especialmente no Twitter e no Instagram. Por mais que busco preservar-me, fico instigado a enviar uma imagem que me conquistou e contar um caso que me chamou atenção. Por isso,quem teve paciência, viu o filhote de beija-flor no jardim da casa que me abrigou nessas férias (reproduzido neste post), assim como o pôr-do-sol que, a cada fim de dia, pintava de forma diferente o céu na minha frente. Encontrou, também, alguns personagens da praia, já que preferi sair em busca do verão, em plenas férias de inverno (é só entrar no Instagram).

 

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Das obrigações do blog, mantive apenas uma, deixando o restante por conta e risco dos nossos colaboradores, fiéis e sem férias, como o Carlos, a Biba, a Malu, o Ricardo e o pai – que, registre-se, continuaram mandando muito bem e, por isso, faço questão de agradecê-los publicamente. A mim reservei o prazer de escrever sobre o que mais gosto, o meu Grêmio, até porque a safra foi boa. Cheguei pensar em falar com você sobre coisa mais séria, pois as notícias aqui no Brasil e lá fora estiveram em ritmo alucinante, mas se levasse à frente minha intenção, provavelmente não estaria com as energias renovadas para essa nova fase.

 

Por óbvio que pareça, a volta das férias deve ser um recomeço, momento para rever alguns hábitos e relacionamentos, tentar novas fórmulas, talvez arriscar um pouco mais. Especialmente, retomar a paciência que o estresse do cotidiano nos leva embora. Ser mais tolerante, um desafio diante de tanta intolerância que assistimos em todos os campos.

 

Nessa proposta de renovação, para este segundo semestre que já começou, o que posso dizer por enquanto é que, em breve, o Jornal da CBN trará novidades para o ouvinte.

 

Eu, particularmente, terei o prazer de lançar, ao lado da colega e fonoaudióloga Leny Kyrillos, o livro “Comunicar para liderar”, pela Editora Contexto, no qual explicamos como usar a comunicação para comandar sua empresa, sua equipe e sua carreira – um recurso que pode, inclusive, mudar sua qualidade de vida. Aproveite e anote na sua agenda: Leny e eu temos um bate-papo marcado com você na sexta-feira, dia 24, às 18h, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. Em seguida, haverá sessão de autógrafos.

 

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Feita aqui a minha redação de “volta às aulas”, agora é matar a saudade dos colegas e ouvintes e contar com sua participação diária no Jornal da CBN.

 

Até mais!

Um filme para quem já se divertia com “Sabrina”

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“50 Tons De Cinza”
Um filme de Sam taylor.
Gênero: Amor.
País:USA

 

Todos no planeta terra e arredores devem ter ouvido falar na trilogia de livros “50 Tons de Cinza”. Esse filme é correspondente ao primeiro deles. Conta a história de amor entre um sadomasoquista, multitalentoso e bilionário com uma menina inocente e sem muitos atrativos. Assim foi no livro, assim é no filme.

 

Por que ver:
É um romance chocolate com pimenta… Bom, já é melhor do que água com açúcar, né? Para quem leu o livro, vai se decepcionar um pouco, pois no livro as coisas se encaminham para um soft pornô o que não acontece no filme… Um grande e poderoso freio foi acionado nas horas picantes, que na verdade são o atrativo do livro, pois virtuosismo literário passa longe do mesmo. Mas, para quem já se divertia com o “Sabrina”(alguém lembra destes livrinhos?) está mais do que ótimo.

 

Como ver:
Com parceiro/a, pois apesar de “tranquilo”em termos pornográficos, ainda gera desconforto ao ser assistido com amigos e parentes.

