Piratas e picaretas da sociedade moderna

 

Por Rosana Jatobáhttp://www.flickr.com/photos/paratyemfoco/

Depois de bater perna pela Oscar Freire, atraída pelas vitrines em liquidação, Patricia avisa à amiga:

-Preciso ir na 25 de março. Tenho que comprar minha Gucci. Soube que os coreanos estão fazendo cópias perfeitas!
– E se alguém descobrir que é falsa?
– Do jeito que eu sou fina e descolada, a maioria vai olhar pra mim, arder de inveja e constatar : ela é bem-sucedida! No meu metier, é preciso usar certos ícones de status social…
-Você não acha melhor ir até a loja da Gucci no shopping e investir numa bolsa verdadeira? Você terá um produto de qualidade, que suas netas poderão herdar. Veja o custo-benefício.
– Você acha que eu tenho R$ 3 mil pra dar numa bolsa?
– Mas eles dividem em até 5 vezes no cartão.
– Nem se dividissem em 20 vezes! Acho um absurdo a ganância desses  empresários da moda internacional.
– E quem paga a pesquisa feita pra desenvolver um produto como este? Quem paga a matéria-prima de primeira?  E o trabalho artesanal? Já ouviu falar em propriedade intelectual?
– Não sei quem paga. Eu é que não pago!!

A conversa se esvazia na abordagem superficial dos direitos do autor.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, O jornalista italiano Roberto Saviano lança o livro Gomorra, em que revela o modelo de produção de grifes italianas. Para reduzir os custos, tercerizaram os serviços de tecelagem, normalmente em países da Ásia, por meio de um sistema de concorrência.

A grife desenha as roupas e entrega os modelos para inúmeras pequenas confecções. Imigrantes ilegais trabalham dia e noite, num regime análogo ao da escravidão,obrigados a produzir mais e em menos tempo. A confecção que ganha a concorrência é paga. Quem perde, não ganha nada, mas pode ficar com as roupas produzidas. Este “encalhe” vai para as mãos de comerciantes informais. O mercado é inundado por roupas e acessórios piratas infinitamente mais baratos do que os originais e com um alto padrão de qualidade.

Dos guetos de Pequim para a 25 de março, a bolsa da Patrícia chega de navio, invisível aos olhos de quem fiscaliza.

Eu pergunto: Se a poderosa indústria da moda não garante um processo de produção social e ambientalmente responsáveis, quem vai exigir tal responsabilidade do consumidor?
Eu respondo: Historicamente, as leis criadas para proteger a propriedade e o lucro são mais severas e efetivas do que as que foram implantadas para defender a vida e a dignidade.

Ali mesmo na 25 , o motoboy Gilvan encontra o desejado DVD que vai assistir com a família no fim de semana. Mas antes ouve a provocação do colega de profissão.

– Seu Capitão Gancho do asfalto, qualquer hora dessas tu vai ser preso. Pirataria é crime!
-A 25 tá cheia de polícia e em toda esquina tem venda de produto pirata, perante os homens da lei. O próprio presidente Lula assistiu a “Dois Filhos de Francisco” em cópia pirata. Se eu posso comprar o dvd por R$ 4, por que pagar R$ 40 ?
– Tá sonegando imposto e incentivando o crime organizado!
– Se eu pagar imposto, aí é que vou incentivar o crime organizado. Ou você conhece quadrilha mais organizada que o governo, que toma os impostos e não devolve nada ao povo? Pelo contrário, enfiam o meu dinheiro nas meias e cuecas. “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”. E eu ainda tô ajudando o camelô, coitado, que tá trabalhando em vez de assaltar por aí.

Enquanto isso, o Pesquisador Pablo Ortellado , do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (GPOPAI), da Universidade de São Paulo (USP), legitima o comportamento do Gilvan:

“Vejamos o caso da pirataria comercial, na venda em camelôs, que é uma transação comercial e um empreendimento de capital de pequeno porte. Quando esse tipo de pirataria é voltado para o segmento popular, ele tem a característica de oferecer às pessoas pobres o acesso a bens culturais digitais. O benefício comercial é enorme: a estimativa é de que se multiplica por sete o acesso à música e por 2,5 aos filmes. Isso não causa prejuízo significativo para a indústria porque essas pessoas estavam excluídas do mercado, pois não têm meios econômicos para pagar R$ 30 em um CD ou R$ 60 em um DVD”.

Numa outra universidade, o aluno Marvin sente-se à vontade para contar como usa os programas de compartilhamento na internet:

– Faço parte do grupo musical da minha igreja e posso afirmar que mais de 70% dos CDs e Playbacks utilizados por grupos e corais são piratas. Quem nunca usou uma imagem em seu blog que não foi criada pelo próprio blogueiro? Quem não baixou ou deixou alguém instalar um programa sem a compra da licença? Será que todos os programas que tem no computador foram comprados numa loja de produtos de informática?

