O cigarro do Ronaldo

 

Por Dora Estevam


 
O cigarro é mesmo o vilão. Digo isso porque foi só o jogador Ronaldo se despedir do futebol e pronto – o agora-eu-posso falou mais alto. Ele e o amigo Roberto Carlos caíram num cigarrinho. E, a se notar na foto, estava bem gostoso.
 
Confesso que fiquei desapontada com os moços tragando e conversando numa boa. Não quero me meter na vida deles, mas não combina. Não cai bem para jogadores experientes como os dois.

Sabe-se agora que eles fumam há bastante tempo e o tema teria sido assunto interno da seleção brasileira na Copa de 2006. A imagem feita pelo repórter fotográfico José Mariano, da Agência Estado, apenas escancarou o hábito.

Conhece aquele ditado: “o que os olhos não veem o coração não sente”

É por aí.
 
Pelas notícias já soubemos de muitos envolvimentos dos garotão com mulheres, travecas, baladas … mas com cigarro? Ainda se fosse um astro de Hollywood poderia dizer que começou a fumar porque fez um personagem que pedia esse comportamento. Mas creio que não é o caso.


 
Mesmo em Holly agora a onda é usar o cigarro eletrônico. Johnny Depp usou um no filme “O Turista”. A cena aparece logo no inicio do filme. Dá para ver bem como funciona. Para atores que não fumam  o cigarro eletrônico aparece até na versão sem nicotina.
 
O aparelhinho é todo equipado com um inalador, um cartucho, um atomizador ou chip e uma bateria recarregável. Ele acende na ponta simulando um cigarro de verdade. Até a fumaça sai da mesma forma.
 
Calma, calma, antes que digam e “daí esta fumaça …”! Ele vaporiza a nicotina, ou seja, a fumaça é apenas um vapor. Dizem que é mais saudável por só possuir nicotina, e que tem menos substâncias tóxicas que as 4 mil que um cigarro comum possui. Para quem quer parar de fumar, eles são vendidos com menos nicotina ou até sem.


 
O uso do cigarro eletrônico já virou febre em todo o mundo, mas no Brasil nem pensar. A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária reprova o aparelho. Desde 2009 a importação do dispositivo eletrônico está proibida. É que a Anvisa não sabe até que ponto o seu uso pode prejudicar a saúde.

De volta a dupla RR. Se ao menos os dois estivessem fumando um desses sem nicotina, quem sabe abrandaria a decepção.
 
Mas é isso, o cigarro é um vício e tem muita gente que recorre a ele. Poderia ser na bebida, nas drogas, na comida ou sexo. Existem milhões de pessoas que tentam parar mas não conseguem. É muito difícil mesmo, por isso é um vício.
 
E o vício agora declarado também é do Ronaldo e do Roberto Carlos.
 
Que pena!
 
Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung

O Código Florestal é urbano, também

 

Uma pequena porção de árvores se mantém diante da janela de minha casa, na zona sul de São Paulo. É o que restou de uma rua de terra com muito verde que conheci quando cheguei aqui há 15 anos. Mesmo assim considero-me privilegiado, pois, no quarteirão de trás, a praça bem arborizada promete resistir ao avanço de prédios e casas.

É pouco, sem dúvida. Basta conferir as imagens aéreas feitas em 1958 pelo Departamento de Defesa e sobrepostas as captadas pelo Google, em projeto da empresa Geoportal, para percebermos a quantidade de mata e bosques derrubados nos últimos 50 anos na capital paulista (confira aqui).

A comparação ajuda a entender o que pretendo conversar com você neste artigo: a importância do Código Florestal para o ambiente urbano.

Erroneamente, muitas pessoas – autoridades e formadores de opinião, inclusive – ainda relacionam o texto apenas com a situação da Amazônia, Caatinga ou Pantanal, por exemplo. Há quem desdenhe do debate por imaginar que falamos somente da preservação de florestas – como se isto por si só fosse pouca coisa.

O Código, apesar de batizado Florestal, é, também, Urbano e, desde que surgiu em 1934, impõe regras à ocupação das cidades, pois seu objetivo era controlar o uso dos recursos naturais. Em 1965, o texto modificado definiu as áreas de preservação permanente e assim como oferecia garantias no campo também o fazia no meio urbano.