 

Quando não ver:
Se no seu imaginário, assim como no meu, o Ian Somerhalder é o Cristian Grey.Este Cris não convence! Achei sua atuação fraca, e sua beleza inferior a do livro… Outro fato que incomoda, é que no filme fica mais evidente ainda a discrepância entre possibilidade e o que foi mostrado em relação aos multitalentos do Cris. Na boa, o cara tem tantos talentos que está no filme errado… Ele precisava ser o Edward Cullen (vampiro com 159 anos) do “Crepúsculo” para ter tido tempo de aprender a tocar piano, pilotar helicóptero, planador, ter a barriga tanquinho e ainda ficar bilionário…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre bonas e maus filmes no Blog do Mílton Jung

O empreendedorismo de ostentação em baixa

 

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Acabo de ler “Tudo ou Nada – Eike Batista e a verdadeira história do grupo x”, no qual a jornalista Malu Gaspar descreve de forma detalhada e documentada as peripécias do empresário brasileiro que sonhava ser o homem mais rico do mundo. De alguém que tem essa meta como propósito de vida deveria se esperar pouco mesmo, mas o poder de convencimento do personagem principal do livro fez com que muita gente fosse levada na conversa. Pelo que se lê, ele também foi passado para trás por alguns dos seus mais próximos escudeiros. Quem com ferro fere com ferro será ferido, diz o ditado popular.

 

O livro conta, já em seu primeiro capítulo, como Eike não é capaz de aprender a lição que a vida lhe ensina. A cena inicial é a reunião do conselho que o destituiu do comando da mineradora de ouro TVX que mantinha no Canadá. Apesar de os fatos serem muito semelhantes aos que acompanhamos, mais recentemente, pelos meios de comunicação aqui no Brasil, a história se passou em 2001. O deslumbramento de Eike e sua habilidade com os negócios fizeram com que as ações da empresa chegassem a 74 dólares canadenses no seu auge para depois despencar a míseros 27 centavos. Conta Malu Gaspar que, naquela altura, o prejuízo causado pela aventura do empresário já somava 300 milhões de dólares. A façanha se repetiria em proporções estratosféricas entre os anos de 2006 e 2013, período em que alimentou seus delírios à frente do grupo X aqui no Brasil.

 

Aproveitei o fim de “Tudo ou Nada” para começar a ler “Sonho Grande” da jornalista Cristiane Correa. Depois de aprender como não se constrói uma empresa, estava na hora de se inspirar em referências positivas do empreendedorismo brasileiro. Ela conta como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira ergueram seu império, no decorrer de quatro décadas. Após viabilizarem a Ambev, unindo as duas maiores concorrentes de cerveja do Brasil, Brahma e Antarctica, eles saíram pelo mundo em busca de novas conquistas. Nos últimos cinco anos compraram três das mais famosas marcas americanas: Budweiser, Burger King e Heinz.

 

Claro que ainda tenho muita história para conhecer no livro, mas um fato que me chamou atenção foi a descrição do comportamento de August Busch IV, principal executivo da Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, e seus asseclas mais próximos, que teria fragilizado as contas do grupo a ponto de não ter condições de preservar a marca diante do assédio dos sócios brasileiros.

 

A AB chegou a dominar 60% do mercado americano, mas desperdiçou a oportunidade de se expandir pelo mundo. Apesar dos tempos mais difíceis, seus herdeiros e executivos nunca abriram mão das mordomias pagas com dinheiro da empresa: tinham uma frota de seis jatinhos e dois helicópteros, equipe com 20 pilotos de aviação e esbanjavam em hotéis e restaurantes sem nenhum limite. Como se não bastasse, davam-se o luxo de comprar o que bem entendessem, mesmo que este bem fosse um parque de diversões com as dimensões do Sea World, na Flórida.

 

Os relatos sobre August IV e seus colegas me lembraram da performance de Eike Batista que não media esforços para demonstrar ao mundo a dimensão de sua riqueza. Jatos, lanchas e carros consumiam parte do seu dinheiro, assim como festas, jantares e viagens. Enquanto isso nas empresas, os investimentos se sustentavam em projeções pouco realistas. Uma sequência de erros que o fez afundar mais uma vez.

 

Eike e August nos ensinam, por caminhos tortuosos, que o empreendedorismo de ostentação não tem espaço em mundo que exige profissionalismo e seriedade no comando das grandes corporações.

A escritora de romances policiais que enganou leitores machistas

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Gosto muito de romances policiais. Maria Helena,minha mulher,que também lê muito,prefere os de Nora Robert,mas não desdenha,é claro, dos escritos por outros autores. Ultimamente temos devorado tantos livros que a nossa biblioteca particular tomou conta de todos os armários aqui de casa e está ficando difícil arrumar lugar para as compras mais recentes. Não é fácil,igualmente,evitar que compremos livros já lidos. A nossa livraria predileta providencia,porém, em trocá-los.