Marvin engrossa as estatísticas. Entre os brasileiros que têm Internet em casa, 45% revelam que baixam conteúdo pirata.

Eu pergunto: Sendo a Internet uma rede baseada em computação digital, copiar arquivos digitais ou baixar um arquivo que está disponível é pirataria?

Desta vez quem responde é Sérgio Amadeu da Silveira, sociólogo e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo.

“Os negócios construídos no mundo industrial não têm mais sentido nas redes digitais. No mundo das redes digitais, quando alguém copia um arquivo, não está tomando nada do original. É equivocada a ação das indústrias de copyright no mundo das redes digitais. Falar para não copiar nas redes digitais é ir contra a natureza técnica das próprias redes. A indústria agonizou sem se adaptar à nova situação tecnológica do mundo, e optou por reagir à pirataria de uma maneira repressiva. Só agora, há cerca de dois anos, é que efetivamente começou a desenvolver novos modelos de negócio, com a venda de música digital a preços mais baratos.

Patrícias, Gilvans e Marvins representam a parcela de 72% da sociedade que admite já ter utilizado um produto pirata.

Antes da crítica feroz, vale uma reflexão.

Tomemos o cuidado de não virarmos Piratas Sociais. Seres que ouvem ou lêem as versões lançadas pelos governos ou pela indústria, se apropriam das informações oficiais, e tecem longos discursos moralizadores.

A Sustentabilidade prega uma sociedade múltipla, em que todos são ouvidos e valorizados em seus desejos e necessidades.

O crescimento econômico não pode ser um fim em si mesmo, mas uma forma de atingir objetivos sociais, respeitando o meio-ambiente.

Rosana Jatobá é jornalista da TV Globo, advogada e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da USP. Toda sexta, conversa com os leitores do Blog do Mílton Jung sobre sustentabilidade e consumo.

Veja mais imagens da Galeria de Exposição Coletiva do Paraty

26 comentários sobre “Piratas e picaretas da sociedade moderna

  1. Rosane gostei muito do teu “Piratas e picaretas da sociedade moderna” me fez ver como sou personagem deste texto diariamente e que a reflexão sobre o asssunto muitas vezes tem um discursso só para quem lhes interessa.
    Graças a Deus que para tua beleza essa não tem pirataria que copie e muito mais ainda a tua capacidade intelectual.
    É muito bom ler e ver as pessoas fora do contexto que estamos acostumados a assistir.
    Parabéns

  2. Todas as fotos do meu blog são criadas por mim. As poucas exceções são devidamente creditadas e apenas fotos com licença Creative Commons.

    E sim, é possível ter um computador com todo os softwares legais e gratuitos. Bastar usar Linux.

    Sou contra a opressão da indústria cultural, mas também não gosto do tipo de generalização como “Quem nunca usou uma imagem em seu blog que não foi criada pelo próprio blogueiro?”

    Uma última pergunta: qual é o tipo de licença deste post? Copyright, CC ou domínio público?

    • Issac,

      Estou devendo, realmente, esta informação relacionada ao direitos não-reservados deste blog. Não tenho qualquer restrição ao uso do material publicado por aqui, peço apenas que seja citada a fonte. Vou registrar esta informação no blog e agradeço por você ter me chamado atenção para o fato.

  3. Conversando com meu filho sobre os e-books fiquei com algumas dúvidas: eu consigo “emprestar” (transferir de um e-book para outro) um livro? E se isso for possível de ser feito vou estar infrigindo a lei de direito autoral?

  4. Issac vejo de outra forma o que pra ti possa ter parecido como negativo. Digo-te que sou um “Onívoro Digital” já que usas este nome para o teu site e desde já te dou os parabéns pelo conteúdo, porém a casos e casos. No caso deste blog que trata de questões políticas, sociais, sócio-ambientais seria pedir muito para que o Milton sair a produzir as suas próprias fotografias levando em consideração que o trabalho que ele faz contribui muito mais a população de forma geral do que o meu blog que fala de Fuscas e o teu site de comida. Não desmerecendo os dois pelo conteúdo informativo que trazem. Assim também como a importância da reflexão da Rosane sobre o mundo que vivemos. Achar que vamos todos viver de linux, não compraremos nada pirata mesmo até sem saber que o é e não utilizar imagens que rolam pela internet com o intuito de contribuir com a vida das pessoas seria uma hipocrisia. Eu te pergunto quando escreves não pesquisas textos na internet? Não copias algumas informações com a intenção de informar os teus internautas? Seria correto isso se muitas vezes nem temos como saber de onde surgiu ou quem publicou primeiro a informação visto que até erros de escrita se repetem nos mesmo textos e em vários blogs e sites? Seria isso também pirataria?
    No meu caso que falo sobre acessórios da década de 50 para os fuscas seria quase impossível com a minha idade saber que existiam se não fosse à possibilidade de pesquisar na internet aproveitando as imagens e conteúdo informativo que trazem. Este indivíduo que esta aqui não tem a intenção de roubar nada nem piratear somente a vontade de manter viva a história de um carro tão popular.
    E a propósito qual o tipo de licença do teu site e do meu blog nunca tinha pensado nisso seria Copyright, CC ou domínio público?

