São Paulo: Cidade Limpa deve ser referência para Cidade Linda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Há 10 anos, São Paulo era uma das raras cidades grandes do mundo em que a comunicação visual excessiva e desordenada lhe atribuía uma singularidade. Mas, extrapolava. Quase a sufocava.

 

Naquela época eu ainda guardava na memória as observações favoráveis dos professores europeus doutores na ECA USP, sobre a fantástica cultura paulistana exibida nas ruas, nos muros, nos prédios. Alguns edificados especificamente para servir de painel.

 

O desordenamento intenso e extenso, não importa se expressava a vida e cultura das pessoas que ali viviam, teve um antídoto do mesmo calibre. O prefeito Gilberto Kassab insuflado com a energia da arquiteta Regina Monteiro passaram a limpo toda a cidade. Não se detiveram pelo cultural, ou econômico, ou o social.

 

A ordem era limpar a cidade.

 

E veio a surpresa geral, o projeto CIDADE LIMPA, após um breve período de contratempos, foi um sucesso. Empresas cerraram atividades, escritórios de criação, gráficas, operários de colocação de anúncios, transportadoras, etc. deixaram de existir instantaneamente.

 

São Paulo passou de raridade de comunicação desordenada em exemplo de organização visual. Regina Monteiro até hoje é uma celebridade mundial nesta área.

 

Desde então a cidade tem conseguido manter o princípio mestre da CIDADE LIMPA, blindando-se de uma forma geral aos eventuais ataques do poder econômico, ou de interesses corporativos menores, como no caso das bancas de jornal.

 

O prefeito João Doria, recém-empossado, talvez pela eficácia da CIDADE LIMPA, deve ter se surpreendido com a retaliação à CIDADE LINDA do grupo de pichadores, das gangues de “pixadores” e de alguns grafiteiros. Afinal, está apenas indo contra os ilícitos e não está mexendo com o poder econômico.

 

Quem sabe não seria bom chamar os “universitários” ou a experiente Regina Monteiro?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

11 comentários sobre “São Paulo: Cidade Limpa deve ser referência para Cidade Linda

  1. Na inteligência da ação de Regina Monteiro, o combate a poluição visual na cidade foi estratégico, difícil – pelos interesses em jogo – e eficiente – pelo resultado e referência que se transformou. Infelizmente, a gestão atual não teve o mesmo cuido e inteligência para atuar. Preferiu o confronto e confundiu alhos com bugalhos ao transformar grafite em pichação e tratar artistas de rua – alguns com reconhecimento internacional – como vândalos.

  2. O que faz a cidade evoluir em suas relações é como o poder público se relaciona com os seus cidadãos.
    No caso da arte pública, isto chegou a ser pactuado pela Lei Cidade Limpa que teve o objetivo de ordenar a Paisagem Urbana em São Paulo.
    Foi complicado inicialmente,mas este pacto com a sociedade foi conseguido tendo 70% de adesão.
    A Lei Cidade Limpa ordenou esta questão e a partir daí todos aqueles artistas urbanos começaram a ter seu espaço dividindo com a Cidade espaços para se manifestar, fazendo com que a Cidade de São Paulo se tornasse referência mundial.
    Infelizmente na administração passada toda a estrutura construída e criada para se fazer esta ordenação foi desmantelada com a alegação que os objetivos já haviam sido conquistados.
    Se manteve unicamente a estância de aprovação das artes para cumprir tabela.
    Por ignorância de como continuar o que se iniciou de forma pactuada se começou a criar verdadeiras poluições urbanas sem critérios urbanos para sua implantação. Deu no que deu.A arte de rua que deveria se tornar parte da Paisagem se tornou ” poluição visual”.
    A nova administração veio com o discurso sem critérios e começa a fazer a “limpeza” sem critérios no mínimo convincentes.Deu no que está dando.
    A Lei Cidade Limpa tem instrumentos bastante simples para se colocar o trem nos trilhos e prosseguir em paz na cidade; é uma questão de competência de saber utilizá-las.

    • Política é importante. Complica quando é misturada com a técnica em assuntos em que a prevalência não ser a politica.
      Vamos chamar a Regina Monteiro?

      • Certamente que a política é importante. Mas é também danosa para as cidades especialmente São Paulo, a mais cobiçada de todas. São Paulo é tida por muita gente como uma autêntica Serra Pelada urbana, um lugar apenas para a extração de riqueza e votos.

        O que podemos comemorar nesses trinta e tantos anos de eleições que tenha sido benéfico para São Paulo e veio como iniciativa do poder público? Pouca coisa: a reforma do Anhangabaú, o parque Vila-Lobos, a demolição do Carandiru, o Plano Diretor de 2004, a Paulista aberta, as bicicletas, a reforma da praça Roosevelt, a despoluição do rio Tietê (ainda que invisível e morosa) a Virada Cultural e a lei Cidade Limpa.

  3. De ‘patinho feio’ das cidades brasileiras, São Paulo virou exemplo graças à lei Cidade Limpa.

    O mais legal é ver turistas fotografando a bela arquitetura do centro da cidade, coisa que antes era impossível de fazer-se.

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