 

Escrevi, na primeira frase do meu texto, que gosto muito de romances policiais.Não me furto,entretanto,de ler– e Malena me acompanha – livros de outros tipos. A propósito,pensei que houvesse lido todos os grossos volumes produzidos por aquele que considero o Mestre desse gênero: Stephen King. Ledo engano ou,se preferir,alegre engano. Por quê? Porque imaginei que a verve de King houvesse se esgotado. Não foi e,pelo jeito,está longe de ocorrer. Já encontrei à venda,embora ainda não tenha comprado,O Iluminado (continuação), mais vendido nos Estados Unidos, e “Joyland”,que é um romance policial,uma história sobre crescimento e amadurecimento e acerca daqueles que não têm a oportunidade de alcançar nenhum dos dois,porque a morte chega antes do tempo.

 

É bom saber que o Mestre do Terror está vivo e produzindo novos livros. Muitos deles viraram filmes,mas pouco superaram as suas obras. King é mais para ler e imaginar o que se lê nos seus romances. Que Deus lhe conceda vida longa.

 

Vida longa teve a Dama do romance policial, escritora P.D.James,que morreu com 94 anos.Ela nasceu em Oxford. Escreveu 19 romances (socorro-me do obituário dela publicado por Zero Hora). Dos 19, 14 tiveram como protagonista o detetive Adam Dalgliesh.Três de seus livros foram de não ficção. O ensaio Segredo do Romance Policial (que para ela não chegou a ser um segredo).Death Comes to Pemberley,escrito em 2011,transformou-se em série da BBC. Em sua longa carreira James conquistou vários prêmios destinados a romances policiais,entre eles,Crime Writer’s Association’s Diamond Dragger,em 87,e o Grand Master Award from Mistery Writers of America,em 1999. Um livro de P.D.Jame que me lembro de ter lido foi O Enigma de Sally.Vou fazer uma confissão,mesmo que me envergonhe de a relatar:comecei muito cedo a tomar conhecimento dos seus livros. Prestei atenção no nome de quem o escreveu e fui traído pelo P.D.James. Imaginei que se tratasse de um escritor inglês. Era mulher,porém,e uma grande escritora. Talvez tenha usado Phillis Dorothy James para que,em uma época que os romances policiais eram dominados por homens,P.D.James lhe tenha soado mais apropriado para atrair babacas machistas. Eu,inclusive.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, publica seus textos no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

De oração

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Às vezes faço, como fiz agora, um hiato no tititi do dia para uma oração. Seja ela qual for. Às vezes é só me conectar com a ideia d’ Ele, ou encontrá-Lo em milésimos de segundo nos quais me conecto com a Luz.

 

São momentos mágicos esses.

 

Agora há pouco foi um desses momentos.

 

Nem precisa dizer que são momentos de muita dor ou de muito amor. Tudo muito, porque sou assim.

 

Pai nosso que estais no céu
Santificado seja o vosso nome

 

e vou dizendo, e vou sentindo.

 

Poderia escrever um livro sobre o que sinto quando me conecto, tanto para agradecer como para implorar. Quando estou com a macaca, analiso…

 

O que pegou agora, quando eu me conectava para implorar, foi a frase:

 

Seja feita a Vossa vontade
Assim na terra como no céu.

 

Como assim, a vontade dele? Será que é sempre diferente da minha?

 

e chorava
eu
não Ele.

 

Chorava enquanto minhas ideia atiradas num rinque de morte, se esfarrapavam. Meu ego, a quem agradeço a existência, entrou pronto pra me defender, A consciência apartou o forrobodó, com a classe costumeira, e eu parei de chorar, e de implorar.

 

Implorar pelo quê?

 

O que é que eu não tenho?

 

tenho a Vida
onde morar
quem amar
quem me ama
tenho o céu e o mar.

 

Tenho a Vida!

 

Que mais eu quero?

 

Seja feita a tua vontade, Pai.

 

…só me dá mais uma mãozinha para entender o intrincado de cada dia.