A lei em vigor prevê que são os Planos Diretores que põem ordem nos municípios, porém estes têm de respeitar os princípios do Código Florestal, conforme destacou o geógrafo Márcio Ackermann, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, em conversa que tivemos nesta semana, no programa CBN SP.

O respeito às áreas de encosta e as várzeas de rios está previsto no Código e fosse levado ao pé da letra talvez não assistíssemos às tragédias de Blumenau, em 1983 e 2008, da Favela da Nova República-SP, em 1989, ou da Região Serrana do RJ, em 2011 – apenas para lembrar algumas das mais chocantes.

Aqueles são terrenos sensíveis à erosão, desabamento e alagamento e precisam ser preservados. Viver neles impõe risco às populações. Somente na cidade de São Paulo existem 407 áreas com estas características de onde parte das famílias terá de ser removida se quisermos impedir novos dramas.

O secretário do Verde e Meio Ambiente do município, Eduardo Jorge, disse ser prioridade a retirada dessas pessoas e a criação de sistemas de segurança e alerta. A preocupação dele de não permitir que a vida do cidadão seja exposta às áreas de risco, porém, aumentou desde que teve acesso ao texto da reforma do Código Florestal que está no Congresso Nacional: “Decidi que ao invés de flexibilizar, vou fiscalizar ainda mais” – falou em debate promovido no CBN SP.

A intervenção do município pode ir além com a adaptação das áreas de preservação ambiental que foram indevidamente ocupadas ao longo da história, como as margens dos rios Pinheiro e Tietê e a Paulista. Sim, a avenida que orgulha paulistanos se enquadra no conceito de APP, é topo de morro.

Lá em cima a água caía e parte dela se infiltrava no solo, ajudando na reposição do aquífero e contendo o volume que iria chegar aos pontos mais baixos da cidade. Coberto de cimento e asfalto, a APP da Paulista perdeu função, a chuva que chega corre pela superfície e desce em alta velocidade sem dar tempo para absorção pelos córregos e rios, facilitando a ocorrência de enchentes.

Colocar abaixo os prédios não é mais solução neste caso. Em lugar de remover, reabilitar as funções, explica Márcio Ackermann. Nas edificações já construídas, exigir caixas de retenção para águas que podem ser liberadas fora do pico da chuva ou reutilizadas seria uma opção. Novas construções na capital paulista já são projetadas para oferecer esta compensação.

Conhecimento e tecnologia não faltam, é preciso lei ou políticas públicas que incentivem esta mudança. Ackermann lembra que as prefeituras oferecem isenção de IPTU para quem tem imóveis prejudicados por enchentes, deveriam conceder benefícios fiscais a quem se compromete a oferecer contrapartida ambiental.

Em Extrema-MG, é o que ocorre com os produtores de leite que estão em nascentes de rio. Se não usarem estas APPs como pasto e conservarem estas áreas, importantes produtoras de água, serão premiados pelos serviços ambientais.

O Código Florestal tem de pautar estas ações, deve impulsionar a construção de uma consciência cidadã e impedir que o avanço sobre as áreas de preservação se acelere, no campo e na cidade. Transformá-lo em uma peça frágil na defesa do meio ambiente é um crime contra a humanidade.

Avalanche Tricolor: Começou a loucura

 

Grêmio 3 x 0 Oriente Petrolero
Libertadores – Olímpico Monumental


Foi estonteante a apresentação do Grêmio nesta noite de Libertadores. Jogadas em alta velocidade, bola trocada com rapidez para o companheiro mais próximo e lançada com precisão para um mais bem colocado do outro lado do campo. A variedade de movimentos também sufocou o adversário que fechava pela direita e era atacado pela esquerda. Quando corria para a esquerda, sofria na direita. Nem mesmo o juiz resistiu ao sufoco imposto pela equipe de Renato.

Nosso técnico voltou a surpreender. Nem tanto pela coragem de colocar apenas um volante – bem verdade que era o volante, Fábio Rochemback – e arriscar com três jogadores de meio-campo talentosos, mas pela criatividade de construir a equipe desta forma. Com o velocista Lúcio a aparecer de surpresa em meio a defesa inimiga e com a conhecida categoria de Douglas, Renato fez do “maldito” Carlos Alberto homem-chave no seu esquema.