    Abração

  5. Rosana Jatobá,sem sombra de dúvida,deixou quem leu sua coluna aí no blog do Mílton,no mínimo,com a pulga atrás da orelha sobre a questão proposta. Isso é muito bom,nem que seja para que se conheça a diversidade de opiniões existente em torno da pirataria (ou não se trata de pirataria?).

  6. Primeira vez que visitei o blog e preciso dizer que a impressão foi ótima. Adorei o que li; adorei a dinâmica da escrita da Rosana. Admiro muito sua bagagem acadêmica e seu trabalho, Rosana. Palavras de uma aspirante a jornalista. Beijos e parabéns!

    • Ana, seja bem-vinda. Na dinâmica dos blogs, apenas pequena parcela dos visitantes/leitores publica sua opinião no espaço reservado aos comentários. Fico bastante satisfeito em saber que na sua primeira passagem por aqui tenha se sentido motivado a expor seu pensamento. Volte sempre !

  7. Ainda gosto muito de ler os encartes dos meus discos e nunca tive muita música descartável, mas confesso que também não escapei de baixar uma música ou outra. O que tive que aprender foi a não investir em coisas que eu não uso até por que gosto de qualidade ao ouvir e ver entretenimento digital, sendo assim, não dá pra gastar à toa. E olha, existe sim, perda de qualidade quando se faz uma cópia. Pra acomodar um DVD em uma mídia gravável, os programas encolhem tudo, por isso o processo é demorado. O resultado fica bem aparente em telas de um ou dois anos pra cá.
    Uma boa notícia pra galera dos olhos de vidro e pernas de pau é que também em um ou dois anos, haverá pouca razão pra se comprar um CD ou DVD. Esta manhã curiosamente o comentarista tecnologia da CBN, Ethevaldo Siqueira, falava da computação em nuvem. A promessa dessa tecnologia é personalizar o mundo e mais meia galáxia. O que não resolve em muito a questão de quem só copia, repassa e não é capaz de produzir conhecimento algum, não resolve portanto a falta da boa e velha leitura no banco da escola. O tempo dirá. Ficou de fora também a turma fashion by 25 de março, pelo menos por enquanto. Quem tiver curiosidade, é só ouvir o comentário do Ethevaldo de ontem e de hoje.
    Bela reflexão Rosana. Vale ler e reler.

  8. Milton,
    Eu penso que emprestar um livro (de papel) não é pirataria, pois a mídia continua original, coisa que não acontece quando copio o livro. Se não você não puder emprestar um livro, o que dizer de vende-lo para um sebo?

    Voltando para a questão dos e-books, se não for possível transferir o livro as feiras de escambos estão condenadas a sumirem, o que vai contra a sustentabilidade pois vai privar várias pessoas de terem acesso à informação.

  9. Rosana, não consigo comentar seu artigo neste espaço.
    Basicamente há duas grandes questões, a gratuidade dos produtos e o luxo.
    Chris Anderson, autor da TEORIA DA CAUDA LONGA e do FREE O FUTURO DOS PREÇOS, e a convenção da NRF de New York em janeiro que discutiu exaustivamente O NOVO PARADIGMA DO LUXO, abordam de forma esplendida alguns dos itens focados em seu artigo.
    Na quarta provávelmente farei os comentários desses tópicos, sob o olhar de um economista, lastreado em Chris e na NRF.

    Abraço

    Carlos Magno

  10. Um dos problemas na aquisição de softwares piratas, além da ilegalidadde, é a péssima qualidade das midias que os pirateadores utilizam e podem danificar o sistema.
    Lembraindo ainda que, alguns softwares piratas, depois de instalados, para rodar nos pcs tem que “quebrar o crak” que acompanha os softwares.
    O risco de corromper o sistema operacional e muito grande.
    Depois só formatando a HD, “pode” ainda por estragar as leitoras dos drivers de CD e DVD.
    Uso o Linux e o Rwindows em dual boot.
    Nem todos os programas rodam no linux e vice versa.