 

Amém.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Em novo livro, Ferraretto diz que o rádio “sintonizado com o presente, prepara-se para o futuro”

 

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Além de ter nascido no Rio Grande do Sul, compartilho com o professor Ferraretto o mesmo gosto pelo rádio. Ele, porém, vai muito além, pois é profundo pesquisador do veículo e autor de várias obras sobre o tema. Está lançando Rádio – Teoria e prática (Editora Summus) que, com certeza, contribuirá para entendermos mais sobre as estratégias necessárias para manter este meio de comunicação atualizado com as demandas da sociedade. Por confiar no que ele faz e compartilhar de muitas de suas ideias, reproduzo a seguir o material de divulgação do livro e espero ter, em breve, o prazer da leitura de mais este trabalho com a assinatura do mestre Ferraretto:

 

O professor e jornalista Luiz Artur Ferraretto apresenta no livro Rádio – Teoria e prática os principais padrões para a produção de conteúdo em um meio que se adapta às novas tecnologias. Do que é o rádio hoje, passando por uma detalhada explanação a respeito da linguagem do meio, ao planejamento da programação e à produção de conteúdos, a obra aborda temas como locução, sonoplastia, redação jornalística, produção de conteúdo, reportagens e entrevistas.

 

O rádio é o meio de comunicação mais popular do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está presente em 88% dos domicílios brasileiros. Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações, 267 milhões de aparelhos celulares constituem um receptor em potencial e 36% dos internautas brasileiros ouvem rádio em tempo real enquanto estão conectados, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Mas como produzir conteúdo de qualidade para esse meio numa era de transformações tecnológicas cada vez mais velozes? No livro Rádio – Teoria e prática (272 p., R$ 78,10), lançamento da Summus Editorial, o professor universitário e jornalista Luiz Artur Ferraretto reúne anos de pesquisa e de atuação profissional voltada para o rádio. Dicas de redação, gráficos e ilustrações tornam a obra especial para jornalistas, radialistas, publicitários, profissionais de áreas afins e estudantes desses campos.

 

Trata-se da mais completa e atualizada obra produzida no país a respeito de rádio. Sem descuidar dos conceitos básicos e das transformações provocadas, em especial, pela internet e pela telefonia celular, o autor apresenta em linguagem clara e didática as principais informações para que o profissional – seja ele recém-formado ou não – enfrente o cotidiano de uma emissora de rádio. “Neste século 21 de tantas tecnologias e, por vezes, de poucas humanidades, o rádio constitui-se por natureza, e cada vez mais, em um instrumento de diálogo, atento às demandas do público e cioso por dizer o que as pessoas necessitam e desejam ouvir em seu dia a dia. Tudo de forma muito simples, clara, direta e objetiva”, diz o professor.

 

Partindo do funcionamento das emissoras nos dias de hoje e passando por uma detalhada explanação a respeito da linguagem utilizada no meio, o livro aborda ainda o planejamento da programação e a produção de conteúdos para que o profissional possa enfrentar o cotidiano de uma emissora de rádio, considerando ainda novos protagonistas, como web rádios e podcasters. É uma ferramenta de trabalho com informações sobre apresentação e locução, sonoplastia, redação jornalística, produção de conteúdo falado ou musical, reportagens, entrevistas, opinião, cobertura esportiva, documentários, programas especiais, spots, jingles e muito mais.

 

“É uma obra para acompanhar estudantes e profissionais em seu dia a dia, aliás, como o próprio rádio faz em relação aos ouvintes”, diz o autor. Em sua avalição, as novas tecnologias, abordagens conceituais e demandas do público surgidas e/ou consolidadas na primeira década deste século fizeram que o rádio se modificasse em alguns aspectos, embora suas características básicas tenham sido mantidas. Porém, o cenário de atuação profissional de fato se alterou e as técnicas empregadas evoluíram.

 

Sem perder de vista a ímpar e rica trajetória das emissoras brasileiras, Ferraretto parte do pressuposto de que o rádio segue tendo importância e vigor nessa nova era. Adaptado aos tempos modernos, o meio ocupa um espaço valioso no cotidiano e no imaginário de milhões de ouvintes, que têm nele um insubstituível companheiro. “A era do rádio continua sendo a de cada minuto em que ocorre a transmissão”, complementa.