O novo talento dá sinais de que entendeu o compromisso assumido no momento em que aceitou o convite para vestir a camisa do Imortal (e que bela camisa, chegava a brilhar na tela da televisão). Com a bola no pé repete o que todos já sabíamos, tem qualidade, entende a partida taticamente e orienta companheiros em campo. Quando a bola está com o adversário, não mede esforços para roubá-la ou impedir seu avanço – é a novidade.

Contida a ansiedade do início de Libertadores, o Grêmio-2011 começa a forjar uma ótima equipe, a partir de um elenco que permite variações na maneira de se apresentar – sem nunca perder duas de suas principais características: talento e pegada.

Soma-se a isto uma torcida maravilhosa que levou quase 36 mil pessoas ao Olímpico Monumental e sou obrigado a encerrar repetindo aquilo que esteve na garganta de todos os gremistas na noite desta quinta-feira: Soy Loco Por TRI América !

Modismo e analfabetismo que assolam a mídia

 

Por Mílton Ferretti Jung

Talvez eu seja um chato, mas não de galochas, porque, mesmo quando chovia, as usei pouquíssimo e somente por exigência paterna. Meu pai temia que, se molhasse os pés, pegaria gripe. Além disso, não creio que ainda exista quem as vista. Posso esperar, então, que minha chatice, pelo menos, dispense o acréscimo referido linhas acima.

Seja lá como for, vou tratar do modismo que tomou conta da mídia. Não estarei faltando com a ética. Afinal, estou na estrada da profissão desde 1954, o que, imagino, me assegura certos direitos, um deles o de criticar o que me irrita quando leio jornais, vejo televisão e/ou ouço rádio.

Claro que não tenho a pretensão de escrever algo parecido com o que, faz bom tempo – mas nunca esqueci do texto – Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo de Sérgio Porto, alinhou no livro intitulado “O festival de besteiras que assola o país”. Creio que pesquisou um bocado para reunir as asneiras que coletou na época ou, quem sabe, nem precisou se esbaldar procurando-as, tantas foram.

As de agora também são muitas, diferentes, porém, das relatadas por Stanislaw. Vou, no entanto, citar poucas para não encher a paciência dos que me dão o prazer de sua leitura aqui no blog do meu filho. Não sei se por preguiça ou desconhecimento gramatical, principalmente a turma das rádios não usa mais os verbos reflexivos, isto é, os que exigem a presença da partícula apassivadora – o se. Aí o que se escuta, por exemplo, é que “o jogo iniciou, o jogador machucou, o time concentrou”, e outras pérolas semelhantes.

Já o verbo realizar se transformou num proscrito. É pouquíssimo usado atualmente. Preferem dizer que “o festival aconteceu”. Tudo acontece, pouco se realiza. Devem ter aprendido a besteira com os cronistas sociais…

A moda que mais me incomoda, entretanto, é a do uso indiscriminado do verbo apontar. Parece que, para ele, não existem sinônimos. Não passa um dia que não se lê o maldito apontar em frases nas quais poderia ser substituído por indicar ou mostrar, sem prejudicar o sentido.

Afora esses modismos (até, talvez, analfabetismos) que causam dor de ouvido, ainda se faz necessário aguentar certos neologismos, entre os quais, um que detesto profundamente por ser uma invenção desnecessária. Refiro-me a disponibilizar. Seria bem mais fácil utilizar oferecer que, aliás, é bem mais bonito do que seu imenso sinônimo inventado sei lá por quem.

Acredito ter feito critica construtiva. Quem não concordar,que se manifeste.


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Insegurança faz vereadores ‘adiarem’ reajuste de salário

 

Os vereadores estão apreensivos, disse pela manhã o líder do PT na Câmara Municipal Ítalo Cardoso sobre o recebimento do salário mensal de R$ 15.031,00 que deveria ser pago a partir de março, em entrevista ao CBN SP. Há dúvidas do Ministério Público sobre a legalidade do reajuste de 61,8% determinado pelo legislativo e pressão da sociedade.