    • Foi apenas para mostrar como é tênue esta linha e como o novo mundo exige de todos nós reflexão mais aprofundada. Nossas convicções são colocadas à prova todo momento. Algumas, devemos manter; outras, terão de ser modificadas sob o risco de perdermos a “passada”

  11. O maior incentivador da pirataria é o próprio governo, quando persiste em manter a escorchante carga tributária sobre os produtos industrializados.

    Recentemente precisei comprar um cartão de memória de 1 giga para uma câmera digital. Preço do original, 130,00 – preço do pirata com 2 gigas, 40,00.

    Se eu tivesse a mesma facilidade que grande parte dos políticos têm para desviar dinheiro público e ficar impunes, eu teria comprado o original!

    O arrocho tributário e a impunidade dos crimes cometidos pela corja da politicalha, que fazem de suas canetas um verdadeiro pé-de-cabra para arrombar os cofres da nãção, é om câncer bem mais perverso e mais danoso que a pirataria.

    Zezé Dias
    http://www.aguasevidas.blogspot.com

  12. Rosana,
    Outro ponto importante do seu texto são as desculpas que criamos para atos “duvidosos”.
    Se irão administrar mal os impostos, não é desculpa para deixar de cumprir com meu papel.
    Se fosse assim, poderíamos abandonar toda ética e respeito ao próximo.
    Aprendi desde cedo, com minha mãe, que se não posso pagar, não devo ter.
    beijos,
    Silvia

  13. Na minha visão de simples “caboclo urbano”, piratear é: obter qualquer tipo de ganho ou lucro com reprodução ilegal de conteúdos protegidos por direitos autoriais. Adquiri-los, é conivência com criminosos.

  14. Só para esclarecer: Dominio Público por exemplo na música significa o seguinte. A obra ( música) cai em Dominio público após 70 anos da morte do compositor. Exemplo atual: Jhonny Alf faleceu em 4 de março de 2010. Somente em 4 de março de 2080 toda sua obra cairá em Dominio Público. Até 2080 toda sua obra ainda vai continuar protegida pela Lei do Direito Autoral. E qualquer pessoa que queira utilizar as canções de Jhonny Alf terá que pedir autorização para o herdeiro responsável. Depois de 4 de Março de 2080 não será mais preciso pedir autorização nenhuma porque toda sua obra caira em Dominio Público. Hj por exemplo se eu gravar um CD interpretando as canções de Jhonny Alf terei que pedir autorização para sua editora ou se não estiver numa editora terei que procurar seus familiares e saber quem poderá autorizar que eu grave as musicas de Alf que eu escolhi. Pago o valor estipulado e recebo autorização para a gravação das musicas. Depois que cai em Dominio Publico, posso gravar as musicas sem precisar pedir autorização para ninguem sem infringir a Lei dos Direitos Autorais.

  15. Lendo o texto tão bem escrito pela Rosana Jatobá, passou por minha cabeça uma teoria que provavelmente poderá vir a ser considerada maluca ou mero devaneio, de uma reles e desconhecida mortal. Mas porque não jogá-la ao ar?
    1- Quem nos garante que os produtos comercializados como piratas não tenham a mesma origem dos ditos originais?
    2- O que as grandes empresas fazem com os produtos que não passam pelo controle de qualidade?
    3- Quem nos garante que para burlar o fisco as próprias empresas não lançam os “piratas” no mercado por um valor, onde não estejam incluidos os direitos autorais e a insidência dos impostos abusivos cobrados em nosso país? Fato esse que poderia vir a explicar a comercialização de CDs e DVDs piratas antes mesmo de seu lançamento oficial?
    Abraço de uma novata neste tipo de mídia.

  16. Rosana, seu artigo eh excelente e percebo como o debate no Brasil ainda passa pelo dilema “comprar ou nao” e “moral e etica”. Vivendo na China…a distincao entre o original e o fake eh o grande desafio porque apesar da moral e da etica que aprendi na minha infancia, conheci em Pequim somente um advogado alemao especializado em IPR q secretamente lamentava o fato de nao poder comprar nada fake pois o seu contrato de trabalho o proibia de forma explicita…o que fazer ..sua esposa comprava!?! Todos compram ainda mas os mercados fakes diminuiram significativamente depois das olimpiadas 2008 e da consideravel pressao internacional porque Beijing eh o centro com forte controle do governo…fora de Beijing e principalmente na regiao de Guangzhou existe uma outra realidade…certa vez estive visitando a grande feira de cantao em Guangzhou …era o primeiro dia e observava a torre de babel q se formava nos portoes de entrada…todos os continentes designados em um chacha como “BUYER” literalmente … de repente vi aquela faixa branca enorme escrita en “chinglish” vermelho: “China e outros paises lutam juntos contra a pirataria”… enquanto isso tentava entender a luta que se formava para chegar primeiro quando os portoes finalmente foram abertos …

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