 

Com o objetivo de ensinar novas gerações de profissionais, é exatamente sobre isso de que trata o livro. “Do bom rádio, aquele que, seja no velho aparelhinho transistorizado, na internet ou no celular, acompanha o ouvinte, fornece-lhe informação, proporciona entretenimento, conversa. Do rádio que se adapta, se renova e segue ocupando um lugar especial. E que, sintonizado com o presente, prepara-se para o futuro”, conclui Ferraretto.

 

O autor

 

Luiz Artur Ferraretto é professor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Formado em Jornalismo pela mesma instituição, onde também concluiu o mestrado e o doutorado, integra o Grupo de Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Com a jornalista Elisa Kopplin Ferraretto, escreveu Assessoria de imprensa – Teoria e prática (Summus, 2009). Autor de diversos livros e colaborador de inúmeras antologias, publica artigos em revistas científicas da área. Concentra suas pesquisas na história e no futuro dos meios de comunicação, em especial analisando a indústria de radiodifusão sonora.

O dia em que o candidato comprou um livro

 

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A cobertura jornalística da campanha eleitoral, em rádio e TV, tem várias limitações impostas pela legislação e, algumas vezes, se transforma em um “agendão”, como costumamos dizer nas redações. O candidato está aqui, vai até lá e passou acolá. Informações ilustradas por imagens de político sorridente em meio a multidão que se espreme na feira livre e a rua de comércio popular. Gostam também de aparecer no palco de seminários de engravatados, onde recebem propostas de governo que assinam e jamais serão cumpridas. Com o pé no chão ou no palanque, estas agendas costumam render cenas para a campanha, talvez votos e, em alguns casos, infecção estomacal. Um dos lugares preferidos desta semana é a Bienal do Livro, que leva hordas de estudantes e fãs de escritores para os corredores no Parque do Anhembi, em São Paulo.

 

Há uns dois dias, vi um dos candidatos à presidência, ao lado de seu vice, caminhando entre “eleitores” e encenando para selfies que serão distribuídos nas redes sociais. Nos estandes, folhavam livros e posavam para as câmeras como se estivessem interessados na leitura. E nós jornalistas relatando o acontecido. Encenação que me lembrou história contada pelo jornalista Lucas Mendes, na época em que trabalhamos juntos na redação da TV Cultura. Ele já dava expediente em Nova York quando o presidente Fernando Collor acabara de ser eleito no Brasil. Antes da posse, Collor fez viagem para os Estados Unidos, não lembro se para descansar e recuperar o fôlego da intensa campanha eleitoral ou se para mais uma vez viver no mundo do faz de conta, o que lhe era típico. Cada passo que dava era coberto com curiosidade e intensidade pela imprensa brasileira que deslocou suas equipes de jornalistas atrás do primeiro presidente eleito desde o fim da Ditadura Militar.

 

Conta Lucas Mendes que, entre os programas realizados, Collor entrou em uma livraria e começou a olhar as estantes em busca não se sabe de que livro. Dezenas de repórteres cinematográficos e fotógrafos entraram correndo para registrar o momento, assuntando a dona da livraria. Ela se dirigiu a Lucas Mendes, que observava tudo da periferia da confusão, e quis entender “por que toda esta gente?”. Lucas explicou que o novo presidente do Brasil estava comprando um livro. E foi obrigado a ouvir da atônita livreira americana: “ele nunca comprou um antes?”

O Rei está nu, e foi o Réu quem denunciou

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Roberto Carlos ficará para a história definitivamente como cantor e censor. Como Rei, estará mais para o personagem da fábula de Christian Andersen: um monarca que desfilava com traje imaginário e era aplaudido pelos súditos, que, coniventes, não viam a sua nudez.

 

Este maio de 2014 também ficará para a história do Brasil. As dezenas de biografias censuradas e outras tantas a se fazer, deverão estar em breve liberadas. No início do mês a Câmara Federal aprovou emenda que autoriza a publicação de biografias sem a aprovação do biografado. Sistema democrático que responsabiliza o escritor, mas o libera na busca de todos os aspectos que possam compor a trajetória da personalidade estudada.

 

Na metade do mês, Roberto Carlos entrou no STF Supremo Tribunal Federal com um pedido para participar da discussão das biografias. Através do Instituto Amigos, criado por ele para poder entrar como parte interessada.