Ouça entrevista do vereador Ítalo Cardoso (PT) ao CBN SP

A insegurança levou os parlamentares a decidirem suspender, temporariamente, o aumento e a depositar em conta especial a diferença de salário entre o que ganham os vereadores e o que seria pago no mês que vem até a conclusão do inquérito civil aberto pelo Ministério Público Estadual. O salário atual é de R$ 9.288,00.

O promotor Luiz Ambra Netto disse ao CBN SP que o reajuste pode ferir mais de uma norma constitucional.

A primeira dúvida é sobre o não cumprimento do princípio da anterioridade, que está previsto na Constituição Federal e Lei Orgânica do município. De acordo com esta tese, os vereadores somente podem determinar reajuste salarial para a legislatura seguinte, jamais para eles próprios.

O MP questiona, também, o fato de os vereadores terem decidido seus salários com base em um percentual previamente estabelecido – 75% do que recebem os deputados estaduais. Segundo o promotor, a Constituição diz que os vereadores é que devem fixar o valor do subsídio (não um percentual). Com a norma aplicada em São Paulo, “na prática, quem determina o aumento é o legislativo estadual”.

E, finalmente, a legislação federal exige que qualquer aumento de gasto do município, determinado pela Câmara, esteja previsto no Orçamento da cidade e na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ou seja, se o gasto vai aumentar, isto tem de estar contemplado no Orçamento que é aprovado no ano anterior.

Ouça a entrevista com o promotor Luiz Ambra Netto, ao CBN SP

Com base em todas estas dúvidas e nas informações que estão sendo coletadas, o promotor Luiz Ambra Netto entende que a decisão sobre a legalidade ou não do reajuste no salário dos vereadores sairá em breve, apesar dele não arriscar um prazo.

Durante o período em que o inquérito corre no Ministério Público, você que mora na cidade de São Paulo tem o direito de enviar mensagem ao seu vereador para saber o que ele pensa sobre esta discussão.

Preservar a imagem do traficante de drogas?

 

Por Carlos Magno Gibrail

O traficante retratado com o pseudônimo de Alex em “Meu nome não é Johnny” pelo escritor Guilherme Fiúza sentiu-se ultrajado em sua imagem. Moveu ação contra o autor e ganhou. Dois juízes do Tribunal de Justiça deram ganho de causa a Walter, o nome verdadeiro do traficante, ofendido inclusive porque Fiúza contou que é paraplégico.
Situação nada recomendável para um país como o nosso, pois o Código Civil em seu artigo 20 prevê que “a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou publicação, exposição ou utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas se lhe atingirem honra, boa fama ou respeitabilidade, ou se destinarem a fins comerciais”.
É por isso que Roberto Feith da Editora Objetiva diz que “o Brasil é o único país do mundo no qual uma pessoa pública pode proibir, sem explicar a razão, um pesquisador de escrever a verdade comprovada sobre ele”.

O Projeto de lei apresentado por Antonio Palocci, deputado, hoje Ministro da Casa Civil, foi arquivado no fim do ano passado. José Eduardo Cardozo então relator, hoje Ministro da Justiça, informa que será retomada a proposta de Palocci que impedirá a proibição das biografias.

Enquanto isso não ocorre, vários estragos já foram feitos.

“Gabriel e Olivetto na “Toca dos Leões”, obra que narra a história da WBRASIL depuseram ao escritor Fernando Morais que Ronaldo Caiado, em uma intervenção radical para o controle da natalidade, sugeriu: “esterilizar as mulheres nordestinas”. Caiado nega e processa Morais, Gabriel e a editora pedindo 500 mil , 1 milhão e 1 milhão, respectivamente, de cada um. Além do recolhimento dos livros e da proibição de Fernando detalhar o assunto.

O cantor Roberto Carlos conseguiu proibir e recolher o livro escrito por Paulo Cesar de Araújo “Roberto Carlos em detalhes”. Trabalho sério executado durante mais de 10 anos em que não há ofensa nenhuma ao biografado.

O livro “Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha” escrito por Ruy Castro foi retirado de circulação durante um ano, em 1996, e o processo durou mais de 10 anos tendo a Companhia das Letras que arcar com grandes despesas.