 

Na terceira semana de maio, o escritor e réu do Rei no processo cível e criminal que Roberto Carlos lhe dirigiu pelo livro “Roberto Carlos em detalhes”, surpreendeu a todos. Lançou a sua própria biografia na relação com o Rei. O Réu e o Rei, Paulo C. Araujo, Companhia das Letras, R$ 34,90, 528 páginas.O livro escancara os absurdos que fama e poder podem interferir unilateralmente nos comportamentos, procedimentos e julgamentos. O seu autor, o jornalista e biógrafo Paulo Cesar de Araujo, fã desde os 11 anos, poupa o autor e cantor, mas não esconde a agressividade que Roberto Carlos como censor lhe dedicou. Disse em entrevista ao Jornal da CBN que “Roberto Carlos será o último censor do Brasil”. E, aí assume a criança da fábula, que sem medo, grita cruelmente: “O Rei está nu”.

 

Este é o verdadeiro Roberto Carlos!

 

Vale aqui colocar a advertência da VEJA sobre o livro O Réu e o Rei: “os advogados de Roberto Carlos estão lendo o livro. Por via das dúvidas, é melhor correr para garantir o seu exemplar”.

 

Ouça aqui a entrevista de Paulo C. Araujo, ao Jornal da CBN:

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

‘Cat Sense’ revela o que seu gato está pensando (e o Bocelli, também)

 

 

Bocelli costuma acompanhar passo a passo meu início de dia que, como você deveria saber, começa ainda de madrugada (que horas você pensa que eu acordo para apresentar o Jornal da CBN às seis da manhã?). Basta me levantar da cama e ele me pede para abrir a porta do quarto. Dali até embarcar no carro, me acompanha no banho, na barba, no vestir a roupa e no café da manhã. Quando volto para casa, costuma sair debaixo da árvore onde gosta de passar a manhã e me segue até a mesa do almoço. Soube nesses dias que Boccelli está incomodado com minha ausência em casa, corre para porta sempre que surge um movimento e retorna cabisbaixo ao perceber que não cheguei. Bocelli é meu gato de estimação, para que não haja nenhum dúvida sobre de quem estou escrevendo neste post. Descubro, agora, que ele me vê como outro gato, gigante e muito dócil. É o que ensina o biólogo John Bradshaw, autor de Cat Sense, livro que encontrei no topo da lista dos mais lidos do jornal The New York Times.

 

Bradshaw dedicou mais de 30 anos de sua vida ao estudo de comportamento dos animais domésticos e explica, no livro, porque os gatos agem como agem quando encontram os humanos. Diferentemente dos cachorros, os gatos foram acasalados com a intenção de torná-los mais bonitos e não mais dóceis, o que explicaria o fato deles serem menos domesticáveis. Calcula que 85% das “transas” que levam à procriação se dão entre gatos selvagens, já que os domesticados costumam ser castrados, o que dificulta o comportamento social da raça (desculpa aí, Bocelli!).

 

O pesquisador britânico desmistifica a ideia de que os gatos são indiferentes às pessoas: para ele, os gatos têm fortes emoções, mas tendem a sofrer em silêncio (pobre Boccelli, distante de mim, triste e com sentimentos enrustidos; garanto que volto logo, amigo!). Quando eles se esfregam nas suas pernas reproduzem o mesmo gesto de proximidade que realizam ao encontrar outro gato e, de forma afetiva, estão sinalizando que o consideram um gato não hostil. O rabo reto é uma espécie de saudação: “é provavelmente a maneira mais clara do gato mostrar sua afeição por nós”, garante o autor.

 

No livro, Bradshaw justifica o fato de os gatos largarem suas presas no meio da casa, o que muitos traduzem como sendo a demonstração de que eles querem alimentar seu proprietário. Para o pesquisador, os gatos apenas tentam levar a caça para um lugar mais seguro, mas logo percebem que a ração oferecida pelo dono é muito mais saborosa e a abandonam.

 

Tudo lido e revisto, a sugestão é que você deixe de chamar seu gato de “meu bebê”. Prefira “meu amigo”, “cara” ou “mano”. Provavelmente, ele se identificará muito mais com você.

 

Eu continuarei chamando o meu de Boccelli.