Uma das ex-esposas do cantor Raul Seixas, sabendo da disposição em biografá-lo já ameaçou Edmundo Oliveira Leite Jr.

Os escritores Fernando Morais e Guilherme Fiúza alertaram na semana passada no programa Notícia em Foco da Rádio CBN que o Brasil corre sério risco de não ter mais história daqui para frente. Sem editoras e escritores dispostos a sofrer prejuízos financeiros e morais, só mesmo restarão os aplausos dos parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça que ferrenhamente combateram Palocci PT – SP, o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf PP – SP e o deputado Efraim Moraes Filho DEM – PB.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas, no Blog do Mílton Jung

Canto da Cátia: Vai de ônibus Kassab

 

Kassab e o busão

O protesto de estudantes e trabalhadores contra o aumento da passagem de ônibus em São Pauo chegou às paredes dos prédios da cidade. No centro, a Cátia Toffoletto flagrou o convite ao prefeito Gilberto Kassab par que experimente o sistema de transporte na capital paulista. Mesmo mais lento e cheio, andar de ônibus está mais caro desde o início do ano, R$ 3,00.

O exemplo de Francisco Whitaker

 

Francisco Whitaker foi o único vereador da legislatura de 91-94 a não aceitar o valor do salário pago aos parlamentares na época por entender que infringia a lei. Todos seus colegas foram condenados a devolver o dinheiro recebido ilegalmente, em processo que levou 17 anos, conforme noticiado semana passada.

Logo que o fato foi divulgado, vários veículos de comunicação procuraram Whitaker que estava no Fórum Social Mundial, no Senegal. Agora, ele tem compromissos na Europa e volta ao Brasil em março. Mas por e-mail fez alguns esclarecimentos para o tema:

Aproveito para lhe precisar: eu não devolvi esse aumento indevido. O que eu fiz foi me recusar a recebê-lo, durante seis meses. E quando, ao fim desses seis meses, interpelei judicialmente a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, que não respondia aos meus ofícios a respeito, ela decidiu parar o pagamento. Foi quando os cidadãos que moveram a Ação resolveram pedir a devolução  do que tinha sido pago indevidamente aos demais.

Desde o aumento de cerca de 61% nos salários dos atuais vereadores, o CBN SP tem conversado com vários representantes da Câmara. A maioria defende o valor, mas há os que dizem serem obrigados a receber para cumprirem a Legislação. O exemplo de Whitaker bem que poderia inspirar algum desses parlamentares. Mas para que tomem esta atitude é preciso mais do que inspiração. É necessário coragem.

Canto da Cátia: Calçada ecológica (?)

 

Calçada ecológica

O bode Mané não dá mais conta do recado. É tanto mato crescendo nos parques e praças da cidade que o bicho fica sem saber que lugar socorrer primeiro, principalmente depois que a Cátia Toffoletto decidiu sair por aí registrando a falta de manutenção nestas áreas verdes.

A calçada da rua Ouvidor Peleja, na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, porém, deixaram a Cátia e o bode em dúvida. Seria esta uma calçada verde, ecologicamente correta, ou simplesmente o proprietário esqueceu que é sua responsabilidade cortar a grama ?

Problemas que não orgulham o Recanto dos Humildes

 

Recanto dos Humildes

Aqui começa o Recanto dos Humildes. O sofá despejado no meio da rua recepciona os visitantes na rua Recanto dos Humildes, número 10, no bairro de Perus, zona norte da capital. E atrapalha o trânsito de carros e ônibus, conta Devanir Amâncio, da ONG Educa SP, colaborador deste Blog.

Recanto dos Humildes

A porta da Igreja Deus Pai dos Humildes também é ocupada pelo entulho que se espalha pela calçada, material jogado por moradores. Dona Leonice de Almeida cobra providências da subprefeitura da região, sem sucesso até agora. Diz ter convidado o subprefeito Celso Capato para vistoriar o local, na rua Antule, número 1, mas ainda não teve o prazer de vê-lo por lá.

Mesmo assim, Dona Leonice acredita em uma solução: “Para isso  a Prefeitura conta com engenheiros , gente do verde, fiscais e subprefeito, diz indignada.